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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSContato
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Arquivo da tag: Mark Webber
Rapidinhas: GP da Alemanha

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull
- E deu canguru em Nürburgring! Mark Webber soube aproveitar a superioridade da Red Bull e venceu o GP da Alemanha com alguma facilidade, mesmo tendo sofrido uma punição de drive-through. Foi sua primeira vitória na Fórmula 1.
- Inacreditável o que aconteceu na largada. Webber quase atirou tudo pela janela ao jogar seu Red Bull sobre a Brawn de Rubens Barrichello. Por muito pouco um acidente grave não aconteceu e a direção de prova tomou a decisão acertada de puni-lo. Tal agressividade não é comum no piloto australiano, o que leva a crer em uma manobra mal calculada. Não pareceu algo deliberado ou mal intencionado.
- Felizmente, para Webber, a punição não fez diferença alguma no resultado final da prova. Muito mais equilibrada, a Red Bull dominou a corrida como quis, fazendo dobradinha com Sebastian Vettel em segundo. A Brawn viu como única alternativa de vitória arriscar largar leve e fazer uma parada a mais de box, mas mesmo assim, não teve a mínima chance.
- Rubens Barrichello saltou à frente na largada e parecia que poderia vencer, até ficar claro que sua estratégia era de três paradas. Brigaria pelo pódio, mas teve tudo perdido quando a máquina de reabastecimento falhou. A partir daí, seria quinto, mas foi “sacrificado” na última parada para que Jenson Button ganhasse a posição. Terminou em sexto.
- Não há, no entanto, motivos para críticas. Button lidera o campeonato, a Brawn não tem sido mais páreo para a Red Bull e a política da equipe daqui pra frente certamente será a de evitar a todo custo que Webber ou Vettel consigam ultrapassar o piloto inglês. Quando não se consegue mais vencer e o adversário está sobrando no campeonato, a escolha óbvia é cuidar de cada ponto com muita atenção. O ponto a mais que Button conseguiu hoje pode fazer muita diferença em novembro, em Abu Dhabi.
- Destaque para a excelente corrida de Felipe Massa, que conseguiu seu primeiro pódio na temporada. Largou bem, segurou bem Sebastian Vettel e depois impediu qualquer tentativa de ultrapassagem de Barrichello, que retornou de seu primeiro pit stop logo atrás. Manteve um ritmo consistente de prova e poderia até ter conquistado um resultado melhor caso não tivesse perdido a posição para Vettel na primeira parada. A Ferrari evolui a olhos vistos, mesmo com os constantes erros que comete.
- Kimi Raikkonen é que não tem tantos motivos para alegria, já que abandonou no começo com problemas mecânicos.
- Nico Rosberg foi outro grande nome da corrida, ganhando 11 posições com relação à largada para chegar em quarto lugar. Foi sua melhor prova em muito tempo, conseguindo colocar sua Williams à frente das duas Brawn.
- Fernando Alonso, mesmo fazendo a bobagem de rodar na volta de apresentação, foi impressionante na corrida. Andou rápido e conseguiu inclusive marcar a melhor volta da prova, terminando em sétimo lugar, na cola das Brawn de Button e Barrichello. Nelsinho Piquet largou mal, perdeu cinco posições na primeira volta e, dali para frente, não se recuperou. Terminou apenas em 13º aquela que pode ter sido sua última corrida pela Renault.
- Adrian Sutil, o inconsequente veloz, perdeu uma grande chance de pontuar com a Force India. Largou numa ótima posição, manteve-se sempre na zona de pontos e brigava pela sétima posição na saída dos boxes quando envolveu-se em um toque desnecessário com Kimi Raikkonen. Forçou a barra, perdeu a asa dianteira e uma chance de ouro. Mas Fisichella fez as honras da casa, chegando uma honrosa 11ª posição.
- A McLaren finalmente volta a pontuar, com o oitavo lugar de Heikki Kovalainen. Lewis Hamilton, no entanto, foi novamente decepcionante. Teve uma arrancada sensacional na largada, saltou de quinto para brigar pela ponta na primeira curva, mas exagerou, saiu da pista e furou o pneu. Caiu para último e não teve qualquer chance de recuperação, com problemas de câmbio.
- Saído de último, Timo Glock fez uma boa corrida, chegando em nono. Seu companheiro Trulli, em compensação, foi penúltimo. O que até é impressionante, já que ninguém o viu na pista.
- BMW mais uma vez sem marcar pontos, é a equipe-mico do ano. Pobres Kubica e Heidfeld…
- No Mundial de Pilotos, a chapa esquentou. A dupla da Red Bull ultrapassou Barrichello, que caiu para o quarto lugar. Button continua líder, mas sua diferença para Vettel, que já foi de 32 pontos, foi reduzida a 21 em apenas duas provas.
- Webber está no encalço, a apenas um ponto e meio de Vettel, mesma distância que tem para Barrichello.
- Surpreendente a reação da Red Bull. Nürburgring confirmou o domínio de Silverstone, dando uma nova cara para o campeonato. Resta ver como será na Hungria, onde tradicionalmente faz muito calor. Se, mesmo nessas condições, a equipe austríaca continuar dominando, a Brawn estará em séria encrenca.
- Mesmo no Mundial de Construtores a Brawn começa a ser ameaçada. Agora tem 112 pontos, contra 92,5 da Red Bull. O que parecia inatingível agora começa a ser possível.
- O campeonato está mesmo aberto? Faça suas apostas.

