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Rapidinhas: GP da Alemanha

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

- E deu canguru em Nürburgring! Mark Webber soube aproveitar a superioridade da Red Bull e venceu o GP da Alemanha com alguma facilidade, mesmo tendo sofrido uma punição de drive-through. Foi sua primeira vitória na Fórmula 1.

- Inacreditável o que aconteceu na largada. Webber quase atirou tudo pela janela ao jogar seu Red Bull sobre a Brawn de Rubens Barrichello. Por muito pouco um acidente grave não aconteceu e a direção de prova tomou a decisão acertada de puni-lo. Tal agressividade não é comum no piloto australiano, o que leva a crer em uma manobra mal calculada. Não pareceu algo deliberado ou mal intencionado.

- Felizmente, para Webber, a punição não fez diferença alguma no resultado final da prova. Muito mais equilibrada, a Red Bull dominou a corrida como quis, fazendo dobradinha com Sebastian Vettel em segundo. A Brawn viu como única alternativa de vitória arriscar largar leve e fazer uma parada a mais de box, mas mesmo assim, não teve a mínima chance.

- Rubens Barrichello saltou à frente na largada e parecia que poderia vencer, até ficar claro que sua estratégia era de três paradas. Brigaria pelo pódio, mas teve tudo perdido quando a máquina de reabastecimento falhou. A partir daí, seria quinto, mas foi “sacrificado” na última parada para que Jenson Button ganhasse a posição. Terminou em sexto.

- Não há, no entanto, motivos para críticas. Button lidera o campeonato, a Brawn não tem sido mais páreo para a Red Bull e a política da equipe daqui pra frente certamente será a de evitar a todo custo que Webber ou Vettel consigam ultrapassar o piloto inglês. Quando não se consegue mais vencer e o adversário está sobrando no campeonato, a escolha óbvia é cuidar de cada ponto com muita atenção. O ponto a mais que Button conseguiu hoje pode fazer muita diferença em novembro, em Abu Dhabi.

- Destaque para a excelente corrida de Felipe Massa, que conseguiu seu primeiro pódio na temporada. Largou bem, segurou bem Sebastian Vettel e depois impediu qualquer tentativa de ultrapassagem de Barrichello, que retornou de seu primeiro pit stop logo atrás. Manteve um ritmo consistente de prova e poderia até ter conquistado um resultado melhor caso não tivesse perdido a posição para Vettel na primeira parada. A Ferrari evolui a olhos vistos, mesmo com os constantes erros que comete.

- Kimi Raikkonen é que não tem tantos motivos para alegria, já que abandonou no começo com problemas mecânicos.

- Nico Rosberg foi outro grande nome da corrida, ganhando 11 posições com relação à largada para chegar em quarto lugar. Foi sua melhor prova em muito tempo, conseguindo colocar sua Williams à frente das duas Brawn.

- Fernando Alonso, mesmo fazendo a bobagem de rodar na volta de apresentação, foi impressionante na corrida. Andou rápido e conseguiu inclusive marcar a melhor volta da prova, terminando em sétimo lugar, na cola das Brawn de Button e Barrichello. Nelsinho Piquet largou mal, perdeu cinco posições na primeira volta e, dali para frente, não se recuperou. Terminou apenas em 13º aquela que pode ter sido sua última corrida pela Renault.

- Adrian Sutil, o inconsequente veloz, perdeu uma grande chance de pontuar com a Force India. Largou numa ótima posição, manteve-se sempre na zona de pontos e brigava pela sétima posição na saída dos boxes quando envolveu-se em um toque desnecessário com Kimi Raikkonen. Forçou a barra, perdeu a asa dianteira e uma chance de ouro. Mas Fisichella fez as honras da casa, chegando uma honrosa 11ª posição.

- A McLaren finalmente volta a pontuar, com o oitavo lugar de Heikki Kovalainen. Lewis Hamilton, no entanto, foi novamente decepcionante. Teve uma arrancada sensacional na largada, saltou de quinto para brigar pela ponta na primeira curva, mas exagerou, saiu da pista e furou o pneu. Caiu para último e não teve qualquer chance de recuperação, com problemas de câmbio.

- Saído de último, Timo Glock fez uma boa corrida, chegando em nono. Seu companheiro Trulli, em compensação, foi penúltimo. O que até é impressionante, já que ninguém o viu na pista.

