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Em busca de uma identidade

Em 1981, Ted Toleman e Alex Hawkridge traziam à Fórmula 1 a Toleman Team, equipe nascida quatro anos antes nas bases do automobilismo inglês, Fórmula Ford 2000 e Fórmula 2. Cinco anos depois, o time mudava de mãos, sendo comprado pela griffe de roupas italiana Benetton.

Foi uma estratégia ousada para a época, fazendo com que uma marca de um produto não-relacionado ao automobilismo deixasse de ser apenas patrocinadora para virar dona de equipe. Assim, surgiu um novo conceito de marketing na categoria, de abrangência mundial, que agregava à marca uma série de valores e elevou a Benetton a um novo patamar em seu mercado. A estratégia foi repetida por outras empresas, principalmente japonesas, como a imobiliária Leyton House e a transportadora logística Footwork, mas nenhuma com o mesmo sucesso. Somente a Red Bull, já nos anos 2000, conseguiu êxito similar.

Nos anos Benetton, o time criou uma identidade forte. Era vista como uma equipe simpática, colorida, ousada e despojada. Quando virou um time vencedor, na era Schumacher, um tanto dessas características foram perdidas. A imagem de zebra foi deixada de lado para virar o time a ser batido, e essa ascensão ao mainstream mudou um pouco as coisas por lá. Mas não que isso fosse ruim. Ruim mesmo foi a fase pós-Schumacher, uma ressaca violenta que fez o time colecionar resultados negativos em sequência, culminando na venda para a Renault, em 2000.

A equipe voltou a crescer, principalmente a partir de 2003, com a chegada de Fernando Alonso. A curva ascendente seguiu até o bicampeonato mundial do espanhol, em 2005-2006. A partir daí, no entanto, a queda foi grande. A Toleman-Benetton-Renault foi se apequenando até culminar no escândalo do GP de Cingapura de 2008, um dos capítulos mais baixos da história da Fórmula 1, quando Nelsinho Piquet bateu de propósito no muro para que um Safety Car ajudasse seu companheiro Alonso, que venceu a corrida.

O Renault-Genii disfarçado de Lotus. Até que ficou bonito.
Foto: Andrew Ferraro/LAT Photographic

Toda a história só veio à tona um ano depois, e o estrago sobre a imagem da equipe foi devastador. Patrocinadores foram perdidos e a própria Renault resolveu abandonar o barco. Manteve o nome, mas vendeu o controle da empresa para o Genii, um grupo de investimentos luxemburguês. E aí começou a saga da busca por uma identidade.

Em 2010, a tentativa foi de resgatar a Renault Turbo dos anos 70/80. Pintura retrô em amarelo e preto, losango grandão na lateral. Os resultados foram bons com o excelente Robert Kubica, mas não convenceu. Agora, o time captou um patrocínio mandrake da Lotus Cars, pintou o carro de preto e dourado e inventou que seu nome é Lotus. Não convenceu ninguém, nem a FIA, que vem tratando o time como simplesmente Renault.

O carro é bonito e foi lançado hoje. Tem algumas inovações, como um escapamento frontal que ninguém entendeu direito ainda como vai funcionar, mas o Giorgio Piola (que no Brasil global foi reduzido a “o espião da F1″) vai desenhar e aí a gente vai saber. A dupla de pilotos é desequilibrada: um grande (Kubica) e um instável (Vitaly Petrov). Para completar, uma chuva de pilotos reservas, entre eles Bruno Senna e Romain Grosjean.

Dados os bons resultados do ano passado, é de se esperar algum sucesso. Mas Genii, tira essa pintura e essa ideia da cabeça. Todo mundo sabe que teu nome é Valdemar.

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Pilotoons animado: GP de Cingapura

Mantovani tá meio enigmático hoje…


 

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Vingança consumada

Foto: Charles Coates/LAT Photographic/Divulgação Renault

Foto: Charles Coates/LAT Photographic/Divulgação Renault

Na roda viva da destruição de reputações da Fórmula 1, mais dois nomes entraram hoje para o rol dos defenestrados: Flavio Briatore e Pat Symonds. Acusados por Nelsinho Piquet de arquitetarem um plano maquiavélico de forçar um Safety Car no GP de Cingapura do ano passado, foram hoje demitidos pela Renault. O que parece um ato de vingança foi consumado. Mas fica a pergunta: vingança de quem?

Que os Piquet – pai e filho – queriam muito ver Briatore pelas costas, não há dúvidas. Mas, por mais que a informação que tinham em mãos fossem bombásticas, o chefão da Renault não seria derrubado se não houvesse o interesse em sua queda por parte de outros chefões.

Afinal, o escândalo de Cingapura não pode ser encarado como uma grande surpresa. Jocosamente, a suspeita já corria pelo paddock há muito tempo. Soava como folclore, não havia provas concretas, mas de fato todo mundo sabia o que tinha acontecido. Como revelou Reginaldo Leme, Felipe Massa procurou Briatore naquele próprio final de semana para, com dedo em riste, acusá-lo: “isso não se faz”. Se ninguém correu atrás de provas na época, foi porque ainda não havia o interesse em derrubar Briatore.

E se agora Nelsinho delatou e apresentou provas, foi porque tal interesse houve. O piloto brasileiro certamente não agiu sozinho, uma delação desse porte apenas por uma demissão e uma briga com seu empresário não faz o menor sentido.

Se Nelsinho foi ingênuo ou não, se se queimou ou não, teremos noção nos próximos meses. Se conseguir salvar sua carreira na Fórmula 1 e assinar com outra equipe, poderemos concluir que teve sucesso em sua vingança. Mas se realmente perdeu reputação, será possível entender que foi usado para a vingança de alguém maior.

O nome desse alguém? Difícil afirmar categoricamente, mas é inegável a sensação de que tudo isso está relacionado à divulgação de um certo vídeo erótico por parte de um tablóide britânico. É bom lembrar que Ron Dennis, desafeto do presidente da FIA, foi impelido a se afastar da Fórmula 1. Coincidência ou não, o mesmo acontece agora com Flavio Briatore.

Max Mosley não dá ponto sem nó. Ele vai embora, mas vai levar os inimigos consigo.

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A conta que não fecha

Foto: Andrew Ferraro/LAT Photographic/Divulgação Renault

Foto: Andrew Ferraro/LAT Photographic/Divulgação Renault

Quando a gente acha que já viu de tudo na Fórmula 1, sempre aparece algo surpreendente. E quando a gente acha que o fundo do poço chegou, ele apresenta-se como apenas um fundo falso, pronto para levar todo mundo mais para baixo ainda.

A Fórmula 1 não é um ambiente insípido, inodoro e incolor. Ninguém por lá é santo e todo mundo sabe disso. Sejam jogos políticos, jogos de equipe, espionagem, conspirações ou trapaças visando burlar o regulamento, nada disso é novidade. O caráter de Flavio Briatore também já é bastante conhecido. E mesmo para alguém como Briatore, a ação de orientar Nelsinho Piquet que batesse de propósito no GP de Cingapura já parecia surreal. E, de fato, aconteceu.

