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Rapidinhas da classificação: China

- Quarta corrida da temporada, quarta pole position da Red Bull. Será que alguém segura os “touros indomáveis”?

- O domínio parecia se encerrar nessa classificação. Lewis Hamilton dominou o Q1 e o Q2 e despontava como barbada para a pole, dada a superioridade da McLaren. Mas alguma coisa deu errado justamente no Q2. Dentre os pilotos que largam mais à frente, foi o único que fez um tempo pior do que nas outras fases do treino. O resultado foi um decepcionante sexto lugar, atrás inclusive de seu companheiro Jenson Button.

- De toda forma, a Red Bull provavelmente ficaria com a pole do mesmo jeito. O temporal de Sebastian Vettel no final foi incrível: 1’34.558, quase um segundo melhor que no Q2. Hamilton precisava ter melhorado muito seu tempo de 1’34.928 para ter alguma chance.

- Fechando a primeira fila, adivinhe. Mark Webber, com a segunda Red Bull. Se não chover, um dos dois leva a corrida de barbada.

- Quem se deu bem no treino foi Fernando Alonso, terceiro colocado. O espanhol bateu a mais bem cotada Mercedes de Nico Rosberg por apenas um centésimo de segundo.

Hamilton era o favorito para a pole, mas desceu do carro decepcionado. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)

Hamilton era o favorito para a pole, mas desceu do carro decepcionado. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)

- E seus companheiros de equipe ficaram para trás. Felipe Massa não passou da sétima posição, enquanto Michael Schumacher segue seu calvário com a nona posição. Ganhou apenas da Force India de Adrian Sutil e ficou sete décimos atrás de Rosberg. Muito, muito decepcionante.

- Infiltrado entre os grandes, mais uma vez, Robert Kubica e sua boa Renault. Vai sair em oitavo.

- Dos que não passaram para a fase final do treino, destaque para Rubens Barrichello, 11º com a Williams. Fez Nico Hulkenberg comer poeira, em 16º.

- Jaime Alguersuari confirmou a boa forma, ficando com o 12º tempo. Vai largar logo à frente do seu companheiro ejetor de rodas, Sebastien Buemi.

- Lá na briga das estreantes para ver quem é menos pior, quem se deu bem foi a Virgin, que com Timo Glock ficou à frente das demais novatas, em 19º. Lucas di Grassi fazia boa volta e deveria fechar o Q1 com um tempo ainda melhor, mas errou no trecho final da pista e vai largar apenas em 22º. Entre as duas Virgin, as duas Lotus.

- E a Hispania fecha o grid outra vez, com Bruno Senna em 23º e Karun Chandhok em último. E se a esperança do time em acelerar seu desenvolvimento estava em contratar um piloto de testes experiente, a contratação de Sakon Yamamoto comprova que vão ficar o ano todo na rabeira mesmo.

- A previsão do tempo para a corrida nesta madrugada é de chuva, o que dá alguma esperança de uma corrida movimentada. Caso a chuva teime em não cair, deveremos ter mais uma prova sonolenta no Tilkódromo de Xangai. A vitória deve ficar com Vettel ou Webber, que só perderiam a ponta em caso de quebra mecânica.

- Com chuva, tudo se embaralha. E aí acredito muito numa corridaça de Fenando Alonso e Lewis Hamilton. Mas Vettel também é muito bom de chuva e deve dar trabalho.

- Lembrando: o treino foi às 3h de Brasília, mas a corrida é às 4h. Não esqueça do despertador. Eu estarei no Twitter dando pitacos.

GRID DE LARGADA – GP DA CHINA 2010

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Pergunte ao Capelli: 7ª edição

P: A Hispania corre risco de ser a “Andrea Moda” do século 21? C/ o Bruno “Moreno” Senna e o Karun “McCarthy” Chandhok?
R: Já é, eu acho. Só espero que o dono também não seja preso.

P: E quanto a ideia de K ovaleinen querendo acabar com as bandeiras azuis?
R: Foi uma brincadeira dele.

P: Rosberguinho(a) continua andando na frente do Schumacher ou isso não dura até a metade do campeonato?
R: Acho que o duelo vai ser parelho, com vantagem para Schumacher.

P: Afinal, Glock é ruim demais ou amarelou e entregou a posição pro Hamilton em interlagos em 2008?
R: Nem uma coisa, nem outra. Vai andar de pneu para seco desgastado na chuva, para ver.

P: Galvão Bueno, Cleber Machado, Luciano do Valle, ou Teo José?
R: Por increça que parível, eu gosto mais do Cleber Machado.

P: Bia Figueiredo tem futuro na Indy?
R: Tomara que tenha.

P: O problema da Fórmula 1 é aerodinâmica ou excesso de confiabilidade mecânica?
R: Acho que as duas coisas.

P: Capelli, Faltou cameras ou foi posicionamento errado delas na Indy… Pois os caras cortam e depois de LONGOS 5s apareciam os carros no outro trecho…
R: Eu acho que foi problema de posicionamento, mesmo.

P: Jardel com Paulo Nunes, ou só Ronaldinho Gaúcho?
R: Jardel e Paulo Nunes. Eles fizeram história.

P: Ivan, parece idiota, mas descobri que não apenas eu não sei o que ao certo, mas muita gente não sabe. O que é, em termos mais técnicos, um treino de shakedown? É de acerto aerodinâmico!?
R: Shakedown é um treino de poucas voltas, apenas para checar se todos os componentes do carro funcionam.

P: Seu maior sonho?
R: Trabalhar na Malhação.

P: Capelli você já viu o filme: Bobby Deerfield? Aquele que o Al Pacino faz um piloto de Formula 1.
R: Já ouvi falar, mas não vi não.

P: O que o verdadeiro Ivan Capelli anda fazendo na vida?
R: Ele é o Luciano Burti da RAI. Mas sem “em termos de performance” e “ou seja”.

P: Algum palpite pra copa do mundo?
R: Brasil ou Argentina.

P: Capelli, quem foi o culpado pela morte do Henry Surtees na F2? A empresa que construiu os carros sem segurança, o Mosley que criou uma categoria barata ou o próprio Surtees?
R: Foi uma terrível fatalidade. Não acho que tenha havido culpados.

P: Capelli, qual foi a maior numeração usada para um carro da F1?
R: Houve um GP da Alemanha nos anos 50 no qual todos os carros inscritos correram com números acima de 100.

P: Tens escutado o quê de bom essa semana? ;D (spring2me.com) by alviis
R: Ademir do Arari, com Forrozinho. “eu vou aqui, vou acolá…”

P: Li não me lembro onde que a pole que o Vittorio Brambilla obteve no GP da Suécia de 75 foi conseguida por trapaça da equipe dele — balançaram um objeto na frente do olho eletrônico e foi registrado um tempo menor que o real. Isso é verdade ou lenda? by JCCyC
R: Não conheço essa história, mas é boa.

P: Olá, Capelli, já que você se referiu ao acidente da largada do GP da Bélgica/98 como sendo o mais espantoso, pergunto: o que aconteceu depois do acidente? Relargada com os carros reservas, ou a corrida foi para o vinagre? Grande abraço.
R: Relargada com carros reservas, mas sem vários pilotos. As equipes tinham só 1 carro reserva e muitas perderam os dois carros no acidente.

Alonso vai ou racha? (Foto: AP Photo/Luca Bruno)

Alonso vai ou racha?
(Foto: AP Photo/Luca Bruno)

P: Esse ano o Alonso vai (como o Schumacher na Ferrari) ou racha (como o Prost na Ferrari). Qual dos dois cenários você acha mais provável?
R: Eu acho que vai.

P: Vc acha q o Jonas deveria parar com aquelas requebradas após os gols?
R: Todo juiz tem o dever moral de anular o gol depois que ele faz essa dança ridícula.

P: Capelli, ja houve uma temporada inteira sem corrida com chuva? Hoje em dia é obrigatorio que as equipes tenham 2 carros? Não podem existir equipes com 1 carro só?
R: Sim e sim. Em 1987, por exemplo, não choveu.

P: O sr. acha que realmente vai acontecer a apresentação do trio Vanessa Camargo, Ivete Sangalo e Mara Maravilha no SuperBowl 2.011 e o mundo vai se render novamente ao telecoteco e balacobaco desse povo tão inzoneiro?
R: Se isso acontecer, jogam uma bomba atômica no Brasil. E a gente nem vai poder reclamar, porque vai ser merecido.

P: Caro Capelli… era a mulher de o Nigel Mansell a mulher mais feia do mundo mesma?… Raimundo desde Chile.
R: Na época, era. Hoje, o título é da mulher do Webber.

P: Voltando aos números. Pq Senna usou o 8 em 1993, já q, além de ser o primeiro piloto, estava na McLaren antes do Andretti?
R: Porque até o primeiro treino para o GP da África do Sul a presença de Senna ainda não estava garantida.

P: Capelli, quando foi que se iniciou a numeração fixa de carros por temporada? Foi em 1974? Por quê? E qual era o critério para numerar os carros antes disso?
R: Foi em 1974. Antes disso, a numeração era distribuída pela organização de cada GP, cada uma com seus critérios, que podiam ser os mais absurdos possíveis.

P: Capelli, estava conversando com uns amigos numa roda de canastra e surgiu uma curiosidade: Jacques Villeneuve foi o único campeão mundial de F1 “quatro-olhos” ou houve outro coelho caolho bom de braço? (fora o Paul Tracy).
R: Realmente não lembro de outro campeão de óculos.

P: Das equipes que permanecem na Fórmula 1 (não vale a Lotus), qual é a que está há mais tempo sem vencer? by nildojr
R: A Williams, sem vitórias desde 2004.

P: Na F1 atual sabemos que somente pilotos de luxo tem chance de ingressarem em uma equipe (à-la Piquet Jr), não acha que se a FIA colocasse um programa para jovens pilotos (sem grana) não iriam aparecer grandes talentos? Nunca ouvi falar de piloto pobre na F1.
R: Automobilismo é um esporte de ricos. Ninguém começa a correr de kart se não tem grana.

P: Capelli, quando acabou a luz verde de Largada de começou o ciclo de 5 vermelhas?
R: Em 1996. A última corrida com luz verde foi o GP da Austrália de 1995. E a primeira com a sequência de luzes foi também o GP da Austrália, em 1996.