- BMW mais uma vez sem marcar pontos, é a equipe-mico do ano. Pobres Kubica e Heidfeld…

- No Mundial de Pilotos, a chapa esquentou. A dupla da Red Bull ultrapassou Barrichello, que caiu para o quarto lugar. Button continua líder, mas sua diferença para Vettel, que já foi de 32 pontos, foi reduzida a 21 em apenas duas provas.

- Webber está no encalço, a apenas um ponto e meio de Vettel, mesma distância que tem para Barrichello.

- Surpreendente a reação da Red Bull. Nürburgring confirmou o domínio de Silverstone, dando uma nova cara para o campeonato. Resta ver como será na Hungria, onde tradicionalmente faz muito calor. Se, mesmo nessas condições, a equipe austríaca continuar dominando, a Brawn estará em séria encrenca.

- Mesmo no Mundial de Construtores a Brawn começa a ser ameaçada. Agora tem 112 pontos, contra 92,5 da Red Bull. O que parecia inatingível agora começa a ser possível.

- O campeonato está mesmo aberto? Faça suas apostas.

Resultado do GP da Alemanha 2009

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Pole de Webber é a 1ª de um australiano em 29 anos

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

A primeira pole da carreira de Mark Webber, conquistada hoje em Nürburgring, foi também a primeira da Austrália em muitos anos. Desde Alan Jones, que saiu na frente com a Williams também em um GP da Alemanha, em 1980, um australiano não largava na frente na Fórmula 1. Foi também a 20ª pole position do país, que contabiliza 13 de Jack Brabham, 6 de Alan Jones e uma de Mark Webber.

Caso vença amanhã, Webber encerrará um jejum de 28 anos. Desde que Jones venceu o GP de Las Vegas de 1981, aquele que marcou o primeiro título mundial de Nelson Piquet, um australiano não sobe ao alto do pódio.

Atualização: Felipe Paranhos me lembra que a pole de Webber foi, também, a mais tardia da história da Fórmula 1. Antes dele, o piloto que mais havia demorado para marcar uma pole position tinha sido Jarno Trulli, que levou 119 GPs até largar na frente no GP de Mônaco de 2004. Mark Webber precisou aguardar 130 corridas.

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Rapidinhas da classificação: Alemanha

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divlugação Red Bull

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divlugação Red Bull

- A classificação para o GP da Alemanha foi uma das mais emocionantes dos últimos anos na Fórmula 1. Uma chuvarada regou a pista em meio ao Q2 e, a partir de então, tudo ficou imprevisível. Com todos colocando pneus de chuva para depois ver a pista secar e retornar aos slicks, as duas últimas partes do treino foram absolutamente imprevisíveis, com os pilotos na pista o tempo todo tentando baixar os tempos.

- Quem levou a melhor foi Mark Webber, que conquistou a primeira pole position de sua carreira. A pole foi conquistada na última tentativa, com uma volta voadora que bateu não só seu favorito companheiro Sebastian Vettel, mas também os dois carros da Brawn, que parecem vir forte para a corrida.

- Rubens Barrichello foi outro que fez uma excelente volta no final, roubando a primeira fila de seu companheiro Jenson Button, que vai largar em terceiro. Vettel sai em quarto.

- Apesar da embaralhada geral da chuva, as duas primeiras filas acabaram mesmo com as equipes dominantes: Red Bull e Brawn. Salvo alguma grande zebra, a corrida deve ficar entre os quatro.

- Mas do quinto para baixo, algumas surpresas. Lewis Hamilton confirmou o bom desempenho da McLaren nos treinos livres e vai largar em quinto. Seu companheiro Kovalainen sai ao lado, em sexto. Resta saber se não estão com pouco combustível, resposta que teremos daqui a pouco.

- E a grande surpresa, mesmo, ficou por conta da Force India de Adrian Sutil, que soube se aproveitar da chuva no Q2 para passar para a fase final do treino. Nela, fez uma volta suficiente para largar em sétimo, a melhor posição de sua carreira e da Force India. À frente, inclusive, das Ferrari. Vai ter dancinha a noite toda no motor home.

- Falando em Ferrari, que conseguiu montar o carro de Felipe Massa com pneus errados no Q2 – pelo menos alguém percebeu antes que o carro arrancasse -, restou a oitava e a nona posições. Massa à frente, Kimi atrás. Devem fazer alguns pontos, e só.