Mas mais surpreendente que isso foi o fato de Nelsinho ter aceitado fazer sua parte no complô. E, ainda mais impressionante, o fato de ter revelado tudo isso, sem pudor, em uma declaração por escrito feita à Federação Internacional de Automobilismo, divulgada hoje. O entendimento geral é que a delação foi feita por um sentimento de vingança, por ter sido demitido da Renault por Briatore. Mas será que foi só isso mesmo?

Demissão é algo comum na Fórmula 1. Felipe Massa, hoje um dos expoentes da categoria, foi expurgado da Sauber e soube dar a volta por cima, retornando à mesma equipe um ano depois. Ser demitido é motivo para sair contando às autoridades todos os podres do mundo da Fórmula 1? Com certeza não é. Por isso ainda acho que há uma parte não revelada em toda essa história. Quais são os reais motivos que fizeram o piloto brasileiro abrir a boca?

Nelsinho sofreu na Renault? Sofreu. Tinha o mesmo carro que Alonso? Na maioria das vezes, não. Foi maltratado e se sentiu inferiorizado no seio da equipe? Sim. Mas até aí, não é nada diferente do que outros vários pilotos passaram na categoria. Para ficar nos brasileiros: Luciano Burti na Jaguar, Antonio Pizzonia na mesma Jaguar, Rubens Barrichello na Ferrari.

Rubens, principalmente, passou por maus bocados nas mãos de Jean Todt e Ross Brawn na Ferrari. E, por mais que durante todo aquele tempo tenha intercalado o jogo do contente com o papel de vítima diante das câmeras, até hoje preserva um envergonhado silêncio com relação a tudo que viveu. Ainda que de vez em quando ameace contar tudo em um suposto livro, recua e não o faz porque sabe que, de forma consciente, fez parte daquilo. Foi orientado, aceitou, fez e calou-se. Homem feito, formado e livre, nunca foi obrigado a nada e fez porque quis. Como fez Nelsinho Piquet.

O filho do tricampeão cometeu suicídio moral. E como todo mundo aprende no convívio social desde o primário, ninguém gosta de dedo-duro. Isso vale para crianças de sete anos e para adultos de 60. Nelsinho nunca mais será visto com os mesmos olhos no paddock. Será apontado como alcaguete, mau perdedor, influenciável. O mundo da Fórmula 1 tratará de expurgá-lo.

Nelsinho ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso, mas não acredito que apareça com a justificativa da consciência pesada. Não acho que seja um canastrão que vá encarnar um Roberto Jefferson, demonstrando-se enojado com a podridão da Fórmula 1 e tendo decidido tornar-se um paladino a serviço da verdade. Até porque, para isso, deveria sentir a consciência pesar também em função dos motores mais potentes que teria recebido da Renault na temporada 2006 da GP2, uma história de falcatrua tão corrente no paddock quanto era o acidente de Cingapura e que é encarada como folclore de bastidor. Como era encarada a armação de Briatore, até há quinze dias.

Nelsinho agiu como um homem-bomba. Detonou a Renault, Briatore, mas também se autodestruiu. O preço a ser pago por esta atitude é muito alto e por isso fica a sensação de conta que não fecha. Ter sido demitido, ameaçado ou xingado por Briatore ainda parece muito pouco para alguém colocar a própria cabeça a prêmio desta forma, apenas para levar seu ex-empresário junto para o buraco. Alguma coisa muito séria aconteceu, existem motivos graves para que os Piquet desejem tanto ver Flavio Briatore destruído, a ponto de, para isso, se autodestruírem.

Quais são os verdadeiros motivos? Nem desconfio. Mas vingança por uma demissão não cola. Mais elementos devem aparecer nessa história que, se não for abafada rapidamente, ainda pode destruir muita gente. Pode ser só a ponta de iceberg.

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Renault corre em Valência

Glenn Dunbar/LAT Photographic/Divulgação Renault

Glenn Dunbar/LAT Photographic/Divulgação Renault

A notícia saiu hoje, mas só confirmou o que parecia óbvio. A FIA transformou a suspensão da Renault por uma corrida em uma multa de 50 mil dólares, uma advertência e quinze minutos ajoelhada no milho (tá bom, o milho é por minha conta).

É fato que a equipe francesa foi negligente em Hungaroring, permitindo que Fernando Alonso completasse uma volta no circuito com um pneu prestes a se soltar – e que acabou se soltando. Um pneu voador pode ser assustadoramente periogoso, como provou o acidente de Henry Surtees na Fórmula 2, e a atitude da Renault foi mesmo controversa.

Mas a inédita suspensão por uma corrida por “negligência” também é um insulto à inteligência de quem acompanha o esporte. Simplesmente porque é óbvio que a pena seria retirada, ninguém cometeria o suicídio econômico de deixar Fernando Alonso de fora da segunda corrida em solo espanhol na temporada. Ou alguém vai comprar ingressos para ver Jaime Alguersuari? Seria como suspender a McLaren e deixar Ayrton Senna de fora às vésperas de um GP do Brasil. Ou proibir a Ferrari de correr em Monza.

O que precisa ser lembrado, também, é o delicado relacionamento entre a FIA e as montadoras. Por mais que o novo Pacto de Concórdia esteja próximo da assinatura – se é que já não foi assinado -, nada impede que outras montadoras pulem fora do barco, como já fizeram Honda e BMW. E a ridícula punição imposta poderia ser a gota d’água que provocaria a saída da Renault da categoria. O que ainda não está de todo fora de cogitação. Vale lembrar que a seguradora ING sai de cena no fim da temporada, deixando o time sem sua cor laranja e seu sólido aporte financeiro. E não se fala em novo patrocinador.

Aliás, cabe aqui outra lembrança interessante. Nelsinho Piquet revelou dia desses, via Twitter, já saber qual a cor do carro que Alonso pilotará em 2010. Como não se sabe nem a cor do carro da Renault, se é que vai haver carro… começo a crer que o espanhol estará mesmo na vermelha Ferrari ano que vem.

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Nelsinho (agora sim) fora

Foto: Steven Tee/LAT Photographic/Divulgação Renault

Foto: Steven Tee/LAT Photographic/Divulgação Renault

Em comunicado oficial, Nelsinho Piquet saltou à frente de Flavio Briatore e confirmou hoje à imprensa que está fora da Renault. Os motivos todos sabem: mau desempenho, péssimo relacionamento com Briatore, falta de ambiente. Em resumo, não dava mais.