P: Capelli, qual das “famílias” teve melhor desempenho na F1: Villeneuve ou Hill? Por quê?
R: Hill. Os dois membros do clã foram campeões.

P: É realmente verdade essa história de que Ayrton Senna teria um contrato firmado com a Ferrari pra 1996?
R: Assinado, não. Mas um acordo verbal, sim.

P: É verdade que muitos acharam que, no tricampeonato do Piquet em 1987, muitos acharam que o campeão foi insatisfatório? O que vc acha disso?
R: Piquet mereceu, foi regular para caramba naquela temporada. No duelo mano-a-mano, Mansell foi muito melhor que ele. Mas não fez os pontos necessários, fez besteiras… dançou.

P: Por que estão chamando o pessoal da Stefan GP de “piratas”? É alguma piada interna do Grande Prêmio ou os sérvios não são gente séria mesmo?
R: Eles são sérios, sim. O termo “piratas” é pelo fato de eles quererem entrar na F1 mesmo sem autorização.

P: Qual das novatas fecha as portas primeiro? E qual das equipes preteridas pela FIA tinha melhor condições de fazer um bom trabalho?
R: Eu acho que a Hispania dança rapidinho. Das preteridas, creio que a Prodrive era a mais estruturada. Mas cometeu o pecado de não querer os motores Cosworth.

P: Qual foi o acidente mais chocante que você ja viu? by Renanvelocidade
R: Ao vivo pela TV, o de Jeff Krosnoff, na Indy.

P: Algum carro de F1 já utilizou câmbio automático? by jeff strife
R: Em 1992 e 1993, alguns câmbios tinham programação automática para determinados pontos da pista. Mas nunca um câmbio totalmente automático.

P: O que vc acha do Barrichello defender o sistema 18-25-15-12-10-8-6-4-2-1 de pontuação na F1?
R: Sacanagem…

A bela Lotus, com Kovalainen (Foto: AP Photo/Ben Curtis)

A bela Lotus, com Kovalainen
(Foto: AP Photo/Ben Curtis)

P: Qual carro de 2010 você acha mais bonito? Sou fã do F10 e do RB6.
R: Gosto muito da Lotus, pela pintura; e da McLaren, pelo design.

P: Capelli, vi em uma revista antiga uma foto do March do Gugelmin pintado de verde e com motor aparecendo, já o carro de seu xará Ivan Capelli, era azul claro e com carenagem sobre o motor, em que ano isso ocorreu? E esse carro competiu mesmo?
R: Foi em 1988, e a diferença de cor se dá por causa da luz, ou da impressão da revista. O carro era um verde-água. O fato de ir para a pisat sem a carenagem sobre o motor era para evitar superaquecimento em dias muito quentes.

P: Vc achou o título do Senna em 1988 injusto? Afinal, foi o Prost que fez mais pontos. by heitormontes
R: Mas Senna teve mais vitórias. De mais a mais, o regulamento previa descartes e Senna foi campeão com justiça.

P: O Flávio Gomes e o Tiago Leifert são parentes? by eduardogeorge
R: Não, mas desconfio que se alimentam da mesma coisa.

P: Capelli, esta pergunta é longa. Eu como português lhe pergunto? O que achou do Pedro Chaves, Pedro Lamy e Tiago Monteiro, e agora mais recentemente, que acha do Álvaro Parente e Félix da Costa?
R: O Chaves não pôde fazer nada na F1. O Lamy tinha talento, mas sofreu um acidente grave logo na primeira temporada completa e perdeu o bonde. Tiago Monteiro era um piloto correto, não “vagaroso” como o sacaneavam por causa do sobrenome. O Parente eu já achei melhor, acho que é outro que perdeu o rumo. O Félix da Costa eu não conheço.

P: Já houve algum piloto gaucho na F1 ? by jonnyd801
R: Não. O mais perto foi Mauricio Gugelmin, que nasceu em Santa Catarina. Mas parece que o Nico Rosberg quer se naturalizar.

P: Capelli, em 1993 a Williams livrou-se dos números 5 e 6 e passou a usar os números 0 e 2. A McLaren deveria ter herdado os números da Williams, mas quem os herdou foi a Benetton, tendo a McLaren corrido com os números 7 e 8. Por que isso aconteceu? by brunopacheco
R: Até hoje não sei.

P: Alguma mulher já participou da Fórmula 1 como pilota?
R: Sim, Lella Lombardi chegou até a marcar ponto. Meio ponto, coitada.

P: Capelli, vendo Virgin e Lotus eu pergunto: qual foi a equipe (e ano) que você viu andar o mais atrás do resto do pelotão na sua vida de F1? by Reitano
R: A Coloni de 1988 era uma desgraça. A Andrea Moda em 1992, também.

P: E dentre os seguintes pilotos? (Glock, Di Grassi, Trulli, Kovalainen, Chandhok, Senna e quiçá Nakajima e Villeneuve), qual deles vai ser o “Mais” mosca-morta da temporada? (juntando carro lento + má performance) by Reitano
R: O Chandhok, coitado.

P: Capelli, quando o chaveiro da McLaren que você ganhou poderá ser meu? :D
R: Quando você comprar um.

P: Schumacher cumprirá o contrato de 3 anos?
R: Eu acho que sim. A menos que seja pouco competitivo este ano.

P: Capelli, sempre gostei em especial do circuito de Estoril, e acredito que o mesmo faz falta na F1. Você tem o mesmo pensamento?
R: Tenho. Gostava das corridas que aconteciam lá. Não sei como seria agora, já que avacalharam com a pista desde que inventaram aquela chicane em 1994.

P: Quem vc acha q vai ser a pior equipe da temporada? HRT, Virgin ou Lotus?
R: Hispania, disparada.

P: Quem é mais piloto? Robert Kubica ou Nico Rosberg?
R: Gosto mais do estilo do Kubica.

P: Salve, Capelli. A partir de quando a técnica de ‘ziguezaguear’ pela pista para o aquecer os pneus foi ‘adotada’ ? Algum piloto pioneiro ? Vendo os vídeos da década de 80 e 90, das voltas de apresentação inclusive, não havia esse ritual. Abraços, Ra
R: Havia sim… desde o começo dos anos 80. De 2000 e poucos para cá é que começaram os zigue-zagues mais inusitados, com Alonso e Montoya. O colombiano chegou a rodar por isso na Austrália. Acho que Alonso também já perdeu o controle uma vez.

P: Capelli, qual foi a ultrapassagem na F1 que mais te marcou? Não precisa ser a mais bonita, mas foi aquela em que você mais comemorou, mais se empolgou.
R: A de Piquet sobre o Senna na Hungria eu não assisti ao vivo, então não vou considerar. Acho que foi quando o Senna passou o Prost no Japão em 1988. Assistia a corrida com a minha irmã, ela saiu do quarto bem na hora e eu fiquei berrando, narrando o que acontecia à distância para ela.

P: Capelli. Falando sério, pq Ivan Capelli (sem a viadagem de q era bonito e blá blá blá). De onde surgiu isso?
R: Quando me cadastrei no Fórum Downforce, resolvi inventar um nickname. Tinha um livro na minha mesa com uma foto do Capelli aberta. Achei o nome sonoro e bateu uma certa identificação pelo fato de eu ser descendente de italianos. O apelido acabou pegando e agora virei Capelli mesmo.

P: Se você tivesse a oportunidade de pilotar qualquer carro da história da F1, qual escolheria?
R: A Williams de 1992.

P: Capelli, tem alguma chance de circuíto francês de Paul Ricard voltar à F1?
R: Não. A administração de Paul Ricard transformou-o num circuito exclusivamente destinado a testes.

P: Você acha que vencer campeonato com menos vitória que o vice é competência ou “comodismo”? by Miagi
R: Competência.

P: Capelli, se um pato perde a pata ele fica manco ou viúvo?
R: Manco, porque patos não são monogâmicos.

P: Capelli,assiste algum seriado?

R: Sim. Gosto principalmente de House, Lost e Dexter.

P: Dourado ou Serginho?
R: Dougado.

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Para enviar a sua pergunta, preencha o formulário em www.formspring.me/ivancapelli e aguarde a resposta. Lá eu respondo quase tudo, no blog só entram algumas selecionadas.

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Pergunte ao Capelli: 6ª edição

Por que a Band sempre tira o Téo José pra colocar o Luciano do Vale nas melhores corridas da Indy? Ele não sabe nem falar o nome dos pilotos. by Rubeniltonjr
Porque ele é o narrador nº 1.

Caro Ivan voltando a discussão a respeito da Williams o motor Cosworth se mostrou potente nos testes de pré temporada, resta saber se é durável. Caso seja potente e durável a Williams incomodará?
Acho que sim. Com um pódio ou outro.

A RBR sempre teve um carro bom ou o Coulthard é que não era competente pra tirar o máximo daquele carro? by Arcierowells
Acho que nem uma coisa, nem outra. A Red Bull não era tão boa quanto hoje e o Coulthard não era tão ruim assim.

Capelli, seu blog é gratuito ou é pago?
Você pagou para acessar? Então é gratuito.

Surgiu numa roda de conversa a historia de um piloto do passado que estava com o braço quebrado e mandou engessar numa posição que permitia pilotar, pois iria participar de uma prova! Vc sabe se é real, lenda e com quem foi? Teria sido Nuvolari?
Aconteceu sim, foi com Jean-Pierre Beltoise. Mas não exatamente assim. Ele sofreu um grave acidente e seu cotovelo teve que ser imobilizado para sempre. Aí ele pediu que fosse em uma posição que o permitisse pilotar, arqueado. Correu de F1 e ainda ganhou em Mônaco assim. anos depois.

Capelli, você acha que se em 1994 o Dick, quero dizer, o Schummy estivesse usando o filtro para por combustivel conforme regulamento, o Senna não precisaria forçar tanto o carro e rodar no brasil e bater em Imola? by IORIO
Quanto ao GP do Brasil, sim. Quanto a Imola, não.

Sabe do que estou falando? Irland 1 x 0 Italy … depois … Italy In, Irland Out … depois … Brazil, World Champioship. by IORIO
Jordan x Minardi. Bons tempos…

Capelli, responda sinceramente: Brahma, Antarctica, Skol, Kaiser ou Sol?
Não bebo. E é sério.