- Pela primeira vez em 27 tentativas, Nelsinho Piquet vai largar à frente de Fernando Alonso. É lógico que as circunstâncias de clima influenciaram no resultado, mas a pista estava úmida para os dois. Nelsinho fez grande volta com pneus slick, enquanto o espanhol rodou no final da sua tentativa. Mereceu o resultado, passou para o Q3 e sai em décimo. Alonso larga duas posições atrás.

- Nascido em Heidelberg, os ares alemães parecem fazer bem a Nelsinho. No ano passado, em Hockenheim, fez sua melhor corrida na Fórmula 1. Hoje, seu melhor treino. E o fato deste treino ter acontecido justamente no momento em que a imprensa alemã já o deu como demitido da Renault torna o resultado ainda mais expressivo. Se Nelsinho precisava de uma hora para dar a volta por cima, escolheu a certa. Desde que não seja tarde demais…

- Dali para trás, nenhuma novidade. Toyota fazendo fiasco, Nakajima rodando, BMW como de costume em 2009. E Bourdais em último, naquela que pode ser sua última corrida pela Toro Rosso. Jaime Alguersuari esfrega as mãos.

- A Brawn esteve mais forte do que imaginava no treino, talvez muito pela habilidade de Barrichello em pista úmida. Mesmo assim, dado o clima frio, aposto nas Red Bull para a corrida. A vantagem da pole de Mark Webber é grande, mas com chuva, ainda assim colocaria minhas fichas em Vettel. Em caso de uma corrida com pista seca, o australiano pode levar sua primeira vitória na Fórmula 1. Mas não acho que deva ser fácil.

- Se o treino foi uma prévia da corrida, teremos uma grande disputa amanhã. Corrida cercada de expectativas.

Classificação: GP da Alemanha

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Pilotoons animado: GP da Inglaterra

Mais uma das peripécias de Bruno Mantovani

Não sei o que ficou mais divertido. Estou em dúvida entre o Baby Vettel e o Bruno Senna na geladeira. Genial!

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Pilotoons: GP da Inglaterra

Rapidinho, o pai do Enzo já desenhou o seu olhar sobre o GP da Inglaterra.

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani



 

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Pilotoons: GP da Turquia

Bruno Mantovani retrata a largada do GP da Turquia.

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

E eu diria que a charge pode ser uma metáfora de toda uma carreira…

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Positivo e Negativo: Turquia

Positivo: Mark Webber. Outra vez não fez cena, corre mineirinho e sempre obtém um bom resultado. Aproveitou-se dos erros de seu companheiro Vettel para batê-lo mais uma vez. Segundo lugar muito merecido, ainda que com ordem da equipe para manutenção de posições nas voltas finais.

Negativo: Rubens Barrichello. Sua pior corrida em muito tempo. Foi vítima de uma falha do carro na largada, mas depois disso foi afobado e inconsequente. O brasileiro adora a figura de linguagem da “faca nos dentes”, mas tal atitude é bastante incoerente com seu estilo. Quando tenta ser agressivo, embanana-se e provoca acidentes evitáveis. Foi assim hoje na Turquia.

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Charge animada: GP da China

Mantova matando a pau de novo…

Eu só teria feito o final diferente. Colocaria o Nelsinho rodando ao som da tradicional trilha do pião da casa própria.

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Rapidinhas – GP da China

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

- Espetacular vitória de Sebastian Vettel, a primeira da Red Bull, com Mark Webber fazendo dobradinha. O alemão provou, mais uma vez, ser genial na chuva. Em condições parecidas com as da sua primeira vitória, em Monza no ano passado, Vettel foi absolutamente dominante outra vez. Não por acaso, ele já tinha feito grande figura no GP do Japão de 2007, debaixo de semelhante dilúvio.

- Vettel largou na ponta, soube abrir e manter distância sobre Jenson Button, que sofria pressão de Webber e terminou mesmo em terceiro lugar. Em uma prova em que quase todo mundo rodava, passeava pela grama ou batia, o jovem piloto da Red Bull foi absolutamente perfeito. Veloz, constante, consistente, não se embananou nem quando precisou disputar a liderança com Button na pista, depois do segundo pit stop. Uma conquista absolutamente perfeita.

- Mark Webber, seu companheiro, também fez uma corrida correta, apesar de não ter sido tão brilhante. Cometeu alguns erros, mas soube aproveitar-se da superioridade da Red Bull na chuva para tirar o segundo lugar do líder do campeonato, Button. Melhor resultado de sua carreira, também merecido.