O brasileiro, no entanto, tenta amenizar a situação. No comunicado, justifica a péssima estada na Renault utilizando como álibi a relação ruim com a equipe, a falta de apoio, os poucos testes, a atenção total a Alonso, o mau humor de Briatore e o mau hálito do engenheiro. Não que não seja verdade (o mau hálito eu inventei), mas também não explica toda a história. Por mais que Flavio Briatore seja um casca grossa, com tudo de bom e de ruim que o adjetivo oferece, não é e nem nunca foi burro. E ele jamais queimaria um piloto gratuitamente, por vaidade ou por vontade de sacanear alguém. Jamais prejudicaria abertamente a sua própria equipe apenas pelo gosto sádico de detonar um piloto que não seja de sua predileção. Pontos na Fórmula 1 valem posições no Mundial de Construtores e, por consequência, valem dinheiro. Bastante dinheiro, diga-se. E Briatore ainda não acende charutos com notas de dólar, até onde sei.

O comunicado aberto de Nelsinho, embora louvável, acaba por cair naquela batida linha do marketing corporativo e de assessoria de imprensa. Passa, mais uma vez, a impressão de “brasileirinho contra o mundo todo”, para regozijo daqueles com síndrome de vira-lata. Erra quando o expõe abertamente como vítima quando o comportamento que se espera de um grande esportista ou campeão é justamente o contrário. E erra na tentativa vã de superlativizar um feito médio, como a argumentação de que em 2008 “conquistou 19 pontos e fez a melhor temporada de estreia de um brasileiro na F1″, uma velha tática de mentir usando a verdade. De fato, ninguém nunca tinha feito 19 pontos no ano de estreia. Mas as regras de pontuação eram outras. Emerson Fittipaldi ganhou no ano de estreia. Ayrton Senna barbarizou em Mônaco e fez três pódios. Não dá para comparar.

Mas a grande revelação do comunicado acaba surgindo num ato falho. A melhor informação é aquela que o piloto não quer passar, e é isso que deixou o texto mais interessante. Nele, Nelsinho fala nas “oito corridas que fez neste ano”. Na verdade, foram dez. O que deixa claro: estava escrito há tempos. Desde as vésperas do GP da Alemanha, já sabia que era carta fora do baralho na Renault. Tudo era questão de tempo e um erro de revisão só confirmou o que se dizia à boca pequena no paddock.

Nelsinho deixa a Fórmula 1 em 2009 pela porta dos fundos. Mas tem tudo para voltar por outra equipe no ano que vem. Tem sobrenome famoso, tem uma boa história pregressa, deve ganhar uma nova chance. E torço para que a aproveite com resultados e boas corridas. A categoria é um conhecido moedor de pilotos e poucos conseguem mais do que uma chance. Mas se quiser ser grande, precisará superar adversidades e se justificar menos. O que, na primeira tentativa, não aconteceu.

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Nelsinho dentro

E Nelsinho Piquet acaba de desmentir Galvão Bueno no Twitter.

“Aí Galvão, vc está errado, meu bom! Te vejo na Hungria! E vamo torcer para q o carro esteja melhor lá! Valeu pelo apoio de todo mundo! Abcs!”

Com o comunicado do piloto, encerra-se a boataria. Pelo menos até o GP da Hungria.

Mas é fato: alguma coisa aconteceu. Nelsinho demorou para aparecer e demorou mais ainda para fazer o desmentido público. Até então, muita coisa rolou nos bastidores. E deve continuar rolando.

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Nelsinho fora

Foto: Andrew Ferraro/LAT Photographic/Divulgação Renault

Foto: Andrew Ferraro/LAT Photographic/Divulgação Renault

Galvão Bueno anunciou agora há pouco, ao vivo no SporTv, a demissão de Nelsinho Piquet da Renault. Quando se imaginava que Sebastien Bourdais seria o primeiro defenestrado da Fórmula 1 em dois anos, os boatos menos prováveis envolvendo o piloto brasileiro parecem se confirmar.

A equipe não comunicou oficialmente, mas a dispensa de Nelsinho parece certa e não é algo que tenha sido de todo inesperado. Pelo contrário. É preciso admitir que o filho do tricampeão, no ano e meio em que esteve na equipe francesa, ficou muito aquém daquilo que se espera de um vice-campeão da GP2 que chegou à categoria cheio de badalação.

É lógico que Fernando Alonso é a prima-dona da Renault, que recebe todas as atenções e tem direito a atualizações no carro em primeira mão. Disso todo mundo sabe. Mas, mesmo assim, classificar-se à frente do companheiro apenas uma vez em 27 tentativas é muito pouco. Mais do que isso: em quase metade das classificações, Nelsinho não conseguiu passar nem da primeira fase do treino. Largava quase sempre na rabeira, envolvia-se em acidentes, rodava. Abandonou metade das corridas de 2008, praticamente todas em acidentes.

Em 27 participações, um único lampejo de brilho: no GP da Alemanha do ano passado, quando aproveitou-se de uma entrada do Safety Car para saltar para o pelotão da frente e liderar a corrida por algumas voltas, conseguindo chegar numa excelente segunda posição. Convenhamos, é pouco.

E, agora, resta a fina ironia. No mais recente comercial da Renault no Brasil, um rapaz de aparência semelhante à de Romain Grosjean se aproxima e pede a ele: “Posso dirigir?”. E Nelson responde: “Lógico, manda ver!”.

E Grosjean, infelizmente para o automobilismo brasileiro, deve mandar ver.

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O festival dos festivais

Foto: Reprodução/Grande Prêmio

Foto: Reprodução/Grande Prêmio

No último final de semana, Bruno Senna apareceu em tudo quanto é canto nesta foto fantástica, guiando a McLaren que foi de seu tio. Mas você sabe por que isso aconteceu? E que evento era este? Pois eis a resposta. Foi no “Festival dos Festivais”, alcunha sacana que acabei de chupinhar daquele programa brega da Globo para descrever o Festival da Velocidade de Goodwood, certamente o maior encontro automobilístico mundial.

O circuito de Goodwood faz parte da história do automobilismo inglês. Palco da primeira corrida britânica acontecida no pós-guerra, em 1948, firmou-se como um dos principais centros de corridas do país, com as tradicionais “9 horas de Goodwood”. Em 1962, no entanto, começou a cair em desgraça quando Stirling Moss sofreu um grave acidente que abreviou sua carreira. Em 1966, com a recusa de seus donos em encher o traçado de chicanes em função da crescente velocidade dos carros, o circuito foi fechado e passou a ser apenas uma pista de testes. Mas ainda entraria para a história em 1970, quando Bruce McLaren lá perdeu a vida enquanto testava um de seus carros.

Goodwood ficou esquecido por mais de duas décadas, até que a nobreza da região, na figura do Conde de March e Kinrara (que também responde pelos títulos de Duque de Richmond, Duque de Lennox e Duque de Gordon), decidiu trazer de volta o charme do automobilismo para Goodwood. Não foi possível resgatar o antigo circuito para voltar a organizar corridas, mas foi aí que surgiu a ideia de montar um festival que reunisse exposição de carros antigos, desfiles e corridas de demonstração num traçado de pouco mais de dois quilômetros cercado por feno, ladeira acima e abaixo.

