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Webber e Massa, os pilotos-Tiririca

Foto: Mark Thompson/Getty Images

Depois do que protagonizaram no GP da Austrália, pode-se dizer que Mark Webber e Felipe Massa são os “pilotos-Tiririca”, em alusão ao maior bordão da campanha eleitoral de 2010: pior do que está, não fica.

Dispondo do mesmo carro do vencedor Sebastian Vettel e correndo em seu país natal, Webber não se encontrou em momento algum em todo o final de semana. Andando em um ritmo muito mais lento, sequer foi páreo para pilotos com carros inferiores, como Fernando Alonso e Vitaly Petrov. Teve um desgaste de pneus acentuado, que o obrigou a três pit stops. Na saída do terceiro pit, demonstrou afobação na perseguição a Alonso e chegou a sair da pista.

Cruzou a linha de chegada em quinto, parando logo o carro no acostamento. Talvez tenha sofrido algum problema mecânico que venhamos a descobrir mais tarde. De toda forma, o mau desempenho nos treinos também deixa uma pulga atrás da orelha: parece que o australiano acusou o golpe da derrota para Vettel no ano passado.

Assim como Felipe Massa, que desde a cessão de posição a Alonso no GP da Alemanha do ano passado não repete mais as boas atuações de outros tempos. Hoje, fez até uma excelente largada, saltando de oitavo para quinto. Defendeu com raça a posição dos ataques de Jenson Button, até o inglês cometer um erro e ultrapassar por um atalho na pista, o que lhe resultou numa punição com “drive through”.

Porém, apesar da dedicação e da habilidade na defesa de posição, era nítido que o ritmo de Felipe era muito ruim. Assim que Button passou, perdeu também a posição para Alonso e foi ficando para trás, cada vez mais para trás. Seu ritmo era tão pouco competitivo que Button, mesmo punido com uma passagem forçada pelos boxes com velocidade limitada, conseguiu alcançá-lo e ultrapassá-lo no final da corrida.

Fechando a prova num lamentável nono, fica o consolo de ter marcado a volta mais rápida. Entretanto, é um dado pouco importante, já que Felipe foi o piloto de carro de ponta a fazer o mais tardio pit stop, o que o deixou na pista mais leve e com pneus em melhor estado. Fez bela ultrapassagem sobre Sebastien Buemi, mas algo que deve ser considerado uma obrigação para quem pilota uma Ferrari.

O perceptível é que, tal qual Webber, Felipe errou demais no final de semana. Rodou, saiu da pista nos treinos, defendeu posição contra Button de forma agressiva (ainda que leal). Tudo isso aponta para um certo descontrole emocional, uma tentativa de ultrapassar os limites para conseguir um bom resultado. Até aqui, sem sucesso.

Ainda é cedo, o GP da Austrália foi apenas a primeira corrida de 19 da temporada. Mas os indícios são de que tanto Massa quanto Webber estão desestabilizados por terem companheiros de equipe campeões, difíceis de serem batidos.

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Afirmações e decepções

Afirmações e decepções

O treino de classificação para o GP da Austrália serviu para, pela primeira vez, colocar os competidores de 2011 em combate. Até aqui, tanto nos testes de inverno quanto nos treinos oficiais, tudo o que se podia fazer eram suposições, já que não se tinha parâmetros exatos de competição. Agora não, todo mundo foi para a pista para valer, brigando em condições iguais. E, aí sim, foi possível saber quem se afirma e quem decepciona.

A grande afirmação, sem dúvida, é a Red Bull. Já se entendia que se tratava do melhor carro, mas a distância para os rivais, de quase um segundo, foi uma covardia. Durante a corrida, tende a ser maior ainda. Pelo que se sabe, o carro rubrotaurino é o que menos gasta pneus e mantém um ritmo constante de corrida. Os adversários podem até começar a prova num ritmo próximo, mas em pouco tempo o desempenho tende a cair vertiginosamente. E aí, a Red Bull dispara na frente de vez. Sebastian Vettel deve vencer com tranquilidade, já que o inconstante Mark Webber não está em um bom final de semana.

A McLaren afirmou-se de maneira surpreendente. Depois dos apuros na pré-temporada – que chegaram a fazer Lewis Hamilton soltar o verbo aos jornalistas -, parece que acharam a mão do carro, ao menos para voltas rápidas. Em ritmo de corrida ainda não se sabe como os carros prata vão se comportar, mas existe uma expectativa de que não tenham um ritmo tão consistente quanto a Ferrari, embora os italianos tenham ido mal no treino.

Antes mesmo do GP da Austrália, Fernando Alonso já tinha avisado que o carro novo da Ferrari não era tão veloz, mas era confiável. E é este o trunfo dos italianos para a corrida de logo mais à noite. Em ritmo de classificação, a Ferrari decepcionou. Alonso foi apenas quinto, atrás de Red Bulls e McLarens, e Felipe Massa não se achou. Larga em oitavo depois de ter rodado na saída dos boxes no Q3.

Heidfeld na brita: maior decepção do dia (Foto: Clive Mason/Getty Images)

Heidfeld na brita: maior decepção do dia
(Foto: Clive Mason/Getty Images)

Outra decepção do dia foi Rubens Barrichello, que colocou uma roda na terra no Q2, rodou e ficou na caixa de brita. Alex Wurz, ex-piloto, afirmou sem rodeios no Twitter: “Um erro de principiante”. Mas o próprio Rubens adimitiu o erro, que faz parte do jogo, acontece. O importante é que a Williams demonstrou um ritmo competitivo e é forte candidata aos pontos, mesmo com a 17ª posição de largada em função da eliminação precoce no treino. Como no Albert Park as corridas tendem a ser confusas, com entradas do Safety Car, apostar em Barrichello entre os dez primeiros na corrida não é nenhum absurdo. A probabilidade é grande.

Mas a maior das decepções ficou por conta de Nick Heidfeld, substituto de Robert Kubica na Renault. O carro demonstrou estar bem, já que o surpreendente Vitaly Petrov emplacou um sexto no grid, melhor posição da carreira. Mas Nick, o número 1 da equipe, não esteve competitivo na classificação. É bem verdade que foi atrapalhado por uma excessivamente lenta Hispania em sua última tentativa, mas antes disso o alemão tentou pelo menos outras três voltas rápidas, e em nenhuma teve qualquer sucesso, chegando até a passear na caixa de brita. Pagou o mico de ser eliminado no Q1 e vai largar na 18º posição.

Falando em Hispania, o absurdo dos absurdos. A equipe mais ridícula da última década na Fórmula 1 não para de passar vergonha. No treino da manhã, conseguiu pela primeira vez colocar os carros na pista. Mas Vitantonio Liuzzi viu seu carro apagar depois de duas curvas. Não treinou. Narain Karthikeyan teve mais sorte, conseguiu dar algumas voltas e marcar tempo. Quase dezoito segundos mais lento que o primeiro, mas ao menos o carro andou. Na classificação, não houve quebras, mas o ritmo dos carros era absurdamente lento, atrapalhando todo mundo que tentava uma volta rápida. Um vexame. Ficaram obviamente abaixo da margem de 107% do tempo do primeiro colocado e foram barrados da corrida, o que deve acontecer com frequência na temporada. Até que a equipe seja vendida ou imploda.

Kobayashi confirmou a boa fase da Sauber (Foto: Robert Cianflone/Getty Images)

Kobayashi confirmou a boa fase da Sauber
(Foto: Robert Cianflone/Getty Images)

Gratas surpresas foram Sauber e Toro Rosso. A equipe suíça conseguiu colocar seus dois carros entre os seis primeiros no Q1. No Q2, Sergio Perez bobeou e não passou adiante, ficando em 13º. Mas Kobayashi chegou ao Q3 e larga em nono na corrida. Sebastien Buemi também mandou muito bem com a Toro Rosso, foi para a parte final do treino e sai em décimo.

Mas é na próxima madrugada, na corrida, que vamos ter mais clara a verdadeira relação de forças deste início de temporada 2011. Os pneus Pirelli, que se desgastam bem mais rápido do que os antigos Bridgestone, terão papel decisivo na dinâmica da prova. Há quem afirme que não será estranho ver os pilotos fazendo quatro pit stops. Certeza mesmo, só depois da prova. Mas a sensação inicial é de que, no pelotão da frente, pouca coisa mudou com relação ao final do ano passado. Talvez só a Red Bull tenha aberto um pouco mais de vantagem para os demais. O que aponta para uma temporada de domínio, até que a FIA invente alguma coisa para animar o campeonato.

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O Fator Tilke

* Texto produzido para o Especial F1 2011 do site Grande Prêmio

Houve um tempo em que o Mundial de F1 era dividido em períodos bastante distintos. Com mais da metade das corridas acontecendo em território europeu, falava-se na ‘temporada europeia’ do campeonato, período no qual ocorria o campeonato propriamente dito. Havia corridas importantes na Ásia, na África e nas Américas, mas as equipes consideravam decisivas as provas da Europa porque, além de serem mais numerosas, aconteciam em sequência e possuíam características semelhantes entre si. Eram circuitos velozes — Silverstone, Monza, Hockenheim, Zeltweg, Paul Ricard, Imola, entre outros — que exigiam baixos perfis aerodinâmicos e força de motor. Tais características guiavam o planejamento das equipes, que preferiam ter carros competitivos na Europa, ainda que pudessem dar alguma chance aos adversários nas demais corridas.