- Durante toda a corrida ficou claro que a Brawn não tinha equipamento para brigar com a Red Bull. Provavelmente os carros de Button e Barrichello estavam mais preparados para tempo seco, tanto que, nos momentos em que a chuva deu uma leve trégua, os dois andaram melhor, tendo o brasileiro inclusive marcado a melhor volta.

- Jenson Button foi correto e não arriscou posições, preferindo manter o terceiro lugar. Já Rubens Barrichello fez uma corrida irreconhecível. Escapou da pista, perdeu posições e constantemente era de um a um segundo e meio mais lento que seu companheiro de equipe por volta. O quarto lugar até que foi lucro, durante a prova deu sinais de que poderia até sair sem pontos da China.

- Normalmente competente na chuva, há de se aguardar os motivos de um desempenho tão pífio de Barrichello. Esperava-se que, nessas condições, fosse dar um banho em Button. Acabou levando. Considerando as diferenças que foram reduzidas pelo Safety Car, o brasileiro levou mais de 50s do companheiro durante a corrida. Mesmo em situações com pista livre era muito mais lento. Acerto, problema mecânico ou forma?

- Ferrari protagoniza mais um fiasco, ficando mais uma vez sem marcar pontos. Felipe Massa saiu da corrida com moral. Era o grande destaque, ganhando posições mesmo com tanque cheio, fazendo várias ultrapassagens e sendo um dos mais rápidos da pista. Já era terceiro colocado, até que uma pane elétrica o deixou parado no meio da pista. Saiu do carro com as mãos na cabeça, num dèjá vu do GP da Hungria do ano passado.

- Kimi Raikkonen, apagado, foi lamentável. Seja por culpa dele ou do carro, foi ultrapassado três vezes por Lewis Hamilton durante a prova. Parecia que ia marcar pontos, mas ficou preso no meio do pelotão depois de encher o tanque e deu adeus à qualquer chance. Chegou em décimo e o clima segue pesadíssimo em Maranello.

- McLaren fez uma corrida decente. Hamilton protagonizou ultrapassagens espetaculares, mas rodou inúmeras vezes e terminou atrás de seu companheiro Kovalainen, quinto. Por sinal, primeira corrida decente do finlandês na temporada.

- Já Nelsinho Piquet continua devendo uma corrida decente. Rodou, bateu, trocou o bico, rodou, rodou, bateu… e as câmeras da FOM procuravam por Flavio Briatore, que balançava a cabeça negativamente no pit wall. Sinto cheiro de demissão iminente.

- Fernando Alonso se deu mal com a estratégia de largar leve. Precisou reabastecer antes mesmo do Safety Car autorizar a primeira largada, caiu para o fim do pelotão e conseguiu chegar em nono. Também rodou, mas nada que se compare com o fiasco do companheiro Nelsinho. Alonso tem muito crédito.

- Sebastien Buemi, aquele que parece o ET do Rodolfo e por quem não dava um tostão furado, continua surpreendendo. Fez ótima corrida, brigou de igual para igual com Hamilton e Massa e poderia ter ido além do oitavo lugar na corrida. Pena que cometeu um erro, perdeu seu aerofólio dianteiro na traseira de Sebastian Vettel – quase acaba com a corrida do vencedor! – e perdeu bastante tempo. Mas um erro perfeitamente desculpável. Os acertos foram muito maiores.

- Adrian Sutil era outro que merecia melhor sorte. Fazia grande corrida, estava num brilhante sexto lugar a seis voltas do fim, até que bateu e abandonou. Mesmo assim, sai com crédito.

- BMW não foi bem na corrida, figurando poucas voltas entre os oito primeiros. Kubica ainda dependurou-se na traseira de Jarno Trulli e tirou o italiano da corrida. Tanto ele quanto Heidfeld chegaram ao fim, mas longe de qualquer chance.

- Williams, que tinha tudo para andar na frente, ficou para trás. Kazuki Nakajima conseguiu ser até pior que Nelsinho Piquet, andando mais fora da pista do que dentro. Nico Rosberg fazia uma corrida de recuperação e parecia que chegaria nos pontos, até que arriscou intermediários acreditando que a pista ia secar e jogou a corrida fora. Mas precisava arriscar, não tinha muito a perder.