O primeiro Festival da Velocidade de Goodwood aconteceu em 1993, pequeno, mas cresceu rapidamente e hoje é, sem dúvida, uma das principais datas do calendário automobilístico mundial. Em todo o final de semana, cerca de 200 mil pessoas comparecem para ver carros de todas as épocas, desde os quase artesanais do fim do século XIX até os Fórmula 1 atuais. No evento da semana passada, Lewis Hamilton andou com a McLaren campeã de 2008, enquanto Stirling Moss desfilou com a histórica Mercedes W196.

E em Goodwood é possível ver improváveis relações carro/piloto. Em outras edições, Eddie Jordan já guiou o 191, o primeiro F1 que construiu e que foi o primeiro cockpit de Michael Schumacher na categoria. Nelsinho Piquet já guiou a Williams do pai e até Emerson Fittipaldi deu uma aceleradinha na Ferrari de Michael Schumacher.

E, em 1999, Rubens Barrichello teve a oportunidade de guiar dois F1 históricos: a McLaren MP4/6 de 1991, do tricampeonato de Ayrton Senna, e a Lotus 79 de Mario Andretti, o revolucionário bólido que deu ao ítalo-americano o título mundial de 1978. E o piloto brasileiro deu um depoimento exclusivo ao Blog do Capelli, relatando o que sentiu ao guiar tais máquinas. Com a palavra, Rubens!

Foto: Anthony Fosh/Flickr

Foto: Anthony Fosh/Flickr

“Eu estava tão empolgado em guiar o carro do “chefe” que a situação passou tão rápido, nem vi… O pedal era muito arisco e com as ondulações ele saltava demais. Era 8 ou 80! Dava pra sentir a potência do motor e a diferença do assento. Eu ficava para fora do carro, totalmente! Foi demais a experiência.”

Foto: Anthony Fosh/Flickr

Foto: Anthony Fosh/Flickr

“Quanto à Lotus, eu não tinha nem banco e estava mais desconfortável. Mas o carro era muito mais alto em relação ao chão e o motor mais fraco (400 cavalos). Naquelas ruas foi muito mais fácil de guiar do que a McLaren. E também foi o primeiro carro que lembro ter visto e torcido na TV.”

Isso é Goodwood!

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Pilotos brasileiros aderem ao Twitter

Nelsinho no Twitter

De forma rápida e inesperada, que não sei onde começou e nem onde vai terminar, diversos pilotos brasileiros resolveram entrar no Twitter para estreitar seus relacionamentos com fãs, jornalistas e curiosos. Dentre os que estão nas principais categorias do automobilismo mundial, destacam-se Helio Castroneves, Tony Kanaan, Mario Moraes, Lucas di Grassi, Bruno Senna e Nelsinho Piquet.

O filho de Nelson Piquet, principalmente, surpreende pela forma hábil com que usa a ferramenta. Enquanto a maioria prefere um certo distanciamento, publicando apenas algumas fotos e breves comentários sobre seu dia-a-dia, geralmente em inglês, Nelsinho fala de forma aberta, responde a todos em inglês e português e cria uma interessante rede de contatos com o público. Uma postura bastante contrastante com o distanciamento característico da F1. Não por menos, ele é o primeiro piloto da categoria a entrar no Twitter.

Bruno Senna é outro que inovou enviando twits direto dos boxes durante sua participação nas 24 Horas de Le Mans, no último final de semana.

Vale a pena conferir. Você pode acompanhar o Twitter de cada um deles clicando nos links abaixo.

- Nelson Angelo Piquet
- Bruno Senna
- Lucas di Grassi
- Helio Castroneves
- Tony Kanaan
- Mario Moraes

E para ver o que o desorientado do Capelli anda fazendo por lá, é só clicar aqui.

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Pilotoons animado: GP da Turquia

Bruno Mantovani suscita um grande mistério…

…quem será o piloto oculto? Façam suas apostas!

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Rapidinhas: GP da Espanha

Foto: Divulgação/Brawn

Foto: Divulgação/Brawn

Com todo o delay do mundo, agora sim coloco a casa em ordem dando palpites beeeem atrasados sobre o GP da Espanha. Vamos lá.

- Mais uma vitória incontestável da Brawn, a grande dona da temporada. As equipes com mais dinheiro estão correndo atrás, devem evoluir mais até o final da temporada, mas a vantagem conquistada pela equipe-sensação do campeonato já é bastante expressiva. Diria que, salvo algum fato extraordinário, o título é de Jenson Button. Quatro vitórias em cinco provas é um número considerável.

- A vantagem é tão grande que a Brawn já se dá ao luxo de disputar vitórias entre seus dois carros, permitindo que cada piloto – e seu respectivo engenheiro – adote sua própria estratégia. Barrichello saltou na frente, dominou o início da prova, mas tomou um nó tático de Jenson Button.

- A decisão de modificar a estratégia de três para duas paradas foi acertada e óbvia, até. Com a entrada do Safety Car nas primeiras voltas, a vantagem que stints mais curtos poderiam trazer foi seriamente prejudicada. Inteligente e rápido foi o engenheiro de Button, que mudou o planejamento para apenas duas paradas e deixou Barrichello chupando o dedo. O inglês também foi de imensa competência no longo segundo stint que fez. Foi rápido e constante, ganhando a prova naquele momento.

- Felizmente hoje a transmissão pela TV nos mostra as conversas pelo rádio e evita-se especulações indevidas. Durante toda a corrida ficou bastante claro que Barrichello foi avisado por seu engenheiro da mudança de estratégia do adversário, foi cobrado pelos tempos de volta que deveria fazer para vencer e, se não venceu, foi porque não conseguiu. Fosse em outra época, estariam chovendo especulações infundadas de que “estão prejudicando o brasileirinho”.

- Com a dificuldade habitual em assimilar uma derrota, Barrichello desceu do carro ameaçando até pendurar o capacete caso a equipe o estivesse sacaneando. É claro que não está, assim como também é claro que ele não cumpriria tal ameaça mesmo que estivesse. Mais um discurso infeliz e inócuo do brasileiro que, se quiser ser campeão, terá que torcer para que o companheiro quebre a perna.

- Sensível melhora da Ferrari com o novo pacote aerodinâmico, com uma boa corrida de Felipe Massa. Porém, mais uma vez erros absurdos da equipe comprometeram um bom resultado. A escuderia italiana agora é assim, erra numa corrida e na outra também. Em alguns momentos, várias vezes, como agora na Espanha. Kimi Raikkonen foi vítima de outra burrada fenomenal na classificação, ficou à pé durante a prova com problemas mecânicos e Felipe quase ficou sem combustível, perdendo um quarto lugar que era certo. A Ferrari parece até ser capaz de vencer uma ou outra corrida durante o ano, mas precisará vencer a si própria em primeiro lugar.

- Bela corrida de Mark Webber, que demonstrou competência acima do normal em Barcelona. Quietinho, colocou o companheiro Vettel no bolso. Contou com certa colaboração de Felipe Massa, que segurou o alemão na pista, mas mereceu o terceiro lugar.