Porém, a partir do final dos anos 90 as coisas começaram a mudar. A internacionalização da F1 levou a categoria a fazer cada vez mais provas para além do continente europeu. Além disso, os próprios circuitos da Europa começaram a ser revistos após as traumáticas mortes de Ayrton Senna e Roland Ratzenberger. Com isso, surgiu um novo paradigma para desenvolvimento de autódromos para a F1: circuitos com grandes áreas de escape, poucas curvas de alta velocidade e retas antecedidas por curvas muito fechadas. Quem estabeleceu este paradigma? Um arquiteto alemão de nome famoso, mas cujo rosto muita gente desconhece: Hermann Tilke.

O primeiro trabalho de Tilke para Bernie Ecclestone foi o circuito de Sepang, na Malásia, inaugurado em 1999. Antes disso, ele já tinha sido o responsável pela reforma de Zeltweg, que tornou-se A1 Ring, mas foi na Ásia que nasceu um casamento que não parou de render frutos, ainda que questionáveis. De lá para cá, Tilke já projetou nove autódromos novos para a F1, além de ter reformado inteiramente o traçado de Hockenheim, na Alemanha. Mas nem mesmo outros circuitos mais antigos escaparam a mão do arquiteto: Monza, Silverstone, Nürburgring e Montmeló também já foram revisitados por ele, ainda que mais em obras de infra-estrutura do que exatamente em remodelagem do traçado.

A presença cada vez mais maciça da obra de Hermann Tilke na F1 na última década começa a gerar um novo fator na categoria. Atualmente, é muito importante ter um carro que seja adequado às características dos circuitos por ele projetados. Afinal, em 2010 Tilke assinou o projeto dos circuitos de nove das 19 corridas disputadas. Dominar os tilkódromos está se tornando um fator decisivo para a briga por um título. E não só para as equipes, mas também para os pilotos.

Que o diga Mark Webber, o australiano da Red Bull que perdeu por muito pouco o título de 2010 para seu companheiro Sebastian Vettel. O desempenho de Webber nos tilkódromos é muito baixo, nunca tendo até hoje ganhado uma corrida sequer num destes circuitos. Na temporada passada, marcou neles ridículos 68 pontos, enquanto que foi o maior pontuador nos outros tipos de autódromos, com 174 pontos. Para efeito de comperação, o campeão Vettel marcou exatamente o mesmo número de pontos nos circuitos Tilke e não-Tilke: 128 em cada. Fernando Alonso, vice-campeão, fez o mesmo: 126. Pode-se dizer sem errar: Mark Webber perdeu o título por causa do mau desempenho nos tilkódromos.

Isso porque a tendência é que os circuitos-Tilke continuem a ganhar espaço no calendário. Em 2011, seriam nove etapas em 20, não fosse o cancelamento do GP do Bahrein por motivos extra-pista. E para 2012, ao que tudo indica, serão 10 das 20 etapas. Em pouco tempo, eles serão a maioria do campeonato. E, a partir disso, o ‘Fator Tilke’ passará a orientar decisivamente o planejamento de equipes e pilotos.

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A número 1

Foto: Divulgação/Red Bull

Dentre todos os lançamentos da Fórmula 1 hoje em Valência (e que terão seus respectivos posts mais tarde), o que mais se destaca é o da Red Bull, atual equipe campeã do mundo. Se chegar ao topo já é difícil, manter-se é tarefa ainda mais complicada. Mas o time rubrotaurino parece que tem a receita para buscar o bicampeonato.

Vejamos: o melhor projetista das últimas duas décadas da Fórmula 1 (Adrian Newey), um propulsor bastante confiável (Renault), um piloto veterano que vive a melhor fase da carreira (Mark Webber) e outro piloto que já deixou de ser uma grande promessa e virou realidade ao sagrar-se campeão do mundo (Sebastian Vettel). Tem como ficar melhor? Eu acho difícil.

Foto de estúdio do RB7 que, de tão retocada, até parece um desenho.
Foto: Divulgação/Red Bull

O RB7, que foi para a pista pela primeira vez hoje, surpreende por romper mais do que o esperado com o seu modelo antecessor. Parece ser mais do que uma simples evolução, principalmente no desenho da traseira e das asas dianteira e traseira. No fim das contas, é um reflexo técnico da filosofia da marca que banca time. Tão importante quanto ganhar é ser diferente, ousado, inovador. E isso a Red Bull vem conseguindo, ainda que seu marketing por vezes exagere um pouco no conceito de juventude inconsequente.

Resta saber agora se o carro é bem nascido. Se for, pela estrutura e por tudo o que fizeram em 2010, é a equipe favorita ao título. Fica agora como interrogação o comportamento de Sebastian Vettel como detentor do título. Vestirá a capa com maestria ou o compromisso de continuar ganhando poderá levá-lo a tropeços? As respostas, a partir de março. Mas Vettel tem toda a pinta de ter vindo para ganhar. De novo.

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Rapidinhas: GP da Turquia

- Contrariando a lógica, que indicava mais uma fácil vitória da Red Bull, deu Lewis Hamilton na cabeça em Istambul. Mas, mesmo que tenha herdado a liderança depois de uma briga fratricida entre os dois touros vermelhos, é preciso dizer que o inglês mereceu a vitória.

- Sim, porque desde a largada Lewis foi o nome da corrida. Arrancou mal, perdeu a segunda posição para Sebastian Vettel na primeira curva, mas recuperou o posto nas curvas seguintes com ousadia e precisão. Dali para frente, pressionou o líder Mark Webber e parecia capaz de assumir a liderança. Até que foi vítima de um pit stop ruim e caiu para a terceira posição.

- Mas a entrada de Vettel em segundo, quem diria, seria a chave para sua vitória. O alemãozinho é um ótimo piloto, mas ainda é jovem e impetuoso demais. Tentou ultrapassar seu companheiro Webber, achou que a manobra estava consumada e mudou a tangência para fazer a curva antes do que devia. Pegou o australiano e acabou com a dobradinha da Red Bull. Christian Horner o aguarda no motorhome com uma palmatória.

- Webber caiu para terceiro e ainda precisou parar nos boxes para trocar o bico do carro. Uma vitória quase certa virou um pódio amargo. Pelo menos, continua líder do campeonato. Mas a manobra desastrada de Vettel jogou por terra o sonho da terceira vitória consecutiva.

- Hamilton herdou a ponta, mas mesmo assim, teve trabalho. Num dia em que brigas entre companheiros de equipe foram a tônica, Jenson Button arriscou uma ultrapassagem e chegou a assumir a liderança, por poucas curvas. Outra vez, Lewis se recuperou e dividiu algumas curvas, até voltar a ser líder.

- Provavelmente espelhada no que aconteceu com a Red Bull, a McLaren pediu para seus pimpolhos se acalmarem e garantirem a dobradinha. Bom para Hamilton, que conquistou a primeira vitória na temporada.

Vettel encarnou o Red Five de Nigel Mansel e jogou uma corrida pela janela. (Foto: AP Photo/Thanassis Stavrakis)

Vettel encarnou o Red Five de Nigel Mansel e jogou uma corrida pela janela.
(Foto: AP Photo/Thanassis Stavrakis)

- Na quarta e na quinta posições, chegaram Michael Schumacher e Nico Rosberg, da Mercedes. O heptacampeão voltou a derrotar Nico e demonstra estar numa curva ascendente. Diferentemente da Ferrari, que em Istambul virou quarta força do campeonato.

- A distribuição de forças entre equipes parece bem clara. Red Bull e McLaren lá na frente, com vantagem para o time austríaco. Atrás, vem a Mercedes. E, num terceiro pelotão, brigam Ferrari e Renault. Os italianos ainda estão na frente, mas não sei não… A dificuldade de Fernando Alonso em ultrapassar Vitaly Petrov, considerando a diferença entre os pilotos, pode indicar que a equipe francesa está até melhor. A Ferrari anda pra trás.

- Outra que anda mal é a Williams. Hoje, foi a última equipe da F1-A, ganhando apenas de Lotus, Virgin e Hispania. E, ainda assim, com dificuldades.

- Destaque para Kamui Kobayashi, que marcou o primeiro ponto da Sauber na temporada ao chegar em décimo lugar. Medalhinha também para a Virgin, que conseguiu concluir a corrida com seus dois carros, que agora não parecem mais feitos de papel.

- Já a Hispania e a Lotus quebraram. Estou pensando em criar o Troféu Jerimum, para premiar as equipes novatas. O que acham? O melhor dos seis pilotos marca 10 pontos, o segundo marca 6… e o sexto, um ponto. Vou fazer o cálculo durante a semana.

- É isso aí, está instituído o Troféu Jerimum. Então vou mudar meu texto sobre a Virgin: “Parabéns para a Virgin, que fez a dobradinha no Troféu Jerimum, com Timo Glock em primeiro e Lucas di Grassi em segundo”.

- De resto, a destacar que o GP da Turquia foi uma boa corrida. Uma pena que corra o risco de ficar fora do calendário, já que o circuito do Istambul Park é um dos melhores da atualidade.

- Daqui a duas semanas, GP do Canadá, que vai ser uma corridaça. E outra boa notícia é que a corrida acontece às 13h (horário brasileiro), exatamente no intervalo entre dois jogos da Copa. Então, certamente a prova será transmitida ao vivo pela Globo.

