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	<title>Blog do Capelli &#187; Michael Schumacher</title>
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	<description>Automobilismo, Fórmula 1 e mais um monte de patacoadas</description>
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		<title>Para voltar ao topo</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Feb 2011 14:47:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A história da atual equipe Mercedes na Fórmula 1 chega a ser curiosa. Originou-se da Tyrrell, que virou BAR e depois tornou-se Honda. Quando os japoneses debandaram e deixaram a escuderia nas mãos de Ross Brawn, nasceu a Brawn GP. &#8230; <a href="http://blogdocapelli.warmup.com.br/2011/02/para-voltar-ao-topo/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://blogdocapelli.warmup.com.br/2011/02/para-voltar-ao-topo/' addthis:title='Para voltar ao topo '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2011/02/20010203mercedes_01.jpg" alt="" title="Para voltar ao topo" width="600" height="311" /></p>
<p>A história da atual equipe Mercedes na Fórmula 1 chega a ser curiosa. Originou-se da Tyrrell, que virou BAR e depois tornou-se Honda. Quando os japoneses debandaram e deixaram a escuderia nas mãos de Ross Brawn, nasceu a Brawn GP. Imaginava-se um arremedo de time: além do carro branco e sem patrocínios, as temporadas anteriores da Honda foram um verdadeiro desastre. Mas, contrariando a lógica, a Brawn nasceu vencedora. Ganhou a corrida de estreia e ainda terminou o ano de 2009 campeã de pilotos e construtores. Nascia ali uma lenda.</p>
<p>Nascia, mas morria rapidamente, com apenas uma temporada. Num lance surpreendente, a Mercedes deu de ombros para a McLaren e comprou a maior parte da equipe campeã. Surgiu ali a Mercedes GP. Em outro lance não menos surpreendente, os alemães tiraram Michael Schumacher da aposentadoria, montando ali o que parecia ser um supertime, talvez a favorita de 2010. Não colou. Os resultados foram escassos, apenas o quarto lugar entre os construtores. O heptacampeão Schumacher decepcionou e a grata surpresa foi Nico Rosberg, que conseguiu subir três vezes ao pódio. Ainda assim, pouco para quem vinha de um título mundial.</p>
<div id="attachment_4635" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2011/02/20010203mercedes_02.jpg" rel="lightbox[4633]" title="Schumacher é atração, mas também uma grande interrogação."><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2011/02/20010203mercedes_02-300x170.jpg" alt="" title="Schumacher é atração, mas também uma grande interrogação." width="300" height="170" class="size-medium wp-image-4635" /></a><p class="wp-caption-text">Schumacher é atração, mas também uma grande interrogação. <br /><i>Foto: Divulgação/Mercedes</i></p></div>
<p>Um paradoxo curioso se formou. Quando ninguém esperava nada, o time foi lá e ganhou tudo. Quando se imaginava uma potência, sucumbiu. Assim, talvez a receita da Mercedes em 2011 seja a de não gerar expectativa alguma. Quem sabe assim os resultados surjam ao natural.</p>
<p>A dupla de pilotos foi mantida, mas agora uma enorme interrogação paira sobre Michael Schumacher. Aos 42 anos, já andou até cancelando testes no simulador, por causar-lhe enjoos. Não parece mais ser capaz de causar medo aos adversários como um dia já foi. Nico Rosberg é a esperança de vitórias, mas para isso precisa de um carro de primeira.</p>
<p>O W02, modelo para esta temporada, foi lançado na terça-feira passada, durante os testes em Valência. No design, é arrojado. Possui uma frente proeminente parecendo um bico de pato e uma pintura prateada com belos detalhes verdes (ou azuis, depende do gosto do freguês). Pelo dinheiro investido e pelos nomes envolvidos, é um time que não deve ser menosprezado. A concorrência com McLaren, Ferrari e Red Bull será dura, mas a Mercedes espera, ao menos, deixar a desconfortável quarta posição entre as grandes da F1. O grande desafio é voltar à ponta.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://blogdocapelli.warmup.com.br/2011/02/para-voltar-ao-topo/' addthis:title='Para voltar ao topo '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Em busca de uma identidade</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Jan 2011 21:08:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Em 1981, Ted Toleman e Alex Hawkridge traziam à Fórmula 1 a Toleman Team, equipe nascida quatro anos antes nas bases do automobilismo inglês, Fórmula Ford 2000 e Fórmula 2. Cinco anos depois, o time mudava de mãos, sendo comprado &#8230; <a href="http://blogdocapelli.warmup.com.br/2011/01/em-busca-de-uma-identidade/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://blogdocapelli.warmup.com.br/2011/01/em-busca-de-uma-identidade/' addthis:title='Em busca de uma identidade '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2011/01/20010131renault_01.jpg" alt="" title="Em busca de uma identidade" width="600" height="305" /></p>
<p>Em 1981, Ted Toleman e Alex Hawkridge traziam à Fórmula 1 a Toleman Team, equipe nascida quatro anos antes nas bases do automobilismo inglês, Fórmula Ford 2000 e Fórmula 2. Cinco anos depois, o time mudava de mãos, sendo comprado pela griffe de roupas italiana Benetton.</p>
<p>Foi uma estratégia ousada para a época, fazendo com que uma marca de um produto não-relacionado ao automobilismo deixasse de ser apenas patrocinadora para virar dona de equipe. Assim, surgiu um novo conceito de marketing na categoria, de abrangência mundial, que agregava à marca uma série de valores e elevou a Benetton a um novo patamar em seu mercado. A estratégia foi repetida por outras empresas, principalmente japonesas, como a imobiliária Leyton House e a transportadora logística Footwork, mas nenhuma com o mesmo sucesso. Somente a Red Bull, já nos anos 2000, conseguiu êxito similar.</p>
<p>Nos anos Benetton, o time criou uma identidade forte. Era vista como uma equipe simpática, colorida, ousada e despojada. Quando virou um time vencedor, na era Schumacher, um tanto dessas características foram perdidas. A imagem de zebra foi deixada de lado para virar o time a ser batido, e essa ascensão ao mainstream mudou um pouco as coisas por lá. Mas não que isso fosse ruim. Ruim mesmo foi a fase pós-Schumacher, uma ressaca violenta que fez o time colecionar resultados negativos em sequência, culminando na venda para a Renault, em 2000.</p>
<p>A equipe voltou a crescer, principalmente a partir de 2003, com a chegada de Fernando Alonso. A curva ascendente seguiu até o bicampeonato mundial do espanhol, em 2005-2006. A partir daí, no entanto, a queda foi grande. A Toleman-Benetton-Renault foi se apequenando até culminar no escândalo do GP de Cingapura de 2008, um dos capítulos mais baixos da história da Fórmula 1, quando Nelsinho Piquet bateu de propósito no muro para que um Safety Car ajudasse seu companheiro Alonso, que venceu a corrida.</p>
<div id="attachment_4583" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2011/01/20010131renault_02.jpg" rel="lightbox[4577]" title="O Renault-Genii disfarçado de Lotus. Até que ficou bonito. Foto: Andrew Ferraro/LAT Photographic"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2011/01/20010131renault_02-300x210.jpg" alt="" title="O Renault-Genii disfarçado de Lotus. Até que ficou bonito. Foto: Andrew Ferraro/LAT Photographic" width="300" height="210" class="size-medium wp-image-4583" /></a><p class="wp-caption-text">O Renault-Genii disfarçado de Lotus. Até que ficou bonito. <br /><i>Foto: Andrew Ferraro/LAT Photographic</i></p></div>
<p>Toda a história só veio à tona um ano depois, e o estrago sobre a imagem da equipe foi devastador. Patrocinadores foram perdidos e a própria Renault resolveu abandonar o barco. Manteve o nome, mas vendeu o controle da empresa para o Genii, um grupo de investimentos luxemburguês. E aí começou a saga da busca por uma identidade.</p>
<p>Em 2010, a tentativa foi de resgatar a Renault Turbo dos anos 70/80. Pintura retrô em amarelo e preto, losango grandão na lateral. Os resultados foram bons com o excelente Robert Kubica, mas não convenceu. Agora, o time captou um patrocínio mandrake da Lotus Cars, pintou o carro de preto e dourado e inventou que seu nome é Lotus. Não convenceu ninguém, nem a FIA, que vem tratando o time como simplesmente Renault.</p>
<p>O carro é bonito e foi lançado hoje. Tem algumas inovações, como um escapamento frontal que ninguém entendeu direito ainda como vai funcionar, mas o Giorgio Piola (que no Brasil global foi reduzido a &#8220;o espião da F1&#8243;) vai desenhar e aí a gente vai saber. A dupla de pilotos é desequilibrada: um grande (Kubica) e um instável (Vitaly Petrov). Para completar, uma chuva de pilotos reservas, entre eles Bruno Senna e Romain Grosjean.</p>
<p>Dados os bons resultados do ano passado, é de se esperar algum sucesso. Mas Genii, tira essa pintura e essa ideia da cabeça. Todo mundo sabe que teu nome é Valdemar.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://blogdocapelli.warmup.com.br/2011/01/em-busca-de-uma-identidade/' addthis:title='Em busca de uma identidade '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>No limite da legalidade</title>
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		<pubDate>Mon, 17 May 2010 17:19:18 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Michael Schumacher voltou e as controvérsias também. A manobra sobre Alonso não foi a primeira e nem será a última. <a href="http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/05/no-limite-da-legalidade/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/05/no-limite-da-legalidade/' addthis:title='No limite da legalidade '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/wp-content/uploads/2010/05/20100517schumi.jpg"></p>