Picanha ou Costela??
Picanha.

Ano que vêem teremos uma nova empresa fornecendo pneus. Na sua opinião, melhor apenas um fornecedor ou vários disputando? Por quê? by thiagorodrigues
Eu prefiro vários, porque a diferença de compostos e a briga entre eles aumenta as variáveis em uma corrida.

Sobre a questão dos 3 carros por equipe: Porque não se usa isso hoje em dia? Regulamento? Custos? Não seria uma boa? by domenicoribeiro
O regulamento não permite e seria mesmo muito caro.

Qual a justificativa oficial (se é que existe) para a desclassificação do Senna naquela prova de Suzuka em 1989?
Foi ter cortado a chicane para voltar a pista após o acidente.

Essa seção do blog foi inspirada na seção de respostas do saite do Millôr?
Não.

Ainda existem os álbuns de figurinhas da Formula 1? Você tem algum?
Acho que não existe mais no Brasil. Eu tive os de 88, 89, 90 e 91.

Capelli, volta com as charges?
Não.

Schumacher volta esse ano, então porque ele não quis topar voltar no lugar do Massa ano passado, sendo que a dor no pescoço segundo ele ainda continua? Será que ele se tocou que a coisa na Ferrari tava feia e preferiu não queimar o filme?
Acho bem provável que tenha sido para não queimar o filme.

Todo mundo diz que o Button é ótimo somente com carro ótimo. Então, se o McLaren deste ano for um primor, ele é o favorito na disputa interna com o Hamilton? Você concorda com o argumento inicial (de que Button só vai bem com carro bom)?
Eu acho o Hamilton mais talentoso que ele.

Eu li num blog que os motores da Cosworth podem ser desenvolvidos até a abertura da temporada, mês que vêm, diferente das demais equipes. Você acha que eles conseguem tirar uma diferença de 5 ou 10 km/h em reta até o Bahrain?
Se eu respondesse que sei isso, estaria mentindo ou chutando.

Olá, gostaria de saber se caso a Mercedes seja vencedora do campeonato desse ano, ela se tornará pela primeira vez campeã ou a Brawn pela segunda vez?
Mercedes campeã pela primeira vez. De construtores, diga-se. De pilotos, ela já tem dois títulos.

Tivemos temporadas com carros com motores V8, V10, V12 e até turbo e sem turbo juntos. O que explica um carro com motores "menos potentes" se sairem melhor?
Um motor V12 tende a consumir mais combustível e deixa o carro mais pesado. Um V8 poderia aproveitar a sua leveza para ter dar mais equilíbrio ao carro. Em determinados traçados, um bateria o outro. F1 não é só potência.

Meu caro amigo Capelli (olha a intimidade da pessoa que nem te conhece). Dá pra fazer drift em carro de F1? Algum piloto já tentou? Já aconteceu algo próximo? Você gosta de drift? Seria legal termos drifts esse ano? Eu não sou drifitero.
Não, não, não, não, não. E duvido.

Capelli, na sua opnião, qual foi a maior bobagem feita por um piloto dentro de uma corrida?
Em corrida? Pensando… acho que aquela do Hamilton, batendo na traseira do Raikkonen no pit lane no Canadá vai ser difícil de superar.

Em que ano acabou a numeração fixa das equipes? By Douglas Hudson
Em 1996.

Se o Button se acidentar (ou não puder correr por algum outro motivo) e o piloto reserva da McLaren for acionado, ele pode correr com o número 1 ou tem que usar o 0?
Eu acho que vai usar o zero.

Você acha que o Padre Quevedo está por trás da USF1? Afinal de contas, a USF1 "no ecziste…"
Boa!

Capelli, porque o Hamilton terminou com a Nicole, do Pussycat Dolls?
Porque ele confessou que amava a Maria Joaquina.

Nico vai ficar no zero contra Schumi quanto às largadas? Jugger
Não, o Nico vai ficar na frente em algumas classificações, sim.

Capelli, olhando lá pro começo de 2006, quando você começou com o blog, imaginaria que ele seria tão acessado, e tão bem falado? by brunopacheco
Nunca, jamais. Foi uma coisa que começou só para ser um arquivo de charges bestas.

Você acha que aquele parafuso do Bison que o Christian Fittipaldi deu em Monza, com a Minardi em 93, foi um dos momentos mais assustadores da F1? by Arcierowells
Não achei tão assustador assim, foi mais espetacular.

O que acha do "Stefan Farrão" e sua equipe "pirata"??
Confesso que ainda não digeri. Mas o fanfarrão tem mais bala na agulha que USF1 e Campos somadas.

No filme "Grand Prix"(1966) há uma situação na qual a ferrari manda um de seus pilotos abandonar a corrida em função da morte de seu companheiro de equipe… já aconteceu algo assim na F1 ou isso tudo é migué? by higorw
Durante uma corrida, não lembro. Mas já aconteceu da equipe se retirar da corrida por uma morte ou acidente grave nos treinos. A última a fazer isso foi a Sauber, duas vezes. Em 1994, quando Wendlinger ficou em coma em Mônaco e em 1999, quando uma asa do carro de Pedro Paulo Diniz voou no treino e a equipe constatou que o carro não tinha segurança para disputar o GP do Brasil.

Tem algum piloto da Formula Indy da época de Gil de Ferran e Emerson (anos 90 mesmo), que você gostaria de ter visto na F1? Não precisa ser brasileiro. Ulisses/RJ by Arcierowells
Acho que o Arie Luyendyk ia fazer um belo estrago.

Olá Capelli, sou um leitor assíduo de seu blog. Na sua opinião, qual foi o acidente mais espantoso da f1? by patrickmikael
O da largada do GP da Bélgica de 1998. Isso nunca mais vai acontecer de novo.

Novo traçado do circuito de Sakhir

Novo traçado do circuito de Sakhir

Houve conversas este ano para se usar um traçado diferente no GP do Bahrein de 2010. Isso já foi confirmado ou era só boato?
Tá confirmado. Olha ele aí do lado.

Capelli, nós vimos o Raikkonen indo pro WRC e o Rossi testando frequentemente a Ferrari. Existem outros casos de mudanças tão radicais assim?
Sim. John Surtees foi campeão de motovelocidade e depois de F1. Mike "The Bike" Hailwood também fez grande carreira nas motos e depois foi um bom piloto de F1.

Capelli, bolo de fubá ou formigueiro?
Formigueiro.

Tirando o Giuseppe Farina, vencedor da primeira corrida da Fórmula 1, algum outro piloto venceu em sua corrida de estréia?
Giancarlo Baghetti, no GP da França de 1961.

Porque Vittorio Brambilla era apelidado de "O Gorila de Monza"?
Mais ou menos pelo mesmo motivo que Nigel Mansell era chamado de troglodita. Imagine um Mansell mais louco e menos habilidoso. Tá aí o gorila.

Capelli, quando começaram as transmissões de F1 no Brasil? Acho que começou na Band, depois passou para Globo. É isso?
Não, a Globo já passava antes. Aí, com Emerson e a Copersucar em baixa, ela parou de transmitir ao final de 1979, com os direitos indo para a Band. Aí surgiu Piquet e a Globo pegou os direitos de volta a partir de 1981.

Onde há maiores chances da dupla de pilotos se estranhar abertamente nesta temporada, Ferrari, McLaren ou Mercedes?
Ferrari. Massa e Alonso numa equipe bagunçada é um pedido para que dê confusão.

Dê seu palpite, quantas corridas levará para que o Schumacher volte ao pódio? Quantas provas ele vencerá este ano?
Ele volta já na estreia. E pelo menos uma ele ganha.

O que vc acha do sistema de pontuaçao de 2010 da Fórmula 1? Eu achei que a diferença entre os primeiros é muito grande…
Eu achei que distorceu demais, mas pelo menos aumentou a vantagem do vencedor, o que considero fundamental. No fim das contas, acho que foi boa, apesar dos valores exagerados na pontuação.

Galvão Bueno ou Luciano do Valle?
Galvão.

Alain Prost testando a Ligier em 1992

Alain Prost testando a Ligier em 1992

Algum piloto anunciou aposentadoria e voltou para ser campeão? O Prost se aposentou ou apenas disse que ia parar um ano para pensar na vida?
Nem uma coisa, nem outra. Ele ficou foi sem vaga mesmo. Ele até testou a Ligier em 1992, mas viu que o carro não era competitivo e pulou fora.

Fiquei sem paciência de pesquisar, então é mais fácil perguntar. Qual o GP onde tivemos a maior quantidade de brasileiros na pista?
Foram duas corridas em 2001 (Canadá e Alemanha), com cinco. Barrichello, Burti, Zonta, Marques e Bernoldi.

Se você pudesse tirar um GP da temporada, qual seria? Eu tiraria o da Hungria.
Abu Dhabi.

O que você acharia se a Fórmula 1 adotasse um sistema de Playoffs, como na NASCAR? Ex: classificando os 5 melhores pilotos para disputar o título nas últimas 5 corridas?
Uma aberração.

Indy ou NASCAR?
Indy.

Fuma? Bebe?
Não. Só minto um monte.

E aí Capelli, tudo bem? Dia desses estava discutindo com uns amigos a respeito da existência ou não de velocímetro nos carros da Formula 1. Até onde eu sei, não há velocímetro na Formula 1, bem como na maioria dos carros de corrida. Confere?
Não na forma que conhecemos, com ponteiros. Há um velocímetro eletrônico no volante, dá até para ver os números em algumas câmeras onboard.

Lendo o anuário de 1985 do Francisco Santos (muito bom por sinal), há citações dizendo que a Toleman TG185 era o melhor chassi da temporada, mas que não tinha motor nem piloto. O projeto era do Rory Byrne, então isso tem um fundo de verdade? by lucasorly
Não lembro disso, mas lembro que o Toleman de 1984 era um excelente chassi. Esse sim, foi considerado um dos melhores da temporada. Mas o motor Hart era um lixo.

Você é circuncisado?
Não tenho religião.

Que bólido foi o primeiro F1 a adotar a estrutura básica (monocoque) em fibra de carbono? Por Mibson Fuly.
Salvo engano, a McLaren MP4/1, de John Barnard. Estreou em 1982 ou 1983.