RESULTADO GP DA TURQUIA 2010:

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Rapidinhas: GP de Mônaco

- Como esperado, o GP de Mônaco se decidiu na primeira curva. Salvo raras exceções, há alguns anos já é assim. Mark Webber saltou na frente, Sebastian Vettel ultrapassou Robert Kubica, Felipe Massa se manteve em quarto e assim foi até o final da corrida.

- Procissão sonolenta que teve alguns momentos de (falsa) emoção com as várias entradas do Safety Car. A cada acidente, todo o pelotão se juntava outra vez para recomeçar o desfile mais de pertinho. No total, foram quatro intervenções.

- Na primeira volta, Nico Hulkenberg errou ao tentar contornar o túnel por fora. Pegou sujeira, perdeu o controle do carro e foi parar nos guard-rails. A segunda entrada foi causada pela outra Williams, de Rubens Barrichello, que teve a suspensão traseira quebrada e também bateu. Mais adiante, fiscais identificaram uma tampa de bueiro aberta e a corrida precisou ser interrompida novamente. E a última entrada, nas voltas finais, foi causada por um patético acidente entre Jarno Trulli e Karun Chandhok na La Rascasse.

- Na prática, apenas a primeira e a última entrada definiram alguma coisa na corrida. A da primeira volta serviu para que Fernando Alonso parasse nos boxes e trocasse de pneus logo no começo, cumprindo cedo a norma de pit stop obrigatório (ridícula, por sinal) e tendo oportunidade de ganhar posições quando os demais tivessem que parar. Para quem saía da última posição, foi um grande negócio.

Só o Safety Car andou na frente das Red Bull hoje (Foto: AP Photo/David Vincent)

Só o Safety Car andou na frente das Red Bull hoje
(Foto: AP Photo/David Vincent)

- E, no último Safety Car, Michael Schumacher aproveitou para mais uma tradicional Schumacada, ultrapassando Fernando Alonso assim que o carro-madrinha voltou para os boxes, no final da última volta. Nessa circunstância não é permitido ultrapassar, e o alemão perdeu os pontos que conquistaria ao ser punido por comissários. Bem feito.

- Alonso se deu bem, os oito pontos conquistados saíram melhor que a encomenda. O espanhol manteve-se a três pontos dos líderes do campeonato, Webber e Vettel. Antes o líder era Button, mas o importante para ele é que a diferença permaneceu a mesma.

- O grande problema para o espanhol e os demais adversários, porém, é o fato da Red Bull finalmente ter assumido a ponta do campeonato, e com seus dois pilotos. É o melhor carro da temporada e a tendência agora é que disparem na frente.

- Pior para Jenson Button, que certamente continuaria na liderança do campeonato não fosse o abandono logo no começo da corrida. Pior, por um motivo prosaico. Um mecânico esqueceu de tirar a cobertura do seu duto de ar e seu motor superaqueceu. #MegaFail para a McLaren.

- Em apenas oito dias, Mark Webber saltou de oitavo para a liderança do campeonato. Marcou duas pole positions e ganhou duas corridas de ponta a ponta. Soube, como ninguém, aproveitar o sonolento início de temporada europeia, marcada por GPs nos quais é muito difícil ultrapassar. A fase é ótima e o australiano desponta como favorito ao título.

- Daqui a duas semanas, corrida na Turquia. É o melhor dos “Tilkódromos”, mas a Red Bull tem tudo para seguir dominando. E uma terceira vitória seguida poder ser o golpe fatal no ânimo de Sebastian Vettel. Ao que tudo indica, é o único piloto capaz de parar Webber. Mas, dada sua juventude, parece não estar assimilando bem o rápido crescimento do companheiro de equipe. É a hora de Vettel reagir.

- Dificilmente outra equipe terá, em pouco tempo, oportunidade de fazer frente à Red Bull. A esperança de Alonso, Massa, Button e Hamilton reside nos infortúnios do time austríaco. Mas eles estão cada vez mais escassos.

- Ainda é cedo, mas já dá para arriscar. Se nenhuma reviravolta acontecer, Adrian Newey voltará, depois de dez anos, a ser o projetista de um carro campeão.

- Já ia encerrar o post, mas lembrei que estava cometendo uma imensa injustiça ao não citar Robert Kubica. Que corridaça do polonês, terceiro colocado, cada vez melhor com a Renault. Já é o meu favorito para ganhar no Canadá.

RESULTADO GP DE MÔNACO 2010*


* Michael Schumacher foi punido em 20s e caiu para a 12ª posição

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Rapidinhas da classificação: Mônaco

- Na sexta prova da temporada, sexta pole da quase imbatível Red Bull. Mark Webber, que tem como característica principal fazer grandes classificações, manteve a regra e marcou sua terceira pole na temporada, a quarta na carreira.

- Uma pole importante e que, em Mônaco, representa boas chances de vitória. Nos últimos dez anos, cinco vezes o vencedor partiu da primeira posição na largada.

- A grande surpresa do treino ficou por conta de Robert Kubica, que fez uma classificação sensacional com a Renault. Andou o tempo todo entre os primeiros e, não fosse uma grande volta de Webber no final, teria ficado com a pole. Larga da primeira fila e deve fazer uma excelente corrida.

- Felipe Massa recuperou-se bem dos maus resultados das últimas provas. Vai sair em quarto lugar, embora tenha demonstrado que poderia brigar pela primeira fila. De toda forma, ficou claro que tem um bom carro para Mônaco e pode incomodar na prova amanhã.

Alonso bateu no treino da manhã e larga em último. (Foto: AP Photo/Claude Paris)

Alonso bateu no treino da manhã e larga em último. (Foto: AP Photo/Claude Paris)

- O mesmo, no entanto, não se pode dizer de Fernando Alonso. O espanhol bateu no terceiro treino livre e destruiu seu carro. Com isso, não pôde nem participar da classificação e vai largar dos boxes, em último. Numa pista na qual ultrapassagens são quase impossíveis, vai precisar de muito esforço para conseguir, talvez, um ou dois pontos.

- Sebastian Vettel marcou o terceiro melhor tempo com a Red Bull e parece estar sentindo o crescimento de Webber dentro da equipe. O alemão, que reinou absoluto no time no começo da temporada, não vem bem nas últimas corridas. Vamos ver o que poderá fazer em Mônaco.

- Numa pista em que o torque em saídas de curvas de baixa é bastante importante, os motores Mercedes não foram tão bem como nos circuitos mais velozes. As duas McLaren e as duas Mercedes saem na terceira e quarta filas. E Michael Schumacher, sétimo, voltou a apanhar de Nico Rosberg, sexto. Lewis Hamilton foi
melhor que Jenson Button e sai na quinta posição. O atual campeão não passou de oitavo.

- Quem mandou muito bem foi Rubens Barrichello. Pela terceira vez na temporada conseguiu levar a Williams ao Q3 e vai largar em nono. Nico Hulkenberg fez o 11º tempo.

- Lucas di Grassi e Bruno Senna, como de costume, vão largar lá da rabeira. Ainda sem o novo carro da Virgin, Lucas foi meio segundo mais lento que Timo Glock e sai em 21º. Logo atrás dele, Bruno e sua carroça espanhola fabricada na Itália. Pelo menos superou seu companheiro Karun Chandhok, lanterninha da classificação.

- Senna e Di Grassi não têm culpa de estarem andando lá atrás. Pagam o preço de terem aceitado correr em equipes estreantes. Com a proibição de treinos, a evolução do carro fica muito complicada e a tendência é que a Fórmula 1 siga repartida em duas divisões até o fim da temporada. O que é uma pena, já que a Virgin, por exemplo, demonstra ter muita capacidade – e dinheiro – para crescer. Diferentemente da Hispania, que eu acredito que talvez não consiga nem terminar a temporada.

- A corrida amanhã será longa e complicada, mas duvido que a vitória escape de quem larga das duas primeiras filas. Webber é favoritaço, mas Vettel pode incomodar se largar bem. Se saltar na frente na primeira curva, Kubica passa a ter boas chances tamém. E o caminho da vitória para Felipe Massa, creio eu, passa pelo infortúnio de um ou dois adversários à frente. O que em Mônaco, com seus guard-rails rentes ao traçado, é algo até provável.

- Dificilmente será uma prova emocionante, mas pelo menos dá para curtir uma bela paisagem durante a corrida. Pelo charme, beleza e pelo desafio, vale a pena acordar cedo amanhã.

GRID DE LARGADA – GP DE MÔNACO 2010

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Rapidinhas: GP da Espanha

- Deu a lógica em Barcelona. Corrida chata, decidida na primeira curva. Mark Webber, pole, arrancou melhor que seu companheiro Sebastian Vettel e disparou na frente. Ganhou com folga e tranquilidade.

- Dotado do mesmo carro, Vettel não conseguiu formar a dobradinha. Ficou em segundo após a largada, mas perdeu a posição para Lewis Hamilton na troca de pneus e, mesmo com um carro melhor, não conseguiu retomar a posição, dadas as dificuldades de ultrapassagem do circuito. No final da prova, enfrentou problemas de freios e precisou fazer uma troca extra de pneus, perdendo mais uma posição. Conseguiu o pódio na última volta, depois que Hamilton teve um pneu furado.

