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Todos ri – A cabeçada de Mansell

Nigel Mansell sempre foi uma figuraça. Piloto vibrante e bravo – por vezes um tanto troglodita -, fora das pistas era um sujeito um tanto desengonçado e engraçado. Carismático, em muitos momentos acentuou o tom atrapalhado de sua personalidade. Embora sofresse mesmo de problemas de coluna – agravados depois da pancada que o tirou da briga pelo título em 1987 -, não raramente descia do carro mancando, ou quase desmaiando, ou só fazendo cara de coitado mesmo, ainda que não houvesse motivo algum para isso. Um pouco de teatro fazia parte da personalidade do Leão.

Mas o GP da Áustria de 1987 foi um tanto dolorido para Mansell. Bastante dolorido, eu diria. Na semana antes da prova, o inglês extraiu um de seus dentes do siso, o que o fez competir sob o efeito de fortes analgésicos. Mesmo assim, continuava reclamando de dores. A corrida, por si só, já começou com dores de cabeça. Mansell saía na primeira fila, ao lado do pole position, seu companheiro Nelson Piquet. Na largada, manteve a segunda posição, mas uma carambola no meio do grid interrompeu a prova e anulou a partida. Na segunda largada, teve problemas e seu carro mal arrancou. Teria abandonado a corrida ali, não fosse a sorte de um segundo acidente generalizado obrigar a interrupção da prova outra vez. O Leão, assim, pôde pegar o carro reserva e voltar para a pista, disputando assim a corrida que acabara de abandonar.

Na terceira e definitiva largada, arrancou mal e caiu para a quarta posição. Mas fez uma corrida memorável, recuperando posições, até ultrapassar Nelson Piquet na 20ª volta. O brasileiro tinha problema de pneus e hesitou ao encontrar retardatários. Mansell foi para cima e fez uma bela manobra, num curvão a quase 200km/h. Piquet precisou trocar de pneus e a corrida ficou livre para o Leão, uma bela vitória.

Mas grandes as dores de cabeça, literalmente, apareceriam no caminho para o pódio. Um carro aberto conduzia Mansell, Piquet e Teo Fabi. Os fãs gritavam seu nome e o atabalhoado inglês resolveu corresponder, levantando para acenar para o público. Não percebeu que o carro se aproximava de uma passarela de concreto e bateu forte com a cabeça, caindo dentro do carro. A cena, memorável, pode ser vista no vídeo abaixo.

No pódio, Mansell não parava de passar a mão na cabeça machucada. Na entrevista pós-corrida, uma cena histórica: com a habitual cara de coitado, aplica uma bolsa de gelo enquanto Reginaldo Leme se prepara para começar a gravar. Certamente, foi a vitória mais dolorida até hoje na Fórmula 1.

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25 anos de GP da Austrália – parte 2

Se na maioria das vezes as corridas em Adelaide foram de certa forma uma celebração de fim de temporada, em duas ocasiões a situação foi um tanto diferente. O GP da Austrália decidiu dois títulos mundiais, em 1986 e 1994. Ambas decisões foram históricas, cada uma à sua maneira. Se em 1986 Alain Prost foi o campeão-azarão numa prova marcada por muitas alternativas e suspense até as voltas finais, em 1994 a corrida australiana foi marcada pela infâmia, com Michael Schumacher forçando um acidente com Damon Hill.

Três no páreo e decisão surpreendente

Nigel Mansell, Nelson Piquet e Alain Prost desembarcaram na Austrália com ambições de fechar o ano com um título mundial. O inglês era o franco favorito. Bastava um terceiro lugar, independentemente de qualquer outro resultado, para ser campeão. E, ainda que não fosse ao pódio, levaria o título da mesma forma, caso o vencedor não fosse nem Prost nem Piquet. O brasileiro, companheiro de Mansell na Williams, precisava da vitória a todo custo. E Prost, ainda que em segundo lugar no campeonato, era o menos cotado, já que sua McLaren-TAG Porsche não era páreo para as duas Williams-Honda.

Na classificação, já se pôde ter uma noção da vantagem da Williams. Mansell e Piquet formaram a primeira fila, virando tempos na casa de 1min18s. Prost foi quarto, mais de um segundo atrás. Seu companheiro, Keke Rosberg, foi apenas sétimo, a dois segundos das Williams. A situação não era nada favorável à McLaren. E justamente por isso, a equipe decidiu por uma estratégia ousada.

Rosberg foi escolhido como “coelho”. Não venceria, mas largaria mais leve e dispararia na frente de forma a forçar Piquet e Mansell a desgastarem seus equipamentos. Tudo começou conforme o script, com o finlandês ultrapassando todo mundo – é bom lembrar que era uma época em que ultrapassagens eram eventos normais – e assumindo a ponta. Piquet e Mansell começaram a forçar e o brasileiro foi o primeiro a se complicar, travando os freios e rodando. Caiu do segundo para o quarto lugar.