- Interessante notar que, até agora, todas as vitórias da temporada ficaram com equipes-cliente. Brawn, que compra motores da Mercedes, e Red Bull, que compra da Renault. As montadoras estão perdidinhas, do jeitinho que Max Mosley gosta.

- No campeonato mundial, Button conseguiu abrir mais um pouco para Rubens Barrichello. Ele lidera o campeonato com 21, contra 15 do brasileiro. Vettel e Glock têm 10, Webber 9,5 e Trulli, 8,5. Hamilton, atual campeão, é 10º, com apenas 4.

- Entre os construtores, banho da Brawn. 36 pontos, contra 19,5 da Red Bull e 18,5 da Toyota. McLaren já é quarta, com 8. E o 10º lugar de Raikkonen serviu para tirar a Ferrari da lanterna, que agora pertence à Force India. As duas, no entanto, zeradas. Que fase…

- Semana que vem, corrida de novo no Bahrein. Que Button não chegue à frente de Barrichello de novo, senão o brasileiro será “promovido” precocemente a escudeiro. Mas, a julgar pelo que tem feito até aqui no campeonato, não merece nada a mais do que isso, também.

Resultado - GP da China 2009

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Red Bull quebra hegemonia da Brawn

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

* Post publicado com atraso por problemas internéticos.

Sebastian Vettel conseguiu hoje na China a primeira pole position da história da equipe Red Bull, quebrando, com isso, a hegemonia que a Brawn vinha impondo no campeonato. Os carros branco/preto/marca-texto ficaram apenas em quarto lugar, com Rubens Barrichello, e em quinto, com Jenson Button.

Mais notável que a pole de Vettel é a segunda posição de Fernando Alonso, a bordo do caixote que é a Renault. No entanto, ao que tudo indica, tanto as Red Bull de Vettel e Webber quanto a Renault de Alonso possuem bem menos combustível do que as Brawn de Barrichello e Button. Para a corrida a Brawn segue como franca favorita.

Ainda assim, não se deve diminuir o feito de Vettel. Mesmo com o carro leve, a pole é um grande resultado que comprova não só a velocidade inata do alemãozinho, mas também a qualidade do carro construído por Adrian Newey. É sempre bom lembrar: a Red Bull é, disparado, o melhor carro desprovido do polêmico difusor de dois andares. Imaginem o que este modelo andará quando dispuser de tal recurso…

Às rapidinhas:

- Rubens Barrichello está muito bem na foto. É o mais pesado entre os primeiros colocados e sai numa ótima quarta posição. Mesmo com uma volta a mais de combustível do que Jenson Button, conseguiu ficar à frente. Foi a primeira derrota que impôs ao companheiro e isso é muito importante na dinâmica interna da equipe. Se se mantiver à frente até o primeiro pit stop, tem tudo para vencer a corrida.

- Com Vettel em primeiro e Webber em terceiro, a Red Bull deve fazer ótima figura no GP da China. Um pódio é bem provável, embora acredite que, em condições normais, a vitória será da Brawn.

- Fernando Alonso deve ter combustível para menos de 15 voltas. Sai em segundo e pode embaralhar um pouco o começo da corrida, mas tende a ser coadjuvante. Para o carro que tem, essa posição no grid já foi bom demais.

- Toyota perdeu fôlego. Jarno Trulli foi sexto e Timo Glock foi 14º, mas o alemão trocou o câmbio e foi punido em cinco posições, vai sair em 19º. Com os motores japoneses, a Williams também não foi tão bem, com Nico Rosberg em sétimo e Kazuki Nakajima em 14º.

- Mais um fiasco para a Ferrari. Kimi Raikkonen sai apenas em oitavo. Felipe Massa errou na última volta e ficou apenas em 13º, sem sequer passar para a superpole. A McLaren, por sua vez, demonstrou uma certa recuperação utilizando um novo difusor, com Lewis Hamilton em nono. Ainda assim, é pouco para as duas grandes da Fórmula 1.

- Enquanto três motores Renault ocupam as três primeiras posições do grid, o quarto motor está longe, em 16º, com Nelsinho Piquet. Infelizmente, não há mais o que comentar sobre o brasileiro. Já já, a seleção natural da Fórmula 1 cuidará dele. Uma pena.

- Robert Kubica fez um treino irreconhecível com a BMW e vai sair em 17º. Nick Heidfeld foi um pouquinho melhor, larga em 11º.