- Lewis vinha bem com a McLaren e chegaria numa excelente segunda posição, até que viu sua corrida ruir na penúltima volta. Seu pneu dianteiro esquerdo estourou na entrada de uma curva e o inglês acabou batendo na barreira de pneus. Azar de um, sorte de outros. Fernando Alonso comemorou.

- A Ferrari não é páreo para McLaren e Red Bull e Alonso conseguiria, se muito, uma quinta posição hoje. Mas, além de ter sido competente, se viu favorecido por infortúnios dos adversários. Ganhou dois lugares com os problemas de Hamilton e Vettel. E Jenson Button, que poderia incomodá-lo, perdeu a posição para Michael Schumacher na troca de pneus e ficou encaixotado atrás da Mercedes do alemão.

- A diferença de velocidade no final da reta entre a McLaren e a Mercedes era gigantesca, graças ao duto de ar do carro da equipe inglesa. Durante cinco ou seis voltas, Button deu pinta que ultrapassaria, mas Schumacher defendeu-se de forma magistral. Quando viu que o alemão seria mesmo um osso duro de roer, o atual campeão do mundo desistiu e resignou-se com a situação. Bom para Alonso, segundo colocado.

- Se Michael Schumacher renasceu nessa corrida, Nico Rosberg enfrentou os maiores problemas da temporada até aqui. Foi atrapalhado por um mecânico afobado, que o liberou do pit antes da hora, e acabou perdendo muito tempo. Chegou apenas em 13º, depois de fazer um pit stop extra. Como resultado, perdeu a segunda posição no campeonato, despencando para quinto na classificação.

- Outro que vem em queda livre depois de um bom início de temporada é Felipe Massa. Foi facilmente batido por Fernando Alonso outra vez, tanto na classificação quanto na corrida. Foi sexto na prova e agora é sétimo no Mundial de Pilotos, bem longe da liderança que chegou a ocupar.

Alonso, segundo, foi quem se deu melhor na corrida. (Foto: AP Photo/Manu Fernandez)

Alonso, segundo, foi quem se deu melhor na corrida. (Foto: AP Photo/Manu Fernandez)

- Quem tem mais motivos para comemorar, mesmo é Alonso. Dificilmente esperava uma segunda posição que, somada ao mau resultado de Button, o deixou em segundo no campeonato, a apenas três pontos do inglês. Saiu muito melhor do que a encomenda.

- A Red Bull, ainda que dominante, tem Vettel e Webber em apenas terceiro e quarto no campeonato, enquanto que ocupa o terceiro entre os construtores. Mas, dada a enorme diferença apresentada hoje em Barcelona, é apenas questão de tempo para que pulem na ponta dos campeonatos. Semana que vem, em Mônaco, já pode ser a hora.

- Destaque para Rubens Barrichello, que saltou de 18º para 12º na largada e terminou a corrida numa bela nona posição. Lucas di Grassi foi último com a Virgin, mas pelo menos chegou. Aliás, pela primeira vez os dois carros da equipe concluem uma corrida. Está melhorando.

- Quem não dá sinais de melhora é a lanterninha Hispania. O carro é muito lento e Karun Chandhok acabou, involuntariamente, atrapalhando as corridas de Felipe Massa e Sebastien Buemi. É uma pena que a equipe espanhola tenha virado uma piada de mau gosto. Bruno Senna saiu logo na quarta curva da corrida, não sei se por problema mecânico ou por erro de pilotagem mesmo.

- Há pouco mais a acrescentar. Foi, como se imaginava, uma corrida insuportável. Foi a 20ª no circuito de Montmeló e conto nos dedos as boas disputas acontecidas lá esses anos todos. Chega a dar saudades de Jerez, que era outra pista chata pra diabo.

- Semana que vem já tem Mônaco que, se também não proporciona corridas assim tão emocionantes, pelo menos tem um certo charme e uma paisagem que nos mantém acordados. Porque as corridas na Espanha são um quase irrecusável convite a um cochilo.

RESULTADO GP DA ESPANHA 2010

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Red Bull iguala marca que durava onze anos

Com a pole position obtida hoje com Mark Webber, a equipe Red Bull atingiu uma marca que não acontecia na Fórmula 1 desde 1999. É a primeira vez em onze anos que uma equipe crava cinco poles seguidas no começo do campeonato. O último time a atingir tal feito foi a McLaren, que conseguiu cinco poles no começo da temporada de 1999, todas com Mika Hakkinen.

O recorde absoluto de poles consecutivas desde o começo da temporada é da Williams, que em 1993 conseguiu largar na frente 15 vezes seguidas. A equipe só perdeu uma pole, justamente na última corrida do ano, para a McLaren de Ayrton Senna. De lá pra cá, quem chegou mais perto disso foi a McLaren, com nove poles seguidas na largada do campeonato de 1998, com Mika Hakkinen e David Coulthard.

Não por acaso, todas estas marcas passam por um mesmo nome: Adrian Newey. É dele o projeto de todos estes carros, da Williams de 1993 à Red Bull atual.

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Rapidinhas da classificação: Espanha

- O GP da Espanha, primeiro da fase europeia do campeonato, costuma ditar o tom da temporada da Fórmula 1. E, a julgar pela classificação de hoje, não vai ter para ninguém. Red Bull na cabeça.

- É certo que a equipe austríaca ainda não conseguiu converter sua supremacia em vitórias – foi apenas uma nas quatro corridas até aqui -, mas a vantagem das Red Bull sobre as demais equipe nunca foi tão evidente.

- Sebastian Vettel e Mark Webber dominaram todos os treinos e foram alucinantes na classificação. Há tempos não se via uma vantagem tão grande. Para se ter uma ideia, Webber marcou a pole position com um tempo de 1’19.995, enquanto que as demais equipes tiveram dificuldades em baixar da casa de 1’21.

- No fim das contas, foi praticamente um segundo de vantagem na classificação. É muita coisa. Só perdem essa corrida se tiverem novos problemas de confiabilidade ou fizerem alguma bobagem. Nem a McLaren, que vem andando bem em ritmo de corrida, tem condições de alcançar a Red Bull.

- Sendo o circuito de Montmeló aquele que as equipes mais bem conhecem, com possibilidades de acerto mais que mapeadas, não há muito espaço para surpresas. E isso aponta para uma corrida bem chatinha amanhã.

Schumacher esboça reação na Espanha (Foto: Divulgação/Mercedes)

Schumacher esboça reação na Espanha (Foto: Divulgação/Mercedes)

- Na terceira posição, larga Lewis Hamilton, ao lado de Fernando Alonso. Jenson Button sai em quinto e, grata surpresa, o sexto lugar foi de Michael Schumacher.

- No final do treino, o alemão fez uma volta perfeita e vai largar pela primeira vez à frente de seu companheiro Nico Rosberg, oitavo colocado. Será que o velho Schumacher está de volta?

- Robert Kubica enfiado em sétimo foi outra surpresa, assim como a décima posição de Kamui Kobayashi com a Sauber. O japonês fez um temporal no final do Q2 e levou sua equipe pela primeira vez à fase final da classificação.

- Quem ficou devendo foi Felipe Massa. A Ferrari não anda com essa bola toda, mas a nona posição no grid é um resultado ruim, principalmente se comparado com o quarto lugar de Alonso.

- Os brasileiros, em geral, não foram muito bem. Rubens Barrichello caiu logo no Q1 e utilizou umas alegações meio ridículas, como “meu rádio é ruim”. Vai sair em 18º e torço para que instale uma nova antena. Lucas di Grassi fez o 22º tempo, mas vai sair em último por causa de uma punição recebida pela Virgin por não cumprir alguns trâmites burocráticos. E Bruno Senna foi o lanterninha da classificação, mas deu sorte e ganhou duas posições por causa da pouca familiaridade da Virgin com bobagens organizacionais.

- De resto, um treino sonolento como de hábito na Espanha. E amanhã a 20ª procissão em Barcelona. Se você não quiser dormir, recomendo um café bem forte ou um energético. Mas não Red Bull, porque esse vai fazer todo mundo dormir na corrida.

RESULTADO DA CLASSIFICAÇÃO – GP DA ESPANHA

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Rapidinhas: GP da Malásia

- Pode não ter sido a corrida mais emocionante dos últimos anos, mas o GP da Malásia até que foi bom. Se na frente as Red Bull dispararam sem tomar conhecimento de ninguém, do segundo pelotão para trás a briga foi encarniçada. Principalmente entre as McLaren e Ferrari.

- Mas vou primeiro destacar quem mais merece. As Red Bull, finalmente, converteram o domínio em resultados. Se no Bahrein e na Austrália já tinha ficado claro que se tratava do melhor carro do campeonato até aqui, finalmente em Sepang chegou a vitória tão esperada.

Vettel ganhou a corrida na largada. (Foto: AP Photo/Mark Baker)

Vettel ganhou a corrida na largada.
(Foto: AP Photo/Mark Baker)

- Sebastian Vettel foi perfeito na largada, saltando do terceiro para o primeiro lugar na primeira curva. Conseguiu manter boa vantagem sobre seu companheiro Mark Webber e ganhou sem qualquer sobressalto. Perdeu a ponta apenas por duas voltas, enquanto o australiano não trocava pneus. Depois da troca, foi só controlar a diferença. A vantagem da Red Bull foi tão grande que seus carros mal apareceram na transmissão.

