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Luizinho foi-se

Luiz Pereira Bueno, ou Peroba para os mais chegados, foi-se na manhã desta terça-feira. Aos 74 anos, morreu depois de mais de um ano lutando contra um câncer. É mais uma notícia ruim numa semana que já começou mal para o automobilismo, com o grave acidente de Robert Kubica.

Desconhecido das gerações atuais, Luizinho foi um dos grandes do automobilismo nacional. Pioneiro, foi ídolo e inspiração de gente como Emerson Fittipaldi, José Carlos Pace e Nelson Piquet. Dizer isso, a princípio bastaria. Mas não basta. Luiz foi mais que isso.

Teve a coragem de sair do Brasil e montar uma equipe de Fórmula Ford na Europa, em plenos anos 60. Disputou e ganhou corridas. Disputou dois GPs do Brasil de Fórmula 1, em 1972 e 1973. O primeiro com March, o outro com Surtees. Mesmo com carros limitados, fez participações dignas. Mas fez fama mesmo correndo com as Berlinetas verde-amarelas da equipe Willys, com o Maverick da Divisão 3 e com Porsche nos 500km de Interlagos, no anel externo.

Anel externo este, hoje irrecuperável dadas as reformas no circuito, que ficou com a marca indelével de Luizinho. É dele o recorde do traçado. Embora este recorde geralmente seja atribuído ao evento que ele fez para promover o GP do Brasil de 1972, quebrando do recorde com um March 711 de Fórmula 1, o próprio Peroba relatava que o verdadeiro recorde fora atingido com um Porsche 908/02, fazendo as curvas 1 e 2 em inimagináveis 242km/h. Independente de com que carro, o importante é que a marca, hoje inalcançável, é dele para todo sempre.

Infelizmente, não vi Luizinho correr e não tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente. Uma pena. Nessas horas, dá vontade de ter nascido 20 anos antes e ter mais histórias para contar. Mas tenho certeza que o historiador Pandini irá fazê-lo. Aliás, foi do blog dele que roubei a foto que ilustra este post.

Obrigado, Luizinho.

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Pergunte ao Capelli: 2ª edição

P: Tostines é fresquinho porque vende mais ou vende mais pq é fresquinho?
R: Nada disso. É fresquinho porque dá o biscoito.

P: O que você acha da regra que obriga os pilotos a fazerem troca de pneus, alternando compostos?
R: Idiota.

P: De todos os capacetes que ja apareceram na f1, qual o seu preferido?
R: Gosto muito de desenhos mais simples e limpos, como do Senna, do Prost e do Mansell. O do inglês, particularmente, era espetacular.

P: O que estará escrito em seu epitáfio?
R: “Eu não era o ex-piloto Ivan Capelli, cacete!”

P: Capelli, vc acha que a USF1 vai correr próximo ano?
R: Não. Mas quase sempre eu erro…

P: Tô sem imaginação pra uma pergunta… fala qualquer besteira aí que agradeço rs
R: Em briga de saci, pontapé é voadora.

P: Capelli, o McLaren MP4-10 (não sei se o “puro”, o B, ou o C), com aquele pequeno segundo aerofólio traseiro, pode ser considerado o primeiro “carro-bigorna” da história da F1? (chicocougo)
R: Mais ou menos… ali o objetivo era outro. Parece que aquela asa objetivava mais jogar ar de volta para dentro do motor (a carenagem tinha um buraco ali embaixo) do que criar mais downforce.

P: Será que com o fim dos reabastecimentos as corridas vão seguir com disputas por posição (inclusive na frente) ou depois de algumas voltas vão virar o desfile que vêm sendo há alguns anos?
R: Eu acho que vão seguir com disputas, porque o comportamento dos carros vai variar. Talvez determinada equipe ande melhor no começo, com tanque cheio e outra ande melhor no final, com tanque vazio.

P: Capelli, houve alguma dobradinha entre dois dois pilotos do mesmo país e da mesma equipe fora aquela do Piquet e do Moreno em 1990, no GP do Japão, na corrida do bicampeonato do Senna?
R: Sim… vários italianos nos anos 50 (Alfa, Ferrari), ingleses nos 60 (Lotus) e franceses nos 70/80 (Renault e Ligier). De 1990 pra cá é que não lembro de cabeça.