- Brawn tem tudo para conquistar sua terceira vitória em três corridas. Uma temporada que parecia embolada começa a ganhar contornos de domínio absoluto. Mas duvido que o ano termine sem graça. Quando Ferrari, McLaren, Renault e Red Bull aprontarem seus carros revisados, a reta final promete ser imprevisível. Para o bem do esporte, que não seja tarde demais.

- Corrida amanhã às 4h da madrugada. Com comentários ao vivo aqui no blog, se a conexão à Internet deixar.

Grid GP da China 2009

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GP da Malásia é o 5º da história com pontos pela metade

Foto: Reprodução/Grande Prêmio

Foto: Reprodução/Grande Prêmio

Interrompido depois de 31 voltas em função das fortes chuvas em Sepang, o GP da Malásia contou apenas metade da pontuação para os pilotos, por não terem sido completados 75% das voltas previstas. Em toda a história foi apenas a quinta vez, em 805 corridas válidas pelo Mundial de Pilotos, que uma prova terminou assim, apenas a segunda em um circuito permanente. Todas as outras três ocorreram em pistas de rua.

A primeira vez em que metade dos pontos foram contados aconteceu no GP da Espanha de 1975, quando o Embassy-Hill de Rolf Stommelen voou em direção ao público no Montjuich Park, matando três fiscais, um fotógrafo e um espectador. A corrida foi interrompida com apenas 29 das 84 voltas previstas e a vitória ficou com Jochen Mass, da McLaren. Seria sua primeira e única conquista na Fórmula 1. E também foi a única vez em que o motivo da interrupção não foi a chuva.

No mesmo ano, outra prova contou apenas metade dos pontos. Foi o GP da Áustria, em Zeltweg, disputado sob muita chuva. Eram previstas 54 voltas, mas a corrida foi encerrada com 29, pouco mais da metade. A pista estava encharcada e a vitória ficou com a zebra Vittorio Brambilla, que cruzou a linha de chegada rodando e batendo seu March laranja na mureta dos boxes. Ainda deu a volta da vitória com o bico quebrado, numa cena hilária.

Nove anos depois, em 1984, uma nova interrupção obrigou uma prova a contar apenas metade dos pontos. Foi no famoso GP de Mônaco de 1984, quando Ayrton Senna deu show com a Toleman e chegou em segundo lugar depois da bandeira vermelha ser acionada, na 31ª das 76 voltas previstas. A vitória ficou com Alain Prost.

Há 18 anos, a corrida mais curta da história da Fórmula 1. Com diversos pilotos rodando e batendo nos muros e protestos veementes de Ayrton Senna por causa da falta de aderência com a chuvarada que caiu no circuito de rua de Adelaide, o GP da Austrália de 1991 foi encerrado com apenas 14 voltas, com vitória de Senna.

Nos últimos anos, outras corridas foram terminadas com bandeira vermelha, mas tiveram os pontos contados integralmente por já terem sido cumpridos mais de 75% das voltas previstas. Em 2003, Fernando Alonso e Mark Webber bateram na curva do Café, encerrando prematuramente o GP do Brasil. Em 1997, bandeira vermelha após um acidente com Olivier Panis no Canadá, quando o francês fraturou uma perna. E em 1990, Alex Caffi bateu no Estoril e se machucou, dando fim precoce ao GP de Portugal.

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Quem te viu, quem te vê

Mark Webber é um cara engraçado. Aliás, é o tipo de engraçado mais esquisito que existe: o involuntário. Quando tenta falar sério, acaba fazendo humor.

O australiano atirou feito metralhadora giratória sobre Lewis Hamilton em Xangai. Como dirigente da GPDA (associação dos pilotos), prometeu uma bronca ao inglês no briefing de sexta-feira por seu comportamento perigoso nos GPs da Itália e do Japão. Nas palavras de Webber:

“Você não pode se mover nas áreas de frenagem daquela maneira. Um comissário morreu em Monza porque havia gente fazendo esse tipo de coisa.”

O piloto da Red Bull referia-se à morte de Paolo Ghislimberti no GP da Itália de 2000, atingido por um pneu de uma Jordan depois de uma carambola na entrada de uma chicane. E acho até que ele tem um tanto de razão, Hamilton foi realmente agressivo demais, principalmente em Monza, e por pouco não causou acidentes graves com Alonso e Trulli.

Porém, aí é que vem a parte “engraçada”. Quem é Mark Webber para cobrar mais prudência do piloto da McLaren? Ainda mais depois da perigosa prensada que deu em Felipe Massa em Fuji?