Mas, por um instante, pareceu que a estratégia do time de Ron Dennis fracassara. Alain Prost teve um pneu furado e foi obrigado a parar nos boxes. Despencou para a quarta posição e suas chances de título pareciam terminadas. Mas justamente o pneu furado foi seu grande aliado.

Aqui cabe um parêntese. Duas semanas antes, no México, a Goodyear protagonizou um fiasco ao ver suas equipes obrigadas a duas paradas para trocas de pneus por seus compostos não aguentarem as ondulações do circuito Hermanos Rodriguez. Gerhard Berger, com uma Benetton – equipe estreante – calçada com pneus mais resistentes da concorrente Pirelli, conseguiu uma vitória surpreendente. Fecha parêntese.

Preocupada com o fracasso no México, a Goodyear prometeu novos compostos para o GP da Austrália que, em sua avaliação, seriam resistentes o suficiente para garantir uma corrida inteira sem trocas. Como ninguém iria parar, Prost estava, de fato, ferrado. Mas não foi bem assim.

Cerca de trinta voltas depois, já no terço final de corrida, o coelho Rosberg encostou e abandonou. Em um primeiro momento, imaginava-se pane seca, já que o finlandês vinha num ritmo alucinante a corrida toda. Mas não: o motivo fora um pneu furado. Dados os problemas de pneus nas duas McLaren, era de se esperar que os compostos da Goodyear não fossem assim tão resistantes. Mas, mesmo assim, a Williams confiou na palavra do fornecedor e não mandou nem Piquet nem Mansell pararem. Erro fatal.

Prost comemora o bi logo após cruzar a linha (Foto: Tony Feder/Allsport)

Prost comemora o bi logo após cruzar a linha
(Foto: Tony Feder/Allsport)

O inglês, que vinha em segundo lugar e tinha o título nas mãos, viu seu pneu traseiro esquerdo explodir em plena reta, a 300km/h. Felizmente, conseguiu controlar o carro e evitou um grave acidente, mas o título já estava perdido. Com o abandono de Mansell, Piquet passou a liderar a prova, com Prost em segundo. Porém, preocupada com o estado dos pneus do brasileiro, considerando que ele já havia travado rodas e rodado, a equipe o orientou a parar nos boxes para uma troca. Assim, a menos de 20 voltas para o fim, Prost assumiu a liderança rumo a seu segundo título mundial.

Piquet ainda reduziu a diferença, mas já era tarde. Nem mesmo um problema no medidor de combustível, que a duas voltas do fim passou a sinalizar que não havia mais gasolina no tanque, tirou o título de Prost. O francês não reduziu o ritmo e preferiu correr o risco de uma pane seca. Saiu de Adelaide campeão. Desceu do carro logo depois de cruzar a linha de chegada, saltando de alegria. Um grande momento.

Triste fim de uma temporada infame

Já em 1994, a situação foi completamente diferente. A temporada foi marcada por uma série trágica de acidentes, sendo que dois produziram vítimas fatais: Ayrton Senna e Roland Ratzenberger. O campeonato apresentou uma liderança folgada de Michael Schummacher, que ganhou seis das sete primeiras corridas. Porém, uma série de desavenças entre a FIA e a equipe Benetton, acusada de utilizar dispositivos ilegais em seus carros. As acusações nunca ficaram provadas, mas mesmo assim a FIA fez “justiça com as próprias mãos” ao desclassificar Schumacher de duas corridas e proibi-lo de disputar outras duas. O alemão até mereceu a desclassificação no GP da Inglaterra, mas o restante das punições pareceram um tanto exageradas. Era uma tentativa atrapalhada de salvar um campeonato manchado por mortes, trapaças e controvérsias.

Com tapetão, a decisão do título acabou ficando para a última corrida. Michael Schumacher chegou à Austrália líder, mas apenas um ponto à frente de Damon Hill, da Williams. Assim, quem chegasse à frente nas primeiras posições seria o campeão, num briga direta, homem a homem.

A pole position ficou com Nigel Mansell, que substituía Senna na Williams, com Schumacher em segundo e Hill em terceiro. Depois de dois anos na Indy, o Leão havia se acostumado com largadas lançadas e não partiu bem quando surgiu o sinal verde. Caiu para quinto, deixando a briga na ponta para os dois postulantes ao título. Schumacher saltou na frente, com Hill em segundo.