- Aliás, vale uma observação. Em três corridas até aqui, Sebastian Vettel é o único piloto que liderou todas as provas. E mais: andou em primeiro em 110 das 163 voltas disputadas, o que dá dois terços do GPs. Se considerarmos ainda que ele teve um problema mecânico logo cedo na Austrália, o domínio poderia ser ainda maior.

- Em terceiro, chegou Nico Rosberg com a Mercedes. O alemão foi outro que fez uma corrida segura, sem ameaçar ninguém, mas também sem quem lhe ameaçasse. Conseguiu o primeiro pódio na temporada e abriu larga vantagem sobre Michael Schumacher. Aquele que, por sinal, vem decepcionando.

- Não que Schumi tenha tido alguma culpa hoje. Uma porca de roda se soltou logo no começo e ele foi obrigado a deixar a prova muito cedo. Mas, de toda forma, não vinha bem. Saltou de oitavo para sexto na largada, muito pouco se comparado com o que fez Nico Rosberg, que vinha em terceiro com o mesmo carro.

- A briga boa, mesmo, ficou para o segundo pelotão. Depois da besteira da classificação, Ferrari e McLaren precisavam recuperar o tempo perdido e começaram a prova alucinadas, ultrapassando quem houvesse pela frente. Destaque para Lewis Hamilton, que foi fantástico nas manobras de ultrapassagem. Engoliu todo mundo e chegou até a andar em segundo lugar, antes de trocar pneus. Terminou em sexto, um ótimo resultado, considerando as circunstâncias.

Felipe, pela segunda prova consecutiva, bateu Alonso. (Foto: AP Photo/Lee Jin-man)

Felipe, pela segunda prova consecutiva, bateu Alonso.
(Foto: AP Photo/Lee Jin-man)

- Outro que foi muito bem foi Felipe Massa. Fez boa largada, saltando à frente de Button e Alonso, mas depois ficou um tanto hesitante atrás de Sebastian Buemi. Não conseguiu ultrapassar e só voltou a virar rápido depois que o suíço parou nos boxes. Mas, quando fez sua parada para troca de pneus, Felipe se transformou. Passou a virar volta rápida em cima de volta rápida, descontou 10s de desvantagem para Jenson Button – que tinha parado mais cedo e saído na frente – e ultrapassou o atual campeão do mundo com autoridade.

- Fernando Alonso, que vinha logo atrás, não teve a mesma competência. É certo que o espanhol sofria com um problema de câmbio, mas quando tentou passar Button, tomou um belo “xis”. Na segunda tentativa de ultrapassagem, a duas voltas do fim, vinha completando a manobra, até que seu motor falhou. Foi fumaça para todo lado e fim de prova.

- Boa notícia para Felipe Massa, que terminou a prova em sétimo e assumiu a liderança do campeonato. Jenson Button foi oitavo. Mas a classificação do mundial eu vou abordar mais adiante.

- Antes, faz-se necessária uma distinção a Adrian Sutil, da Force India. Que corrida! Veloz e sem cometer seus habituais erros por afobação, marcou um excepcional quinto lugar. Robert Kubica, quarto com a Renault, também foi muito bem.

- E o mais surpreendente destaque da prova foi Jaime Alguersuari, da Toro Rosso. Fez corrida de gente grande, defendendo-se de Felipe Massa, fazendo ultrapassagens arrojadas (uma delas por fora) e terminando na nona posição. Marcou os primeiros pontos da carreira, merecidamente.

- Para os demais brasileiros, um certo ar de conquista. Tanto Lucas di Grassi quanto Bruno Senna conseguiram terminar a prova, um feito para quem tem equipamentos tão frágeis. Bruno, no entanto, levou um toco de Karun Chandhok, que lhe deu quase uma volta. Entretanto, isso é o menos importante agora.

- Já Rubens Barrichello não foi nada bem. Deixou o motor morrer na largada, como já ocorrera duas vezes no ano passado, e acabou despencando para as últimas posições. Tentou uma corrida de recuperação, mas a Williams não lhe permitia muita coisa mesmo. Chegou em 12º, contra 10º de seu companheiro Hulkenberg. Levou uma bela ultrapassagem de Sebastien Buemi e ficou gesticulando no carro, como reclamação. Não entendi os motivos. Assim como achei de mau gosto dizer para a televisão, ainda que de brincadeira, que seu carro é uma porcaria. Com 200 anos de F1, já deveria ter aprendido o que se deve e o que não se deve dizer com um microfone aberto.

- Coisas curiosas acontecem na F1. Quando a FIA modifica o sistema de pontuação justamente para valorizar a vitória, depois de três corridas o líder do campeonato é aquele que não venceu: Felipe Massa. O brasileiro tem 39 pontos, contra 37 de Alonso e Vettel, seguidos por Button e Rosberg, com 35. Hamilton tem 31 e Kubica, 30. Menos de 10 pontos (um quinto lugar) separam o primeiro do sétimo. É uma bela disputa.

- Mesmo assim, aplaudo o novo sistema. Vettel, ainda que com os problemas enfrentados nas primeiras etapas, já é o segundo, bem perto do líder. O que reflete bem a realidade das pistas.

- A Red Bull parece ser mesmo o carro a ser batido, porém as besteiras de McLaren e Ferrari na classificação tornaram as coisas mais fáceis para eles em Sepang. Numa situação normal de corrida, acho que os seis carros brigarão por vitória, muito próximos. Está pintando um ótimo campeonato.

RESULTADO DO GP DA MALÁSIA

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Rapidinhas da classificação: Malásia

- Como se esperava, mais um treino maluco na Malásia. Todos os tipos de chuva caíram durante a classificação, da mais fina até o estilo canivete. Assim, os carros ficaram quase sempre na pista, buscando melhorar seus tempos à medida em que a pista melhorasse, o mínimo que fosse, graças a uma possível diminuição da chuva.

- Quem se deu bem na loteria do chove-pára foi Mark Webber, que arriscou pneus intermediários no final do Q3 e marcou a pole position com larga vantagem para Nico Rosberg, segundo colocado. O australiano foi quase um segundo e meio mais rápido.

- Segunda fila alemã, com Sebastian Vettel e Adrian Sutil. O piloto da Force India, além do excelente resultado, protagonizou uma das cenas mais hilárias dos últimos anos na F1. Quando o Q3 começou, os carros indianos ficaram à frente no pit Lane, até que Robert Kubica, malandrinho, ultrapassou todo mundo pela lateral e arrancou na frente, tal qual muitos espertinhos fazem pelos acostamentos do Brasil. Porém, a esperteza do polonês de nada serviu, já que o teino foi interrompido por uma forte chuva. Quando a classificação recomeçou, novamente as Force India se posicionaram à frente. Porém, Sutil colocou-se ao lado de Liuzzi, trancando o “acostamento” e evitando que outro engraçadinho fizesse a mesma malandragem do piloto da Renault. Cena épica.

- Kubica, que deveria levar sete pontos na carteira de habilitação, vai largar em sexto, logo atrás de Nico Hulkenberg, o quinto. Mas, falando sério, não duvido que o polonês ganhe alguma punição e perca posições no grid. Seria justo.

- Impressionante o domínio de pilotos alemães. Atrás do pole Webber, quatro tedescos consecutivos. Eles ainda vão fazer trifeta no pódio esse ano.

- Mas o mais famoso alemão, Michael Schumacher, ficou devendo de novo. Vai largar apenas em oitavo, mais de um segundo atrás de seu companheiro Rosberg. Em condições adversas, Schumacher não apanhava assim. Tá ficando feio, já.

- Rubens Barrichello, embora tenha apanhado do novato Hulkenberg, foi bem e sai em sétimo. Atrás dele, Kamui Kobayashi, que voltou a andar bem, e Vitantonio Liuzzi. Assim, encerra-se a classificação dos top 10.

Timo Glock no simulador de Sepang da Virgin (Foto: Divulgação/Virgin)

Timo Glock no simulador de Sepang da Virgin
(Foto: Divulgação/Virgin)

- Quem ficou de fora graças a um erro patético foram McLaren e Ferrari. As duas equipes deixaram seus carros nas garagens no começo do Q1, quando já chovia. Enquanto todo mundo foi para a pista para marcar um tempo o mais rápido possível, antes que a chuva apertasse, os carros das duas principais equipes da F1 ficaram parados, esperando a pista melhorar.

- Resultado: a pista não melhorou, pelo contrário. A chuva apertou e Lewis Hamilton, Fernando Alonso e Felipe Massa dançaram. Jenson Button, por ter sido o primeiro deles a marcar tempo, conseguiu uma volta razoável e passou para o Q2, ainda que tenha atolado na caixa de brita na segunda tentativa. Não pode voltar à pista e acabou na 17ª colocação no grid.

- O saldo de tudo isso é que Alonso vai largar em 19º, Hamilton em 20º e Massa em 21º. Uma situação ridícula e constrangedora.

- A Mercedes cometeu o mesmo equívoco, mas mandou Michael Schumacher e Nico Rosberg à pista alguns segundos antes. O suficiente para conseguir passar pela degola, o que não aconteceu com três dos principais pilotos do campeonato.

- A patuscada das principais equipes provocou resultados inéditos. Heikki Kovalainen e Timo Glock conseguiram passar para a segunda fase do treino, a primeira vez de duas equipes estreantes, Lotus e Virgin, respectivamente. O que, provavelmente, será a única vez no campeonato que acontecerá.