- Fernando Alonso foi outro destaque da prova, apesar da lambança na largada. Deu um chega-pra-lá em Rosberg, que jogou Trulli para fora, que voltou para a pista e fez um strike com as duas Toro Rosso e Adrian Sutil. Conseguiu um bom quinto lugar, ultrapassando a lenta Ferrari de Felipe Massa no finalzinho, para delírio da torcida espanhola.

- Já Nelsinho Piquet não fez bobagem, mas também não fez nada de bom. Mais uma corrida no final do pelotão, sem incomodar ninguém senão sua própria equipe.

- BMW melhorou bastante, conseguindo dois importantes pontos com Nick Heidfeld. Um alívio para quem fez uma corrida desastrosa no Bahrein.

- A McLaren parece ter andado para trás novamente. Kovalainen quebrou no começo, Lewis Hamilton não conseguiu fazer nada de mais, terminando a corrida fora da zona de pontos. Corridas em Montmeló tendem a apresentar a posição real de cada equipe no campeonato. E se a posição da McLaren é esta mesmo, é uma péssima notícia para o time dos carros prata.

- Falando em corridas em Montmeló, mais uma modorrenta. Não adianta ficar mexendo em regulamento sem parar, boas corridas se fazem com boas pistas. E o circuito catalão, definitivamente, não proporciona boas corridas.

- Semana que vem, GP de Mônaco, outra pista chatinha. Porém, com os guard-rails muito próximos, surpresas sempre podem acontecer. Uma corrida em Mônaco só é boa conforme os pilotos erram então… que venha uma prova cheia de erros!

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Rapidinhas – GP do Bahrein

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

- Quatro corridas, três vitórias de Jenson Button. Um campeonato que começa a ganhar contornos até fáceis para a Brawn, quem diria.

- Porém, esta foi a mais difícil vitória do inglês na temporada. Largou em quarto, mas logo na saída atingiu seu objetivo principal, que era ultrapassar Sebastian Vettel, o “pole real” da corrida. Porém, perdeu posição para Lewis Hamilton, o que o manteve em quarto. E aí veio o momento que realmente decidiu a corrida, na opinião que a própria equipe extenou logo após a bandeirada: ao final da volta, forçou e ultrapassou Hamilton, que tinha uma estratégia exatamente igual à sua.

- Não que Hamilton pudesse vencer, a McLaren não se mostrou capaz de tanto apesar da sensível melhora, mas o risco era ficar preso atrás de um carro mais lento por muitas voltas, enquanto as Toyotas fugiam à frente. Equipada com o KERS, ultrapassar uma McLaren não é tarefa fácil. Mas Button foi lá e cumpriu. Dali para frente, foi só seguir a estratégia prevista para vencer.

- Sebastian Vettel acabou sofrendo tudo aquilo que Button temia. Ficou encaixotado atrás de Hamilton, sem conseguir ultrapassar. Depois do primeir pit, ficou preso atrás de Trulli. E aí qualquer possibilidade de vitória foi para o espaço. Mas o segundo lugar veio a premiar aquele que parece ser o único piloto capaz de ameaçar a campanha irretocável de Jenson Button.

- Ao final do campeonato, não duvido que o alemão da Red Bull lamente muito aquele abandono bobo a três voltas do fim em Melbourne…

- Jarno Trulli foi terceiro, aparentemente o máximo que seu equipamento permitia, apesar da pole position. Fez uma boa corrida, bem melhor que seu companheiro Timo Glock que, largando muito leve, disparou como um coelho no começo da corrida para não conseguir nada de produtivo depois.

- Lewis Hamilton não cometeu erros e chegou a um quarto lugar de forma bastante segura. A McLaren evoluiu muito e o inglês vem somando importantes pontos que podem fazer a diferença no final, caso consiga voltar a vencer.

- A corrida de Rubens Barrichello, apesar das insinuações de conspiração advindas da transmissão da TV Globo, me pareceu exatamente dentro dos parâmetros previstos em termos de estratégia. Ainda não ouvi o que o piloto tem a dizer, mas a sensação que fiquei foi que a equipe mudou a estratégia exatamente na primeira parada e não na segunda.

- Barrichello parou uma volta antes de Jenson Button e colocou dois segundos a menos de combustível que o inglês. Além disso, quando voltou para a pista, já voltou em ritmo alucinado, reclamando muito de Nelsinho Piquet, que vinha mais lento disputando a posição. Tamanha indignação de Barrichello só tem explicação pelo fato dele saber que precisava fazer voltas muito rápidas naquele curto stint.

- Em resumo: me parece que Barrichello fez exatamente o que estava previsto, virando muito rápido num stint curto de dez voltas. O brasileiro foi rápido porque estava leve e não “foi levado ao box porque estava rápido”, como insinuou a transmissão da TV. A estratégia só não deu tão certo porque, no terceiro stint, Barrichello não foi tão rápido quanto no anterior. Tivesse conseguido virar no mesmo ritmo, provavelmente chegaria ao fim brigando com Lewis Hamilton pelo quarto lugar, o que encaixaria exatamente nas previsões da equipe.

- Terminou em quinto, o que representa a quarta derrota consecutiva para Jenson Button na briga interna da equipe. Mais do que isso: agora já está a doze pontos do companheiro, caçado de perto por Vettel, um ponto atrás. Salvo algum evento extraordinário nas próximas duas corridas, como um abandono de Button acompanhado de uma vitória, me arrisco a dizer que já não tem mais chances de título. Apenas Vettel vem parecendo capaz de fazer frente ao conjunto Button-Brawn.

- E a Ferrari desencantou com Kimi Raikkonen, finalmente marcando pontos com o sexto lugar. O finlandês fez ótima corrida, com uma destacada largada – saltou de décimo para sexto – e com um ritmo de prova consistente. Tocou Felipe Massa na primeira curva, numa disputa normal de corrida.

- Prejudicado por uma parada extra para trocar o bico, Felipe Massa teve outra prova muito ruim. Mostrou brios ao disputar a curva com Giancarlo Fisichella no final, em busca do 14º lugar. Mas, mesmo assim, foi outra corrida para esquecer.

- Já Nelsinho Piquet fez uma prova decente. Se não foi espetacular ou genial, pelo menos não cometeu o mesmo rol de erros que já vem se tornando habitual. Chegou em décimo, contra o oitavo lugar de Fernando Alonso, mais ou menos o que se espera dele. Se fizesse sempre o que fez hoje, não estaria com o emprego em risco. Mas ainda precisa mostrar mais.

- Desastrosa a corrida da BMW Sauber. Nick Heidfeld e Robert Kubica tiveram problemas na primeira volta, e caíram para o final do pelotão, sem qualquer chance de recuperação. Passaram praticamente toda a corrida em penúltimo e último, onde terminariam. Kubica seria, ainda, vítima do trapalhão Nakajima, com quem se enroscou duas vezes.

- Campeonato de pilotos: Button 31, Barrichello 19, Vettel 18. O GP da Espanha, daqui a duas semanas, vai dar indicativos de como será a fase europeia do campeonato. Mas, se tudo continuar no ritmo atual, aposto numa briga Button x Vettel até o final.

