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Red Bull iguala marca que durava onze anos

Com a pole position obtida hoje com Mark Webber, a equipe Red Bull atingiu uma marca que não acontecia na Fórmula 1 desde 1999. É a primeira vez em onze anos que uma equipe crava cinco poles seguidas no começo do campeonato. O último time a atingir tal feito foi a McLaren, que conseguiu cinco poles no começo da temporada de 1999, todas com Mika Hakkinen.

O recorde absoluto de poles consecutivas desde o começo da temporada é da Williams, que em 1993 conseguiu largar na frente 15 vezes seguidas. A equipe só perdeu uma pole, justamente na última corrida do ano, para a McLaren de Ayrton Senna. De lá pra cá, quem chegou mais perto disso foi a McLaren, com nove poles seguidas na largada do campeonato de 1998, com Mika Hakkinen e David Coulthard.

Não por acaso, todas estas marcas passam por um mesmo nome: Adrian Newey. É dele o projeto de todos estes carros, da Williams de 1993 à Red Bull atual.

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25 anos de GP da Austrália – parte final

Depois de onze quase sempre emocionantes corridas em Adelaide, a Fórmula 1 trocou de ares na Austrália. Em 1996 a FIA transferiu a prova para Melbourne, no estado de Victoria. Mas a mudança não foi apenas de localização, mas também de calendário. Depois de encerrar o Mundial de F1 por onze anos consecutivos, a Austrália passava a abrir o campeonato. O que gerou uma situação inusitada: pela primeira vez na história da categoria, um mesmo GP aconteceu duas vezes consecutivas. Ao término do GP da Austrália de 1995 todos se disseram: boas férias, nos revemos ano que vem na… Austrália!

E a primeira corrida no Albert Park quase proporcionou o primeiro piloto-estreante vencedor em 35 anos.
Desde 1961, quando Giancarlo Baghetti estreou na F1 com uma Ferrari no GP da França, um novato não ganhava seu primeiro GP na categoria. Jacques Villeneuve, campeão da Indy, chegou na F1 abafando e quase levou. Nos treinos de classificação, colocou seu companheiro de Williams Damon Hill no bolso e marcou a pole position. Na corrida, largou bem e manteve a ponta por praticamente toda a prova, até escapar da pista e danificar uma mangueira de óleo. Seu motor perdeu pressão e ele precisou reduzir a velocidade, entregando a vitória de bandeja a Hill. Ao fim do ano, o inglês se sagraria campeão, iniciando um novo marco do GP Australiano: desde então, o vencedor da prova quase sempre levou o título da temporada. Em apenas quatro ocasiões, de 14, isso não aconteceu: 1997, 1999, 2003 e 2005. Por essa informação, fica fácil deduzir que o maior vencedor do circuito é Michael Schumacher, quatro vezes.

Em 1997, Coulthard vence na estreia da McLaren prata (Foto: Pascal Rondeau/Allsport)

Em 1997, Coulthard vence na estreia da McLaren prata
(Foto: Pascal Rondeau/Allsport)

A zebra de 1997 foi David Coulthard, que ganhou a primeira corrida da McLaren com a pintura prateada da Mercedes. As Williams eram favoritas, mas Villeneuve envolveu-se em um acidente na largada e ficou de fora logo cedo. Seu companheiro Heinz-Harald Frentzen, que estreava na equipe, rodou no final, quando parecia ter carro para ultrapassar o escocês. A prova foi marcada também por um abandono curioso. Pelo traçado ser repleto de árvores, as comunicações de rádio não funcionavam muito bem no Albert Park. Jean Alesi, da Benetton, vinha bem e tinha um pódio quase garantido. Mas teve de abandonar a prova quando ficou completamente sem combustível. A equipe o chamava pelo rádio para reabastecer, mas ele não ouvia. Ficou a pé.