- Lá na rabeira, um treino para Bruno Senna e Lucas di Grassi esquecerem. O sobrinho de Ayrton levou um segundo de Karun Chandhok e ainda foi parar na caixa de brita quando tentava melhorar o tempo. E só não vai largar em último porque Di Grassi ficou nos boxes, com problemas mecânicos. Quando foi para a pista, já era tarde. Se McLaren e Ferrari não conseguiram fazer bons tempos, quem dirá um Virgin. A última fila na Malásia é verde-amarela.

- Será uma corrida bastante interessante, menos pelas características de Sepang, mais pela maluquice que é o tempo na Malásia e pelo fato de quatro pilotos de ponta saírem lá do final do grid. Está pintando uma corrida mais para Austrália do que para Bahrein, o que é uma ótima notícia.

- Mesmo com os problemas de confiabilidade, acho que dessa vez a Red Bull leva. Vettel é craque na chuva e vai dar trabalho para Webber. Se não se acharem pela pista, devem dominar. Porém, corridas chuvosas são sempre surpreendentes. Numa dessas, dá até Hamilton.

GRID DE LARGADA DO GP DA MALÁSIA

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Corridaça!

A Fórmula 1 renasceu. Tudo aquilo que se esperava que o novo regulamento fosse proporcionar e não aconteceu no Bahrein apareceu em dose tripla na Austrália. Uma corrida antológica, com brigas do começo ao fim, com diferentes estratégias, recheada de ultrapassagens, disputas e acidentes.

É inegável que a chuva que caiu a poucos minutos da largada foi decisiva para trazer à corrida tantos ingredientes de emoção. Mas, de toda forma, a pista secou logo no começo e as brigas e ultrapassagens prosseguiram por todas as 58 voltas.

O GP da Austrália serviu para mostrar a FIA o total equívoco que é a obrigação do uso de dois compostos de pneus e de um pit stop por corrida. Se a chuva teve contribuição decisiva em todas as brigas foi principalmente por ter zerado essa regra absurda e permitido que diferentes estratégias fossem estabelecidas. Jenson Button, Robert Kubica e as Ferrari apostaram em apenas uma parada. Lewis Hamilton, Mark Webber e Nico Rosberg decidiram trocar de pneus duas vezes. Para eles não foi a melhor decisão, mas trouxe um molho todo especial à prova.

Button e Alonso se enroscam na largada. E sobrou para Schumacher. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)

Button e Alonso se enroscam na largada. E sobrou para Schumacher.
(Foto: Paul Gilham/Getty Images)

Tudo já ficou embaralhado na largada, quando Felipe Massa saltou de maneira esplêndida da quinta para a segunda posição na primeira curva. Sua arrancada foi impressionante, deixando todos na poeira (ou na água, se preferir). A encrenca ficou toda atrás de si, com Button e Alonso dividindo a curva com o espanhol levando a pior, rodando e carregando consigo Michael Schumacher, que entrou de gaiato na história e danificou seu aerofólio dianteiro.

Tanto Schumacher quanto Alonso caíram para o final do pelotão, enquanto Button não teve um prejuízo tão grande, caindo de quarto para sexto. Mas essa situação desconfortável foi decisiva para sua vitória. Como já não tinha mais tanto a perder, resolveu arriscar e foi o primeiro piloto a colocar pneus slick na pista úmida, na sexta volta. Apesar de ter saído da pista logo na primeira volta com pneus para seco, virou uma série de voltas mais rápidas na sequência. Ganhou a corrida ali.

Mas, àquela altura, o franco favorito era Sebastian Vettel, que largara na pole e vinha convincentemente na frente. Enquanto algumas posições se misturaram nas trocas de pneus – Massa caiu de segundo para quarto, Button foi para segundo e Kubica pulou de quarto para terceiro -, o alemão da Red Bull manteve-se em primeiro lugar, até com alguma folga para o surpreendente Button. Até que sofreu sua segunda falha mecânica consecutiva quando liderava, tendo um problema de freios que travou sua roda dianteira direita. Vettel perdeu o controle do carro e ficou atolado na caixa de brita.

Webber e Hamilton protagonizaram os melhores momentos da corrida. (Foto:Ryan Pierse/Getty Images)

Webber e Hamilton protagonizaram os melhores momentos da corrida.
(Foto:Ryan Pierse/Getty Images)

A sorte sorriu para Button, que passou a líder. Lewis Hamilton vinha numa corrida impressionante, assim como Mark Webber. Os dois realizaram diversas ultrapassagens, algumas antológicas, como a de Hamilton sobre o próprio Webber e Felipe Massa na briga pela quinta posição. Os dois se enroscaram logo depois e acabaram ficando para trás, fortalecendo a posição do brasileiro.

Felipe, por sinal, fez uma corrida inteligente. Cometeu poucos erros, não ultrapassou ninguém, era perseguido por todos. Em dados momentos, pareceu fazer uma corrida abaixo da média, mas foi só mais adiante que a explicação apareceu. O brasileiro poupava pneus para não precisar parar novamente, enquanto que os alucinados Hamilton e Webber davam show, despreocupados com seus compostos, já que parariam novamente.

Mesmo com os pneus desgastados, Massa segurou Alonso atrás de si a partir da metade da corrida, calando os conspiradores que já apontavam um favorecimento ao espanhol no GP do Bahrein. Lá atrás, depois da segunda troca de pneus, Hamilton e Webber vinham alucinados, seguidos por Nico Rosberg. Seus tempos de volta eram, em dados momentos, até dois segundos melhores que dos líderes. Inevitavelmente, colariam no pelotão principal. E colaram.

Mas, quando Hamilton apareceu na briga pela quarta posição, seu adversário era Fernando Alonso, osso duro de roer. O espanhol vendeu caro a ultrapassagem, mantendo o inglês atrás de si, sem chances de ultrapassar, por pelo menos dez voltas. E quando Lewis tentou dar o bote, a três voltas do fim, Alonso foi magistral. Defendeu-se limpamente, obrigou o inglês a uma freada forte e Webber, distraído, acertou a traseira do inglês da McLaren. Era o fim da briga. Hamilton conseguiu ainda voltar em sexto, enquanto que o australiano precisou de um pit stop extra para trocar a asa dianteira.

Kubica, 2º com a Renault, foi impecável. (Foto: Lorenzo Bellanca/LAT Photographic/Divulgação Renault)

Kubica, 2º com a Renault, foi impecável.
(Foto: Lorenzo Bellanca/LAT Photographic/Divulgação Renault)

Button, já disparado na frente, venceu com méritos. Robert Kubica, mesmo com um carro de potencial duvidoso como o da Renault, foi segundo colocado sem dar chances a ninguém. Andou no mesmo ritmo dos ponteiros e foi o grande destaque da prova. Felipe, com o terceiro lugar, tornou-se o único piloto a subir ao pódio nas duas corridas da temporada até aqui. Garante a segunda posição no mundial de pilotos e mostra que, se não foi brilhante, foi eficiente. E, ao final de 19 corridas, é isso o que vai importar.

Ficou claro que a Red Bull tem um grande carro, mas que ainda tem sérios problemas de confiabilidade. A Ferrari parece estar no meio-termo: tem um carro capaz de brigar pela ponta mais por sua resistência do que por sua velocidade. O que, no fim das contas, acaba sendo até mais importante.

Se, por terem um equipamento tão superior, Vettel e Webber deveriam ser favoritos, já estão um tanto para trás no campeonato e precisarão de recuperação. Tanta superioridade ainda não foi comprovada em resultados. Vettel soma apenas um quarto lugar e um abandono. O australiano foi ainda pior: um oitavo e um nono lugares. Muito pouco para quem tem carro sobrando.

A Ferrari aproveita e dispara na ponta. Alonso lidera o campeonato com 37 pontos, contra 33 de Felipe Massa. Graças à nova regra que valoriza as vitórias, Button já é o terceiro, com 31.

Mas alguém já deve estar se perguntando: e o Schumacher? Pois é. Por mais que deva ser dado a ele o desconto de quem regressa de uma aposentadoria, seu desempenho no Albert Park foi medíocre. Enquanto Alonso se recuperava dos problemas na largada com diversas ultrapassagens, o alemão ficou preso atrás do pouco cotado Jaime Alguersuari quase a corrida inteira. Foi ganhar a posição apenas nas voltas finais, e na sequência aproveitou para ultrapassar Pedro de la Rosa e garantir o décimo lugar. Muito pouco para Schumacher, é preciso admitir. Num domingo em que Button, Kubica, Hamilton, Vettel, Webber, Alonso e até Massa brilharam, ele ficou estranhamente apagado. A diferença de idade já estaria pesando?

Falando em idade, Rubens Barrichello foi outro que ficou um pouco aquém do esperado. Mestre na chuva, não largou bem, caiu do nono para o 11º lugar e fez uma corrida tão discreta quanto Schumacher. Foi oitavo. Seu companheiro Nico Hulkenberg, coitado, foi vítima de uma enorme panca de Kamui Kobayashi. Assim como já tinha ocorrido nos treinos livres, a asa dianteira da Sauber se soltou e o japonês virou passageiro. Na curva, pegou Hulk em cheio, no acidente mais espantoso da corrida. Felizmente, ninguém se machucou.

Entre os outros brasileiros, o mesmo de sempre. Lucas di Grassi teve problemas mecânicos com a Virgin, assim como Bruno Senna com a Hispania. Registro positivo para Karun Chandhok, companheiro de Bruno, que conseguiu arrastar-se com o carro da equipe espanhola até o final, chegando em 14º e último, cinco voltas atrás.