<p>GP de Mônaco de 2010, última volta. O Safety Car está na pista e ninguém pode ultrapassar ninguém. Na entrada dos boxes, o carro se retira para que todos possam cruzar a linha de chegada sem nada na frente, ajudando fotógrafos e cinegrafistas e permitindo que as equipes tenham mais retorno com a imagem de seus carros na televisão e nas fotos que ilustram sites, jornais e revistas. Afinal, com aquele belo carro esporte à frente, as verdadeiras estrelas do espetáculo apareceriam menos na cobertura jornalística, que sempre investe numa foto ou imagem da chegada da prova.</p>
<p>O grande xis da questão envolvendo a corrida de ontem é este. O Safety Car saiu da frente não para liberar uma nova competição que duraria poucos metros. Ele saiu apenas para que a chegada ficasse &#8220;bonitinha&#8221;. Todo mundo, pilotos e e equipes, sabem disso. Até Michael Schumacher sabe disso. Mas, mesmo assim, o alemão preferiu arriscar uma ultrapassagem sobre Fernando Alonso à moda &#8220;se colar, colou&#8221;. Era fato que seria desclassificado, mas Schumacher é assim, costuma andar no limite da legalidade. Às vezes se dá bem, em outras nem tanto. Mas é assim que ele é.</p>
<p>Não que isso o transforme num sujeito inescrupuloso, encarnação do monstro de fumaça de Lost. Mas é fato que, em situações nas quais a maioria dos pilotos prefere não arriscar por saber que sua conduta pode ser interpretada como má-fé ou que pode infringir o regulamento, Schumacher arrisca. Esta não é a primeira e provavelmente não sera a última polêmica na qual se envolve. O heptacampeão é assim, quer ganhar a todo custo. Ainda que muitas de suas atitudes provoquem discussões a respeito de ética e de moral.</p>
<p>Em 1994, Schumacher e a Benetton se aproveitaram de equívocos da direção de prova durante a comunicação de uma punição de stop &#038; go no GP da Inglaterra para não cumprir a pena. Foi declassificado com bandeira preta e só assim parou para cumprir os dez segundos de punição. Voltou à pista e completou a corrida em segundo lugar, ainda que tendo recebido bandeira preta antes da metade da prova. Até subiu ao pódio, mas sua desclassificação foi confirmada no comitê de apelações e Schumacher pegou duas corridas de gancho por causa da insubordinação às regras.</p>
<p>Já correndo pela Ferrari, protagonizou um evento semelhante em 1998, também em Silverstone. A direção de prova sinalizou que o alemão deveria cumprir um stop &#038; go nas voltas finais da corrida. Um erro, já que penas nesta fase da prova devem ser acrescidas ao tempo final. Na dúvida, a equipe mandou o alemão para os boxes na última volta, parando por dez segundo e recebendo a bandeirada por dentro do pit lane. Schumacher ganhou a corrida já que, dada a manobra inteligente dele e da Ferrari, os comissários acabaram assumindo o erro e não aplicaram a soma de segundos ao seu tempo final. Nessa, ele se deu bem.</p>
<p>Como se deu bem também na Áustria, em 2002. A famosa corrida da infâmia, na qual o alemão herdou a vitória de Rubens Barrichello na reta de chegada, num momento imortalizado por Cléber Machaado com a famosa narração &#8220;Hoje não, hoje não&#8230; hoje sim&#8230; hoje sim??&#8221;. Como nos casos anteriores, não que Schumi tenha feito algo de errado. Mas esperava-se de um tetracampeão que liderava o campeonato com folga que não aceitasse a patuscada ensaiada pela Ferrari. Ele poderia ter sido nobre, mas não foi. </p>
<p>E também não foi nobre em 2006, quando parou o carro propositadamente na curva La Rascasse, em Mônaco, para interromper o treino de classificação e impedir Fernando Alonso de roubar-lhe a pole position. Schumacher simulou um erro na freada, que de tão falso não enganou ninguém e acabou punido pela FIA, obrigado a largar do fundo do grid.</p>
<p>Como se vê, em nenhuma dessas ações Michael Schumacher e sua equipe (seja Ferrari, Benetton ou Mercedes) foram deliberadamente maldosos. Apenas agiram no limite do regulamento. Em alguns casos, foram pegos. Em outros, não. </p>
<p>Concordo que não são atitudes nobres, mas no fim das contas, não são de todo ilegais. São manobras comuns no direito, quando bons advogados aproveitam brechas nas leis para absolverem seus clientes. Schumacher tentou explorar a brecha da nova regra da &#8220;linha do Safety Car&#8221; para ganhar uma posição. Mas se deu mal, já que o artigo 40.13 do código desportivo deixa bem claro que, quando é a última volta, não vale ultrapassar.</p>
<p>E assim é Schumacher, alguém que, até o final da carreira, fará com que jornalistas, donos de equipe e fãs fiquem pesquisando regulamentos para saber se o que ele fez é passível de punição ou não. Controverso, mas um piloto muito talentoso e inteligente.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/05/no-limite-da-legalidade/' addthis:title='No limite da legalidade '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Rapidinhas: GP da Espanha</title>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 14:28:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Deu Webber, com facilidade. Alonso foi a grande surpresa, em segundo lugar. Button segue líder. <a href="http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/05/rapidinhas-gp-da-espanha-4/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/05/rapidinhas-gp-da-espanha-4/' addthis:title='Rapidinhas: GP da Espanha '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/wp-content/uploads/2010/05/20100509webber.jpg"></p>
<p>- Deu a lógica em Barcelona. Corrida chata, decidida na primeira curva. Mark Webber, pole, arrancou melhor que seu companheiro Sebastian Vettel e disparou na frente. Ganhou com folga e tranquilidade.</p>
<p>- Dotado do mesmo carro, Vettel não conseguiu formar a dobradinha. Ficou em segundo após a largada, mas perdeu a posição para Lewis Hamilton na troca de pneus e, mesmo com um carro melhor, não conseguiu retomar a posição, dadas as dificuldades de ultrapassagem do circuito. No final da prova, enfrentou problemas de freios e precisou fazer uma troca extra de pneus, perdendo mais uma posição. Conseguiu o pódio na última volta, depois que Hamilton teve um pneu furado.</p>
<p>- Lewis vinha bem com a McLaren e chegaria numa excelente segunda posição, até que viu sua corrida ruir na penúltima volta. Seu pneu dianteiro esquerdo estourou na entrada de uma curva e o inglês acabou batendo na barreira de pneus. Azar de um, sorte de outros. Fernando Alonso comemorou.</p>
<p>- A Ferrari não é páreo para McLaren e Red Bull e Alonso conseguiria, se muito, uma quinta posição hoje. Mas, além de ter sido competente, se viu favorecido por infortúnios dos adversários. Ganhou dois lugares com os problemas de Hamilton e Vettel. E Jenson Button, que poderia incomodá-lo, perdeu a posição para Michael Schumacher na troca de pneus e ficou encaixotado atrás da Mercedes do alemão.</p>
<p>- A diferença de velocidade no final da reta entre a McLaren e a Mercedes era gigantesca, graças ao duto de ar do carro da equipe inglesa. Durante cinco ou seis voltas, Button deu pinta que ultrapassaria, mas Schumacher defendeu-se de forma magistral. Quando viu que o alemão seria mesmo um osso duro de roer, o atual campeão do mundo desistiu e resignou-se com a situação. Bom para Alonso, segundo colocado.</p>
<p>- Se Michael Schumacher renasceu nessa corrida, Nico Rosberg enfrentou os maiores problemas da temporada até aqui. Foi atrapalhado por um mecânico afobado, que o liberou do pit antes da hora, e acabou perdendo muito tempo. Chegou apenas em 13º, depois de fazer um pit stop extra. Como resultado, perdeu a segunda posição no campeonato, despencando para quinto na classificação.</p>
<p>- Outro que vem em queda livre depois de um bom início de temporada é Felipe Massa. Foi facilmente batido por Fernando Alonso outra vez, tanto na classificação quanto na corrida. Foi sexto na prova e agora é sétimo no Mundial de Pilotos, bem longe da liderança que chegou a ocupar.</p>
<p><div id="attachment_4436" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/05/20100509alonso.jpg" rel="lightbox[4435]" title="Alonso, segundo, foi quem se deu melhor na corrida. (Foto: AP Photo/Manu Fernandez)"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/05/20100509alonso-300x190.jpg" alt="Alonso, segundo, foi quem se deu melhor na corrida. (Foto: AP Photo/Manu Fernandez)" title="Alonso, segundo, foi quem se deu melhor na corrida. (Foto: AP Photo/Manu Fernandez)" width="300" height="190" class="size-medium wp-image-4436" /></a><p class="wp-caption-text">Alonso, segundo, foi quem se deu melhor na corrida. (Foto: AP Photo/Manu Fernandez)</p></div>- Quem tem mais motivos para comemorar, mesmo é Alonso. Dificilmente esperava uma segunda posição que, somada ao mau resultado de Button, o deixou em segundo no campeonato, a apenas três pontos do inglês. Saiu muito melhor do que a encomenda.</p>
<p>- A Red Bull, ainda que dominante, tem Vettel e Webber em apenas terceiro e quarto no campeonato, enquanto que ocupa o terceiro entre os construtores. Mas, dada a enorme diferença apresentada hoje em Barcelona, é apenas questão de tempo para que pulem na ponta dos campeonatos. Semana que vem, em Mônaco, já pode ser a hora.</p>
<p>- Destaque para Rubens Barrichello, que saltou de 18º para 12º na largada e terminou a corrida numa bela nona posição. Lucas di Grassi foi último com a Virgin, mas pelo menos chegou. Aliás, pela primeira vez os dois carros da equipe concluem uma corrida. Está melhorando.</p>