P: Por que a Williams correu sem o patrocínio da Camel do GP Brasil de 1991?
R: Tinha o patrocínio, mas só na frente do carro. Depois a Camel comprou também as laterais que estavam vagas.

P: Qual foi a primeira corrida inteira que você lembra de cabeça?
R: Acho que foi o GP da Alemanha de 1986, quando o Piquet ganhou e o Senna cruzou a linha de chegada balançando o carro para achar combustível no tanque.

P: Baseando-se no estilo de pilotagem de cada piloto, quem você acha que vai se destacar de forma positiva (vai andar mais que no regulamento antigo) e negativa (vai andar menos que no regulamento antigo) com o novo regulamento, em relação ao combustível?
R: Difícil. Acho que Massa pode se dar mal. E Alonso pode se dar bem.

P: Quanto tempo até o Barrichello falar mal da equipe e levar um cartão amarelo do Willians?
R: Se ele demonstrar a maturidade que apresentou no segundo semestre de 2009, não vai acontecer.

P: Se o Rosberg estiver em 1° e o Schumacher em 2°, você acha mandam ele deixar passar? Se ele não deixar, o cachorro dele corre risco de ser sequestrado?
R: Eu acho que sequestram a Dona Nica e botam pra conversar com ele no rádio.

P: Na sua opinião qual o capacete mais feio e o mais bonito da F1?
R: Feios: Timo Glock e Adrian Sutil. Bonito: Felipe Massa.

P: Capelli, os carros “tubarões” (com o bico levantado e a asa suspensa embaixo dele) surgiram no final dos anos 80, início dos 90 pelo que me lembro. Mas quem, precisamente, testou em pista essa idéia primeiro? Se possível também o nome do projetista.
R: Tenho a impressão de que foi a Tyrrell, em 1990. O projetista era o Harvey Postlethwaite. No entanto, a March de 1988 usava muito do conceito, embora a asa não fosse “tubarão”.

P: Capelli, li no GP que o nome “BMW Sauber” será mantido no ano que vem. Mas se a Sauber vier com motor Ferrari, é permitido ou já existiu alguma vez duas montadoras formarem um mesmo time, ou pelo menos o nome de uma equipe?
R: Vai ser bem engraçado se isso acontecer. Acho que será a primeira vez. A Brabham, em 1982, correu com motores Cosworth e BMW, um em cada carro.

P: Capelli, quando foi introduzida a regra que, em falta do campeão, o time campeão de constutores usa o #0 e #2?
R: Em 1993, quando Mansell foi campeão do ano anterior e foi para a Indy.

P: Dentre todas as trocas de pilotos, quem você acha que se deu melhor? Eu acho que foi o Rubinho (LWxJB) (FMxFA) (NRxMS)…
R: Se levar em conta o companheiro de equipe, o Barrichello. Se levar em conta o equipamento, o Alonso.

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Para enviar a sua pergunta, preencha o formulário em www.formspring.me/ivancapelli e aguarde a resposta. Lá eu respondo quase tudo, no blog só entram algumas selecionadas.

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Primeiras vitórias

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divulgação Red Bull

Sebastian Vettel conquistou ontem, na China, a primeira vitória da equipe Red Bull. Curioso é o fato de que o próprio Vettel já havia dado à Toro Rosso, há pouco mais de seis meses, também sua primeira vitória.

Assim, o jovem alemão ingressou no seleto clube dos pilotos que conseguiram a primeira conquista para mais de um construtor. Como ele, Juan Manuel Fangio também conquistou as vitórias de estreia de dois times: Maserati e Mercedes. E existem outros três pilotos que venceram pela primeira vez para três diferentes construtores: Dan Gurney (Porsche, Eagle e Brabham), Jackie Stewart (Matra, March e Tyrrell) e Stirling Moss (Cooper, Lotus e Vanwall).