O legado do GP da Austrália de 2010 é extremamente positivo. Por mais que as circunstâncias da corrida não tenham sido normais, fica claro que, em traçados desafiadores e com pontos de ultrapassagem, poderemos ter belas corridas. Pena que semana que vem, na Malásia, deveremos ter outra corridinha sem-vergonha ao estilo Bahrein. A menos que lá caia o mesmo temporal que interrompeu a prova pela metade no ano passado. E, se é isso que garantirá outra corrida histórica, é pela chuva que torço.

RESULTADO DO GP DA AUSTRÁLIA

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Rapidinhas da Classificação: Austrália

- O treino de classificação para o GP da Austrália confirmou aquilo que já se imaginava no Bahrein: a Red Bull é o melhor carro nas condições de tanque vazio. Em Sakhir, a Ferrari pareceu melhor em ritmo de corrida, mas teve dificuldades de ultrapassagem em razão das características do traçado.

- A corrida de amanhã vai tornar mais clara essa avaliação. Mas, pelo que se viu nos treinos, a Red Bull é disparada a favorita.

- Mas Capelli, quem fez a pole afinal? (linha em homenagem ao mala do Ciro Bottini)

- Sebastian Vettel, de novo, ficou com a pole position. E, dessa vez, ainda tem o companheiro de equipe ao seu lado. O herói local, Mark Webber, completa a primeira fila.

- O alemão dominou todas as etapas no treino. Em sua melhor volta, foi um décimo mais rápido do que Webber. Porém, vale ressaltar que Vettel cometeu um erro e escapou numa curva, indo além da zebra. Ali, deve ter perdido de dois a três décimos. O que significa que sua Red Bull estava sobrando.

- O melhor não-Red Bull foi Fernando Alonso, que sai em terceiro. O espanhol andou sempre perto de Webber e pareceu até que poderia arrumar um lugar na primeira fila. Caso os carros da equipe austríaca não confirmem o domínio que podem impôr na corrida, parece o único capaz de encará-los, em condições normais.

Felipe Massa teve problemas com os pneus. (Foto: AP Photo/Rob Griffith)

Felipe Massa teve problemas com os pneus.
(Foto: AP Photo/Rob Griffith)

- Felipe Massa não foi bem, ficando apenas com a quinta posição. Mais preocupante ainda para ele foi a distância com relação a seu companheiro Alonso, sete décimos. Porém, realista e honesto, admitiu que tem problemas de aquecimento nos pneus e que seu modo de guiar exige uma temperatura mais alta. Assumiu que Alonso está mais adaptado às condições que a pista ofereceu hoje e é isso, sem dramas, choradeiras ou bravatas.

- Outro que não foi nada bem foi Lewis Hamilton. Não conseguiu passar do Q2, ficando na 11ª posição no grid. Nesta fase do treino, levou um toco de 0.6s de Jenson Button, algo surpreendente. O atual campeão do mundo vai largar na quarta posição. Inegavelmente, Button se dá muito bem no traçado do Albert Park.

- Em sexto e sétimo, a dupla da Mercedes, com Nico Rosberg novamente à frente de Michael Schumacher. A diferença entre eles, entretanto, já diminuiu, ficando abaixo de um décimo de segundo. A briga entre os dois alemães vai ser bem interessante.

- Fora as dominantes Red Bull, o grande destaque da classificação foi Rubens Barrichello. Foi até o Q3 e ainda conseguiu uma oitava posição. Foi muito além do que a Williams é capaz. Seu companheiro Nico Hulkenberg não passou do 15º lugar.

- Outro que vem extraindo mais do que o carro é capaz é Robert Kubica. Larga em nono e deve marcar seus primeiros pontos pela Renault amanhã.

- Adrian Sutil colocou, mais uma vez, a Force India entre os top 10. Tonio Liuzzi também foi bem e sai em 13º. Estão muito bem os carros indianos, é uma grata surpresa.

- Não há muito mais o que destacar no pelotão do meio, aqueles que ficaram à frente das equipes novatas com muita facilidade. A sensação de uma F1-B é cada vez maior.

- Vamos aos tempos. Vitaly Petrov, 18º e último da “F1-A”, ficou a 1.7s do melhor tempo no Q1. O 19º, Heikki Kovalainen, ficou a 2.3s do russo. Numa grosseira metáfora, caberiam mais uns 20 carros entre os dois. A diferença é muito grande.

- E a ordem das coisas nessa segunda divisão da F1 continua a mesma. Lotus na frente, Virgin no meio e Hispania no fim da fila. Dessa vez, pelo menos, os carros da equipe espanhola passariam na linha de corte dos 107%. Aplicando 7% sobre a melhor volta do Q1, o corte seria em 1’30.708. O tempo do último colocado, Karun Chandhok, foi 1’30.613. Passaria raspando.

- Proporcionalmente, portanto, a Hispania melhorou. O que é uma boa notícia para Bruno Senna, que abre a última fila na 23ª posição. Porém, ainda falta muito para seu time subir de divisão. Uma pena.

- Corridas na Austrália são sempre imprevisíveis, então fica difícil cravar que vá realmente dar Vettel. Intervenções do Safety Car são comuns e pode até chover amanhã. Se nada de anormal acontecer, a Red Bull deve levar. Mas Alonso e até Button podem brigar pela ponta. A largada será muito interessante.

GRID DO GP DA AUSTRÁLIA

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Rapidinhas: GP do Brasil

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

- Vitória de Mark Webber e título de Jenson Button em uma corrida quente no começo, mas que foi ficando morna até terminar fria e sonolenta.

- Foi uma prova bastante movimentada, se considerarmos a média da temporada, mas foi um espetáculo bem menos eletrizante do que Interlagos costuma proporcionar.

- Rubens Barrichello, que prometia ser o protagonista da corrida por correr em casa, brigar pelo título e largar da pole position, acabou apenas em oitavo lugar e deu adeus a qualquer chance de título. Mas não que o brasileiro tenha feito uma corrida necessariamente ruim. Largou bem na frente, escapou das confusões atrás de si, mas teve sua estratégia de largar leve prejudicada pela entrada do Safety Car. Não pode abrir nenhuma diferença nas primeiras cinco voltas, o que lhe foi fatal.

- Quando parou para seu primeiro pit stop, havia aberto apenas três segundos de vantagem para Mark Webber, tempo insuficiente para conseguir manter a liderança depois da parada do australiano. Para piorar, perdeu também a segunda posição para a BMW de Robert Kubica. As coisas ficaram ainda mais ruins para Barrichello quando seu carro voltou muito mal para o segundo stint, perdendo terreno volta a volta. E, como cereja do bolo, um dos pneus de seu terceiro jogo furou, o obrigando a uma parada extra nos boxes.

- Para tristeza da torcida brasileira, a má sorte que costuma acompanhar Barrichello em Interlagos apareceu novamente.

- Já Jenson Button, quinto colocado e campeão do mundo, era só sorrisos. Teve muita sorte na primeira volta, quando ganhou cinco posições graças aos enroscos de Kimi Raikkonen, Adrian Sutil, Jarno Trulli e Fernando Alonso. Também ganhou posições quando Nico Rosberg quebrou e Rubens Barrichello teve problemas. Mas no entanto, fez uma corrida empolgante nas primeiras voltas, com ultrapassagens arriscadas e arrojadas sobre Sebastien Buemi, Kazuki Nakajima e Kamui Kobayashi.

- Sua disputa com Kobayashi, por cerca de 20 voltas, foi um dos melhores momentos do GP do Brasil. O japonês mostrou-se o melhor estreante da temporada, fazendo uma corrida segura e disputando posições com raça. Depois de ser ultrapassado por Button, protagonizou uma disputa histórica com Kazuki Nakajima no “S do Senna” e na Curva do Sol. Conseguiu ficar à frente, depois de dividir três curvas de forma impressionante.

- Algumas voltas depois, os dois bateram quando Kobayashi deixava os boxes. Num misto de imprudência de ambos, quem se deu mal foi Nakajima, que foi parar na grama e bateu forte no muro. Kobayashi fechou a porta um pouco além do necessário, mas Kazuki também foi imprudente. Acidente de corrida.

- Mas voltando a Button, se o inglês fez uma segunda metade de temporada pra lá de apagada, hoje em Interlagos viveu uma de suas melhores atuações. Arriscou até mais do que o necessário e mereceu levar o caneco.

- Ainda que suas últimas corridas não tenham sido grande coisa, Button leva o título pelo conjunto da obra. Ganhou seis das primeiras sete provas da temporada e só perderia o campeonato se fizesse uma grande besteira. Pode não ter mais brilhado tanto, mas besteira também não fez. As circunstâncias da conquista, com apenas um pódio nas últimas nove corridas, podem até deixar seu título menos brilhante, mas não apagam seus méritos. Ganhar seis em sete não é para qualquer um, e foi com essa arrancada que Button garantiu um inicialmente improvável título mundial.

- Quem também garantiu o título hoje foi a Brawn, que sagrou-se campeã de construtores. Foi a primeira vez na história que um time estreante conseguiu tal distinção.