<p>- Quem não dá sinais de melhora é a lanterninha Hispania. O carro é muito lento e Karun Chandhok acabou, involuntariamente, atrapalhando as corridas de Felipe Massa e Sebastien Buemi. É uma pena que a equipe espanhola tenha virado uma piada de mau gosto. Bruno Senna saiu logo na quarta curva da corrida, não sei se por problema mecânico ou por erro de pilotagem mesmo.</p>
<p>- Há pouco mais a acrescentar. Foi, como se imaginava, uma corrida insuportável. Foi a 20ª no circuito de Montmeló e conto nos dedos as boas disputas acontecidas lá esses anos todos. Chega a dar saudades de Jerez, que era outra pista chata pra diabo.</p>
<p>- Semana que vem já tem Mônaco que, se também não proporciona corridas assim tão emocionantes, pelo menos tem um certo charme e uma paisagem que nos mantém acordados. Porque as corridas na Espanha são um quase irrecusável convite a um cochilo.</p>
<p><b>RESULTADO GP DA ESPANHA 2010</b></p>
<p><center><img src="/wp-content/uploads/2010/05/res_esp2010.gif" border="0"></center></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/05/rapidinhas-gp-da-espanha-4/' addthis:title='Rapidinhas: GP da Espanha '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Rapidinhas: GP da China</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Apr 2010 18:37:10 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Box]]></category>
		<category><![CDATA[Felipe Massa]]></category>
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		<category><![CDATA[Ferrari]]></category>
		<category><![CDATA[GP da China]]></category>
		<category><![CDATA[Jenson Button]]></category>
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		<category><![CDATA[Mercedes]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Schumacher]]></category>
		<category><![CDATA[Nico Rosberg]]></category>

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		<description><![CDATA[No chove-pára, deu Button outra vez. Red Bull decepcionam e Schumacher faz corrida irreconhecível. <a href="http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/04/rapidinhas-gp-da-china-4/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/04/rapidinhas-gp-da-china-4/' addthis:title='Rapidinhas: GP da China '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/wp-content/uploads/2010/04/20100418button.jpg"></p>
<p>- O melhor antídoto aos Tilkódromos é a chuva. Santa chuva. O GP da China foi uma excelente corrida, contra todos os prognósticos. São Pedro tem ajudado pacas a F1 em 2010.</p>
<p>- Vitória de Jenson Button, que mais uma vez mostrou ter uma espécie de sexto sentido com relação às condições de pista. Se na Austrália venceu por ter sido o primeiro a arriscar um pit stop para colocar pneus de pista seca, sua vitória na China deve-se principalmente à opção de não trocar pneus na primeira entrada do Safety Car, quando todo mundo resolveu arriscar.</p>
<p>- O inglês permaneceu na pista e ficou em segundo lugar, atrás da Mercedes de Nico Rosberg. A pista manteve-se em boas condições para pneus slick e os dois conseguiram abrir uma ótima vantagem contra os principais adversários, que se precipitaram ao colocar pneus intermediários e perderam muito tempo.</p>
<p>- Confesso que torci pela vitória de Rosberg, para que houvesse quatro diferentes vencedores de quatro diferentes equipes nas quatro primeiras provas do ano. Seria um barato, mas não aconteceu. Button, no entanto, mereceu a conquista. Ultrapassou Rosberg quando os pneus se desgastavam e dali arrancou para a vitória.</p>
<p>- Uma segunda entrada do Safety Car ameaçou a vantagem daqueles que não pararam no começo, mas não foi suficiente para comprometer a liderança de Button. Mais uma vez, o inglês foi seguro e preciso. Conquistou a segunda vitória em quatro provas e assumiu a liderança do mundial.</p>
<p><div id="attachment_4407" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/04/20100418largada.jpg" rel="lightbox[4405]" title="Alonso disparou na frente, mas queimou a largada. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/04/20100418largada-300x208.jpg" alt="Alonso disparou na frente, mas queimou a largada. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)" title="Alonso disparou na frente, mas queimou a largada. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)" width="300" height="208" class="size-medium wp-image-4407" /></a><p class="wp-caption-text">Alonso disparou na frente, mas queimou a largada.<br /> (Foto: Paul Gilham/Getty Images)</p></div>- Admito que tendo a subvalorizar Jenson Button. O estilo de pilotagem de Lewis Hamilton, por exemplo, é muito mais exuberante e empolgante. Aliás, o que Lewis fez hoje foi genial. Dezenas de ultrapassagens, para todos os gostos. Uma para cima de Michael Schumacher no grampo, então, que foi antológica. Uma dupla pra cima de Adrian Sutil e Sebastian Vettel foi uma aula. O inglês é o piloto mais espetacular do campeonato, sem dúvida. Mas nem sempre isso resulta em vitórias, o que também é fato. Button foi mais eficiente. Mas o segundo lugar, no entanto, ficou de bom tamanho.</p>
<p>- Nico Rosberg acabou em terceiro, com seu segundo pódio na temporada, que o elevou ao segundo lugar no Mundial de Pilotos. Já Michael Schumacher, seu companheiro de luxo, é apenas décimo no campeonato.</p>
<p>- A corrida do heptacampeão na China foi algo próximo do lamentável. Não manteve um bom ritmo e foi presa fácil para todo mundo que vinha atrás. Sofreu uma ultrapassagem humilhante de Lewis Hamilton e depois não ofereceu resistência a quem se aproximava, como um retardatário conformado. Levou até de Vitaly Petrov. Se decidisse abandonar o capacete hoje, eu entenderia. Schumacher não merecia passar por isso. Respondendo à pergunta de capa da <a href="http://www.revistawarmup.com.br/edicoes/01" target="_blank">Revista Warm Up de abril</a>: não, ele não é mais o mesmo.</p>
<p>- Fernando Alonso foi outro irreconhecível hoje. Não tanto pela corrida como um todo, mas sim pelo erro de principiante ao queimar a largada. Assumiu a liderança na primeira curva de forma espetacular, pena que tenha sido por ter arrancado antes das luzes se apagarem. Tomou um drive-trough mas recuperou-se bem, cruzando a linha de chegada na quarta posição. Mas não sem antes dar um passeio na caixa de brita da entrada do box chinês, aquela mesma que sente muita falta de Hamilton.</p>
<p>- Mas a manobra mais controversa de espanhol, no entanto, nem foi a largada queimada. Gerou reações inflamadas sua ultrapassagem sobre Felipe Massa no acesso aos boxes. Na prática, Alonso não fez nada de errado. Pelo contrário: ali é pista, pode ultrapassar, bobo foi Felipe que saiu mal da curva e deu espaço.</p>
<p>- Diria que não é algo muito esperado em se tratando de companheiros de equipe, dificilmente se assume riscos assim, mas o ocorrido foi bom pra Felipe Massa ter melhor a noção de que não tem um cordeirinho ao seu lado. Achei a manobra parecida com aquela de Michael Schumacher sobre Rubens Barrichello no GP de Mônaco de 2005. Que também não teve nada de errado, mas que gerou um chororô que foi definitivo para que o brasileiro saísse da Ferrari um ano antes do término de seu contrato.</p>
<p><div id="attachment_4408" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/04/20100418schumi.jpg" rel="lightbox[4405]" title="Schumacher, aqui ultrapassado por Hamilton, foi presa fácil. (Foto: AP Photo/Eugene Hoshiko)"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/04/20100418schumi-300x163.jpg" alt="Schumacher, aqui ultrapassado por Hamilton, foi presa fácil. (Foto: AP Photo/Eugene Hoshiko)" title="Schumacher, aqui ultrapassado por Hamilton, foi presa fácil. (Foto: AP Photo/Eugene Hoshiko)" width="300" height="163" class="size-medium wp-image-4408" /></a><p class="wp-caption-text">Schumacher, aqui ultrapassado por Hamilton, foi presa fácil.<br /> (Foto: AP Photo/Eugene Hoshiko)</p></div>- E, apesar de ter feito uma corrida ruim hoje, terminando em nono, Felipe Massa sobe cada vez mais no meu conceito. Ao término da prova, foi abordado por Carlos Gil, que lhe ofereceu um púlpito para que começasse um show de reclamações. O repórter da Globo pontuou que &#8220;A manobra de Alonso não foi ilegal, mas não foi muito legal do ponto-de-vista do companheirismo&#8221; e perguntou o que Felipe achava disso. A resposta foi seca, sem chorumelas: &#8220;Eu saí mal do cotovelo, ele pôs do lado de dentro e teve mais vantagem na entrada da curva&#8221;. Gil ainda insistiu perguntando se nenhum regulamento interno da Ferrari tinha sido ferido e Massa foi político mais uma vez: &#8220;Não, está tudo bem&#8221;.</p>
<p>- Pode até ser que as coisas não estejam bem, mas Felipe Massa é maduro o suficiente para entender que esse tipo de roupa suja se lava em casa. Soltar os cachorros no microfone não resolveria absolutamente nada, além de criar uma polêmica vazia. Se não gostou da ultrapassagem ou se ela feriu algum acordo interno, que se resolva internamente. É assim que se mantém um bom clima na equipe e se trabalha de forma leal, sem jogar para a torcida.</p>
<p>- E as Red Bull, pergunto? Foram mal. Erraram na tática de pneus e fizeram mais uma vez uma corrida abaixo do esperado, mesmo tendo um baita carro. Sebastian Vetel foi sexto e Mark Webber abusou de cometer erros, terminando em oitavo. Muito pouco para quem fez a primeira fila e tem um carro muito bom.</p>
<p>- Especula-se que a vantagem da McLaren se deu graças ao setup, mais apropriado para uma corrida chuvosa. As Red Bull teriam apostado no seco e se deram mal. É possível.</p>
