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Heidfeld homenageia Kubica

Foto: Reprodução/F1

O leitor Lucas R enviou, via comentários, um link com frames da F1 em alta definição, capturados por telespectadores.

Não bastasse a conclusão de que as imagens são mesmo incríveis, percebi algo que passou meio batido no capacete de Nick Heidfeld. Ao menos no treino de sexta-feira, que foi quando este frame foi capturado, ele alterou um singelo detalhe em seu capacete, em homenagem a seu ex-companheiro de BMW Sauber, Robert Kubica.

No espaço dedicado às cores da bandeira alemã, na lateral, Nick aplicou ali uma bandeira da Polônia. Um gesto simples, mas bonito.

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Petrov: fazendo história

Foto: Clive Mason/Getty Images

Terceiro colocado no GP da Austrália, Vitaly Petrov fez história hoje. É o primeiro pódio de um piloto russo na Fórmula 1. O que é um tanto óbvio, já que ele é o primeiro piloto do país a correr na categoria.

O importante, no entanto, é que o resultado não teve nada de fortuito. Petrov largou bem, pulando de sexto para quarto logo na primeira curva. Depois, manteve um ritmo consistente de corrida e defendeu-se bem dos ataques de Fernando Alonso no final, ainda que tenham sido um pouco tímidos.

Em comparação com a corrida de seu companheiro e nº 1 da Renault, Nick Heidfeld, o feito de Petrov ganha ainda mais valor. O alemão fez uma corrida ridícula, para dizer o mínimo. Não demonstrou qualquer competitividade e acabou a corrida em 14º, à frente apenas da Lotus de Jarno Trulli e da Virgin de Jerome D’Ambrosio, que são carros lentos que correm praticamente numa categoria à parte.

E uma pergunta, em tom de lamento, fica no ar: se Petrov foi terceiro em circunstâncias normais, o que teria feito Robert Kubica com este bem nascido carro da Renault?

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Ele é alemão e não desiste nunca

* Coluna publicada na edição 11 da Revista Warm Up

Nick Heidfeld é um caso que merece ser estudado. O piloto alemão, ainda que bastante talentoso, é dentre todos os da Fórmula 1 atual o que mais dificuldades teve na carreira. Esteve sem emprego por, pelo menos, quatro vezes. Mas, mesmo assim, nunca ficou uma temporada inteira afastado, ainda que nunca tenha conseguido as bênçãos de nenhum abastado patrocinador.

O começo da carreira de Heidfeld já foi marcado por um certo revés. Estreou na Prost, em 2000, mas seu contrato era com a McLaren. Campeão de F3000 em 1999 pelo time júnior da escuderia prateada, ingressava na F1 em uma equipe menor com o objetivo de ser preparado para ser piloto McLaren dentro de alguns anos, quando Mika Hakkinen se aposentasse. Não teve um bom ano, mas a McLaren bancou-o na Sauber em 2001. Foi uma boa temporada, com pódio e tudo, mas o alemão foi vítima do efeito Kimi Raikkonen. Hakkinen, bicampeão e de grande reputação na McLaren, indicou seu compatriota para substituí-lo em 2002. Kimi fez alguns testes, caiu nas graças de Ron Dennis e Nick ficou a ver navios.

Já independente da McLaren, precisou reconstruir sua carreira, ainda que permanecendo na Sauber. Mas o baque foi grande. Em 2003, principalmente, cometeu muitos erros e ficou em situação delicada na equipe. Acabou dispensado por Peter Sauber e ficou sem rumo. Muitos já davam sua carreira como acabada, até que, surpreendentemente, descolou uma vaga na Jordan para 2004.

A Jordan vivia seu ocaso, sem dinheiro e patrocinadores. Com Giorgio Pantano de piloto pagante – posteriormente substituído por Timo Glock -, Nick seria o responsável pelo desenvolvimento. Mesmo praticamente correndo de graça, topou a oferta. Até que não foi um mau ano para ele, ainda que tenha sido a pior temporada da história da equipe. Nick chegou a conquistar um quinto e um sexto lugares, mas a situação financeira era delicada demais, a ponto de Eddie Jordan ter de vender o time. E, com isso, Nick ficou desempregado outra vez.