Quanto tempo duraram e como funcionavam os airbags utilizados pela F1 na década de 90? Por Mibson Fuly.
Air bag na F1? hahahaha

Teve alguma equipe que tinha somente um carro no grid que consiguiu alguma coisa? Marcar pts, vencer uma corrida, etc.
Sim, a Wolf em 1977. Jody Scheckter foi inclusive vice-campeão. James Hunt também era piloto único da Hesketh quando venceu o GP da Holanda em 1975.

Já teve alguma corrida em que você deu risada enquanto a assistia? by RafaIzuru
Várias. Aliás, acho que eu dou risada em todas. Sempre tem alguma coisa engraçada.

Já existiu algum carro com o número 13? Se sim, qual e quando foi?
Sim, Divina Galica e Moisés Solana.

Se número de vitórias nem sempre decide quem é o melhor então qual desses 3 é ou foi o mais habilidoso piloto Alesi,Fisichella ou Kubica? by RafaIzuru
Kubica ainda está no começo da carreira, mas me parece que Alesi está na frente.

Sabe qual bico de carro de F1 é o preferido do Steven Spielberg? PS: Se você não sabe a resposta, é o bico de tubarão. E aí, ficou boa essa piada? by RafaIzuru
Não consigo responder, me engasguei de tanto rir.

O que acha da F1 com 20 etapas, 15 equipes e o novo formato de pontuação para o ano de 2010?
Se alinharem 12 no Bahrein, vai ser muito. De resto, acho tudo um pouco exagerado.

Olá Capelli. Qual era função exata das "tower wings" que foram usadas no início de 1998 por algumas equipes – inclusive a Ferrari (1 GP) – e porque foram proibidas naquele mesmo ano?
Era para aumentar o downforce. Foram proibidas porque a FIA julgou que prejudicavam a visibilidade.

Capelli, por que em shakedowns ou apresentações breves dos carros as equipes colocam sempre pneus de chuva, mesmo que a pista esteja seca?
Ótima pergunta. Nunca tinha reparado.

Capelleto: quais os dois animais resultam do cruzamento do quero-quero e do pica-pau?
Você e seu irmão.

Nelsinho na Nascar, será que é o lugar certo para ele mostrar talento e provar que é um bom piloto?
Me parece mais um esconderijo do que um local para aparecer.

Qual é a idéia dos organizadores em transformar a F1 em jardim da infância? Se juntarmos Hamilton, Rosberg, vettel e Alguersuari numa mesma mesa de um bar, ainda dá a impressão que vão pedir um milk-shake de morango "on the rocks".
Reflexo de uma sociedade que valoriza demais a juventude.

Qual foi o primeira equipe do Varrichello na Fórmula 1? Cara, seu blog é muito bom, mais atualizado que a Globo que ganha dinheiro com a F1.
Barrichello estreou na Jordan, em 1993. Lá ficou até 1996. Depois passou por Stewart (1997-1999), Ferrari (2000-2005), Honda (2006-2008), Brawn (2009) e agora Williams (2010). Sobre a atualização: bondade sua. O blog andou bem devagar em fevereiro.

Capelli, muitos dizem que a F1 atual está chata e que antigamente (décadas de 70, 80 e 90) era muito mais emocionante. Uma razão para isso não seria a confiabilidade dos carros atuais?
Concordo. As variáveis das quebras tornavam os resultados menos previsíveis.

Capelli. O que você acha da política idiota da RGT (Globo) de não citar os nomes corretos das equipes e inventar siglas como RBR e STR e do mais recente caso de chamar a Virgin de Manor?
A sua pergunta já contém a resposta. É idiota.

Te pagavam bem lá na Ferrari? by trinityalfa
Sim. Me davam duas mariolas e ainda podia almoçar na cantina da equipe.

Como ficará a parte traseira dos carros sem o difusor?
Continuarão tendo difusores. Mas a partir de 2001 eles não poderão mais ser de dois ou mais andares.

Capelli, além da Globo, outra emissora já transmitiu a F-1?
Sim, a Bandeirantes. E acho que o GP do Brasil de 1972 foi exibido pela Tupi.

Qual é o sentido da vida?
Norte.

Uma das piores sensações da minha vida foi ver o Barrichello freando na linha de chegada para deixar o Schumacher passar. Depois desse trágico dia, existe alguma regra da FIA que proiba ou dificulte esse jogo de equipe? by GiihCGasino
Sim, a rigor o jogo de equipe é proibido. O problema é que não tem como controlar. O que a Ferrari fez na Áustria todo mundo faz há muito tempo. O problema foi a forma estúpida como aconteceu, a poucos metros da linha, naquilo que considero a maior burrada que Barrichello fez na carreira. Se era pra ceder, que tivesse cedido 7 ou 8 voltas antes, quando a equipe pediu pela primeira vez. Já que foi até a última volta, deveria ter sido macho de não deixar passar e depois aguentar o tranco.

Nakajima, Rosberg, Hill, Winkelhock, Piquet…Todos eles são famílias com pilotos de mais de uma geração e, além disso, com filhos muito menos expressivos na categoria do que os pais. Já aconteceu de o filho se sobressair em relação ao pai? by GiihCGasino
Acho que Alberto Ascari, que foi tão bom ou melhor que seu pai, Antonio.

Até hoje não entendi o que aconteceu com o Montoya para ele sair desse jeito da formula 1. Na Wikipedia diz que ele não tava a fim de fazer dieta. Foi só isso mesmo? by GiihCGasino
Não, é uma resposta simplista demais. O fato é que ele não se enquadrou no mundo frio da F1. Montoya quer é correr e curtir a vida, está certo ele.

Quando foi o fim da primeira era das montadoras? by Germano J. Schneider
Começou no final dos anos 50, mas culminou quando a Cooper, praticamente uma fábrica de fundo de quintal, colocou o motor atrás em seu carro e detonou todo mundo.

Em relação ao laranja/McLaren, é por isso que o primeiro carro apresentado pela equipe britânica ao assinar com a marca de cigarros alemães West tinha essa cor? by Germano J. Schneider
Exatamente. Foi a primeira vez em muitos anos que uma McLaren apareceu sem Marlboro, aí eles resgataram a cor original para o lançamento.

Caro Ivan por que um montão de gente, até mesmo de blogs respeitadíssimos, chama o Bernie Eclestone de "Tio Bernie"?
Eu chamo por puro sarcasmo. Mas é engraçado, eu uso o "Tio Frank" de forma carinhosa, mas o "Tio Bernie" de sacanagem. Boa pergunta, eu não tenho resposta.

Todos sabemos que o Ralf Schumacher foi uma grande farsa e fraude – mas de boa, o que você tem contra ele? by rodrigobma
Não que eu tenha algo contra. Só não tenho absolutamente nada a favor.

Ivan, se o Richarlyson fosse piloto de f1 qual piloto seria grande adversario dele?
Eu.

Capelli, quais são, na sua opinião, os melhores pontos de ultrapassagem da F1 atual? Você poderia imaginar um traçado perfeito utilizando pedaços de outras pistas?
Essa coisa de juntar várias partes boas geralmente forma uma grande porcaria.

Na tua opinião, qual foi o melhor carro da formula 1 de todos os tempos? Em discussão com amigos, chegamos a um denominador comum: Willians de Mansell e Patrese de 1992.
Depende do parâmetro. Se usarmos a diferença do carro para a concorrência na época, a McLaren de 1988 foi ainda mais eficiente.

Homenagem a Senna nos bicos de Williams de 1995 e 1999, respectivamente

Homenagem a Senna nos bicos de Williams de 1995 e 1999, respectivamente

Caro Capelli, que história é essa de um suposto "S" no bico do carro da willians? Não entendi e nem consegui observar o mesma. Parabéns pelo blog! Antônio Dourado Neto
Desde 1995, todos os carros da Williams possuem a marca "Senna" no bico. Mas parece que só descobriram ano passado, virou uma febre besta na Internet.

Nas temporadas de 92 e 93 qual equipe era a segunda força da F1, Benetton ou McLaren?
Em 1992, Benetton e McLaren estavam muito equilibradas, variava prova a prova. Em 1993, a Benetton esteve melhor na maioria das corridas, principalmente na fase europeia do campeonato. Mas a McLaren tinha Senna.

No final de 92 porque Mark Blundell foi demitido da Benetton? Achei estranho porque 80% das corridas você via duas bennettons sempre juntas, o Schumacher a frente e o Blundell, será que o Briatone marcou "perigo de gol"?
Blundell? Era o Martin Brundle. Mas não lembro dos motivos da saída dele da Benetton.

Caro Ivan Capelli. Sabe quem foi Ricco Cardinale?
Era eu no F1GP.

Capelli, alguma equipe já foi para algum GP e sequer correu, apenas compareceu para evitar a tal multa da FIA?
A Arrows, quase falindo em 2002, mandou seus carros para o treino na França e Tom Walkinsahw ordenou aos pilotos, Bernoldi e Frentzen: "andem devagar e não se classifiquem".

Marcelo Saldanha da Silva. Pergunta: Algum piloto, além do Ronnie Peterson, usou o n°1 sem ter sido o campeão no ano anterior. Sei que o Senna e o Prost ñ puderam e usaram o n°2 deixando o D. Hill com n° 0.
O John Watson usou em uma prova em 1985, quando teve que substituir Niki Lauda. E acho que é só. Lógico, a partir de 1974, que foi quando os números na F1 foram organizados.

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Nostalgia como tábua de salvação

Mike Gascoyne apresenta pilotos e o carro da nova Lotus

Fotos: Divulgação/Lotus F1

Um grande nome retornou oficialmente à Fórmula 1. A Lotus, lendária equipe de Colin Chapman, reencarnou na Ásia 15 anos depois de fechar suas portas. O carro exibido semana passada por seu novo dono, o malaio Tony Fernandes, ostenta o belo verde clássico do automobilismo inglês – o British Green – com detalhes em amarelo que remetem às vitórias de Jim Clark nos anos 60. Uma lembrança que tocaria o coração dos fãs do automobilismo, não fosse o tom farsesco de uma nostalgia barata.