O mesmo problema de rádio trouxe uma certa controvérsia à corrida de 1998. Mika Hakkinen, da McLaren, dominou todo o fim de semana e liderava a prova à frente de seu companheiro Coulthard, até que entendeu errado uma comunicação de seu engenheiro e foi aos boxes num momento em que a equipe não estava preparada. Com a desaceleração e o limite de velocidade dos boxes, foi ultrapassado pelo escocês, que assumiu a ponta. Porém, a três voltas do fim, cedeu posição e devolveu a vitória a Hakkinen. Se fosse mais esperto, teria fingido um problema no rádio…

Problemas, aliás, não faltaram na corrida de 1999. Já na largada, algo inusitado: os dois motores Ford das duas Stewart, de Rubens Barrichello e Johnny Herbert, explodiram ao mesmo tempo, enquanto aguardavam no grid. As favoritas McLaren tiveram problemas mecânicos e Michael Schumacher não conseguiu alinhar para a segunda volta de apresentação, tendo que sair da última posição. Até que se recuperava bem, mas teve um pneu furado e acabou em oitavo e último lugar. O sobrevivente vitorioso foi Eddie Irvine, que herdou a primeira vitória de sua carreira. O irlandês brigaria pelo título daquele ano, depois que Schumacher quebrou a perna em Silverstone. Mas terminou só com o vice mesmo.

Villeneuve é retirado do carro após o acidente que matou fiscal (Foto: Robert Cianflone/Allsport)

Villeneuve é retirado do carro após o acidente que matou fiscal
(Foto: Robert Cianflone/Allsport)

E foi em Melbourne, em 2001, que o alemão sofreu o mais assustador acidente de sua carreira, depois daquele de 1999. Nos treinos livres de sexta, ele perdeu o controle da Ferrari, rodou e capotou algumas vezes na área de escape, antes de parar na barreira de pneus. Felizmente, foi apenas um grande susto, ao contrário do que se sucederia no domingo. Jacques Villeneuve tentou uma ultrapassagem sobre a Williams de Ralf Schumacher, errou o cálculo e tocou a roda traseira do alemão. Saiu voando e bateu na mureta. Um dos pneus de sua BAR se soltou e atingiu um fiscal de pista, Graham Beveridge, que morreu. Por sinal, foi a última morte em uma corrida de F1 desde então.

De lá para cá, o Albert Park sediou várias corridas movimentadas e emocionantes, porém sem resultados muito especiais. A grande zebra, mesmo, aconteceu no ano passado, com a espetacular dobradinha da Brawn GP. Pela primeira vez em mais de 50 anos, uma equipe estreante vencia sua primeira corrida e ainda marcava o segundo lugar. Foi o prenúncio de um campeonato surpreendente, que fez de Jenson Button – o quase-desempregado – campeão mundial.

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Pintou o favorito?

Foto: Divulgação/Brawn

Foto: Divulgação/Brawn

Com duas vitórias nas duas primeiras corridas da temporada, Jenson Button lidera o campeonato mundial de pilotos, a bordo da surpreendente Brawn Mercedes. E se uma escrita histórica for levada em consideração, ignorando as circunstâncias, o britânico desponta como favorito ao título de 2009.

Em todos os campeonatos realizados de 1950 a 2008, em 16 ocasiões um mesmo piloto ganhou as duas primeiras etapas da temporada. E em apenas quatro delas este mesmo piloto não terminou o ano como campeão. A última vez em que o vencedor inicial não levou o caneco foi há 27 anos, em 1982, quando Alain Prost despontou com a Renault, mas não conseguiu pontuar nas sete corridas seguintes e terminou o ano apenas em quarto lugar.

Confira abaixo quem venceu as duas primeiras provas até hoje. Entre parêntesis, sua classificação final no campeonato.

1953 - Alberto Ascari (1º) *
1954 - Juan Manuel Fangio (1º) *
1957 - Juan Manuel Fangio (1º)
1969 - Jackie Stewart (1º)
1973 - Emerson Fittipaldi (2º)
1976 - Niki Lauda (2º)
1979 - Jacques Laffite (4º)
1982 - Alain Prost (4º)
1991 - Ayrton Senna (1º)
1992 - Nigel Mansell (1º)
1994 - Michael Schumacher (1º)
1996 - Damon Hill (1º)
1998 - Mika Hakkinen (1º)
2000 - Michael Schumacher (1º)
2001 - Michael Schumacher (1º)
2004 - Michael Schumacher (1º)
2009 - Jenson Button (?)

* Em 1953 e 1954, o GP de Indianápolis foi a segunda etapa da temporada, mas nenhum dos pilotos que disputavam regularmente o campeonato participavam da corrida. Assim, foram consideradas a primeira e terceira provas.

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Massa iguala feito de Mika Hakkinen

Foto: Divulgação McLaren

Foto: Divulgação McLaren

Com a pole position conquistada hoje para o GP do Brasil, Felipe Massa tornou-se o primeiro piloto, desde Mika Hakkinen, a largar em primeiro em Interlagos por três anos consecutivos. O finlandês da McLaren fez a pole nos GPs do Brasil de 1998, 1999 e 2000. Felipe, em 2006, 2007 e 2008.