<p>- Medalhinhas para a Renault, que ficou boa parte da corrida em terceiro com Robert Kubica e em quarto com Vitaly Petrov. O polonês chegou em quinto e o russo, em sétimo. Apesar de uma rodada espetacular, a corrida de Petrov foi muito boa. Está fazendo bela figura em sua temporada de estreia. A Renault é uma grata surpresa neste campeonato, mostrando que existe vida pós-Briatore.</p>
<p>- No campeonato de pilotos, embolou geral. Button 60, Rosberg 50, Alonso e Hamilton 49, Vettel 45, Massa 41 e Kubica 40. A briga é boa e quem saiu pior de Xangai foi Felipe Massa, que despencou da liderança para o sexto lugar. Mas o campeonato é longo e a diferença ainda é pequena. </p>
<p>- Depois de um intervalo de três semanas, começa a temporada europeia, com o GP de Barcelona. Apesar de ser tradicionalmente uma corrida chata, é bastante aguardada porque normalmente revela a verdadeira relação de forças do campeonato. O que ocorrer em Montmeló é tendência para o restante da temporada.</p>
<p><B>RESULTADO GP DA CHINA 2010</B></p>
<p><center><IMG SRC="/wp-content/uploads/2010/04/res_china_2010.gif" border="0"></center></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/04/rapidinhas-gp-da-china-4/' addthis:title='Rapidinhas: GP da China '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Detalhe que faz a diferença</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 19:00:23 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Box]]></category>
		<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[GP da Austrália]]></category>
		<category><![CDATA[Jos Verstappen]]></category>
		<category><![CDATA[Lucas Di Grassi]]></category>
		<category><![CDATA[Michael Schumacher]]></category>
		<category><![CDATA[Timo Glock]]></category>
		<category><![CDATA[Virgin]]></category>

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		<description><![CDATA[Você consegue identificar de quem é essa Ferrari? Se não, ao final do post vai conseguir. <a href="http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/03/detalhe-que-faz-a-diferenca/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/03/detalhe-que-faz-a-diferenca/' addthis:title='Detalhe que faz a diferença '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/wp-content/uploads/2010/03/20100330tcam.jpg"></p>
<p>Não é muito fácil reconhecer um piloto de Fórmula 1 à distância, dentro do carro, durante a corrida. O carro é perfeitamente distinguível, dadas as cores e as formas, mas saber qual dos pilotos está lá dentro não vem sendo uma tarefa muito simples. </p>
<p>Antigamente era muito mais fácil. Os carros tinham números enormes na frente e nas laterais que facilitavam a identificação, já que a cronometragem era manual e a distinção visual entre os carros se fazia fundamental para que uma corrida pudesse ser acompanhada. Ao final dos anos 70, com o surgimento da cronometragem eletrônica, os números passaram a ficar menos importantes e foram sofrendo um gradual processo de redução. Ao final dos anos 90, praticamente desapareceram.</p>
<p>Nesse ínterim, os espectadores das corridas passaram a utilizar as cores dos capacetes para saber quem era quem dentro de um carro da mesma equipe. Dava certo, embora em alguns casos cascos semelhantes pudessem causar confusão, como Jos Verstappen e Michael Schumacher, na Benetton em 1994. A partir de 1996, no entanto, as proteções laterais dos cockpits passaram a ser mais altas, por questão de segurança. Assim, os capacetes ficaram mais escondidos, dificultando novamente a distinção entre pilotos com carros iguais.</p>
<p>Foi então que, a partir de 2005, a FIA instituiu uma nova forma de identificação dos carros de cada equipe, utilizando as câmeras on-board localizadas acima do santo-antônio de cada carro, conhecidas como &#8220;T-Cams&#8221;. As regras e as cores variam desde então, mas a norma é: cada piloto de cada equipe tem uma câmera pintada de uma cor diferente.</p>
<p><div id="attachment_4362" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100330findia.jpg" rel="lightbox[4361]" title="As duas Force India, lado a lado. Liuzzi, com câmera amarela. Sutil, com a vermelha. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100330findia-300x199.jpg" alt="As duas Force India, lado a lado. Liuzzi, com câmera amarela. Sutil, com a vermelha. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)" title="As duas Force India, lado a lado. Liuzzi, com câmera amarela. Sutil, com a vermelha. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)" width="300" height="199" class="size-medium wp-image-4362" /></a><p class="wp-caption-text">As duas Force India, lado a lado. Liuzzi, com câmera amarela. Sutil, com a vermelha. <br />(Foto: Paul Gilham/Getty Images)</p></div>A regra vigente em 2010 é bem simples. Existem duas cores de câmeras: vermelhas e amarelas. As vermelhas são colocadas nos carros com a numeração mais baixa de cada equipe. Os companheiros com número mais alto, ganham câmeras amarelas. Na Ferrari, por exemplo, Felipe Massa (7) tem uma T-Cam vermelha. A de Fernando Alonso é amarela.</p>
<p>No GP da Austrália, muita discussão aconteceu em função de uma disputa entre Michael Schumacher e um carro da Virgin. O alemão ultrapassou por dentro e levou um belo &#8220;x&#8221; na retomada, numa manobra que foi creditada ao brasileiro Lucas di Grassi. O problema é que os narradores se enganaram. Basta ver qualquer foto ou frame para identificar que a microcâmera do carro envolvido tinha detalhes em vermelho, o que representa o alemão Timo Glock. A de Lucas Di Grassi é amarela. Logo, a disputa não foi com ele.</p>
<p>É um detalhe bastante simples, mas que faz toda a diferença. Abaixo, uma colinha com as cores das câmeras de todos os carros da F1 em 2010. Assim, se você quiser dar uma de bom para cima do Galvão Bueno na próxima corrida, estará bem escorado.</p>
<table width="100%" border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" bgcolor="#FFFFFF">
<tr>
<td bgcolor="#666666">
<table width="100%" border="0" cellspacing="1" cellpadding="4">
<tr>
<td bgcolor="#CCCCCC"><strong>Equipe</strong></td>
<td bgcolor="#CCCCCC"><strong>Câmera vermelha</strong></td>
<td bgcolor="#CCCCCC"><strong>Câmera amarela</strong></td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>McLaren</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />1 &#8211; Jenson Button</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />2 &#8211; Lewis Hamilton</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Mercedes</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />3 &#8211; Michael Schumacher</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />4 &#8211; Nico Rosberg</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Red Bull</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />5 &#8211; Sebastian Vettel</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />6 &#8211; Mark Webber</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Ferrari</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />7 &#8211; Felipe Massa</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />8 &#8211; Fernando Alonso</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Williams</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />9 &#8211; Rubens Barrichello</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />10 &#8211; Nico Hulkenberg</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Renault</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />11 &#8211; Robert Kubica</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />12 &#8211; Vitaly Petrov</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Force India</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />14 &#8211; Adrian Sutil</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />15 &#8211; Vitantonio Liuzzi</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Toro Rosso</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />16 &#8211; Sebastien Buemi</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />17 &#8211; Jaime Alguersuari</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Lotus</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />18 &#8211; Jarno Trulli</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />19 &#8211; Heikki Kovalainen</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Hispania</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />20 &#8211; Karun Chandhok</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />21 &#8211; Bruno Senna</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Sauber</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />22 &#8211; Pedro de la Rosa</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />23 &#8211; Kamui Kobayashi</td>
</tr>
<tr>
<td bgcolor="#FFFFFF"><strong>Virgin</strong></td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-v.jpg" width="50" height="25" />24 &#8211; Timo Glock</td>
<td bgcolor="#FFFFFF"><img src="/wp-content/uploads/2010/03/tcam-a.jpg" alt="" width="50" height="25" />25 &#8211; Lucas Di Grassi</td>
</tr>
</table>
</td>
</tr>
</table>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/03/detalhe-que-faz-a-diferenca/' addthis:title='Detalhe que faz a diferença '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Corridaça!</title>
		<link>http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/03/corridaca/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 18:41:28 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Box]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno Senna]]></category>
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		<category><![CDATA[Michael Schumacher]]></category>
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		<category><![CDATA[Sebastian Vettel]]></category>