A máxima Marxista de que “a história se repete como farsa” se aplica diretamente à atual realidade de uma Fórmula 1 que acabou no ano passado. A temporada que se apresenta em 2010 possui três grandes características notáveis: o fim da segunda era das montadoras, a crise econômica que se reflete em carros com poucos patrocínios e um ar nostálgico no posicionamento dos times, seja na pintura, no discurso ou na escolha do nome ou dos pilotos.

Ao cabo de disputas políticas, a Fórmula 1 rachou entre 2008 e 2009. FIA e montadoras entraram em pé de guerra e o ex-presidente Max Mosley fez questão de mostrar quem mandava ao aprovar o polêmico difusor de fundo duplo de Brawn, Toyota e Williams no ano passado (quando já havia vetado tal solução a outras montadoras, pouco antes). A decisão, puramente política e de caráter nada técnico, derrubou os projetos das grandes montadoras, que gastaram boa parte de seu tempo e orçamento trabalhando no KERS, discutível e caríssimo recurso “inventado” justamente por Mosley. Enquanto Ferrari, McLaren e Renault se viam às voltas com o trambolho de recuperação de energia cinética, os “queridinhos da FIA” ganhavam corridas. A McLaren ainda conseguiu fazer o KERS funcionar de maneira eficiente do meio para o fim da temporada, mas aí a Inês já estava morta. Brawn e Red Bull foram as estrelas do campeonato e subverteram a ordem da Fórmula 1. Não por coincidência, o KERS foi abandonado para 2010. Um fiasco total.

Em meio a tudo isso, as equipes articulavam um racha e tentavam derrubar Mosley. Conseguiram, mas colocaram Jean Todt no poder, alguém com a bênção do ex-dirigente. A FIA mudou não mudando e a F1 se viu em uma das maiores crises de sua história. Num terreno instável, Toyota e BMW seguiram o rumo da Honda em 2009 e abandonaram a categoria. A Renault vendeu o controle de sua equipe para o grupo Genii e o fato é que 7 das 13 equipes inscritas para a temporada de 2010 – mais da metade, portanto – ou são novatas ou trocaram de donos nesta pré-temporada. Dos 10 times que correram em 2009, apenas seis continuam existindo como eram: McLaren, Red Bull, Ferrari, Williams, Force India e Toro Rosso. E se levarmos em conta que apenas três delas possuem uma história de mais de cinco anos, sendo que a McLaren passa por uma fase de transição depois que a Mercedes comprou a Brawn, o cenário fica ainda mais claro: a F1, como um dia conhecemos, acabou.

Renault lembra seus carros históricos. Mas quem manda na equipe não é mais a montadora.

Foto: Andrew Ferraro/LAT/Divulgação Renault

E é nessa fase de reconstrução geral que a categoria tenta se sustentar usando a nostalgia como carro-chefe. A Lotus volta com seu lindo carro verde, a Renault recorre ao preto e amarelo de suas origens, a tradicional Mercedes traz de volta um passado recente contratando Michael Schumacher, enquanto que a novata Campos se apega ao sobrenome Senna para ganhar algum tipo de identidade. A nostalgia nem sempre é ruim, principalmente se considerarmos as contratações de Schumacher e Bruno Senna. Mas chega a ser aviltante que a Renault se recubra novamente de suas cores originais justamente em um momento no qual menos tem participação na equipe. No caso da Lotus, nem se fala: a única coisa em comum com a histórica equipe é o nome e a escolha de cores. Nada mais resta com relação ao time original.

Fases de transição são mesmo difíceis e não condeno as equipes por tal apelo farsesco. A história é uma das poucas coisas que restam quando não se tem nada melhor para oferecer. O único problema é que se trata de uma estratégia que não dura muito tempo. Caso a Fórmula 1 não se estabilize num futuro próximo, corre o risco de ter sua identidade definitivamente extinta, virando apenas um circo de aventureiros, milionários excêntricos e dirigentes arrogantes.

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Parceira, sim. Satélite, não.

Desde que foi anunciada a parceria técnica entre Force India e McLaren, imaginava-se que a equipe indiana rumava para tornar-se uma equipe-satélite dos ingleses, tal qual Toro Rosso e Red Bull, ou como já foram um dia Sauber e Ferrari.

Mas o lançamento do VJM03, hoje, deixou claro que a Force India deseja andar com as próprias pernas. O carro foi construído pelo próprio time e guarda apenas uma semelhança com o carro da McLaren: a asa-bigorna que se junta ao aerofólio traseiro. De resto, quase nada que lembre os carros prateados, nem de 2009, nem de 2010. Talvez a asa dianteira, mas nada que possa ser considerado “construído pela McLaren”.

O VJM03 de perfil

Fotos: Divulgação/Force India

O que, no fim das contas, conta a favor do time de Vijay Mallya. Desde o começo, apesar de excêntrico, o megaempresário indiano mostrou-se bastante um sujeito sério e comprometido em fazer uma equipe de verdade. Será a terceira temporada do time, que no ano passado surpreendeu com uma pole position e um segundo lugar de Giancarlo Fisichella no GP da Bélgica.

Os propulsores continuam sendo da Mercedes-Benz e Adrian Sutil segue como piloto titular, mas tem agora ao seu lado o italiano Vitantonio Liuzzi. Último campeão da F3000, Liuzzi terá em 2010 talvez sua última chance de provar a que veio na F1. Suas participações por Red Bull e Toro Rosso no passado não tiveram o mínimo brilho, assim como suas poucas corridas pela própria Force India no ano passado, em substituição a Fisichella, que substituiu Massa na Ferrari.

O VJM03 traz como grande surpresa o bico extremamente largo, semelhante ao da BMW Sauber do ano passado. O que, no fim das contas, vem se mostrando uma tendência nos modelos de 2010. Se vai conseguir os mesmos grandes desempenhos do ano passado ainda não se sabe, mas uma coisa é inegável: a Force India, herdeira da Jordan, vem se mostrando uma equipe cada vez mais simpática.

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A número 1

Numa cerimônia chata e sóbria como de costume, a equipe McLaren lançou na manhã de hoje o MP4-25, modelo com o qual disputará a temporada 2010 da Fórmula 1. O bonito carro rompe totalmente com o bólido do ano passado, que apesar de ter ganho corridas no final da temporada, foi responsável pelo pior início de campeonato da equipe em 25 anos.

Comparativo entre no MP4-24 e o MP4-25

Fotos: Divulgação/McLaren

Na imagem ao lado (que você pode clicar para ampliar), nota-se facilmente a diferença entre os carros. O design do MP4-25 parece mais fluido, cheio de curvas e saliências. Uma nova solução para o escapamento chama a atenção, assim como a extensão da traseira e da distância entre-eixos – em razão do maior tanque de gasolina, assim como a Ferrari.

Destaque também para a “bigorna” que se funde com o aerofólio traseiro. No ano passado, a Renault chegou a aparecer com uma solução parecida. Mas o interessante foi a pintura aplicada na tal barbatana, que dá uma impressão de relevo. Deixou o carro mais bonito.

Jenson Button foi apresentado com honras de campeão do mundo, aparecendo até mais que o queridinho Lewis Hamilton. Por sinal, a equipe fez questão de destacar o número 1 da carenagem, colocando-o mais abaixo na pintura do bico para que seja mais visível. O bico, por sinal, é mais alto e menos curvo que o do ano passado, chegando até a lembrar a segunda versão da Ferrari de 1996.

Se vencerá corridas, não se sabe. Mas que o carro é bonito pra diabo, é.

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Hamilton: primeira quebra na F1

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Vice-campeão e melhor estreante da história da Fórmula 1 em 2007. Campeão do mundo logo na segunda temporada, em 2008. Apesar da temporada não tão boa em 2009, quando terminou em quinto, Lewis Hamilton não pode reclamar muito da sorte que tem na categoria. Afinal, pela primeira vez em três anos, o inglês experimentou ontem a sensação de abandonar uma corrida por falha mecânica.

Parece surreal, mas é verdade: até o GP de Abu Dhabi, em 51 corridas, o inglês jamais havia sofrido uma única quebra durante uma prova. Hamilton já tinha abandonado quatro corridas, mas todas por acidentes ou erros. Na China, em 2007, errou e ficou preso na caixa de brita na entrada dos boxes. No Canadá, em 2008, bateu na traseira de Kimi Raikkonen no pit lane. Na Bélgica, este ano, acidentou-se na largada. E na Itália, rodou e bateu sua McLaren na última volta.

Agora, em Yas Marina, o inglês teve sua primeira quebra mecânica. Seus freios traseiros apresentaram problemas e a equipe o orientou a abandonar. Sempre existe uma primeira vez, mas ela demorou bastante para Lewis Hamilton.

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Pilotoons: GP da Europa

Na leitura de Bruno Mantovani, Barrichello fez mais do que guiar soberbamente em Valência…

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

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Curiosidades do GP da Hungria

Foto: Reprodução/Google Maps

Foto: Reprodução/Google Maps

* Esta será a 24ª edição do GP da Hungria. Desde que estreou na Fórmula 1, em 1986, a corrida acontece todos os anos, ininterruptamente.

* Todas as provas aconteceram no circuito de Hungaroring. O traçado, no entanto, já sofreu duas alterações com relação ao desenho original.

* Em 1989, uma variante foi retirada do traçado. Em 2003, a reta de chegada foi alongada e a primeira curva teve seu traçado modificado, assim como o trecho final que leva à reta dos boxes.

* O primeiro vencedor foi Nelson Piquet, em 1986. Nesta prova, uma das melhores manobras da história da F1: Piquet ultrapassou Ayrton Senna por fora no final da reta dos boxes e partiu para a vitória.

* Nos primeiros anos do GP da Hungria, por sinal, só vitórias brasileiras. Piquet venceu em 1986 e 1987, Senna em 1988. Depois, Senna repetiria a dose em 1991 e 1992. Outra vitória nacional, só dez anos depois, com Rubens Barrichello.

* O recordista de vitórias no GP húngaro é Michael Schumacher, com quatro conquistas. Senna tem três, contra duas de Nelson Piquet, Damon Hill, Jacques Villeneuve e Mika Hakkinen.

* Apesar de ser uma corrida historicamente com poucas ultrapassagens, algumas vitórias improváveis já aconteceram na Hungria. Em 1989, Nigel Mansell partiu do 12º lugar para uma espetacular vitória com a Ferrari. Em 2006, Jenson Button venceu pela primeira vez na Fórmula 1 largando da 14ª posição.