Pole de Webber é a 1ª de um australiano em 29 anos

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull
A primeira pole da carreira de Mark Webber, conquistada hoje em Nürburgring, foi também a primeira da Austrália em muitos anos. Desde Alan Jones, que saiu na frente com a Williams também em um GP da Alemanha, em 1980, um australiano não largava na frente na Fórmula 1. Foi também a 20ª pole position do país, que contabiliza 13 de Jack Brabham, 6 de Alan Jones e uma de Mark Webber.
Caso vença amanhã, Webber encerrará um jejum de 28 anos. Desde que Jones venceu o GP de Las Vegas de 1981, aquele que marcou o primeiro título mundial de Nelson Piquet, um australiano não sobe ao alto do pódio.
Atualização: Felipe Paranhos me lembra que a pole de Webber foi, também, a mais tardia da história da Fórmula 1. Antes dele, o piloto que mais havia demorado para marcar uma pole position tinha sido Jarno Trulli, que levou 119 GPs até largar na frente no GP de Mônaco de 2004. Mark Webber precisou aguardar 130 corridas.
Pilotoons animado: GP da Inglaterra
Mais uma das peripécias de Bruno Mantovani…
Não sei o que ficou mais divertido. Estou em dúvida entre o Baby Vettel e o Bruno Senna na geladeira. Genial!
GP da Malásia é o 5º da história com pontos pela metade

Foto: Reprodução/Grande Prêmio
Interrompido depois de 31 voltas em função das fortes chuvas em Sepang, o GP da Malásia contou apenas metade da pontuação para os pilotos, por não terem sido completados 75% das voltas previstas. Em toda a história foi apenas a quinta vez, em 805 corridas válidas pelo Mundial de Pilotos, que uma prova terminou assim, apenas a segunda em um circuito permanente. Todas as outras três ocorreram em pistas de rua.
A primeira vez em que metade dos pontos foram contados aconteceu no GP da Espanha de 1975, quando o Embassy-Hill de Rolf Stommelen voou em direção ao público no Montjuich Park, matando três fiscais, um fotógrafo e um espectador. A corrida foi interrompida com apenas 29 das 84 voltas previstas e a vitória ficou com Jochen Mass, da McLaren. Seria sua primeira e única conquista na Fórmula 1. E também foi a única vez em que o motivo da interrupção não foi a chuva.
No mesmo ano, outra prova contou apenas metade dos pontos. Foi o GP da Áustria, em Zeltweg, disputado sob muita chuva. Eram previstas 54 voltas, mas a corrida foi encerrada com 29, pouco mais da metade. A pista estava encharcada e a vitória ficou com a zebra Vittorio Brambilla, que cruzou a linha de chegada rodando e batendo seu March laranja na mureta dos boxes. Ainda deu a volta da vitória com o bico quebrado, numa cena hilária.
Nove anos depois, em 1984, uma nova interrupção obrigou uma prova a contar apenas metade dos pontos. Foi no famoso GP de Mônaco de 1984, quando Ayrton Senna deu show com a Toleman e chegou em segundo lugar depois da bandeira vermelha ser acionada, na 31ª das 76 voltas previstas. A vitória ficou com Alain Prost.
Há 18 anos, a corrida mais curta da história da Fórmula 1. Com diversos pilotos rodando e batendo nos muros e protestos veementes de Ayrton Senna por causa da falta de aderência com a chuvarada que caiu no circuito de rua de Adelaide, o GP da Austrália de 1991 foi encerrado com apenas 14 voltas, com vitória de Senna.
Nos últimos anos, outras corridas foram terminadas com bandeira vermelha, mas tiveram os pontos contados integralmente por já terem sido cumpridos mais de 75% das voltas previstas. Em 2003, Fernando Alonso e Mark Webber bateram na curva do Café, encerrando prematuramente o GP do Brasil. Em 1997, bandeira vermelha após um acidente com Olivier Panis no Canadá, quando o francês fraturou uma perna. E em 1990, Alex Caffi bateu no Estoril e se machucou, dando fim precoce ao GP de Portugal.
Quem te viu, quem te vê
Mark Webber é um cara engraçado. Aliás, é o tipo de engraçado mais esquisito que existe: o involuntário. Quando tenta falar sério, acaba fazendo humor.
O australiano atirou feito metralhadora giratória sobre Lewis Hamilton em Xangai. Como dirigente da GPDA (associação dos pilotos), prometeu uma bronca ao inglês no briefing de sexta-feira por seu comportamento perigoso nos GPs da Itália e do Japão. Nas palavras de Webber:
“Você não pode se mover nas áreas de frenagem daquela maneira. Um comissário morreu em Monza porque havia gente fazendo esse tipo de coisa.”
O piloto da Red Bull referia-se à morte de Paolo Ghislimberti no GP da Itália de 2000, atingido por um pneu de uma Jordan depois de uma carambola na entrada de uma chicane. E acho até que ele tem um tanto de razão, Hamilton foi realmente agressivo demais, principalmente em Monza, e por pouco não causou acidentes graves com Alonso e Trulli.
Porém, aí é que vem a parte “engraçada”. Quem é Mark Webber para cobrar mais prudência do piloto da McLaren? Ainda mais depois da perigosa prensada que deu em Felipe Massa em Fuji?
Ouça o que eu digo, não faça o que eu faço.
Primeira fila inédita para a Red Bull