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		<description><![CDATA[GP da Austrália foi a melhor corrida em muitos anos na F1. Ultrapassagens, acidentes, brigas até o fim. Button, oportunista, foi ao alto do pódio. <a href="http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/03/corridaca/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/03/corridaca/' addthis:title='Corridaça! '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="/wp-content/uploads/2010/03/20100328button.jpg"></p>
<p>A Fórmula 1 renasceu. Tudo aquilo que se esperava que o novo regulamento fosse proporcionar e não aconteceu no Bahrein apareceu em dose tripla na Austrália. Uma corrida antológica, com brigas do começo ao fim, com diferentes estratégias, recheada de ultrapassagens, disputas e acidentes.</p>
<p>É inegável que a chuva que caiu a poucos minutos da largada foi decisiva para trazer à corrida tantos ingredientes de emoção. Mas, de toda forma, a pista secou logo no começo e as brigas e ultrapassagens prosseguiram por todas as 58 voltas. </p>
<p>O GP da Austrália serviu para mostrar a FIA o total equívoco que é a obrigação do uso de dois compostos de pneus e de um pit stop por corrida. Se a chuva teve contribuição decisiva em todas as brigas foi principalmente por ter zerado essa regra absurda e permitido que diferentes estratégias fossem estabelecidas. Jenson Button, Robert Kubica e as Ferrari apostaram em apenas uma parada. Lewis Hamilton, Mark Webber e Nico Rosberg decidiram trocar de pneus duas vezes. Para eles não foi a melhor decisão, mas trouxe um molho todo especial à prova.</p>
<p><div id="attachment_4357" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100328largada.jpg" rel="lightbox[4353]" title="Button e Alonso se enroscam na largada. E sobrou para Schumacher. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100328largada-300x199.jpg" alt="Button e Alonso se enroscam na largada. E sobrou para Schumacher. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)" title="Button e Alonso se enroscam na largada. E sobrou para Schumacher. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)" width="300" height="199" class="size-medium wp-image-4357" /></a><p class="wp-caption-text">Button e Alonso se enroscam na largada. E sobrou para Schumacher. <br /> (Foto: Paul Gilham/Getty Images)</p></div>Tudo já ficou embaralhado na largada, quando Felipe Massa saltou de maneira esplêndida da quinta para a segunda posição na primeira curva. Sua arrancada foi impressionante, deixando todos na poeira (ou na água, se preferir). A encrenca ficou toda atrás de si, com Button e Alonso dividindo a curva com o espanhol levando a pior, rodando e carregando consigo Michael Schumacher, que entrou de gaiato na história e danificou seu aerofólio dianteiro. </p>
<p>Tanto Schumacher quanto Alonso caíram para o final do pelotão, enquanto Button não teve um prejuízo tão grande, caindo de quarto para sexto. Mas essa situação desconfortável foi decisiva para sua vitória. Como já não tinha mais tanto a perder, resolveu arriscar e foi o primeiro piloto a colocar pneus slick na pista úmida, na sexta volta. Apesar de ter saído da pista logo na primeira volta com pneus para seco, virou uma série de voltas mais rápidas na sequência. Ganhou a corrida ali.</p>
<p>Mas, àquela altura, o franco favorito era Sebastian Vettel, que largara na pole e vinha convincentemente na frente. Enquanto algumas posições se misturaram nas trocas de pneus &#8211; Massa caiu de segundo para quarto,  Button foi para segundo e Kubica pulou de quarto para terceiro -, o alemão da Red Bull manteve-se em primeiro lugar, até com alguma folga para o surpreendente Button. Até que sofreu sua segunda falha mecânica consecutiva quando liderava, tendo um problema de freios que travou sua roda dianteira direita. Vettel perdeu o controle do carro e ficou atolado na caixa de brita.</p>
<p><div id="attachment_4355" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100328hamweb.jpg" rel="lightbox[4353]" title="Webber e Hamilton protagonizaram os melhores momentos da corrida. (Foto:Ryan Pierse/Getty Images) "><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100328hamweb-300x163.jpg" alt="Webber e Hamilton protagonizaram os melhores momentos da corrida. (Foto:Ryan Pierse/Getty Images)" title="Webber e Hamilton protagonizaram os melhores momentos da corrida. (Foto:Ryan Pierse/Getty Images) " width="300" height="163" class="size-medium wp-image-4355" /></a><p class="wp-caption-text">Webber e Hamilton protagonizaram os melhores momentos da corrida. <br />(Foto:Ryan Pierse/Getty Images)</p></div>A sorte sorriu para Button, que passou a líder. Lewis Hamilton vinha numa corrida impressionante, assim como Mark Webber. Os dois realizaram diversas ultrapassagens, algumas antológicas, como a de Hamilton sobre o próprio Webber e Felipe Massa na briga pela quinta posição. Os dois se enroscaram logo depois e acabaram ficando para trás, fortalecendo a posição do brasileiro.</p>
<p>Felipe, por sinal, fez uma corrida inteligente. Cometeu poucos erros, não ultrapassou ninguém, era perseguido por todos. Em dados momentos, pareceu fazer uma corrida abaixo da média, mas foi só mais adiante que a explicação apareceu. O brasileiro poupava pneus para não precisar parar novamente, enquanto que os alucinados Hamilton e Webber davam show, despreocupados com seus compostos, já que parariam novamente.</p>
<p>Mesmo com os pneus desgastados, Massa segurou Alonso atrás de si a partir da metade da corrida, calando os conspiradores que já apontavam um favorecimento ao espanhol no GP do Bahrein. Lá atrás, depois da segunda troca de pneus, Hamilton e Webber vinham alucinados, seguidos por Nico Rosberg. Seus tempos de volta eram, em dados momentos, até dois segundos melhores que dos líderes. Inevitavelmente, colariam no pelotão principal. E colaram.</p>
<p>Mas, quando Hamilton apareceu na briga pela quarta posição, seu adversário era Fernando Alonso, osso duro de roer. O espanhol vendeu caro a ultrapassagem, mantendo o inglês atrás de si, sem chances de ultrapassar, por pelo menos dez voltas. E quando Lewis tentou dar o bote, a três voltas do fim, Alonso foi magistral. Defendeu-se limpamente, obrigou o inglês a uma freada forte e Webber, distraído, acertou a traseira do inglês da McLaren. Era o fim da briga. Hamilton conseguiu ainda voltar em sexto, enquanto que o australiano precisou de um pit stop extra para trocar a asa dianteira.</p>
<p><div id="attachment_4356" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100328kubica.jpg" rel="lightbox[4353]" title="Kubica, 2º com a Renault, foi impecável. (Foto: Lorenzo Bellanca/LAT Photographic/Divulgação Renault)"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100328kubica-300x173.jpg" alt="Kubica, 2º com a Renault, foi impecável. (Foto: Lorenzo Bellanca/LAT Photographic/Divulgação Renault)" title="Kubica, 2º com a Renault, foi impecável. (Foto: Lorenzo Bellanca/LAT Photographic/Divulgação Renault)" width="300" height="173" class="size-medium wp-image-4356" /></a><p class="wp-caption-text">Kubica, 2º com a Renault, foi impecável. <br />(Foto: Lorenzo Bellanca/LAT Photographic/Divulgação Renault)</p></div>Button, já disparado na frente, venceu com méritos. Robert Kubica, mesmo com um carro de potencial duvidoso como o da Renault, foi segundo colocado sem dar chances a ninguém. Andou no mesmo ritmo dos ponteiros e foi o grande destaque da prova. Felipe, com o terceiro lugar, tornou-se o único piloto a subir ao pódio nas duas corridas da temporada até aqui. Garante a segunda posição no mundial de pilotos e mostra que, se não foi brilhante, foi eficiente. E, ao final de 19 corridas, é isso o que vai importar.</p>
<p>Ficou claro que a Red Bull tem um grande carro, mas que ainda tem sérios problemas de confiabilidade. A Ferrari parece estar no meio-termo: tem um carro capaz de brigar pela ponta mais por sua resistência do que por sua velocidade. O que, no fim das contas, acaba sendo até mais importante.</p>
<p>Se, por terem um equipamento tão superior, Vettel e Webber deveriam ser favoritos, já estão um tanto para trás no campeonato e precisarão de recuperação. Tanta superioridade ainda não foi comprovada em resultados. Vettel soma apenas um quarto lugar e um abandono. O australiano foi ainda pior: um oitavo e um nono lugares. Muito pouco para quem tem carro sobrando.</p>
<p>A Ferrari aproveita e dispara na ponta. Alonso lidera o campeonato com 37 pontos, contra 33 de Felipe Massa. Graças à nova regra que valoriza as vitórias, Button já é o terceiro, com 31.</p>
<p>Mas alguém já deve estar se perguntando: e o Schumacher? Pois é. Por mais que deva ser dado a ele o desconto de quem regressa de uma aposentadoria, seu desempenho no Albert Park foi medíocre. Enquanto Alonso se recuperava dos problemas na largada com diversas ultrapassagens, o alemão ficou preso atrás do pouco cotado Jaime Alguersuari quase a corrida inteira. Foi ganhar a posição apenas nas voltas finais, e na sequência aproveitou para ultrapassar Pedro de la Rosa e garantir o décimo lugar. Muito pouco para Schumacher, é preciso admitir. Num domingo em que Button, Kubica, Hamilton, Vettel, Webber, Alonso e até Massa brilharam, ele ficou estranhamente apagado. A diferença de idade já estaria pesando?</p>
<p>Falando em idade, Rubens Barrichello foi outro que ficou um pouco aquém do esperado. Mestre na chuva, não largou bem, caiu do nono para o 11º lugar e fez uma corrida tão discreta quanto Schumacher. Foi oitavo. Seu companheiro Nico Hulkenberg, coitado, foi vítima de uma enorme panca de Kamui Kobayashi. Assim como já tinha ocorrido nos treinos livres, a asa dianteira da Sauber se soltou e o japonês virou passageiro. Na curva, pegou Hulk em cheio, no acidente mais espantoso da corrida. Felizmente, ninguém se machucou.</p>