- Entre os construtores, a Brawn humilha: 50 pontos, contra 27,5 de Red Bull e 26,5 de Toyota. E eu que chamava de malucos o que previam a Brawn como favorita ao título… Mordi a língua.

Resultado - GP do Bahrein 2009

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Agora é a vez da Toyota

Foto: Divulgação/Toyota

Foto: Divulgação/Toyota

Na temporada da Fórmula 1 de cabeça para baixo, toda equipe tem direito a seu fim de semana de fama. Começou com a Brawn, dominando Austrália e Malásia. A tendência prosseguiu com a Red Bull, que mandou e desmandou na China. Agora, no Bahrein, é a vez da Toyota.

Os japoneses fizeram valer a vantagem de terem treinado milhares de quilômetros no circuito barenita durante a pré-temporada. Mas, logicamente, nem só isso explica o domínio. Afinal, Ferrari e BMW fizeram o mesmo e deram com os burros n’água.

Jarno Trulli e Timo Glock foram perfeitos e conseguiram uma primeira fila bastante importante. Ainda não se tem os pesos de cada carro para a largada, mas, pelo que se viu na pista, não parece ter sido apenas um showzinho para agradar patrocinador. A Toyota vem forte e tende a vencer a corrida amanhã. Se ocorrer, será a terceira diferente equipe a conquistar sua primeira vitória em 2009. Feito igual só aconteceu até hoje em 1977, quando Wolf, Shadow e Ligier subiram ao alto do pódio pela primeira vez.

Às rapidinhas:

- Atrás das Toyotas, segunda fila dos dois pilotos que despontam como protagonistas da temporada: Sebastian Vettel e Jenson Button. Nenhum dos dois pode ser descartado como possível vencedor, mas ainda levo mais fé em Trulli e Glock.

- Na terceira fila, Lewis Hamilton e Rubens Barrichello. A McLaren vem dando visíveis sinais de melhora – Kovalainen sai em 11º -, enquanto o brasileiro da Brawn não vive um bom final de semana. Pela terceira vez em quatro corridas na temporada, larga atrás do companheiro. Porém, provavelmente está mais pesado, o que pode explicar os dois décimos de diferença no tempo da classificação. Algo bastante aceitável.

- Fernando Alonso e Felipe Massa dividem a quarta fila. O espanhol nitidamente vem tirando leite de pedra com o carro da Renault, enquanto Felipe mostra alguma (pequena) evolução na Ferrari. Talvez a oitava posição no grid seja explicada pelo conhecimento prévio do comportamento deste carro no circuito de Sakhir, o que pode significar finalmente uma corrida nos pontos.

- Entre os companheiros, Kimi Raikkonen sai em décimo com a Ferrari, enquanto o cada vez mais avulso Nelsinho Piquet errou ao sair da pista em sua última volta, ficou em último no Q2 e sai em 15º. Pelo menos passou do Q1, vá lá. Mas não deve mais salvar o emprego.

- Williams com Rosberg em nono e Nakajima em 12º. Sem dúvida é o conjunto mais frágil da turma dos difusores de fundo duplo.

- BMW mal, muito mal. Robert Kubica em 13º, Nick Heidfeld em 14º, fogo no carro durante um reabastecimento do polonês… Se a Ferrari deu cinco passos para trás em 2009, a BMW deu uns quatro.

- Adrian Sutil foi uma grata surpresa do treino, marcando o 16º tempo com a Force India. Porém, atrapalhou Mark Webber em sua última volta rápida no Q1 e provavelmente deve levar um gancho. O piloto da Red Bull ficou apenas em 19º, revoltado.

- Último lugar para Sebastian Bourdais, outro que tem seu emprego ameaçado. Seu companheiro, o novato Buemi, foi 17º.

- Palpite para amanhã: dá Trulli, com Button em segundo e Vettel em terceiro. Se o italiano confirmar a vitória, será a sexta corrida consecutiva com vitória do pole position. Desde o GP da China do ano passado, quem larga na frente vence.

- Domingo, a partir das 8h30, comentários infames ao vivo no blog. “Não perquem….”

GP do Bahrein 2009 - Grid de largada

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Charge animada: GP da China

Mantova matando a pau de novo…

Eu só teria feito o final diferente. Colocaria o Nelsinho rodando ao som da tradicional trilha do pião da casa própria.

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Positivo e negativo: China

Positivo: É chover no molhado, mas não pode ser outro senão Sebastian Vettel. O guri é genial na chuva. Menção honrosa, no entanto, a Felipe Massa. O brasileiro também foi brilhante na chuva.

Negativo: Nelsinho Piquet. Corrida risível, erros por toda a parte, andou quase o tempo todo em último. Não parece ter mais clima para continuar na Fórmula 1 e o próprio diretor de TV da FOM demonstrou ter percebido isso, intercalando seus erros com caretas teatrais de Flavio Briatore.

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Rapidinhas – GP da China

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

- Espetacular vitória de Sebastian Vettel, a primeira da Red Bull, com Mark Webber fazendo dobradinha. O alemão provou, mais uma vez, ser genial na chuva. Em condições parecidas com as da sua primeira vitória, em Monza no ano passado, Vettel foi absolutamente dominante outra vez. Não por acaso, ele já tinha feito grande figura no GP do Japão de 2007, debaixo de semelhante dilúvio.

- Vettel largou na ponta, soube abrir e manter distância sobre Jenson Button, que sofria pressão de Webber e terminou mesmo em terceiro lugar. Em uma prova em que quase todo mundo rodava, passeava pela grama ou batia, o jovem piloto da Red Bull foi absolutamente perfeito. Veloz, constante, consistente, não se embananou nem quando precisou disputar a liderança com Button na pista, depois do segundo pit stop. Uma conquista absolutamente perfeita.

- Mark Webber, seu companheiro, também fez uma corrida correta, apesar de não ter sido tão brilhante. Cometeu alguns erros, mas soube aproveitar-se da superioridade da Red Bull na chuva para tirar o segundo lugar do líder do campeonato, Button. Melhor resultado de sua carreira, também merecido.

- Durante toda a corrida ficou claro que a Brawn não tinha equipamento para brigar com a Red Bull. Provavelmente os carros de Button e Barrichello estavam mais preparados para tempo seco, tanto que, nos momentos em que a chuva deu uma leve trégua, os dois andaram melhor, tendo o brasileiro inclusive marcado a melhor volta.

- Jenson Button foi correto e não arriscou posições, preferindo manter o terceiro lugar. Já Rubens Barrichello fez uma corrida irreconhecível. Escapou da pista, perdeu posições e constantemente era de um a um segundo e meio mais lento que seu companheiro de equipe por volta. O quarto lugar até que foi lucro, durante a prova deu sinais de que poderia até sair sem pontos da China.