Mas a boa temporada na Jordan melhorou sua cotação na Fórmula 1. E com isso foi chamado pela Williams para uma espécie de vestibular para definir quem seria o companheiro de Mark Webber em 2005. Chegou na última hora e superou o favorito à vaga, Antonio Pizzonia. E, assim, continuou na categoria. Apesar de conturbada, foi uma de suas melhores temporadas. Marcou uma pole em Nürburgring, chegou duas vezes em segundo lugar e superava em pontos seu companheiro de equipe, bem mais cotado. Até que sofreu um acidente durante testes em Monza e não pôde disputar os GPs da Itália e da Bélgica. Quando deveria retornar, foi vítima de represália da Williams.

O motivo: a BMW, que fornecia motores e estava deixando a equipe, havia contratado o piloto para disputar a temporada seguinte pelo time que acabara de comprar, a Sauber. Frank Williams e Patrick Head, furiosos, não deixaram mais que Nick voltasse, ficando de fora até o fim do ano. Mas, ainda que com este contratempo, a passagem do alemão pela BMW Sauber foi seu melhor momento na Fórmula 1. Foram quatro temporadas, oito pódios e uma vitória que bateu na trave, no Canadá em 2008.

O problema é que, em fins de 2009, a BMW resolveu abandonar a F1. E Heidlfeld, outra vez, ficou desempregado. Assinou como terceiro piloto da Mercedes para 2010, mas em momento algum foi aproveitado. Virou test driver da Pirelli, ajudou a desenvolver os pneus de 2011, e no fim do ano foi premiado com uma vaga na F1, de novo na Sauber. Disputou os últimos GPs do ano em substituição a Pedro de La Rosa, que fazia um campeonato abaixo da crítica. Para se ter uma ideia, Nick conseguiu em cinco corridas a mesma pontuação do espanhol em 14.

Pena que o bom desempenho não tenha servido para segurar Heidfeld na F1. Precisando de dinheiro, Peter Sauber contratou o mexicano Sergio Perez e Nick, como de costume, ficou a pé. Até que… Robert Kubica, seu ex-companheiro de BMW Sauber, sofreu um sério acidente de rali na Itália. E então Nick Heidfeld voltou às manchetes.

Os resultados dos testes em Jerez de la Frontera não deixaram muitas dúvidas sobre quem seria o escolhido para substituir Kubica. Faltam a Bruno Senna e Vitantonio Liuzzi, os outros candidatos, a experiência e a consistência que sobram em Heidfeld. Semana passada veio a confirmação. É a escolha óbvia.

Paradoxalmente, a temporada na Renault pode ser a mais promissora de toda a carreira de Nick. O carro vem andando bem, não é de se duvidar que possa brigar por vitórias, ainda que eventualmente. E assim, quem sabe, o alemão possa conseguir livrar-se da pecha que o acompanha já há alguns anos: é o piloto que mais GPs disputou sem ter vencido um sequer, em toda a história da sexagenária Fórmula 1.

Com tantas idas e vindas, altos e baixos até injustos para um piloto de talento, um fato não dá para negar. Nick Heidfeld pode não ser brasileiro, mas não desiste nunca.

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Sai da frente!

Fernando Alonso e Nick Heidfeld se estranharam nos treinos livres de hoje em Valência.

Uma colisão boba, mas que poderia ter consequências sérias caso a BMW de Nick chegasse a capotar. Dá pra eleger um culpado pelo acidente?

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Heidfeld e seu casco comemorativo

Reprodução/NickHeidfeld.com

Reprodução/NickHeidfeld.com

Agora virou moda. Rubens Barrichello foi o primeiro piloto a promover um concurso em seu site, para que fãs sugerissem uma pintura especial em seu capacete para ser utilizado no GP do Brasil de 2006. Na ocasião, venceu um desenho em amarelo, com palmas de mão desenhadas. Desde o ano passado, Jenson Button faz o mesmo no GP da Inglaterra. E a bola da vez é o alemão Nick Heidfeld.

Mas como diz a velha máxima, gosto não se discute, se lamenta. Dentre mais de 9.000 sugestões de internautas, Nick escolheu os 11 “melhores”. E deles, extraiu a beleza acima, com a qual disputará o GP da Alemanha, dia 12 de julho.

Na verdade, analisando os outros dez, talvez dois ou três se salvem. Pergunta: será que os outros 9.000 eram uma porcaria igual ou Heidfeld tem mesmo um gosto sui generis?