* E os finais de corrida já reservaram surpresas em terras magiares. Em 1987, uma porca soltou-se do pneu traseiro direito de Nigel Mansell a seis voltas do fim, caindo a vitória no colo de Piquet. Dez anos depois, em 1997, um problema hidráulico impediu uma histórica vitória de Damon Hill com a Arrows. Ele acabou ultrapassado por Jacques Villeneuve na última volta. No ano passado, o motor Ferrari de Felipe Massa estourou a três giros do fim, dando a Heikki Kovalainen sua primeira vitória na Fórmula 1.

* Além de Kovalainen e Button, Damon Hill e Fernando Alonso também tiveram em Hungaroring o palco de suas primeiras vitórias na Fórmula 1.

* Michael Schumacher e Nigel Mansell são outros que possuem boas lembranças do GP da Hungria. Foi lá, em 2001 e 1992, respectivamente, que eles confirmaram seus títulos mundiais.

* Em 11 das 23 edições até aqui, a vitória ficou com o pole position.

* Pole position, aliás, amplamente dominada por Michael Schumacher. O alemão marcou sete poles na Hungria. Ayrton Senna é o segundo, com três.

* Entre as equipes, mais equilíbrio nas poles. Sete da Ferrari e sete da McLaren, contra seis da Williams.

* Nas vitórias, vantagem para a McLaren, com oito. A Williams venceu sete vezes em Hungaroring, contra cinco da Ferrari.

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O festival dos festivais

Foto: Reprodução/Grande Prêmio

Foto: Reprodução/Grande Prêmio

No último final de semana, Bruno Senna apareceu em tudo quanto é canto nesta foto fantástica, guiando a McLaren que foi de seu tio. Mas você sabe por que isso aconteceu? E que evento era este? Pois eis a resposta. Foi no “Festival dos Festivais”, alcunha sacana que acabei de chupinhar daquele programa brega da Globo para descrever o Festival da Velocidade de Goodwood, certamente o maior encontro automobilístico mundial.

O circuito de Goodwood faz parte da história do automobilismo inglês. Palco da primeira corrida britânica acontecida no pós-guerra, em 1948, firmou-se como um dos principais centros de corridas do país, com as tradicionais “9 horas de Goodwood”. Em 1962, no entanto, começou a cair em desgraça quando Stirling Moss sofreu um grave acidente que abreviou sua carreira. Em 1966, com a recusa de seus donos em encher o traçado de chicanes em função da crescente velocidade dos carros, o circuito foi fechado e passou a ser apenas uma pista de testes. Mas ainda entraria para a história em 1970, quando Bruce McLaren lá perdeu a vida enquanto testava um de seus carros.

Goodwood ficou esquecido por mais de duas décadas, até que a nobreza da região, na figura do Conde de March e Kinrara (que também responde pelos títulos de Duque de Richmond, Duque de Lennox e Duque de Gordon), decidiu trazer de volta o charme do automobilismo para Goodwood. Não foi possível resgatar o antigo circuito para voltar a organizar corridas, mas foi aí que surgiu a ideia de montar um festival que reunisse exposição de carros antigos, desfiles e corridas de demonstração num traçado de pouco mais de dois quilômetros cercado por feno, ladeira acima e abaixo.

O primeiro Festival da Velocidade de Goodwood aconteceu em 1993, pequeno, mas cresceu rapidamente e hoje é, sem dúvida, uma das principais datas do calendário automobilístico mundial. Em todo o final de semana, cerca de 200 mil pessoas comparecem para ver carros de todas as épocas, desde os quase artesanais do fim do século XIX até os Fórmula 1 atuais. No evento da semana passada, Lewis Hamilton andou com a McLaren campeã de 2008, enquanto Stirling Moss desfilou com a histórica Mercedes W196.

E em Goodwood é possível ver improváveis relações carro/piloto. Em outras edições, Eddie Jordan já guiou o 191, o primeiro F1 que construiu e que foi o primeiro cockpit de Michael Schumacher na categoria. Nelsinho Piquet já guiou a Williams do pai e até Emerson Fittipaldi deu uma aceleradinha na Ferrari de Michael Schumacher.

E, em 1999, Rubens Barrichello teve a oportunidade de guiar dois F1 históricos: a McLaren MP4/6 de 1991, do tricampeonato de Ayrton Senna, e a Lotus 79 de Mario Andretti, o revolucionário bólido que deu ao ítalo-americano o título mundial de 1978. E o piloto brasileiro deu um depoimento exclusivo ao Blog do Capelli, relatando o que sentiu ao guiar tais máquinas. Com a palavra, Rubens!

Foto: Anthony Fosh/Flickr

Foto: Anthony Fosh/Flickr

“Eu estava tão empolgado em guiar o carro do “chefe” que a situação passou tão rápido, nem vi… O pedal era muito arisco e com as ondulações ele saltava demais. Era 8 ou 80! Dava pra sentir a potência do motor e a diferença do assento. Eu ficava para fora do carro, totalmente! Foi demais a experiência.”

Foto: Anthony Fosh/Flickr

Foto: Anthony Fosh/Flickr

“Quanto à Lotus, eu não tinha nem banco e estava mais desconfortável. Mas o carro era muito mais alto em relação ao chão e o motor mais fraco (400 cavalos). Naquelas ruas foi muito mais fácil de guiar do que a McLaren. E também foi o primeiro carro que lembro ter visto e torcido na TV.”

Isso é Goodwood!

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McLaren: ponto mais baixo em 28 anos

Foto: Divulgação/Bridgestone

Foto: Divulgação/Bridgestone

Heikki Kovalainen teve um pneu furado e bateu com Sebastien Bourdais. Lewis Hamilton saiu na última fila e chegou em antepenúltimo. Distante das primeiras posições, a McLaren não marca pontos há quatro corridas. O jejum é histórico.

A última vez em que a equipe prateada ficou quatro GPs consecutivos sem pontuar foi há 28 anos, entre as temporadas de 1980 e 1981, do final do campeonato nos Estados Unidos até o GP da Argentina do ano seguinte. É o ponto mais baixo da história da equipe desde que foi assumida por Ron Dennis, no final de 1980. E, a julgar pelo desempenho que os carros vêm apresentando, o jejum deve seguir por mais algumas etapas.

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McLaren tem pior sequência em 5 anos

Foto: Divulgação/DaimlerChrysler

Foto: Divulgação/DaimlerChrysler

Com o péssimo desempenho no GP da Turquia, Lewis Hamilton em 13º e Heikki Kovalainen em 14º, a McLaren atingiu a marca de três corridas consecutivas fora da zona de pontuação. Tal sequência negativa não se repetia há cinco anos, quando o time prata também ficou três corridas sem pontuar, entre os GPs da Espanha e da Europa de 2004. Na época, os pilotos eram Kimi Raikkonen e David Coulthard.

Caso também não pontue em Silverstone, o jejum será histórico. A última vez em que a equipe ficou quatro corridas seguidas sem fazer pontos foi há quase 30 anos, entre o GP dos Estados Unidos de 1980 e o GP da Argentina de 1981. Justamente na transição da direção da equipe, passando das mãos de Teddy Mayer para as de Ron Dennis.

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Curiosidades do GP da Turquia

Foto: Reprodução/Google

Foto: Reprodução/Google

Disputado há apenas quatro temporadas, o GP da Turquia é um dos caçulinhas da Fórmula 1. Porém, nem por isso, deixa de ter algumas curiosidades. A elas!

* Palco da primeira vitória de Felipe Massa, em 2006, o circuito de Istambul é bastante generoso com o brasileiro. Ele venceu três das quatro edições do GP da Turquia, todas pela Ferrari.

* Além de Felipe Massa, o único outro piloto a vencer na Turquia foi seu companheiro de equipe, Kimi Raikkonen. O finlandês venceu a prova inaugural do GP turco, em 2005, pela McLaren.

* Até hoje, todos os pilotos que largaram na pole position venceram em Istambul. Quatro poles, quatro vitórias.

* Istambul, principal cidade turca e onde se realiza o GP da Turquia, não é a capital do país, como muitos pensam. A capital é Ancara.

* O país fica situado parte na Europa e parte na Ásia, com a cidade de Istambul exatamente entre os continentes, ligados pelo Estreito de Bósforo. O circuito de Istanbul Park, onde se realiza o GP da Turquia, fica na metade asiática da cidade.

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Curiosidades do GP de Mônaco

Foto: Reprodução/Google Maps

Foto: Reprodução/Google Maps

Tão tradicional quanto cheio de frescura, o GP de Mônaco é mais antigo do que a própria Fórmula 1. A primeira edição da prova aconteceu em 1929, 21 anos antes da criação da categoria. No próximo domingo, acontecerá o 67º GP no apertado circuito monegasco.

Algumas curiosidades acerca da corrida:

* O maior vencedor é Ayrton Senna, com seis conquistas no principado. Michael Schumacher e Graham Hilll venceram cinco vezes cada.

* Senna é, também, o único brasileiro a ter vencido em Monte Carlo. Até sua primeira vitória, em 1987, o GP de Mônaco era um tabu para o Brasil.

* Durante dez anos, apenas Alain Prost e Ayrton Senna venceram o GP. Entre 1984 e 1993, foram quatro vitórias do francês, contra seis do brasileiro.

* Senna ainda detém o recorde de poles em Monte Carlo: cinco. Juan Manuel Fangio, Jim Clark, Jackie Stewart e Alain Prost marcaram quatro.

* Em quatro das últimas cinco corridas em Mônaco, o pole position venceu a corrida. A exceção foi Felipe Massa, no ano passado, batido por Lewis Hamilton, que havia largado em terceiro.

* Volta e meia, a zebra passeia pelo GP de Mônaco. Na última delas, em 2004, Jarno Trulli largou na pole e venceu de maneira surpreendente. Em 1972, debaixo de um temporal, Jean-Pierre Beltoise conquistou sua única vitória na categoria. Mas a maior de todas as zebras foi Olivier Panis, vencedor da prova em 1996, numa corrida maluca em que apenas quatro carros cruzaram a linha de chegada. Foi a última vitória da equipe Ligier, que não ganhava uma corrida há quase 15 anos.