Mark Webber conseguiu hoje, em Silverstone, um feito inédito para a equipe Red Bull. O piloto australiano largará da primeira fila, na segunda posição.
Na curta história da equipe das bebidas energéticas, a melhor posição de largada até hoje tinha ocorrido no GP da China de 2005, ano de estréia do time, quando Christian Klien alinhou no quarto posto.
Para Webber, no entanto, tal posição não é novidade. O australiano sai da primeira fila pela quarta vez na carreira. A primeira delas aconteceu no GP da Malásia de 2004, curiosamente pela Jaguar, equipe que deu origem à Red Bull.
Reconhecido como um dos pilotos mais rápidos em qualificação, Webber até hoje, ironicamente, nunca obteve uma pole position.
E o vídeo rendeu…

Quem diria que aquele inocente videozinho do fã japonês, reproduzido também aqui no blog terça-feira, ia gerar tanta controvérsia na chegada da F1 à China. Hoje, a FIA anunciou que está investigando a conduta de Lewis Hamilton e que pode aplicar uma punição ao piloto inglês.
Analisando o vídeo à luz da regra que obriga um piloto a permanecer no máximo a cinco carros de distância do Safety Car, entende-se que uma punição pode mesmo acontecer. Hamilton reduziu tanto a velocidade que ficou bem longe do carro de segurança, até que se viu obrigado a acelerar a reaproximar. Quando reaproximou, freou bruscamente e causou todo o imbróglio. E isso aconteceu diversas vezes durante as 27 voltas que o Safety Car esteve na pista.
O fato é que todos se manifestam contra o inglês. Alonso tira a sua casquinha, dizendo que o companheiro de equipe fez isso diversas vezes durante a corrida (o que é verdade), e Mark Webber também fala grosso sobre as ações de Hamilton. A confusão está instaurada.
Fala-se em aumento no tempo final de prova como punição, o que o jogaria para o segundo lugar no GP do Japão. Acho esta alternativa muito difícil. O mais provável é que apliquem a mesma pena que foi dada a Vettel: perda de dez posições no grid. Mais por conveniência do que por justiça, a FIA pode punir o líder do campeonato para dar ao certame uma sobrevida até o GP do Brasil e assim, evitar que os interesses na temporada terminem mais cedo. Um campeonato que tinha tudo para ser muito bom vai viver mais um capítulo de cartolagem.
Vídeo do acidente: Vettel x Webber x Hamilton
Um fã japonês que estava nas arquibancadas conseguiu o que a Fuji TV não foi capaz: captou o acidente entre Sebastian Vettel e Mark Webber durante uma das entradas do Safety Car no GP do Japão.
Realmente, o brake test de Hamilton produziu o incidente. Lógico, somado à distração do novato Vettel.
Refinamento aerodinâmico
O acontecido com Mark Webber durante a corrida de hoje serviu de exemplo para avaliarmos o refinamento aerodinâmico da Fórmula 1 atual. Basta o ar passar de um modo um pouco diferente e o carro pode ficar comprometido. Repare abaixo.

O problema na tampa do bocal de combustível, que ficou aberta depois do primeiro pit stop, gerou um fluxo de ar não previsto que acabou comprometendo o desempenho do Red Bull de Webber, além de ter destruído a pequena asa sobre o santo-antônio.
Reb Bull?
A julgar pelos primeiros créditos do primeiro treino livre da temporada, que estão acontecendo agora, a FIA parou com aquela bobagem de tratar a Red Bull como RBR.
O único problema é que, desacostumados com o nome, os operadores do GC cometeram um pequeno engano…


Mas como é primeiro dia, a gente perdoa.
Rapaz educado
Pedi que um jornalista amigo meu mandasse minhas lembranças a Mark Webber. Vejam como ele respondeu.

Em tempo: o topo amarelo bizarro voltou ao seu casco.
Presa fácil
Boa sacada (sem trocadilho) do meu segundo palhaço favorito, Miquimba.

Digo segundo porque o número 1 é de Rodrigo Borges, evidentemente.