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BMW lembra aniversário do Mini

Foto: Divulgação/BMW Sauber

Foto: Divulgação/BMW Sauber

Em ação promocional, a BMW Sauber pintou na cobertura do cofre de seu motor para o GP de Mônaco um “feliz aniversário” de 50 anos para o Mini, tradicional e simpático carro de rua que no Brasil ficou conhecido como “Carro do Mr. Bean“. Criado em 1959 na Inglaterra, o Mini é bastante popular até hoje na Europa, principalmente em sua versão atualizada, fabricada desde 2001 pela própria BMW. Na Itália, vi dezenas deles.

Na pintura aplicada na carenagem da BMW Sauber, um detalhe interessante. No carro de Robert Kubica, aparece um desenho do próprio piloto segurando um bolo com a inscrição “50″. No de Nick Heidfeld, o desenho muda para o seu rosto.

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Rapidinhas: GP da Espanha

Foto: Divulgação/Brawn

Foto: Divulgação/Brawn

Com todo o delay do mundo, agora sim coloco a casa em ordem dando palpites beeeem atrasados sobre o GP da Espanha. Vamos lá.

- Mais uma vitória incontestável da Brawn, a grande dona da temporada. As equipes com mais dinheiro estão correndo atrás, devem evoluir mais até o final da temporada, mas a vantagem conquistada pela equipe-sensação do campeonato já é bastante expressiva. Diria que, salvo algum fato extraordinário, o título é de Jenson Button. Quatro vitórias em cinco provas é um número considerável.

- A vantagem é tão grande que a Brawn já se dá ao luxo de disputar vitórias entre seus dois carros, permitindo que cada piloto – e seu respectivo engenheiro – adote sua própria estratégia. Barrichello saltou na frente, dominou o início da prova, mas tomou um nó tático de Jenson Button.

- A decisão de modificar a estratégia de três para duas paradas foi acertada e óbvia, até. Com a entrada do Safety Car nas primeiras voltas, a vantagem que stints mais curtos poderiam trazer foi seriamente prejudicada. Inteligente e rápido foi o engenheiro de Button, que mudou o planejamento para apenas duas paradas e deixou Barrichello chupando o dedo. O inglês também foi de imensa competência no longo segundo stint que fez. Foi rápido e constante, ganhando a prova naquele momento.

- Felizmente hoje a transmissão pela TV nos mostra as conversas pelo rádio e evita-se especulações indevidas. Durante toda a corrida ficou bastante claro que Barrichello foi avisado por seu engenheiro da mudança de estratégia do adversário, foi cobrado pelos tempos de volta que deveria fazer para vencer e, se não venceu, foi porque não conseguiu. Fosse em outra época, estariam chovendo especulações infundadas de que “estão prejudicando o brasileirinho”.

- Com a dificuldade habitual em assimilar uma derrota, Barrichello desceu do carro ameaçando até pendurar o capacete caso a equipe o estivesse sacaneando. É claro que não está, assim como também é claro que ele não cumpriria tal ameaça mesmo que estivesse. Mais um discurso infeliz e inócuo do brasileiro que, se quiser ser campeão, terá que torcer para que o companheiro quebre a perna.

- Sensível melhora da Ferrari com o novo pacote aerodinâmico, com uma boa corrida de Felipe Massa. Porém, mais uma vez erros absurdos da equipe comprometeram um bom resultado. A escuderia italiana agora é assim, erra numa corrida e na outra também. Em alguns momentos, várias vezes, como agora na Espanha. Kimi Raikkonen foi vítima de outra burrada fenomenal na classificação, ficou à pé durante a prova com problemas mecânicos e Felipe quase ficou sem combustível, perdendo um quarto lugar que era certo. A Ferrari parece até ser capaz de vencer uma ou outra corrida durante o ano, mas precisará vencer a si própria em primeiro lugar.

- Bela corrida de Mark Webber, que demonstrou competência acima do normal em Barcelona. Quietinho, colocou o companheiro Vettel no bolso. Contou com certa colaboração de Felipe Massa, que segurou o alemão na pista, mas mereceu o terceiro lugar.

- Fernando Alonso foi outro destaque da prova, apesar da lambança na largada. Deu um chega-pra-lá em Rosberg, que jogou Trulli para fora, que voltou para a pista e fez um strike com as duas Toro Rosso e Adrian Sutil. Conseguiu um bom quinto lugar, ultrapassando a lenta Ferrari de Felipe Massa no finalzinho, para delírio da torcida espanhola.