<p>Entre os outros brasileiros, o mesmo de sempre. Lucas di Grassi teve problemas mecânicos com a Virgin, assim como Bruno Senna com a Hispania. Registro positivo para Karun Chandhok, companheiro de Bruno, que conseguiu arrastar-se com o carro da equipe espanhola até o final, chegando em 14º e último, cinco voltas atrás.</p>
<p>O legado do GP da Austrália de 2010 é extremamente positivo. Por mais que as circunstâncias da corrida não tenham sido normais, fica claro que, em traçados desafiadores e com pontos de ultrapassagem, poderemos ter belas corridas. Pena que semana que vem, na Malásia, deveremos ter outra corridinha sem-vergonha ao estilo Bahrein. A menos que lá caia o mesmo temporal que interrompeu a prova pela metade no ano passado. E, se é isso que garantirá outra corrida histórica, é pela chuva que torço.</p>
<p><strong>RESULTADO DO GP DA AUSTRÁLIA</strong><br />
<center><img src="/wp-content/uploads/2010/03/res_aus_2010.gif" title="Resultado do GP da Austrália 2010"></center></p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/03/corridaca/' addthis:title='Corridaça! '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>25 anos de GP da Austrália &#8211; parte final</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 21:07:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Em 14 corridas no Albert Park, dez vencedores campeões, diversos acidentes e algumas (poucas) zebras. <a href="http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/03/25-anos-de-gp-da-australia-parte-final/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/03/25-anos-de-gp-da-australia-parte-final/' addthis:title='25 anos de GP da Austrália &#8211; parte final '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de onze quase sempre emocionantes corridas em Adelaide, a Fórmula 1 trocou de ares na Austrália. Em 1996 a FIA transferiu a prova para Melbourne, no estado de Victoria. Mas a mudança não foi apenas de localização, mas também de calendário. Depois de encerrar o Mundial de F1 por onze anos consecutivos, a Austrália passava a abrir o campeonato. O que gerou uma situação inusitada: pela primeira vez na história da categoria, um mesmo GP aconteceu duas vezes consecutivas. Ao término do GP da Austrália de 1995 todos se disseram: boas férias, nos revemos ano que vem na&#8230; Austrália!</p>
<p>E a primeira corrida no Albert Park quase proporcionou o primeiro piloto-estreante vencedor em 35 anos.<br />
Desde 1961, quando Giancarlo Baghetti estreou na F1 com uma Ferrari no GP da França, um novato não ganhava seu primeiro GP na categoria. Jacques Villeneuve, campeão da Indy, chegou na F1 abafando e quase levou. Nos treinos de classificação, colocou seu companheiro de Williams Damon Hill no bolso e marcou a pole position. Na corrida, largou bem e manteve a ponta por praticamente toda a prova, até escapar da pista e danificar uma mangueira de óleo. Seu motor perdeu pressão e ele precisou reduzir a velocidade, entregando a vitória de bandeja a Hill. Ao fim do ano, o inglês se sagraria campeão, iniciando um novo marco do GP Australiano: desde então, o vencedor da prova quase sempre levou o título da temporada. Em apenas quatro ocasiões, de 14, isso não aconteceu: 1997, 1999, 2003 e 2005. Por essa informação, fica fácil deduzir que o maior vencedor do circuito é Michael Schumacher, quatro vezes.</p>
<p><div id="attachment_4336" class="wp-caption alignright" style="width: 172px"><a href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100325coulthard.jpg" rel="lightbox[4334]" title="Em 1997, Coulthard vence na estreia da McLaren prata (Foto: Pascal Rondeau/Allsport)"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100325coulthard-162x299.jpg" alt="Em 1997, Coulthard vence na estreia da McLaren prata (Foto: Pascal Rondeau/Allsport)" title="Em 1997, Coulthard vence na estreia da McLaren prata (Foto: Pascal Rondeau/Allsport)" width="162" height="299" class="size-medium wp-image-4336" /></a><p class="wp-caption-text">Em 1997, Coulthard vence na estreia da McLaren prata<br />(Foto: Pascal Rondeau/Allsport)</p></div>A zebra de 1997 foi David Coulthard, que ganhou a primeira corrida da McLaren com a pintura prateada da Mercedes. As Williams eram favoritas, mas Villeneuve envolveu-se em um acidente na largada e ficou de fora logo cedo. Seu companheiro Heinz-Harald Frentzen, que estreava na equipe, rodou no final, quando parecia ter carro para ultrapassar o escocês. A prova foi marcada também por um abandono curioso. Pelo traçado ser repleto de árvores, as comunicações de rádio não funcionavam muito bem no Albert Park. Jean Alesi, da Benetton, vinha bem e tinha um pódio quase garantido. Mas teve de abandonar a prova quando ficou completamente sem combustível. A equipe o chamava pelo rádio para reabastecer, mas ele não ouvia. Ficou a pé.</p>
<p>O mesmo problema de rádio trouxe uma certa controvérsia à corrida de 1998. Mika Hakkinen, da McLaren, dominou todo o fim de semana e liderava a prova à frente de seu companheiro Coulthard, até que entendeu errado uma comunicação de seu engenheiro e foi aos boxes num momento em que a equipe não estava preparada. Com a desaceleração e o limite de velocidade dos boxes, foi ultrapassado pelo escocês, que assumiu a ponta. Porém, a três voltas do fim, cedeu posição e devolveu a vitória a Hakkinen. Se fosse mais esperto, teria fingido um problema no rádio&#8230;</p>
<p>Problemas, aliás, não faltaram na corrida de 1999. Já na largada, algo inusitado: os dois motores Ford das duas Stewart, de Rubens Barrichello e Johnny Herbert, explodiram ao mesmo tempo, enquanto aguardavam no grid. As favoritas McLaren tiveram problemas mecânicos e Michael Schumacher não conseguiu alinhar para a segunda volta de apresentação, tendo que sair da última posição. Até que se recuperava bem, mas teve um pneu furado e acabou em oitavo e último lugar. O sobrevivente vitorioso foi Eddie Irvine, que herdou a primeira vitória de sua carreira. O irlandês brigaria pelo título daquele ano, depois que Schumacher quebrou a perna em Silverstone. Mas terminou só com o vice mesmo.</p>
<p><div id="attachment_4337" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100325fiscal.jpg" rel="lightbox[4334]" title="Villeneuve é retirado do carro após o acidente que matou fiscal (Foto: Robert Cianflone/Allsport)"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100325fiscal-300x197.jpg" alt="Villeneuve é retirado do carro após o acidente que matou fiscal (Foto: Robert Cianflone/Allsport)" title="Villeneuve é retirado do carro após o acidente que matou fiscal (Foto: Robert Cianflone/Allsport)" width="300" height="197" class="size-medium wp-image-4337" /></a><p class="wp-caption-text">Villeneuve é retirado do carro após o acidente que matou fiscal<BR>(Foto: Robert Cianflone/Allsport)</p></div>E foi em Melbourne, em 2001, que o alemão sofreu o mais assustador acidente de sua carreira, depois daquele de 1999. Nos treinos livres de sexta, ele perdeu o controle da Ferrari, rodou e capotou algumas vezes na área de escape, antes de parar na barreira de pneus. Felizmente, foi apenas um grande susto, ao contrário do que se sucederia no domingo. Jacques Villeneuve tentou uma ultrapassagem sobre a Williams de Ralf Schumacher, errou o cálculo e tocou a roda traseira do alemão. Saiu voando e bateu na mureta. Um dos pneus de sua BAR se soltou e atingiu um fiscal de pista, Graham Beveridge, que morreu. Por sinal, foi a última morte em uma corrida de F1 desde então.</p>
<p>De lá para cá, o Albert Park sediou várias corridas movimentadas e emocionantes, porém sem resultados muito especiais. A grande zebra, mesmo, aconteceu no ano passado, com a espetacular dobradinha da Brawn GP. Pela primeira vez em mais de 50 anos, uma equipe estreante vencia sua primeira corrida e ainda marcava o segundo lugar. Foi o prenúncio de um campeonato surpreendente, que fez de Jenson Button – o quase-desempregado – campeão mundial.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/03/25-anos-de-gp-da-australia-parte-final/' addthis:title='25 anos de GP da Austrália &#8211; parte final '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>25 anos de GP da Austrália &#8211; parte 2</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 04:19:43 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Adelaide]]></category>
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		<category><![CDATA[Nigel Mansell]]></category>

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		<description><![CDATA[Dois pilotos saíram da Adelaide como campeões: Alain Prost e Michael Schumacher. Mas as circunstâncias foram bem diferentes. <a href="http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/03/25-anos-de-gp-da-australia-parte-2/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/03/25-anos-de-gp-da-australia-parte-2/' addthis:title='25 anos de GP da Austrália &#8211; parte 2 '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se na maioria das vezes as corridas em Adelaide foram de certa forma uma celebração de fim de temporada, em duas ocasiões a situação foi um tanto diferente. O GP da Austrália decidiu dois títulos mundiais, em 1986 e 1994. Ambas decisões foram históricas, cada uma à sua maneira. Se em 1986 Alain Prost foi o campeão-azarão numa prova marcada por muitas alternativas e suspense até as voltas finais, em 1994 a corrida australiana foi marcada pela infâmia, com Michael Schumacher forçando um acidente com Damon Hill.</p>
<p><strong>Três no páreo e decisão surpreendente</strong></p>