Confira abaixo a primeira vitória de cada construtor na Fórmula 1:

Construtor Piloto Grande Prêmio
Alfa Romeo Giuseppe Farina GP da Inglaterra/1950
Benetton Gerhard Berger GP do México/1986
BMW Sauber Robert Kubica GP do Canadá/2008
Brabham Dan Gurney GP da França/1964
Brawn Jenson Button GP da Austrália/2009
BRM Jo Bonnier GP da Holanda/1959
Cooper Stirling Moss GP da Argentina/1958
Eagle Dan Gurney GP da Bélgica/1967
Ferrari José Froilan Gonzalez GP da Inglaterra/1951
Hesketh James Hunt GP da Holanda/1975
Honda Richie Ginther GP do México/1965
Jordan Damon Hill GP da Bélgica/1998
Ligier Jacques Laffite GP da Suécia/1977
Lotus Stirling Moss GP de Mônaco/1960
March Jackie Stewart GP da Espanha/1970
Maserati Juan Manuel Fangio GP da Itália/1953
Matra Jackie Stewart GP da Holanda/1968
McLaren Bruce McLaren GP da Bélgica/1968
Mercedes Juan Manuel Fangio GP da França/1954
Penske John Watson GP da Áustria/1976
Porsche Dan Gurney GP da França/1962
Red Bull Sebastian Vettel GP da China/2009
Renault Jean-Pierre Jabouille GP da França/1979
Shadow Alan Jones GP da Áustria/1977
Stewart Johnny Herbert GP da Europa/1999
Toro Rosso Sebastian Vettel GP da Itália/2008
Tyrrell Jackie Stewart GP da Espanha/1971
Vanwall Tony Brooks/Stirling Moss GP da Inglaterra/1957
Williams Clay Regazzoni GP da Inglaterra/1979
Wolf Jody Scheckter GP da Argentina/1977

 

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Brawn iguala feito de Mercedes e March

Foto: Divulgação/Brawn

Foto: Divulgação/Brawn

Com a conquista do primeiro e segundo lugares no grid de largada em sua corrida de estreia com Button e Barrichello, a Brawn repetiu hoje um feito que não acontecia há 39 anos. A última vez em que um construtor obteve o mesmo resultado na Fórmula 1 fora em 1970, quando a March estreou na categoria e colocou dois carros em primeiro e segundo no GP da África do Sul, abertura da temporada: Jackie Stewart e Chris Amon.

No entanto, Stewart e Amon não eram companheiros de equipe. O escocês, então campeão mundial, corria pela Tyrrell, com chassis da March. Já Amon, o azarado neo-zelandês, estava inscrito pela própria equipe March.

Antes deles, a Mercedes havia conseguido a mesma proeza, em sua estreia no GP da França de 1954. O primeiro foi Juan Manuel Fangio, com o alemão Karl Kling na segunda posição. O feito da Mercedes, que por sinal hoje fornece motores para a Brawn, deve servir de inspiração para o mais novo time da Fórmula 1. Diferentemente da March, o time alemão venceu a corrida, fazendo dobradinha com seus pilotos nas mesmas posições de largada.

Além de Brawn, Mercedes e March, outros construtores também já haviam feito poles na estreia. Lancia no GP da Espanha de 1954, com Alberto Ascari; Lola com John Surtees no GP da Holanda de 1962 e Tyrrell no GP do Canadá de 1970, com Jackie Stewart. Embora não fosse a estreia da Tyrrell como equipe, era como construtora.

Vale lembrar que a Alfa Romeo estreou com quatro carros nas quatro primeiras posições no grid do GP da Inglaterra de 1950. Mas, neste caso, todo mundo estava estreando na Fórmula 1.

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Trunfo das Equipes (6/16): March/Leyton House e Surtees

É lógico que no Trunfo das Equipes não poderia faltar o carro de Ivan Capelli, a March. E ele chega bem acompanhado, com José Carlos Pace conduzindo a Surtees.

March/Leyton House - clique para ampliar Surtees - clique para ampliar

 

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Meu ex-carro


O Celso Renato, de BH, manda e-mail avisando que o March 881 Judd, guiado por Ivan Capelli em 1988, está à venda em um site de clássicos.

Só há alguns problemas:

1) O carro que ilustra a página é um CG901 de 1990. Será que erraram a foto ou erraram o modelo?

2) Na descrição, a cor do carro aparece como “verde”. Verde??

3) Está custando 100.000 Euros. Vou passar a vez.

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