- Já Nelsinho Piquet não fez bobagem, mas também não fez nada de bom. Mais uma corrida no final do pelotão, sem incomodar ninguém senão sua própria equipe.

- BMW melhorou bastante, conseguindo dois importantes pontos com Nick Heidfeld. Um alívio para quem fez uma corrida desastrosa no Bahrein.

- A McLaren parece ter andado para trás novamente. Kovalainen quebrou no começo, Lewis Hamilton não conseguiu fazer nada de mais, terminando a corrida fora da zona de pontos. Corridas em Montmeló tendem a apresentar a posição real de cada equipe no campeonato. E se a posição da McLaren é esta mesmo, é uma péssima notícia para o time dos carros prata.

- Falando em corridas em Montmeló, mais uma modorrenta. Não adianta ficar mexendo em regulamento sem parar, boas corridas se fazem com boas pistas. E o circuito catalão, definitivamente, não proporciona boas corridas.

- Semana que vem, GP de Mônaco, outra pista chatinha. Porém, com os guard-rails muito próximos, surpresas sempre podem acontecer. Uma corrida em Mônaco só é boa conforme os pilotos erram então… que venha uma prova cheia de erros!

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Novo “pacote aerodinâmico” da BMW

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Vi essa no Geckodriver. As duas BMW Sauber tiveram suas asas dianteiras quebradas no mesmo ponto durante a largada do GP do Bahrein.

Definitivamente, foi uma corrida para esquecer. Não por acaso, foi a primeira vez em quatro temporadas de história que a equipe ficou duas provas seguidas fora da zona de pontos.

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Button e a volta rápida mais tardia

Foto: Divulgação/Brawn

Foto: Divulgação/Brawn

Mais uma curiosidade cercou o GP da Malásia de 2009. Jenson Button, embora já tivesse vitórias e diversos pódios na Fórmula 1, até o último domingo nunca tinha marcado a volta mais rápida de um Grande Prêmio. A escrita foi quebrada no dilúvio de Sepang, mas não sem outra curiosidade: em seu 155º GP disputado, Button tornou-se o piloto que mais corridas demorou, em toda a história, para fazer uma melhor volta em corrida.

O recorde anterior pertencia a Nick Heidfeld, que marcou sua primeira volta mais rápida também em Sepang, no GP da Malásia do ano passado. Nick demorou 134 GPs para obter a marca. O terceiro colocado entre voltas mais rápidas tardias é o belga Thierry Boutsen, que foi o mais rápido no GP da Alemanha de 1990, seu 114º GP. Rubens Barrichello é o quarto, tendo levado 113 corridas até ser o mais veloz em uma volta durante uma corrida.

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Nick verde

Foto: Divulgação/BMW

Foto: Divulgação/BMW

A exemplo de Fernando Alonso, Nick Heidfeld é outro que vem apresentando um casco diferente por temporada. Para 2009, o alemão da BMW Sauber manteve o mesmo desenho dos últimos dois anos, mas variou outra vez na cor. Se antes predominava o branco e azul, agora Nick aderiu ao verde como cor principal.

Embora não goste dessas mudanças frequentes, não dá para negar que ficou bonito. No carro branco e azul da BMW, vai dar um contraste interessante.

A propósito, tenho a impressão de que já há algum tempo não via um capacete verde na F1. De cabeça, lembro do Tora Takagi… houve outro mais recente? Quem lembra?

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Mais uma chance para Nick

Em curto comunicado hoje, a BMW Sauber anunciou oficialmente a permanência de sua dupla de pilotos – Nick Heidfeld e Robert Kubica – para 2009. Com isso, desfazem-se os rumores de uma transferência de Fernando Alonso para o time bávaro.

Quem vibra com a notícia são os torcedores de Nick Heidfeld. O discreto alemão, apesar de rápido, já tinha a sua vaga dada como perdida para o espanhol da Renault. Rápido, porém discreto, Nick sempre foi subestimado na F1. E, quando fez sua melhor temporada, em 2007, todos previam que finalmente brilharia no atual campeonato. Mas foi obscurecido por Kubica, que deu à equipe sua primeira pole position e primeira vitória.

Eu mesmo cheguei a considerar que o “Quick Nick” encaminhava um final de carreira, avaliação obviamente errada. O alemão fica mais um ano na BMW e poderá trabalhar para, finalmente, conquistar sua primeira vitória. Merecido.