* Falando em equipes, a vencedora absoluta em Mônaco é a McLaren, com 15 conquistas. A Ferrari venceu 8, seguida pela Lotus, com 7. Foi também em Monte Carlo que a McLaren fez sua estreia na Fórmula 1, em 1966.

* Por 17 GPs consecutivos, apenas equipes inglesas venceram no principado. De 1959 a 1974, Cooper, Lotus, BRM, Brabham e Tyrrell alternaram-se no alto do pódio. A marca só foi quebrada por Niki Lauda em 1975, com a Ferrari. Depois de 20 anos, a equipe italiana voltava a vencer em Mônaco.

* O GP de Mônaco proporcionou alguns finais de corrida históricos. Em 1970, Jack Brabham liderava a corrida, mas escapou da pista na última curva da última volta, entregando a vitória para Jochen Rindt. O diretor de prova ficou tão surpreso que não deu a bandeirada para o vencedor.

* Mas nada supera a maluquice que foi o final da corrida de 1982. A liderança trocou de mãos diversas vezes nas últimas três voltas, até que Riccardo Patrese vencesse. Detalhe: ele só ficou sabendo que tinha vencido algum tempo depois. Essa história está detalhada aqui.

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Rapidinhas – GP do Bahrein

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

- Quatro corridas, três vitórias de Jenson Button. Um campeonato que começa a ganhar contornos até fáceis para a Brawn, quem diria.

- Porém, esta foi a mais difícil vitória do inglês na temporada. Largou em quarto, mas logo na saída atingiu seu objetivo principal, que era ultrapassar Sebastian Vettel, o “pole real” da corrida. Porém, perdeu posição para Lewis Hamilton, o que o manteve em quarto. E aí veio o momento que realmente decidiu a corrida, na opinião que a própria equipe extenou logo após a bandeirada: ao final da volta, forçou e ultrapassou Hamilton, que tinha uma estratégia exatamente igual à sua.

- Não que Hamilton pudesse vencer, a McLaren não se mostrou capaz de tanto apesar da sensível melhora, mas o risco era ficar preso atrás de um carro mais lento por muitas voltas, enquanto as Toyotas fugiam à frente. Equipada com o KERS, ultrapassar uma McLaren não é tarefa fácil. Mas Button foi lá e cumpriu. Dali para frente, foi só seguir a estratégia prevista para vencer.

- Sebastian Vettel acabou sofrendo tudo aquilo que Button temia. Ficou encaixotado atrás de Hamilton, sem conseguir ultrapassar. Depois do primeir pit, ficou preso atrás de Trulli. E aí qualquer possibilidade de vitória foi para o espaço. Mas o segundo lugar veio a premiar aquele que parece ser o único piloto capaz de ameaçar a campanha irretocável de Jenson Button.

- Ao final do campeonato, não duvido que o alemão da Red Bull lamente muito aquele abandono bobo a três voltas do fim em Melbourne…

- Jarno Trulli foi terceiro, aparentemente o máximo que seu equipamento permitia, apesar da pole position. Fez uma boa corrida, bem melhor que seu companheiro Timo Glock que, largando muito leve, disparou como um coelho no começo da corrida para não conseguir nada de produtivo depois.

- Lewis Hamilton não cometeu erros e chegou a um quarto lugar de forma bastante segura. A McLaren evoluiu muito e o inglês vem somando importantes pontos que podem fazer a diferença no final, caso consiga voltar a vencer.

- A corrida de Rubens Barrichello, apesar das insinuações de conspiração advindas da transmissão da TV Globo, me pareceu exatamente dentro dos parâmetros previstos em termos de estratégia. Ainda não ouvi o que o piloto tem a dizer, mas a sensação que fiquei foi que a equipe mudou a estratégia exatamente na primeira parada e não na segunda.

- Barrichello parou uma volta antes de Jenson Button e colocou dois segundos a menos de combustível que o inglês. Além disso, quando voltou para a pista, já voltou em ritmo alucinado, reclamando muito de Nelsinho Piquet, que vinha mais lento disputando a posição. Tamanha indignação de Barrichello só tem explicação pelo fato dele saber que precisava fazer voltas muito rápidas naquele curto stint.

- Em resumo: me parece que Barrichello fez exatamente o que estava previsto, virando muito rápido num stint curto de dez voltas. O brasileiro foi rápido porque estava leve e não “foi levado ao box porque estava rápido”, como insinuou a transmissão da TV. A estratégia só não deu tão certo porque, no terceiro stint, Barrichello não foi tão rápido quanto no anterior. Tivesse conseguido virar no mesmo ritmo, provavelmente chegaria ao fim brigando com Lewis Hamilton pelo quarto lugar, o que encaixaria exatamente nas previsões da equipe.

- Terminou em quinto, o que representa a quarta derrota consecutiva para Jenson Button na briga interna da equipe. Mais do que isso: agora já está a doze pontos do companheiro, caçado de perto por Vettel, um ponto atrás. Salvo algum evento extraordinário nas próximas duas corridas, como um abandono de Button acompanhado de uma vitória, me arrisco a dizer que já não tem mais chances de título. Apenas Vettel vem parecendo capaz de fazer frente ao conjunto Button-Brawn.

- E a Ferrari desencantou com Kimi Raikkonen, finalmente marcando pontos com o sexto lugar. O finlandês fez ótima corrida, com uma destacada largada – saltou de décimo para sexto – e com um ritmo de prova consistente. Tocou Felipe Massa na primeira curva, numa disputa normal de corrida.

- Prejudicado por uma parada extra para trocar o bico, Felipe Massa teve outra prova muito ruim. Mostrou brios ao disputar a curva com Giancarlo Fisichella no final, em busca do 14º lugar. Mas, mesmo assim, foi outra corrida para esquecer.

- Já Nelsinho Piquet fez uma prova decente. Se não foi espetacular ou genial, pelo menos não cometeu o mesmo rol de erros que já vem se tornando habitual. Chegou em décimo, contra o oitavo lugar de Fernando Alonso, mais ou menos o que se espera dele. Se fizesse sempre o que fez hoje, não estaria com o emprego em risco. Mas ainda precisa mostrar mais.

- Desastrosa a corrida da BMW Sauber. Nick Heidfeld e Robert Kubica tiveram problemas na primeira volta, e caíram para o final do pelotão, sem qualquer chance de recuperação. Passaram praticamente toda a corrida em penúltimo e último, onde terminariam. Kubica seria, ainda, vítima do trapalhão Nakajima, com quem se enroscou duas vezes.

- Campeonato de pilotos: Button 31, Barrichello 19, Vettel 18. O GP da Espanha, daqui a duas semanas, vai dar indicativos de como será a fase europeia do campeonato. Mas, se tudo continuar no ritmo atual, aposto numa briga Button x Vettel até o final.

- Entre os construtores, a Brawn humilha: 50 pontos, contra 27,5 de Red Bull e 26,5 de Toyota. E eu que chamava de malucos o que previam a Brawn como favorita ao título… Mordi a língua.

Resultado - GP do Bahrein 2009

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O verdadeiro pole position

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Avaliando os pesos dos carros na classificação, em release divulgado pela FIA hoje pela manhã, fica claro que, se alguém fez um grande treino hoje, este alguém é Sebastian Vettel. O alemãozinho da Red Bull esmerilhou, é um dos carros mais pesados entre os que largam na frente e, mesmo assim, conseguiu a terceira posição no grid. Se conseguir um bom ritmo de corrida nas primeiras voltas e não deixar as Toyotas escaparem, tende a vencer a prova.

Jenson Button é outro que está muito bem na foto. Tem três voltas a menos de combustível que Vettel, mas tem certa vantagem para as Toyotas de Trulli e Glock, os dois mais leves do grid. Olho nele e em Lewis Hamilton, que larga com o mesmo peso do compatriota. A McLaren não é tão confiável quanto a Brawn, mas parece em boa forma para a corrida.

Confira abaixo a relação de pilotos / peso do carro / posição de largada para amanhã.

Piloto Peso (kg) Posição de largada
Robert Kubica 698,6 13º
Nick Heidfeld 696,3 14º
Kazuki Nakajima 680,9 12º
Adrian Sutil 679,0 19º
Heikki Kovalainen 678,5 11º
Sebastien Buemi 678,5 16º
Nelsinho Piquet 677,6 15º
Kimi Raikkonen 671,5 10º
Nico Rosberg 670,5
Sebastien Bourdais 667,5 20º
Felipe Massa 664,5
Sebastian Vettel 659,0
Mark Webber 656,0 18º
Jenson Button 652,5
Lewis Hamilton 652,5
Giancarlo Fisichella 652,0 17º
Fernando Alonso 650,5
Rubens Barrichello 649,0
Jarno Trulli 648,5
Timo Glock 643,0
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Red Bull quebra hegemonia da Brawn

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

* Post publicado com atraso por problemas internéticos.

Sebastian Vettel conseguiu hoje na China a primeira pole position da história da equipe Red Bull, quebrando, com isso, a hegemonia que a Brawn vinha impondo no campeonato. Os carros branco/preto/marca-texto ficaram apenas em quarto lugar, com Rubens Barrichello, e em quinto, com Jenson Button.

Mais notável que a pole de Vettel é a segunda posição de Fernando Alonso, a bordo do caixote que é a Renault. No entanto, ao que tudo indica, tanto as Red Bull de Vettel e Webber quanto a Renault de Alonso possuem bem menos combustível do que as Brawn de Barrichello e Button. Para a corrida a Brawn segue como franca favorita.

Ainda assim, não se deve diminuir o feito de Vettel. Mesmo com o carro leve, a pole é um grande resultado que comprova não só a velocidade inata do alemãozinho, mas também a qualidade do carro construído por Adrian Newey. É sempre bom lembrar: a Red Bull é, disparado, o melhor carro desprovido do polêmico difusor de dois andares. Imaginem o que este modelo andará quando dispuser de tal recurso…

Às rapidinhas:

- Rubens Barrichello está muito bem na foto. É o mais pesado entre os primeiros colocados e sai numa ótima quarta posição. Mesmo com uma volta a mais de combustível do que Jenson Button, conseguiu ficar à frente. Foi a primeira derrota que impôs ao companheiro e isso é muito importante na dinâmica interna da equipe. Se se mantiver à frente até o primeiro pit stop, tem tudo para vencer a corrida.