- Normalmente competente na chuva, há de se aguardar os motivos de um desempenho tão pífio de Barrichello. Esperava-se que, nessas condições, fosse dar um banho em Button. Acabou levando. Considerando as diferenças que foram reduzidas pelo Safety Car, o brasileiro levou mais de 50s do companheiro durante a corrida. Mesmo em situações com pista livre era muito mais lento. Acerto, problema mecânico ou forma?

- Ferrari protagoniza mais um fiasco, ficando mais uma vez sem marcar pontos. Felipe Massa saiu da corrida com moral. Era o grande destaque, ganhando posições mesmo com tanque cheio, fazendo várias ultrapassagens e sendo um dos mais rápidos da pista. Já era terceiro colocado, até que uma pane elétrica o deixou parado no meio da pista. Saiu do carro com as mãos na cabeça, num dèjá vu do GP da Hungria do ano passado.

- Kimi Raikkonen, apagado, foi lamentável. Seja por culpa dele ou do carro, foi ultrapassado três vezes por Lewis Hamilton durante a prova. Parecia que ia marcar pontos, mas ficou preso no meio do pelotão depois de encher o tanque e deu adeus à qualquer chance. Chegou em décimo e o clima segue pesadíssimo em Maranello.

- McLaren fez uma corrida decente. Hamilton protagonizou ultrapassagens espetaculares, mas rodou inúmeras vezes e terminou atrás de seu companheiro Kovalainen, quinto. Por sinal, primeira corrida decente do finlandês na temporada.

- Já Nelsinho Piquet continua devendo uma corrida decente. Rodou, bateu, trocou o bico, rodou, rodou, bateu… e as câmeras da FOM procuravam por Flavio Briatore, que balançava a cabeça negativamente no pit wall. Sinto cheiro de demissão iminente.

- Fernando Alonso se deu mal com a estratégia de largar leve. Precisou reabastecer antes mesmo do Safety Car autorizar a primeira largada, caiu para o fim do pelotão e conseguiu chegar em nono. Também rodou, mas nada que se compare com o fiasco do companheiro Nelsinho. Alonso tem muito crédito.

- Sebastien Buemi, aquele que parece o ET do Rodolfo e por quem não dava um tostão furado, continua surpreendendo. Fez ótima corrida, brigou de igual para igual com Hamilton e Massa e poderia ter ido além do oitavo lugar na corrida. Pena que cometeu um erro, perdeu seu aerofólio dianteiro na traseira de Sebastian Vettel – quase acaba com a corrida do vencedor! – e perdeu bastante tempo. Mas um erro perfeitamente desculpável. Os acertos foram muito maiores.

- Adrian Sutil era outro que merecia melhor sorte. Fazia grande corrida, estava num brilhante sexto lugar a seis voltas do fim, até que bateu e abandonou. Mesmo assim, sai com crédito.

- BMW não foi bem na corrida, figurando poucas voltas entre os oito primeiros. Kubica ainda dependurou-se na traseira de Jarno Trulli e tirou o italiano da corrida. Tanto ele quanto Heidfeld chegaram ao fim, mas longe de qualquer chance.

- Williams, que tinha tudo para andar na frente, ficou para trás. Kazuki Nakajima conseguiu ser até pior que Nelsinho Piquet, andando mais fora da pista do que dentro. Nico Rosberg fazia uma corrida de recuperação e parecia que chegaria nos pontos, até que arriscou intermediários acreditando que a pista ia secar e jogou a corrida fora. Mas precisava arriscar, não tinha muito a perder.

- Interessante notar que, até agora, todas as vitórias da temporada ficaram com equipes-cliente. Brawn, que compra motores da Mercedes, e Red Bull, que compra da Renault. As montadoras estão perdidinhas, do jeitinho que Max Mosley gosta.

- No campeonato mundial, Button conseguiu abrir mais um pouco para Rubens Barrichello. Ele lidera o campeonato com 21, contra 15 do brasileiro. Vettel e Glock têm 10, Webber 9,5 e Trulli, 8,5. Hamilton, atual campeão, é 10º, com apenas 4.

- Entre os construtores, banho da Brawn. 36 pontos, contra 19,5 da Red Bull e 18,5 da Toyota. McLaren já é quarta, com 8. E o 10º lugar de Raikkonen serviu para tirar a Ferrari da lanterna, que agora pertence à Force India. As duas, no entanto, zeradas. Que fase…

- Semana que vem, corrida de novo no Bahrein. Que Button não chegue à frente de Barrichello de novo, senão o brasileiro será “promovido” precocemente a escudeiro. Mas, a julgar pelo que tem feito até aqui no campeonato, não merece nada a mais do que isso, também.

Resultado - GP da China 2009

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Red Bull quebra hegemonia da Brawn

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

* Post publicado com atraso por problemas internéticos.

Sebastian Vettel conseguiu hoje na China a primeira pole position da história da equipe Red Bull, quebrando, com isso, a hegemonia que a Brawn vinha impondo no campeonato. Os carros branco/preto/marca-texto ficaram apenas em quarto lugar, com Rubens Barrichello, e em quinto, com Jenson Button.

Mais notável que a pole de Vettel é a segunda posição de Fernando Alonso, a bordo do caixote que é a Renault. No entanto, ao que tudo indica, tanto as Red Bull de Vettel e Webber quanto a Renault de Alonso possuem bem menos combustível do que as Brawn de Barrichello e Button. Para a corrida a Brawn segue como franca favorita.

Ainda assim, não se deve diminuir o feito de Vettel. Mesmo com o carro leve, a pole é um grande resultado que comprova não só a velocidade inata do alemãozinho, mas também a qualidade do carro construído por Adrian Newey. É sempre bom lembrar: a Red Bull é, disparado, o melhor carro desprovido do polêmico difusor de dois andares. Imaginem o que este modelo andará quando dispuser de tal recurso…

Às rapidinhas:

- Rubens Barrichello está muito bem na foto. É o mais pesado entre os primeiros colocados e sai numa ótima quarta posição. Mesmo com uma volta a mais de combustível do que Jenson Button, conseguiu ficar à frente. Foi a primeira derrota que impôs ao companheiro e isso é muito importante na dinâmica interna da equipe. Se se mantiver à frente até o primeiro pit stop, tem tudo para vencer a corrida.

- Com Vettel em primeiro e Webber em terceiro, a Red Bull deve fazer ótima figura no GP da China. Um pódio é bem provável, embora acredite que, em condições normais, a vitória será da Brawn.

- Fernando Alonso deve ter combustível para menos de 15 voltas. Sai em segundo e pode embaralhar um pouco o começo da corrida, mas tende a ser coadjuvante. Para o carro que tem, essa posição no grid já foi bom demais.

- Toyota perdeu fôlego. Jarno Trulli foi sexto e Timo Glock foi 14º, mas o alemão trocou o câmbio e foi punido em cinco posições, vai sair em 19º. Com os motores japoneses, a Williams também não foi tão bem, com Nico Rosberg em sétimo e Kazuki Nakajima em 14º.