Ouça o que eu digo, não faça o que eu faço.

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Primeira fila inédita para a Red Bull


Mark Webber conseguiu hoje, em Silverstone, um feito inédito para a equipe Red Bull. O piloto australiano largará da primeira fila, na segunda posição.

Na curta história da equipe das bebidas energéticas, a melhor posição de largada até hoje tinha ocorrido no GP da China de 2005, ano de estréia do time, quando Christian Klien alinhou no quarto posto.

Para Webber, no entanto, tal posição não é novidade. O australiano sai da primeira fila pela quarta vez na carreira. A primeira delas aconteceu no GP da Malásia de 2004, curiosamente pela Jaguar, equipe que deu origem à Red Bull.

Reconhecido como um dos pilotos mais rápidos em qualificação, Webber até hoje, ironicamente, nunca obteve uma pole position.

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E o vídeo rendeu…


Quem diria que aquele inocente videozinho do fã japonês, reproduzido também aqui no blog terça-feira, ia gerar tanta controvérsia na chegada da F1 à China. Hoje, a FIA anunciou que está investigando a conduta de Lewis Hamilton e que pode aplicar uma punição ao piloto inglês.

Analisando o vídeo à luz da regra que obriga um piloto a permanecer no máximo a cinco carros de distância do Safety Car, entende-se que uma punição pode mesmo acontecer. Hamilton reduziu tanto a velocidade que ficou bem longe do carro de segurança, até que se viu obrigado a acelerar a reaproximar. Quando reaproximou, freou bruscamente e causou todo o imbróglio. E isso aconteceu diversas vezes durante as 27 voltas que o Safety Car esteve na pista.

O fato é que todos se manifestam contra o inglês. Alonso tira a sua casquinha, dizendo que o companheiro de equipe fez isso diversas vezes durante a corrida (o que é verdade), e Mark Webber também fala grosso sobre as ações de Hamilton. A confusão está instaurada.

Fala-se em aumento no tempo final de prova como punição, o que o jogaria para o segundo lugar no GP do Japão. Acho esta alternativa muito difícil. O mais provável é que apliquem a mesma pena que foi dada a Vettel: perda de dez posições no grid. Mais por conveniência do que por justiça, a FIA pode punir o líder do campeonato para dar ao certame uma sobrevida até o GP do Brasil e assim, evitar que os interesses na temporada terminem mais cedo. Um campeonato que tinha tudo para ser muito bom vai viver mais um capítulo de cartolagem.

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Vídeo do acidente: Vettel x Webber x Hamilton

Um fã japonês que estava nas arquibancadas conseguiu o que a Fuji TV não foi capaz: captou o acidente entre Sebastian Vettel e Mark Webber durante uma das entradas do Safety Car no GP do Japão.


Realmente, o brake test de Hamilton produziu o incidente. Lógico, somado à distração do novato Vettel.
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Refinamento aerodinâmico

O acontecido com Mark Webber durante a corrida de hoje serviu de exemplo para avaliarmos o refinamento aerodinâmico da Fórmula 1 atual. Basta o ar passar de um modo um pouco diferente e o carro pode ficar comprometido. Repare abaixo.


O problema na tampa do bocal de combustível, que ficou aberta depois do primeiro pit stop, gerou um fluxo de ar não previsto que acabou comprometendo o desempenho do Red Bull de Webber, além de ter destruído a pequena asa sobre o santo-antônio.
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Charge do Capelli: RBR? STR? Que nada!…

Porque quem contrata Coulthard, Webber, Liuzzi e Speed não pode ser inteligente.

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Reb Bull?

A julgar pelos primeiros créditos do primeiro treino livre da temporada, que estão acontecendo agora, a FIA parou com aquela bobagem de tratar a Red Bull como RBR.

O único problema é que, desacostumados com o nome, os operadores do GC cometeram um pequeno engano…




Mas como é primeiro dia, a gente perdoa.

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Rapaz educado

Pedi que um jornalista amigo meu mandasse minhas lembranças a Mark Webber. Vejam como ele respondeu.

Em tempo: o topo amarelo bizarro voltou ao seu casco.

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Presa fácil

Boa sacada (sem trocadilho) do meu segundo palhaço favorito, Miquimba.

Digo segundo porque o número 1 é de Rodrigo Borges, evidentemente.

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