O recorde de poles consecutivas no Brasil, porém, pertence a Ayrton Senna. O brasileiro largou na frente por quatro edições seguidas, de 1988 a 1991. Neste período, entretanto, duas corridas aconteceram em Jacarepaguá e duas em Interlagos.

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O choro é livre

O destino foi cruel com Felipe Massa ao final do GP da Hungria, tirando de suas mãos uma vitória certa a apenas três voltas do fim. A reação do piloto, de profunda decepção e incredulidade, foi captada pelas câmeras do autódromo. A transmissão, contudo, não exibiu a cena mais tocante, testemunhada apenas por quem estava no pit lane de Hungaroring: as lágrimas do piloto, chorando copiosamente dentro do capacete.

Mas o choro de Felipe não é inédito, nem desabonante. Nos últimos anos, em pelo menos três ocasiões pilotos transformaram sua decepções em lágrimas, diante dos olhos do mundo todo.

Em 1999, Mika Hakkinen liderava o GP da Itália e caminhava firme rumo ao bicampeonato mundial. Até que errou na Variante del Rettifilo ao colocar o motor em ponto morto sem querer, saiu rodando e deu adeus à corrida. O finlandês saiu do carro furioso, jogou o volante longe, mas depois escondeu-se atrás de arbustos para chorar. A câmera do helicóptero flagrou a cena, assim como fotógrafos que estavam próximos. Hakkinen buscou certa privacidade, sem sucesso. No entanto, reuniu forças para recuperar-se e terminou o ano como bicampeão.

Na mesma temporada, logo na corrida seguinte, Luca Badoer protagonizou outra imagem tocante. O italiano vinha num honroso quarto lugar com uma Minardi, pior carro daquela temporada, no GP da Europa. A 13 voltas do fim, seu motor quebrou. Badoer desceu do carro e pôs-se a chorar, sabendo que tinha acabado de perder o melhor resultado de sua carreira. O italiano encerrou sua participação como piloto titular na F1 ao final daquele ano e levou consigo uma marca bastante negativa. É, até hoje, quem mais GPs disputou – 48 – sem obter sequer um ponto.

No ano passado, Sebastian Vettel foi o chorão da vez. Era terceiro colocado com a Toro Rosso no dilúvio do Monte Fuji, até que distraiu-se após uma travada do líder Lewis Hamilton durante um período de Safety Car. Acertou a traseira de Mark Webber, segundo colocado, eliminando ambos da corrida. Recolheu seu carro aos boxes e desabou em lágrimas. Mas a reação veio rápido. Na prova seguinte, na China, chegou num brilhante quarto lugar.

Resta saber como Felipe Massa lidará com tal frustração. Se tiver o mesmo espírito de Hakkinen e Vettel, dará a volta por cima e rumará ao título mundial. Se deixar-se abater, corre o risco de ter visto passivamente o bonde do sucesso passar, tal qual ocorreu com Badoer.

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Do Baú: Lotus provisória


Em fins de 1990, acalerava-se o processo de degradação da outrora grande equipe Lotus. A tabageira R.J. Reynolds, patrocinadora histórica do time e detentora das marcas John Player Special e Camel, anunciava que estava de muda para Williams e Benetton. Com a perda de praticamente todo o seu orçamento, já abalado com a saída da Honda dois anos antes, a Lotus já não tinha mais marcas para exibir em seus carros.

E foi com um modelo assim, limpo de logotipos, que Mika Hakkinen fez seus primeiros testes na equipe, visando sua temporada de estréia na Fórmula 1, em 1991. No carro provisório ainda predominava o amarelo Camel, mas agora com faixas verdes. Pouco depois, a Lotus fez fotos de lançamento com um carro todo verde, no melhor estilo British Green, mas iniciou a temporada com uma pintura predominantemente branca, com detalhes em verde.

A partir de então, a Lotus foi minguando cada vez mais, até ser extinta ao término da temporada de 1994.

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Do Baú: Hakkinen na Benetton


Fabio Mandrake e Alex Grünwald enviaram esta, que julgo ser o primeiro teste de Mika Hakkinen com um carro de Fórmula 1.

Foi em 1989, quando o finlandês ainda disputava a Fórmula 3 inglesa. O carro que ele guia é um Benetton B188, que foi de Alessandro Nannini em 1988. Alguém sabe de mais detalhes?