- Mais um fiasco para a Ferrari. Kimi Raikkonen sai apenas em oitavo. Felipe Massa errou na última volta e ficou apenas em 13º, sem sequer passar para a superpole. A McLaren, por sua vez, demonstrou uma certa recuperação utilizando um novo difusor, com Lewis Hamilton em nono. Ainda assim, é pouco para as duas grandes da Fórmula 1.

- Enquanto três motores Renault ocupam as três primeiras posições do grid, o quarto motor está longe, em 16º, com Nelsinho Piquet. Infelizmente, não há mais o que comentar sobre o brasileiro. Já já, a seleção natural da Fórmula 1 cuidará dele. Uma pena.

- Robert Kubica fez um treino irreconhecível com a BMW e vai sair em 17º. Nick Heidfeld foi um pouquinho melhor, larga em 11º.

- Brawn tem tudo para conquistar sua terceira vitória em três corridas. Uma temporada que parecia embolada começa a ganhar contornos de domínio absoluto. Mas duvido que o ano termine sem graça. Quando Ferrari, McLaren, Renault e Red Bull aprontarem seus carros revisados, a reta final promete ser imprevisível. Para o bem do esporte, que não seja tarde demais.

- Corrida amanhã às 4h da madrugada. Com comentários ao vivo aqui no blog, se a conexão à Internet deixar.

Grid GP da China 2009

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Charge animada: GP da Malásia

Mantova mandando muito bem de novo… Agora com música!

 

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Rapidinhas – GP da Malásia

Foto: Reprodução/F1-live.com

Foto: Reprodução/F1-live.com

- Duas corridas, duas vitórias da Brawn com Jenson Button. O britânico foi perfeito durante a prova, no seco e no molhado. Conquista mais do que merecida. No entanto, não foi um passeio como na Austrália. Toyota e Williams realmente incomodaram e Button arrancou muito mal, caindo para a quarta posição na largada. No entanto, teve sangue frio para recuperar as posições que precisava. Quando o líder Rosberg parou nos boxes, fez uma série de voltas rápidas e garantiu a vitória.

- Nem quando choveu o piloto inglês teve sua corrida ameaçada. Timo Glock vinha com pneus intermediários, andava mais rápido, incomodou, mas Button foi perfeito. Mais uma corrida nota 10 para o inglês.

- Impressionante o volume de água que caiu em Sepang e obrigou a interrupção da corrida. O que não chega a ser novidade para ninguém, já que por lá sempre cai uma chuvarada por volta daquele horário. Os organizadores da corrida não contaram com o óbvio e acabaram realizando uma corrida que terminou antes do fim, com apenas metade dos pontos contados para a classificação do mundial. Bem feito.

- A decisão de não reiniciar a prova foi acertada, dada a absoluta falta de visibilidade por causa da chuva e da pouca luz natural. Só não precisava ter demorado tanto.

- Voltando a falar de corrida, excelente participação de Timo Glock, que foi o único a apostar nos pneus intermediários na hora em que a chuva apareceu. Cautelosos, todos foram de pneus de chuva forte e passaram a andar quase 10s por volta mais lentos que o alemão da Toyota. Com essa jogada, pulou de oitavo pra segundo. Perdeu uma posição numa nova parada de box, mas era segundo novamente, até que a corrida terminou e passaram a ser contabilizadas as posições da volta anterior. Terminou em terceiro.

- Quem se deu bem com a interrupção foi Nick Heidfeld. Nas trocas de pneus, acabou pulando para segundo e assim terminou. Fez uma corrida discreta, mas conquistou um belo resultado. Melhor que o companheiro Kubica, que se classificou bem mas teve o carro quebrado na largada.

- Rubens Barrichello teve outra corrida de altos e baixos. Se fez belas ultrapassagens sobre Fernando Alonso, Jarno Trulli e Nico Rosberg, não conseguiu ser rápido o suficiente nas voltas que antecedem ao pit stop para bater seu companheiro Button. O inglês sempre conseguiu manter uma margem de segurança sobre o brasileiro e não foi ameaçado. Depois que começou a chuva, ainda perdeu tempo nas trocas de pneus, escapou da pista e acabou derrubado para o quinto lugar. Ainda é cedo, mas já começa a ficar para trás na hierarquia da equipe.

- Jarno Trulli fez uma prova discreta. Começou bem no seco, pulando e se mantendo em segundo lugar. Mas foi perdendo rendimento durante a prova e terminou em quarto.

- Nico Rosberg foi o nome do primeiro terço da corrida, com uma brilhante largada e comandando a prova com autoridade. Fez grandes voltas, parecia que brigaria pela vitória. Mas bastou o pimeiro pit stop para ficar no meio do pelotão e não conseguir mais nada. Não se deu bem com a chuva e sai de Sepang com apenas meio ponto, pelo oitavo lugar. Ele e a Williams mereciam mais.

- Lewis Pinóquio Hamilton foi o sétimo, mais uma vez se deu bem na prova mesmo com um carro ruim. Que não conte nenhuma mentira hoje, senão pode perder o ponto que ganhou.

- Patética, novamente, a corrida da Ferrari. Felipe Massa saiu lá de trás, ganhou quatro posições na largada, mas depois ficou preso no fundão e não conseguiu grande coisa. Kimi Raikkonen vinha “bem”, em quinto, até que a equipe resolveu acabar com sua corrida, colocando pneus de chuva forte quando ainda não chovia. A água demorou a cair, Kimi ficou três ou quatro voltas andando 20s mais lento que todo mundo e deu adeus a qualquer chance de marcar pontos. Simplesmente ridículo.

- O ocorrido só ilustra o desespero ferrarista. Em sã consciência, ninguém arrisca uma boa posição dessa forma. Se quisessem arriscar com Felipe, que vinha em 12º e não tinha nada a perder, seria compreensível. Fizeram o que fizeram e continuam com zero pontos no campeonato, igualzinho à péssima campanha de 1992.

- Com otite, Fernando Alonso fez o possível na corrida. Largou bem, segurou todo mundo atrás de si por várias voltas, mas não teve como manter a posição por muito tempo. Começou a perder desempenho, foi o primeiro a sair da pista com chuva e ficou em 11º. Nelsinho Piquet, em outra corrida sem comentários, foi 13º. Pelo menos não deu vexame na pista molhada.

- Heikki Kovalainen está conseguindo ser pior que Michael Andretti em 1993, não conseguindo completar nenhuma volta em corrida pela McLaren até agora. Errou logo no começo e abandonou de novo, de forma melancólica.

- Corrida morna no início, sensacional depois que a chuva começou. Mas ainda não afirmo com todas as letras que o novo regulamento “salvou” a Fórmula 1, pois foi mais uma corrida atípica. Só vamos ter certeza se o GP da Espanha for uma boa corrida, coisa rara na história.

- Campeonato: Button 15, Barrichello 10, Trulli 8,5, Glock 8. Brawn e Toyota dominando a temporada, quem diria. Ferrari na lanterna, zeradinha.

- Próxima corrida daqui a 15 dias, na China. Brawn deve levar novamente… que loucura.

Resultado do GP da Malásia

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