<p>Nigel Mansell, Nelson Piquet e Alain Prost desembarcaram na Austrália com ambições de fechar o ano com um título mundial. O inglês era o franco favorito. Bastava um terceiro lugar, independentemente de qualquer outro resultado, para ser campeão. E, ainda que não fosse ao pódio, levaria o título da mesma forma, caso o vencedor não fosse nem Prost nem Piquet. O brasileiro, companheiro de Mansell na Williams, precisava da vitória a todo custo. E Prost, ainda que em segundo lugar no campeonato, era o menos cotado, já que sua McLaren-TAG Porsche não era páreo para as duas Williams-Honda.</p>
<p>Na classificação, já se pôde ter uma noção da vantagem da Williams. Mansell e Piquet formaram a primeira fila, virando tempos na casa de 1min18s. Prost foi quarto, mais de um segundo atrás. Seu companheiro, Keke Rosberg, foi apenas sétimo, a dois segundos das Williams. A situação não era nada favorável à McLaren. E justamente por isso, a equipe decidiu por uma estratégia ousada.</p>
<p>Rosberg foi escolhido como &#8220;coelho&#8221;. Não venceria, mas largaria mais leve e dispararia na frente de forma a forçar Piquet e Mansell a desgastarem seus equipamentos. Tudo começou conforme o script, com o finlandês ultrapassando todo mundo &#8211; é bom lembrar que era uma época em que ultrapassagens eram eventos normais &#8211; e assumindo a ponta. Piquet e Mansell começaram a forçar e o brasileiro foi o primeiro a se complicar, travando os freios e rodando. Caiu do segundo para o quarto lugar.</p>
<p>Mas, por um instante, pareceu que a estratégia do time de Ron Dennis fracassara. Alain Prost teve um pneu furado e foi obrigado a parar nos boxes. Despencou para a quarta posição e suas chances de título pareciam terminadas. Mas justamente o pneu furado foi seu grande aliado.</p>
<p>Aqui cabe um parêntese. Duas semanas antes, no México, a Goodyear protagonizou um fiasco ao ver suas equipes obrigadas a duas paradas para trocas de pneus por seus compostos não aguentarem as ondulações do circuito Hermanos Rodriguez. Gerhard Berger, com uma Benetton &#8211; equipe estreante &#8211; calçada com pneus mais resistentes da concorrente Pirelli, conseguiu uma vitória surpreendente. Fecha parêntese.</p>
<p>Preocupada com o fracasso no México, a Goodyear prometeu novos compostos para o GP da Austrália que, em sua avaliação, seriam resistentes o suficiente para garantir uma corrida inteira sem trocas. Como ninguém iria parar, Prost estava, de fato, ferrado. Mas não foi bem assim.</p>
<p>Cerca de trinta voltas depois, já no terço final de corrida, o coelho Rosberg encostou e abandonou. Em um primeiro momento, imaginava-se pane seca, já que o finlandês vinha num ritmo alucinante a corrida toda. Mas não: o motivo fora um pneu furado. Dados os problemas de pneus nas duas McLaren, era de se esperar que os compostos da Goodyear não fossem assim tão resistantes. Mas, mesmo assim, a Williams confiou na palavra do fornecedor e não mandou nem Piquet nem Mansell pararem. Erro fatal.</p>
<p><div id="attachment_4328" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100324prost.jpg" rel="lightbox[4324]" title="Prost comemora o bi logo após cruzar a linha (Foto: Tony Feder/Allsport)"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100324prost-300x185.jpg" alt="Prost comemora o bi logo após cruzar a linha (Foto: Tony Feder/Allsport)" title="Prost comemora o bi logo após cruzar a linha (Foto: Tony Feder/Allsport)" width="300" height="185" class="size-medium wp-image-4328" /></a><p class="wp-caption-text">Prost comemora o bi logo após cruzar a linha <br />(Foto: Tony Feder/Allsport)</p></div>O inglês, que vinha em segundo lugar e tinha o título nas mãos, viu seu pneu traseiro esquerdo explodir em plena reta, a 300km/h. Felizmente, conseguiu controlar o carro e evitou um grave acidente, mas o título já estava perdido. Com o abandono de Mansell, Piquet passou a liderar a prova, com Prost em segundo. Porém, preocupada com o estado dos pneus do brasileiro, considerando que ele já havia travado rodas e rodado, a equipe o orientou a parar nos boxes para uma troca. Assim, a menos de 20 voltas para o fim, Prost assumiu a liderança rumo a seu segundo título mundial.</p>
<p>Piquet ainda reduziu a diferença, mas já era tarde. Nem mesmo um problema no medidor de combustível, que a duas voltas do fim passou a sinalizar que não havia mais gasolina no tanque, tirou o título de Prost. O francês não reduziu o ritmo e preferiu correr o risco de uma pane seca. Saiu de Adelaide campeão. Desceu do carro logo depois de cruzar a linha de chegada, saltando de alegria. Um grande momento.</p>
<p><strong>Triste fim de uma temporada infame</strong></p>
<p>Já em 1994, a situação foi completamente diferente. A temporada foi marcada por uma série trágica de acidentes, sendo que dois produziram vítimas fatais: Ayrton Senna e Roland Ratzenberger. O campeonato apresentou uma liderança folgada de Michael Schummacher, que ganhou seis das sete primeiras corridas. Porém, uma série de desavenças entre a FIA e a equipe Benetton, acusada de utilizar dispositivos ilegais em seus carros. As acusações nunca ficaram provadas, mas mesmo assim a FIA fez &#8220;justiça com as próprias mãos&#8221; ao desclassificar Schumacher de duas corridas e proibi-lo de disputar outras duas. O alemão até mereceu a desclassificação no GP da Inglaterra, mas o restante das punições pareceram um tanto exageradas. Era uma tentativa atrapalhada de salvar um campeonato manchado por mortes, trapaças e controvérsias.</p>
<p>Com tapetão, a decisão do título acabou ficando para a última corrida. Michael Schumacher chegou à Austrália líder, mas apenas um ponto à frente de Damon Hill, da Williams. Assim, quem chegasse à frente nas primeiras posições seria o campeão, num briga direta, homem a homem.</p>
<p>A pole position ficou com Nigel Mansell, que substituía Senna na Williams, com Schumacher em segundo e Hill em terceiro. Depois de dois anos na Indy, o Leão havia se acostumado com largadas lançadas e não partiu bem quando surgiu o sinal verde. Caiu para quinto, deixando a briga na ponta para os dois postulantes ao título. Schumacher saltou na frente, com Hill em segundo. </p>
<p><div id="attachment_4329" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100324schumacher.jpg" rel="lightbox[4324]" title="Schumacher joga seu carro sobre Hill para ser campeão (Foto: Reprodução/Adrivo.com)"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100324schumacher-300x180.jpg" alt="Schumacher joga seu carro sobre Hill para ser campeão (Foto: Reprodução/Adrivo.com)" title="Schumacher joga seu carro sobre Hill para ser campeão (Foto: Reprodução/Adrivo.com)" width="300" height="180" class="size-medium wp-image-4329" /></a><p class="wp-caption-text">Schumacher joga seu carro sobre Hill para ser campeão <br />(Foto: Reprodução/Adrivo.com)</p></div>Embora não tenha havido uma tentativa de ultrapassagem, Hill vinha marcando Schumacher de perto. Até o pit stop fizeram juntos, era mesmo uma marcação homem a homem. Quando começaram a negociar ultrapassagens com retardatários, o alemão conseguiu abrir alguma vantagem. Porém, errou na 35ª de 81 voltas. Deixou sua Benetton escapar, bateu com a roda dianteira numa mureta de proteção e voltou à pista atordoado. Damon Hill, que viu Schumacher voltando à pista depois de uma escapada, achou que aquela era a sua grande chance e colocou por dentro para ultrapassar. Ao ver que não teria como segurar o inglês, Schumacher apelou. Jogou sua Benetton sobre o carro de Hill, forçando o abandono de ambos.</p>
<p>Foi um título constrangido, o primeiro da carreira vitoriosa de Schumacher, e talvez o que mais prejudicou sua imagem. A canalhice que fez foi aprendida na cartilha de seus professores, Alain Prost e Ayrton Senna. Mas o problema é que na época Michael era apenas um talentoso piloto buscando provar que poderia ser campeão. Senna e Prost foram sujos quando já gozavam da fama de super-heróis, um momento no qual barbaridades são vistas com certa condescendência. Schumacher não tinha um passado que o absolvesse, mas o futuro se encarregou de lhe fazer justiça.</p>
<p>Amanhã, a parte final do especial, com os GPs disputados no Albert Park.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/03/25-anos-de-gp-da-australia-parte-2/' addthis:title='25 anos de GP da Austrália &#8211; parte 2 '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded>
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		<title>25 anos de GP da Austrália &#8211; parte 1</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Mar 2010 02:55:06 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Especial capellesco sobre a corrida australiana começa com algumas histórias das provas festivas em Adelaide. <a href="http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/03/25-anos-de-gp-da-australia-parte-1/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/03/25-anos-de-gp-da-australia-parte-1/' addthis:title='25 anos de GP da Austrália &#8211; parte 1 '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A história dos Grandes Prêmios da Austrália válidos pelo Mundial de Fórmula 1 começa há exatos 25 anos. Não que antes nunca tenha havido corridas na terra dos aborígenes, mas o fato é que as provas de F1 lá realizadas anteriormente aconteceram como corridas extra-oficiais, sendo algumas delas válidas pela Tasman Series. Mas isso já dá outro post.</p>
<p>A Austrália entrou pra valer no mapa da categoria a partir de 1985, quando o circuito urbano de Adelaide passou a sediar a corrida, sempre a última da temporada. Lá aconteceram 11 Grandes Prêmios até 1995, quando as características da prova australiana mudaram por completo. Passou do final para o começo do calendário e trocou as ruas de Adelaide pelo traçado dentro de um parque em Melbourne.</p>