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Do Baú: Alliot na McLaren


O francês Philippe Alliot participou de nove temporadas da Fórmula 1, tendo sempre guiado carros ruins. RAM, Ligier e Larrousse foram algumas das equipes do esforçado piloto, que nunca conseguiu na vida coisa melhor do que um quinto lugar.

Mas, pelo menos por um dia, Alliot teve o gostinho de guiar um carro de ponta. Foi em 1994, no GP da Hungria, quando foi convidado para substituir Mika Hakkinen ao volante da McLaren Peugeot.

O finlandês estava ausente por ter levado um gancho da FIA, em razão de seus freqüentes acidentes. No GP da Inglaterra, Hakkinen envolveu-se em um toque com Rubens Barrichello na última volta da corrida, quando brigava pela quarta posição. Na ocasião, tanto ele quanto o brasileiro foram punidos por conduta perigosa e pegaram uma corrida de suspensão, com direito a sursis. Porém, na etapa seguinte, na Alemanha, o finlandês provocou uma grande carambola na largada, eliminando-se da corrida e levando pelo menos mais cinco concorrentes com ele.

Como cumpria sursis, a FIA automaticamente o suspendeu da etapa seguinte, entrando Alliot em seu lugar. É curioso observar que, em 1994, a entidade foi mais rigorosa do que nunca. Suspendeu Hakkinen de uma corrida, Michael Schumacher de duas e Eddie Irvine de três. Não há registros de tantas punições em outras temporadas.

Sobre a corrida de Alliot: largou em 14º e abandonou na 21ª volta, quando era apenas 13º. Nada de excepcional. Aliás, foi a penúltima prova da carreira do francês. Duas semanas depois, ele assumia o cockpit de Olivier Beretta na Larrousse para disputar o GP da Bélgica. Foi a última vez em que guiou um F1.

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Do Baú: Hakkinen na Arrows


E esta é a nova seção que estréia hoje no Blog do Capelli: “Do Baú”. Descaradamente inspirada nas “moscas blancas” do amigo Pandini, o objetivo é relembrar de combinações não usuais na F1. Pilotos em carros que não correram (ou correram muito pouco), pinturas diferentes, capacetes diferentes, tudo aquilo que não se acostumou a ver no automobilismo. Maluquices que fui coletando nestes anos todos de Internet, além de scans de revistas e livros do baú capellesco.

E a primeira imagem faz jus ao nome da seção: Mika Hakkinen ao volante de uma Arrows/Footwork Mugen-Honda FA14, de 1993. Você deve estar pensando que é uma montagem, ou que o Capelli tá maluco. Afinal, o finlandês nunca esteve cotado e nem foi contratado pela Arrows algum dia. É tudo verdade, maluco eu sou mesmo, mas não é montagem. Ele fez um teste pela equipe, sim.

O fato ocorreu em junho de 1993, no circuito de Silverstone. À época, Hakkinen era piloto de testes da McLaren (os titulares eram Ayrton Senna e Michael Andretti) e a equipe inglesa havia vendido sua tecnologia de suspensão ativa para a Arrows. O finlandês, então, foi cedido para um teste para que pudesse ajudar o time-cliente a achar uma melhor configuração do dispositivo em seus carros.

Gostou? Se tiver alguma imagem que se encaixe na seção, pode enviar que publicarei aqui. Com créditos ao colaborador, é claro.

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Finlândia em festa!


No GP do Japão, pela primeira vez na história, dois finlandeses subiram ao pódio juntos. Heikki Kovalainen foi o segundo e Kimi Raikkonen, o terceiro. Enquanto o piloto da Renault debutava na celebração, o companheiro de Felipe Massa estourava a champanha pela 46ª vez na carreira.

Outros quatro pilotos do país já haviam chegado entre os três primeiros numa corrida, mas nunca simultaneamente. Foram eles: Mika Hakkinen (51 vezes), Keke Rosberg (17), Mika Salo (2) e JJ Lehto (1).

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Não é de hoje

Muito boa a imagem enviada pelo Ney Alencar. Ela deve ser usada pela Ferrari junto à FIA para provar que é espionada pela McLaren há quase 10 anos e, assim, excluir a equipe prateada da Fórmula 1 por um século.

Trata-se de uma brincadeira, obviamente. Mas a foto é real. Trata-se de um piloto da McLaren (pela base branca do capacete, suponho que seja Mika Hakkinen) dando uma nada discreta espiadinha na Ferrari de Eddie Irvine no final de um GP em 1999.

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