- Com Vettel em primeiro e Webber em terceiro, a Red Bull deve fazer ótima figura no GP da China. Um pódio é bem provável, embora acredite que, em condições normais, a vitória será da Brawn.

- Fernando Alonso deve ter combustível para menos de 15 voltas. Sai em segundo e pode embaralhar um pouco o começo da corrida, mas tende a ser coadjuvante. Para o carro que tem, essa posição no grid já foi bom demais.

- Toyota perdeu fôlego. Jarno Trulli foi sexto e Timo Glock foi 14º, mas o alemão trocou o câmbio e foi punido em cinco posições, vai sair em 19º. Com os motores japoneses, a Williams também não foi tão bem, com Nico Rosberg em sétimo e Kazuki Nakajima em 14º.

- Mais um fiasco para a Ferrari. Kimi Raikkonen sai apenas em oitavo. Felipe Massa errou na última volta e ficou apenas em 13º, sem sequer passar para a superpole. A McLaren, por sua vez, demonstrou uma certa recuperação utilizando um novo difusor, com Lewis Hamilton em nono. Ainda assim, é pouco para as duas grandes da Fórmula 1.

- Enquanto três motores Renault ocupam as três primeiras posições do grid, o quarto motor está longe, em 16º, com Nelsinho Piquet. Infelizmente, não há mais o que comentar sobre o brasileiro. Já já, a seleção natural da Fórmula 1 cuidará dele. Uma pena.

- Robert Kubica fez um treino irreconhecível com a BMW e vai sair em 17º. Nick Heidfeld foi um pouquinho melhor, larga em 11º.

- Brawn tem tudo para conquistar sua terceira vitória em três corridas. Uma temporada que parecia embolada começa a ganhar contornos de domínio absoluto. Mas duvido que o ano termine sem graça. Quando Ferrari, McLaren, Renault e Red Bull aprontarem seus carros revisados, a reta final promete ser imprevisível. Para o bem do esporte, que não seja tarde demais.

- Corrida amanhã às 4h da madrugada. Com comentários ao vivo aqui no blog, se a conexão à Internet deixar.

Grid GP da China 2009

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Curiosidades do GP da China

Foto: Divulgação/MotoGP

Foto: Divulgação/MotoGP

Neste domingo acontece a sexta edição do GP da China de Fórmula 1. E, como já está virando hábito, um rápido levantamento de curiosidades acerca da corrida.

* O GP da China estreou no calendário em 2004, sendo sempre disputado no autódromo de Xangai;

* Em cinco edições até aqui, nunca um piloto conseguiu repetir vitória. Cinco diferentes subiram ao alto do pódio uma vez: Rubens Barrichello, Fernando Alonso, Michael Schumacher, Kimi Raikkonen e Lewis Hamilton;

* Entre as equipes, domínio da Ferrari: três vitórias, contra uma da Renault e uma da McLaren;

* A corrida chinesa de 2007 ficou marcada pela besteira antológica de Lewis Hamilton, que desgastou seus pneus intermediários na pista seca até não aguentar mais e jogou o título mundial no lixo ao ficar atolado na caixa de brita da entrada dos boxes;

* Rubens Barrichello não vence na Fórmula 1 desde 2004. Sua última vitória aconteceu justamente na China;

* A Ferrari só marcou pole position na China uma vez, na corrida de 2004, com Rubens Barrichello. De lá para cá, duas poles da Renault (Fernando Alonso) e duas da McLaren (Lewis Hamilton);

* Pela primeira vez a corrida em Xangai acontece no começo de um campeonato. Normalmente agendada para o terço final do ano, o GP da China inclusive encerrou a temporada de 2005.

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GP da Malásia é o 5º da história com pontos pela metade

Foto: Reprodução/Grande Prêmio

Foto: Reprodução/Grande Prêmio

Interrompido depois de 31 voltas em função das fortes chuvas em Sepang, o GP da Malásia contou apenas metade da pontuação para os pilotos, por não terem sido completados 75% das voltas previstas. Em toda a história foi apenas a quinta vez, em 805 corridas válidas pelo Mundial de Pilotos, que uma prova terminou assim, apenas a segunda em um circuito permanente. Todas as outras três ocorreram em pistas de rua.

A primeira vez em que metade dos pontos foram contados aconteceu no GP da Espanha de 1975, quando o Embassy-Hill de Rolf Stommelen voou em direção ao público no Montjuich Park, matando três fiscais, um fotógrafo e um espectador. A corrida foi interrompida com apenas 29 das 84 voltas previstas e a vitória ficou com Jochen Mass, da McLaren. Seria sua primeira e única conquista na Fórmula 1. E também foi a única vez em que o motivo da interrupção não foi a chuva.

No mesmo ano, outra prova contou apenas metade dos pontos. Foi o GP da Áustria, em Zeltweg, disputado sob muita chuva. Eram previstas 54 voltas, mas a corrida foi encerrada com 29, pouco mais da metade. A pista estava encharcada e a vitória ficou com a zebra Vittorio Brambilla, que cruzou a linha de chegada rodando e batendo seu March laranja na mureta dos boxes. Ainda deu a volta da vitória com o bico quebrado, numa cena hilária.

Nove anos depois, em 1984, uma nova interrupção obrigou uma prova a contar apenas metade dos pontos. Foi no famoso GP de Mônaco de 1984, quando Ayrton Senna deu show com a Toleman e chegou em segundo lugar depois da bandeira vermelha ser acionada, na 31ª das 76 voltas previstas. A vitória ficou com Alain Prost.

Há 18 anos, a corrida mais curta da história da Fórmula 1. Com diversos pilotos rodando e batendo nos muros e protestos veementes de Ayrton Senna por causa da falta de aderência com a chuvarada que caiu no circuito de rua de Adelaide, o GP da Austrália de 1991 foi encerrado com apenas 14 voltas, com vitória de Senna.

Nos últimos anos, outras corridas foram terminadas com bandeira vermelha, mas tiveram os pontos contados integralmente por já terem sido cumpridos mais de 75% das voltas previstas. Em 2003, Fernando Alonso e Mark Webber bateram na curva do Café, encerrando prematuramente o GP do Brasil. Em 1997, bandeira vermelha após um acidente com Olivier Panis no Canadá, quando o francês fraturou uma perna. E em 1990, Alex Caffi bateu no Estoril e se machucou, dando fim precoce ao GP de Portugal.

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Button mantém domínio

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

- Duas corridas, duas pole positions. Jenson Button e a Brawn continuam dominando amplamente este começo de temporada na Fórmula 1. Dessa vez, no entanto, a vantagem da equipe-sensação de 2009 não foi tão avassaladora quanto na Austrália. A Brawn está bem e é favorita na corrida, mas Toyota e Red Bull estão muito próximas. Jarno Trulli, segundo no treino, ficou menos de um décimo atrás. A briga promete ser boa.

- Rubens Barrichello não fez um bom treino, marcando apenas o quarto tempo. Como o próprio piloto admitiu para Carlos Gil na transmissão da Rede Globo, ainda que esteja mais pesado que Button, a diferença de seis décimos foi muito grande. Deveria ter ficado mais perto. “O carro saía muito de frente”, justificou. Eu só acho que ele se justifica demais.

- Por ter trocado de câmbio, perde cinco posições no grid e deveria largar em nono. Mas como Sebastian Vettel, terceiro, perdeu dez posições, Barrichello acabou ganhando uma. Sairá em oitavo.

- Timo Glock confirmou o bom desempenho da Toyota e sairá em terceiro. Quinto mais rápido, herdou as posições dos punidos Barrichello e Vettel. A primeira vitória da equipe japonesa nunca esteve tão perto.

- Nico Rosberg, estrela dos treinos livres, sai em quarto, fechando a segunda fila. Muito bom para a Williams, que tem grandes chances de voltar ao pódio.

- A terceira fila será aberta por Mark Webber, com Robert Kubica a seu lado. Enquanto Nick Heidfeld segue decepcionando com a BMW – larga em 11º -, o polonês vai muito bem, obrigado. Será só culpa do KERS?

- Não há dúvidas que, no momento atual, três equipes dominam a Fórmula 1: Brawn, Toyota e Red Bull. Williams, BMW e Ferrari parecem vir logo atrás, num segundo pelotão. Agora as coisas começam a ficar um pouco mais claras, mas fica a questão: terão elas fôlego para continuar andando na frente?

- A julgar pelo poderio da Ferrari, os italianos têm toda a capacidade de reação. O problema é que o time não se ajuda. A besteira na classificação de hoje foi imensurável. Satisfeita com as primeiras voltas de Felipe Massa e Kimi Raikkonen na primeira parte da classificação, recolheu os carros para a garagem e não voltou mais para a pista. Resultado: no finalzinho, Sebastian Bourdais roubou o 15º posto e tirou Massa do Q2. E Kimi escapou por pouco…

- Resultado: a estúpida soberba Ferrarista jogou o brasileiro a um ridículo 16º do grid, quando tinha chances claras de largar entres os 10 primeiros, quiçá entre os cinco, a julgar pelos treinos livres. Kimi conseguiu seguir adiante e sairá em nono. Impressionante como a Ferrari abusa de erros idiotas há pelo menos três temporadas.

- A McLaren pode ter feito um projeto ruim e pode ter feito a lambança que fez no episódio Hamilton-Pinóquio. Mas vão fazendo o que podem, sem cometer erros de estratégia. Lewis Hamilton sai em 12º e tem condições de pontuar na corrida. Seu companheiro Kovalainen foi o 14º.

- Já a Renault melhorou um pouco em Sepang, provavelmente graças ao KERS. Fernando Alonso, mesmo com uma incômoda otite, sai num bom décimo lugar. Já Nelsinho Piquet decepcionou outra vez, ficando à frente somente de três carros: das duas Force India e do novato Sebastien Buemi. 17º colocado, sua vida está complicada. A fase de adaptação já passou há tempos e Nelsinho segue lento.

- Palpite para amanhã: dá Button novamente. Porém, há grandes chances de chuva e aí embaralha tudo, sendo possível até que uma equipe grande vença. No molhado, aposto em Barrichello e Hamilton.

- Para encerrar: a pista larga de Sepang dá um sono…

Resultado da classificação - GP da Malásia

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