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Nick com capacete comemorativo


Agora é assim: corrida em casa, casco especial. O piloto da vez é Nick Heidfeld, que preparou uma pintura diferente para o GP da Alemanha, em Hockenheim.

O piloto da BMW manteve as linhas do layout que vem utilizando em 2008, aplicando nelas apenas um contorno dourado e deixando a pintura totalmente branca. A única exceção é a estilização da bandeira da Alemanha, que manteve as cores do país.

Ficou interessante.

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O alemão que se salvou


A Red Bull anunciou hoje em Hockenheim o que todo mundo já sabia: Sebastian Vettel será “promovido”, saindo da Toro Rosso para assumir a vaga do aposentado David Coulthard na Red Bull em 2009. Corrida na Alemanha, hora certa para o anúncio. Até porque, diria eu, trata-se da primeira boa notícia envolvendo um piloto alemão nesta temporada.

O ano começou com um recorde: cinco alemães presentes inscritos, o equivalente a um quarto no grid da Fórmula 1, depois da debandada da Super Aguri. A maioria deles jovens e promissores talentos, dando a impressão de que iniciava-se uma nova era de domínio germânico.

Porém, em oito corridas, todas as previsões se desmancharam. Vettel conseguiu sua promoção, é verdade, mas muito pelo que fez no ano passado. À exceção do GP de Mônaco, no qual guiou como veterano e chegou num brilhante quinto lugar, pouco fez além de bater nas primeiras voltas da maior parte das corridas.

Adrian Sutil vive fase parecida com a de Vettel. Brilhou em Mônaco, mas bate demais e, para piorar, vem sendo obscurecido pelo veterano Fisichella na Force India. Sua cotação vem caindo a cada prova.

Nico Rosberg, já em sua terceira temporada, segue caminho parecido. Era incensado como uma das possíveis surpresas do ano e não pára de decepcionar. Os seguidos bicos perdidos nas corridas são prova disso – entre Mônaco e Canadá foram quatro -, e o herdeiro de Keke Rosberg chega à metade da temporada empatado em pontos com seu companheiro Kazuki Nakajima. O que, convenhamos, é muito pouco. Pelas boas performances em classificação, continua bem cotado. Mas se os resultados continuarem escassos, perderá valor em pouco tempo.

Timo Glock, campeão da GP2 em 2007, chegou à Toyota sem grandes expectativas. Porém, esperava-se pelo menos uma luta mais árdua com Jarno Trulli, veterano às vésperas da aposentadoria. Não está acontecendo. Glock tem apenas 5 pontos marcados, contra 20 do companheiro. Em grids de largada, vem sendo goleado por 7×2. Além disso, acumula rodadas e batidas. Muitas delas, infantis.

E o quinto tedesco, Nick Heidfeld, o mais experiente, também vem sucumbindo. Foi muito bem em Silverstone com um segundo lugar, mas não vem sendo nem sombra para Robert Kubica. Dos cinco, é aquele de quem mais se esperava em 2008, cogitando-se até uma provável primeira vitória. Ironicamente, ela chegou para seu companheiro de equipe, que briga pela ponta da tabela. Com 36 pontos, Nick está bem posicionado – a apenas 12 do líder – e não faz um campeonato ruim. Mas está longe do que dele se esperava.

Cinco pilotos, cinco decepções. Sebastian Vettel garantiu boa posição para o ano que vem e, até agora, é o alemão que se salva em 2008. Por acaso ou não, é o único deles que tem mais pontos na tabela do que o companheiro de equipe.

Nico Rosberg e Nick Heidfeld também devem garantir bons contratos para o ano que vem, mas é fato que o futuro do automobilismo germânico já não é mais visto com o mesmo otimismo de alguns meses atrás. Ainda há tempo, o cenário pode mudar. Mas, se a tônica for a das primeiras etapas desta temporada, restará aos alemães torcer por BMW e Mercedes. A geração pós-Schumacher não emplaca.

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Do Baú: Ralf na Sauber?


Pelas imagens acima, é possível constatar que Ralf Schumacher fez um teste pela equipe Sauber, com o C19, modelo utilizado pela equipe na temporada de 2000. Certo?