<p>A série de três posts que se inicia hoje conta diferentes momentos do GP oceânico. O primeiro, fala de algumas divertidas corridas &#8211; quase que recreativas -, que marcaram o encerramento de várias temporadas. Amanhã, o post será sobre as duas decisões de título que lá aconteceram, em 1986 e 1994. E na quarta-feira, um pouco da história mais recente, com algumas corridas já disputadas no Albert Park.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p><strong>Tempo de confraternização</strong></p>
<p>Cidade litorânea ao sul da Austrália, Adelaide quase sempre sediou corridas mais relaxadas, uma espécie de confraternização de fim de ano. Não por acaso: todos os GPs lá disputados encerraram as temporadas, sendo que nove dos onze aconteceram já com o título do campeonato definido. Assim, as equipes e pilotos dirigiam-se à Oceania para quase que celebrar o ano que passou e engatar um início de férias num lugar agradável à beira-mar.</p>
<p>O clima festivo proporcionou corridas bastante diferentes. Para se ter uma ideia, Ayrton Senna correu no sacrifício em 1988, logo após ser campeão no Japão, por ter machucado o pulso jogando futebol na véspera do GP. Algo impensável durante a tensão normal de uma temporada.</p>
<p>São situações como essas que ajudam a explicar como, em nove corridas que ocorreram nessas condições, apenas uma vez o campeão da temporada venceu. Foi em 1991, quando Senna ganhou a mais curta corrida da história da Fórmula 1, que durou apenas 14 voltas. O temporal foi tamanho que a prova foi interrompida logo cedo e os pontos, contados pela metade.</p>
<p>Na prova de estreia, em 1985, Keke Rosberg deu show e conquistou sua última vitória na F1. Mas o show mesmo foi de Ayrton Senna, que fez uma espécie de corrida circense. Saltou por sobre zebras, perdeu o aerofólio dianteiro de sua Lotus e deu até um passeio por baixo das arquibancadas temporárias. Depois de castigar tanto seu carro, abandonou com problemas mecânicos, como era de se esperar. </p>
<p><div id="attachment_4319" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100322berger.jpg" rel="lightbox[4317]" title="Berger bate de propósito em Arnoux. (Foto: Reprodução/Forix)"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100322berger-300x222.jpg" alt="Berger bate de propósito em Arnoux. (Foto: Reprodução/Forix)" title="Berger bate de propósito em Arnoux. (Foto: Reprodução/Forix)" width="300" height="222" class="size-medium wp-image-4319" /></a><p class="wp-caption-text">Berger bate de propósito em Arnoux. <br />(Foto: Reprodução/Forix)</p></div>Três anos depois, um outro abandono, mas premeditado. Gerhard Berger sabia que sua Ferrari não tinha a menor chance na corrida. O motor consumia muito combustível e, à época, o reabastecimento era proibido. Para chegar ao final, precisaria andar lentamente. Como a corrida já não valia mais nada mesmo, resolveu dar show. Saiu com pouca gasolina e foi para o ataque. Ultrapassou as imbatíveis McLaren de Senna e Prost e disparou na ponta. Até que encontrou o retardatário René Arnoux. Viu ali a chance de um grand-finale: jogou seu carro por dentro e forçou uma batida com o francês. Como o piloto da Ligier era maluco e fechava todo mundo mesmo, ninguém desconfiou que tivesse sido um acidente premeditado. E Berger saiu de Adelaide como o herói do dia. E Arnoux, coitado, foi o retardatário vilão da vez.</p>
<p><strong>Climão nos bastidores e corrida espetacular</strong></p>
<p>Mas poucos GPs da Austrália foram mais empolgantes do que a edição de 1990, que entrou para a história como a 500ª corrida da história da F1. Senna e Prost brigaram pelo título até o GP do Japão, que encerrou a disputa com o infame acidente entre ambos na largada. Na Austrália, duas semanas depois, o clima ainda era péssimo. O brasileiro discutiu rispidamente com o tricampeão Jackie Stewart durante uma entrevista, com o escocês batendo firme na questão da falta de desportividade demonstrada em Suzuka. Prost, furioso, negou-se a posar para uma foto comemorativa ao lado dos campeões mundiais vivos lá reunidos, só para não ficar perto de Senna.</p>
<p>Na pista, no entanto, não houve faíscas entre eles. Ayrton largou na pole, disparou na frente e não tomou conhecimento de Prost na prova. Rumava para uma vitória até tranqüila, até que sofreu um problema de freios, bateu na barreira de pneus e abandonou. Nigel Mansell, com a Ferrari, assumiu a liderança e parecia vencer com tranqüilidade, até ser surpreendido pela zebra Nelson Piquet. Sua Benetton, ainda que tivesse vencido no Japão, não era o carro mais competitivo e dificilmente ganharia uma corrida com McLarens e Ferraris na pista. Mas Piquet elaborou uma estratégia de não trocar pneus e surpreendeu o piloto inglês. Manteve-se à frente com dificuldade, enquanto Mansell vinha rápido com pneus novos. Na última volta, o Leão tentou o bote por dentro na curva mais fechada do circuito, a poucos metros do final. Sem medo, Piquet fechou a porta e, por milímetros, os dois não se chocaram. Vitória do brasileiro, na chegada mais emocionante de todos os GPs da Austrália.</p>
<p><div id="attachment_4320" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><a href="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100322podio.jpg" rel="lightbox[4317]" title="Senna e Prost fazem as pazes. (Foto: Reprodução/Adrivo.com)"><img src="http://www.blogdocapelli.com.br/wp-content/uploads/2010/03/20100322podio-300x152.jpg" alt="Senna e Prost fazem as pazes. (Foto: Reprodução/Adrivo.com)" title="Senna e Prost fazem as pazes. (Foto: Reprodução/Adrivo.com)" width="300" height="152" class="size-medium wp-image-4320" /></a><p class="wp-caption-text">Senna e Prost fazem as pazes. <br />(Foto: Reprodução/Adrivo.com)</p></div><strong>A reconciliação de dois grandes nomes</strong></p>
<p>Se por um lado a corrida de 1990 viu o auge da inimizade entre Senna e Prost, três anos depois Adelaide foi palco da reconciliação dos dois campeões. O francês se despedia da Fórmula 1, enquanto que o brasileiro dava adeus à McLaren. Numa prova histórica, a vitória foi de Senna, com Prost em segundo. Na garagem, depois de anos de frieza e inimizade, Ayrton estendeu a mão a Alain e ambos trocaram um cordial cumprimento. No pódio, Senna ergueu algumas vezes o braço de Prost, campeão daquela temporada, como que num reconhecimento público da importância que o francês teve em sua carreira e na história da categoria. Foi a última vitória de Senna e o capítulo final de um dos maiores – e mais controversos – duelos da história da F1.</p>
<p>Mas em 1989, por exemplo, a corrida foi tensa. Logo após o polêmico GP do Japão, o qual Senna venceu mas foi desclassificado depois de um acidente com Prost, o título já estava decidido em favor do francês. Porém, Senna e a McLaren aguardavam julgamento de um recurso e esperavam vencer em Adelaide para que o título trocasse de mãos no tapetão. No dia da corrida, um temporal desabou sobre o circuito, deixando a pista absolutamente sem condições. Enquanto a maioria dos pilotos se organizava para evitar a largada, Ayrton Senna era um dos poucos que permanecia no cockpit aguardando a volta de apresentação. A direção de prova autorizou o início das atividades assim mesmo, com vários pilotos percorrendo o grid a pé. A largada, com nem todo mundo alinhado ainda – vários carros ainda estavam em volta de apresentação -, foi uma zona. Tanto que, logo depois, foi anulada. Alain Prost, que havia largado da primeira vez, recolheu-se aos boxes na primeira passagem e não voltou para a segunda partida. Senna largou de novo, manteve-se na ponta mas acabou abandonando depois de um acidente com Martin Brundle. O brasileiro não viu a Brabham do inglês por causa da forte chuva e acertou-lhe em plena reta. Foi o fim do sonho do título, ainda que pelas vias judiciais. A vitória foi do correto Thierry Boutsen, com a Williams. Sua segunda vitória na carreira, a segunda sob forte chuva.</p>
<p><strong>Adelaide se despede com corrida maluca</strong></p>
<p>A despedida de Adelaide aconteceu em 1995. Melbourne passaria a sediar o GP da Austrália a partir do ano seguinte e a corrida aconteceu sob um clima esquisito. Mika Hakkinen sofrera um acidente nos treinos de sexta-feira e estava em coma no hospital. Michael Schumacher, já bicampeão, despedia-se da Benetton e sofreu um acidente com Jean Alesi, que o substituiria na equipe italiana. David Coulthard, que liderava a prova, bateu na mureta dos boxes quando faria seu primeiro pit stop. Praticamente todo mundo foi abandonando e o caminho ficou livre para Damon Hill, que ganhou com duas voltas de vantagem para o segundo colocado, o francês Olivier Panis, que disputou as últimas voltas com o motor Mugen-Honda de sua Ligier soltando fumaça para todo lado. O pódio foi completado por Gianni Morbidelli com a Arrows, ele que só voltou a correr porque o dinheiro de seu substituto, Max Papis, tinha terminado. Foi uma despedida bastante inusitada para um dos circuitos mais divertidos da Fórmula 1.</p>
<div class="addthis_toolbox addthis_default_style " addthis:url='http://blogdocapelli.warmup.com.br/2010/03/25-anos-de-gp-da-australia-parte-1/' addthis:title='25 anos de GP da Austrália &#8211; parte 1 '  ><a class="addthis_button_facebook_like" fb:like:layout="button_count"></a><a class="addthis_button_tweet"></a><a class="addthis_button_google_plusone" g:plusone:size="medium"></a><a class="addthis_counter addthis_pill_style"></a></div>]]></content:encoded>
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