- Voltando à prova, Mark Webber sobrou com a Red Bull. Era o melhor carro do final de semana e conquistou uma daquelas vitórias que, para quem olha de fora, parece que nem precisou de muito esforço. Não teve adversários e disparou na frente depois que Barrichello parou nos boxes. Sebastian Vettel, vindo lá do fundão, conseguiu ainda chegar em quarto, provando a superioridade dos carros de Adrian Newey em Interlagos.

- Ótimas apresentações também de Robert Kubica e Lewis Hamilton, que completaram o pódio. A McLaren aproveitou bem seu acerto para tempo seco e ainda acertou na mosca ao mudar a sua estratégia logo no começo da prova, com a entrada do Safety Car. A ousadia foi paga com um merecido pódio para Lewis.

- Quem poderia ter feito mais na prova, mas abandonaram logo no começo, foram Jarno Trulli e Adrian Sutil. Os dois saíam da segunda fila e poderiam brigar pelo pódio, mas se enroscaram na primeira volta. Na minha avaliação, Trulli foi otimista demais ao tentar passar por fora na descida do lago. Não tinha como, foi parar na grama e causou um acidente bastante sério, no qual acabou sobrando até para Fernando Alonso. Desceu do carro furioso, gesticulou loucamente xingando Sutil, mas sem muita razão. A postura que ele reclamava do alemão foi exatamente a mesma adotada por ele próprio quando fez Kubica sair voando com sua BMW no Canadá, há dois anos. Trulli também não é dos pilotos mais prudentes e não pode reclamar de nada.

- Daqui a quinze dias, em Abu Dhabi, confraternização de final de temporada. Em jogo, apenas o vice-campeonato, que agora está nas mãos de Sebastian Vettel. O alemão tem dois pontos de vantagem para Barrichello, que não sei se se esforçará por uma classificação simbólica como essa. Deverá correr em busca da vitória e, se ela não for possível, duvido que corra apenas com o objetivo de vencer Vettel.

- Foi uma temporada esquisita, mas deixo o balanço do título de Button para amanhã. Parabéns ao novo campeão.

Resultado GP do Brasil 2009

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Pilotoons animado: GP da Itália

Mais uma sensacional do Mantovani!

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Pilotoons: GP da Alemanha

Bruno Mantovani preparou uma charge enigmática esta semana. Eu, que sou burro, não entendi nada. Alguém explica?

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

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Webber quebra marca de Barrichello

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divulgação Red Bull

Com a vitória de hoje em Nürburgring, Mark Webber quebrou uma marca de Rubens Barrichello. É ele, agora, o piloto que mais provas demorou para conquistar sua primeira vitória na Fórmula 1.

Webber precisou de 130 largadas para chegar em primeiro lugar. Barrichello esperou 124 até vencer em 2000, também no GP da Alemanha. Confira abaixo os vencedores mais tardios da história da Fórmula 1, com o número de GPs disputados até a primeira vitória:

Mark Webber – 130 GPs
Rubens Barichello – 124
Jarno Trulli – 118
Jenson Button – 114
Giancarlo Fisichella – 110
Mika Hakkinen – 97
Thierry Boutsen – 95
Jean Alesi – 92

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Rapidinhas: GP da Alemanha

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

- E deu canguru em Nürburgring! Mark Webber soube aproveitar a superioridade da Red Bull e venceu o GP da Alemanha com alguma facilidade, mesmo tendo sofrido uma punição de drive-through. Foi sua primeira vitória na Fórmula 1.

- Inacreditável o que aconteceu na largada. Webber quase atirou tudo pela janela ao jogar seu Red Bull sobre a Brawn de Rubens Barrichello. Por muito pouco um acidente grave não aconteceu e a direção de prova tomou a decisão acertada de puni-lo. Tal agressividade não é comum no piloto australiano, o que leva a crer em uma manobra mal calculada. Não pareceu algo deliberado ou mal intencionado.

- Felizmente, para Webber, a punição não fez diferença alguma no resultado final da prova. Muito mais equilibrada, a Red Bull dominou a corrida como quis, fazendo dobradinha com Sebastian Vettel em segundo. A Brawn viu como única alternativa de vitória arriscar largar leve e fazer uma parada a mais de box, mas mesmo assim, não teve a mínima chance.

- Rubens Barrichello saltou à frente na largada e parecia que poderia vencer, até ficar claro que sua estratégia era de três paradas. Brigaria pelo pódio, mas teve tudo perdido quando a máquina de reabastecimento falhou. A partir daí, seria quinto, mas foi “sacrificado” na última parada para que Jenson Button ganhasse a posição. Terminou em sexto.

- Não há, no entanto, motivos para críticas. Button lidera o campeonato, a Brawn não tem sido mais páreo para a Red Bull e a política da equipe daqui pra frente certamente será a de evitar a todo custo que Webber ou Vettel consigam ultrapassar o piloto inglês. Quando não se consegue mais vencer e o adversário está sobrando no campeonato, a escolha óbvia é cuidar de cada ponto com muita atenção. O ponto a mais que Button conseguiu hoje pode fazer muita diferença em novembro, em Abu Dhabi.

- Destaque para a excelente corrida de Felipe Massa, que conseguiu seu primeiro pódio na temporada. Largou bem, segurou bem Sebastian Vettel e depois impediu qualquer tentativa de ultrapassagem de Barrichello, que retornou de seu primeiro pit stop logo atrás. Manteve um ritmo consistente de prova e poderia até ter conquistado um resultado melhor caso não tivesse perdido a posição para Vettel na primeira parada. A Ferrari evolui a olhos vistos, mesmo com os constantes erros que comete.

- Kimi Raikkonen é que não tem tantos motivos para alegria, já que abandonou no começo com problemas mecânicos.

- Nico Rosberg foi outro grande nome da corrida, ganhando 11 posições com relação à largada para chegar em quarto lugar. Foi sua melhor prova em muito tempo, conseguindo colocar sua Williams à frente das duas Brawn.

- Fernando Alonso, mesmo fazendo a bobagem de rodar na volta de apresentação, foi impressionante na corrida. Andou rápido e conseguiu inclusive marcar a melhor volta da prova, terminando em sétimo lugar, na cola das Brawn de Button e Barrichello. Nelsinho Piquet largou mal, perdeu cinco posições na primeira volta e, dali para frente, não se recuperou. Terminou apenas em 13º aquela que pode ter sido sua última corrida pela Renault.

- Adrian Sutil, o inconsequente veloz, perdeu uma grande chance de pontuar com a Force India. Largou numa ótima posição, manteve-se sempre na zona de pontos e brigava pela sétima posição na saída dos boxes quando envolveu-se em um toque desnecessário com Kimi Raikkonen. Forçou a barra, perdeu a asa dianteira e uma chance de ouro. Mas Fisichella fez as honras da casa, chegando uma honrosa 11ª posição.

- A McLaren finalmente volta a pontuar, com o oitavo lugar de Heikki Kovalainen. Lewis Hamilton, no entanto, foi novamente decepcionante. Teve uma arrancada sensacional na largada, saltou de quinto para brigar pela ponta na primeira curva, mas exagerou, saiu da pista e furou o pneu. Caiu para último e não teve qualquer chance de recuperação, com problemas de câmbio.

- Saído de último, Timo Glock fez uma boa corrida, chegando em nono. Seu companheiro Trulli, em compensação, foi penúltimo. O que até é impressionante, já que ninguém o viu na pista.

- BMW mais uma vez sem marcar pontos, é a equipe-mico do ano. Pobres Kubica e Heidfeld…

- No Mundial de Pilotos, a chapa esquentou. A dupla da Red Bull ultrapassou Barrichello, que caiu para o quarto lugar. Button continua líder, mas sua diferença para Vettel, que já foi de 32 pontos, foi reduzida a 21 em apenas duas provas.

- Webber está no encalço, a apenas um ponto e meio de Vettel, mesma distância que tem para Barrichello.

- Surpreendente a reação da Red Bull. Nürburgring confirmou o domínio de Silverstone, dando uma nova cara para o campeonato. Resta ver como será na Hungria, onde tradicionalmente faz muito calor. Se, mesmo nessas condições, a equipe austríaca continuar dominando, a Brawn estará em séria encrenca.

- Mesmo no Mundial de Construtores a Brawn começa a ser ameaçada. Agora tem 112 pontos, contra 92,5 da Red Bull. O que parecia inatingível agora começa a ser possível.

- O campeonato está mesmo aberto? Faça suas apostas.

Resultado do GP da Alemanha 2009

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Pole de Webber é a 1ª de um australiano em 29 anos

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

A primeira pole da carreira de Mark Webber, conquistada hoje em Nürburgring, foi também a primeira da Austrália em muitos anos. Desde Alan Jones, que saiu na frente com a Williams também em um GP da Alemanha, em 1980, um australiano não largava na frente na Fórmula 1. Foi também a 20ª pole position do país, que contabiliza 13 de Jack Brabham, 6 de Alan Jones e uma de Mark Webber.

Caso vença amanhã, Webber encerrará um jejum de 28 anos. Desde que Jones venceu o GP de Las Vegas de 1981, aquele que marcou o primeiro título mundial de Nelson Piquet, um australiano não sobe ao alto do pódio.

Atualização: Felipe Paranhos me lembra que a pole de Webber foi, também, a mais tardia da história da Fórmula 1. Antes dele, o piloto que mais havia demorado para marcar uma pole position tinha sido Jarno Trulli, que levou 119 GPs até largar na frente no GP de Mônaco de 2004. Mark Webber precisou aguardar 130 corridas.

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