Errado. Trata-se, na verdade, dos primeiros testes de Nick Heidfeld pelo time de Peter Sauber. O alemão, recém chegado da Prost, conhecia em Jerez de la Frontera a equipe com a qual disputaria a temporada de 2001. Porém, teve um problema com seu capacete e acabou indo para a pista com um casco de seu conterrâneo Ralf Schumacher.

Curioso reparar que Heidfeld está, até hoje, no mesmo time. Permaneceu três temporadas na Sauber, teve passagens breves por Jordan e Williams, até cair novamente na mesma equipe, agora sob o nome de BMW. Batido por Kimi Raikkonen em 2001, acabou marcando passo na carreira. Agora em 2008, batido facilmente por Robert Kubica, pode estar encaminhando um melancólico final de linha na F1.

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Mancada do Nick

Fábio Seixas postou essa em seu blog, mas tive que reproduzir aqui.

Nick Heidfeld foi à Munique fazer uma demonstração para os funcionários da BMW. Zerinho daqui, zerinho dali, até que, aos 1min20s do vídeo…


Foi mal.
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Heidfeld quebra recorde de Boutsen


O atento Pezzolo se deu conta desta, que passou despercebida no GP da Malásia. Nick Heidfeld marcou no domingo a primeira volta mais rápida de sua carreira na Fórmula 1. Não seria nada de tão excepcional, não fosse o recorde que ela representa.

Heidfeld tornou-se o piloto que mais corridas demorou para marcar uma volta mais rápida em toda a história: 134 Grande Prêmios. O recorde anterior pertencia a Thierry Boutsen, que levou 114 provas para fazer a melhor volta no GP da Alemanha de 1990. O terceiro colocado é Rubens Barrichello, que esperou 113 GPs até ser o mais rápido no GP da Austrália de 2000.

Na forma em que está a BMW, a primeira vitória do alemão não deve tardar. E, caso ocorra, será também um recorde de espera. O detentor da marca atual é Rubens Barrichello, que esperou 123 corridas até vencer o GP da Alemanha de 2000.

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O lance da corrida

David Coulthard, Fernando Alonso e Nick Heidfeld brigando pela oitava posição no começo do GP da Malásia. O alemão da BMW passa os dois de uma vez.


Um dos melhores momentos da F1 nos últimos anos.
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Nick na onda dos novos cascos


Demorou mais de sete temporadas na Fórmula 1 até que Nick Heidfeld embarcasse na onda das mudanças de capacete. Sua pintura sofreu grandes mudanças pela primeira vez no ano passado, mas o alemão gostou da nova moda e começará 2008 com outras alterações no visual.

O casco novo, à direita, mantém o desenho do ano anterior, mas traz alterações nas cores. A parte central, antes um desenho em tons de cinza com fundo branco, agora ganha uma mancha negra. Será aquela pintura térmica que fica mais clara quando está mais quente? É possível.

De qualquer forma, houve mudanças também na base, antes cinza e agora branca, e no topo, que ganhou uma coroa branca para facilitar a inserção dos logos dos patrocinadores. Alguns outros detalhes menores também sofreram modificações. Num geral, achei mais harmônico.

Robert Kubica, companheiro de Heidfeld que tem pouco tempo de F1 e pelo menos quatro cascos diferentes, volta a usar a pintura vermelha e azul, com aplicação da bandeira da Polônia. A versão em preto e branco, pelo jeito, foi exclusiva do GP do Brasil mesmo.

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Da série: micos que os pilotos pagam

Pobre Falcon. Não precisava.

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BMW & Kubica: algo de estranho no ar…

Livio Oricchio já vem cantando esta pedra há alguns dias. Muito estranho o comportamento da BMW para com Robert Kubica, a principal promessa da Fórmula 1 atual.

Quando desembarcou em Melbourne, Kubica ficou sabendo que seu engenheiro de pista foi trocado. Sumariamente, Willy Rampf designou que Gianpaolo D’Alara passasse a cuidar do carro de Nick Heidfeld. D’Alara, pelo que se sabe, trabalhava com o polonês desde sua estréia e se relacionava muito bem com ele. Foi uma decisão que nem o próprio engenheiro compreendeu.

Ontem, na primeira sessão de testes da temporada, a equipe decidiu colocar Sebastian Vettel na pista e deixou Kubica no banco. Com cara de poucos amigos, sentado na garagem, o irmão gêmeo do Timmy do South Park foi alvo de atenções das câmeras da transmissão de TV.

Há algo de muito estranho acontecendo na BMW.

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