Schumacher joga seu carro sobre Hill para ser campeão (Foto: Reprodução/Adrivo.com)

Schumacher joga seu carro sobre Hill para ser campeão
(Foto: Reprodução/Adrivo.com)

Embora não tenha havido uma tentativa de ultrapassagem, Hill vinha marcando Schumacher de perto. Até o pit stop fizeram juntos, era mesmo uma marcação homem a homem. Quando começaram a negociar ultrapassagens com retardatários, o alemão conseguiu abrir alguma vantagem. Porém, errou na 35ª de 81 voltas. Deixou sua Benetton escapar, bateu com a roda dianteira numa mureta de proteção e voltou à pista atordoado. Damon Hill, que viu Schumacher voltando à pista depois de uma escapada, achou que aquela era a sua grande chance e colocou por dentro para ultrapassar. Ao ver que não teria como segurar o inglês, Schumacher apelou. Jogou sua Benetton sobre o carro de Hill, forçando o abandono de ambos.

Foi um título constrangido, o primeiro da carreira vitoriosa de Schumacher, e talvez o que mais prejudicou sua imagem. A canalhice que fez foi aprendida na cartilha de seus professores, Alain Prost e Ayrton Senna. Mas o problema é que na época Michael era apenas um talentoso piloto buscando provar que poderia ser campeão. Senna e Prost foram sujos quando já gozavam da fama de super-heróis, um momento no qual barbaridades são vistas com certa condescendência. Schumacher não tinha um passado que o absolvesse, mas o futuro se encarregou de lhe fazer justiça.

Amanhã, a parte final do especial, com os GPs disputados no Albert Park.

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25 anos de GP da Austrália – parte 1

A história dos Grandes Prêmios da Austrália válidos pelo Mundial de Fórmula 1 começa há exatos 25 anos. Não que antes nunca tenha havido corridas na terra dos aborígenes, mas o fato é que as provas de F1 lá realizadas anteriormente aconteceram como corridas extra-oficiais, sendo algumas delas válidas pela Tasman Series. Mas isso já dá outro post.

A Austrália entrou pra valer no mapa da categoria a partir de 1985, quando o circuito urbano de Adelaide passou a sediar a corrida, sempre a última da temporada. Lá aconteceram 11 Grandes Prêmios até 1995, quando as características da prova australiana mudaram por completo. Passou do final para o começo do calendário e trocou as ruas de Adelaide pelo traçado dentro de um parque em Melbourne.

A série de três posts que se inicia hoje conta diferentes momentos do GP oceânico. O primeiro, fala de algumas divertidas corridas – quase que recreativas -, que marcaram o encerramento de várias temporadas. Amanhã, o post será sobre as duas decisões de título que lá aconteceram, em 1986 e 1994. E na quarta-feira, um pouco da história mais recente, com algumas corridas já disputadas no Albert Park.

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Tempo de confraternização

Cidade litorânea ao sul da Austrália, Adelaide quase sempre sediou corridas mais relaxadas, uma espécie de confraternização de fim de ano. Não por acaso: todos os GPs lá disputados encerraram as temporadas, sendo que nove dos onze aconteceram já com o título do campeonato definido. Assim, as equipes e pilotos dirigiam-se à Oceania para quase que celebrar o ano que passou e engatar um início de férias num lugar agradável à beira-mar.

O clima festivo proporcionou corridas bastante diferentes. Para se ter uma ideia, Ayrton Senna correu no sacrifício em 1988, logo após ser campeão no Japão, por ter machucado o pulso jogando futebol na véspera do GP. Algo impensável durante a tensão normal de uma temporada.

São situações como essas que ajudam a explicar como, em nove corridas que ocorreram nessas condições, apenas uma vez o campeão da temporada venceu. Foi em 1991, quando Senna ganhou a mais curta corrida da história da Fórmula 1, que durou apenas 14 voltas. O temporal foi tamanho que a prova foi interrompida logo cedo e os pontos, contados pela metade.

Na prova de estreia, em 1985, Keke Rosberg deu show e conquistou sua última vitória na F1. Mas o show mesmo foi de Ayrton Senna, que fez uma espécie de corrida circense. Saltou por sobre zebras, perdeu o aerofólio dianteiro de sua Lotus e deu até um passeio por baixo das arquibancadas temporárias. Depois de castigar tanto seu carro, abandonou com problemas mecânicos, como era de se esperar.

Berger bate de propósito em Arnoux. (Foto: Reprodução/Forix)

Berger bate de propósito em Arnoux.
(Foto: Reprodução/Forix)

Três anos depois, um outro abandono, mas premeditado. Gerhard Berger sabia que sua Ferrari não tinha a menor chance na corrida. O motor consumia muito combustível e, à época, o reabastecimento era proibido. Para chegar ao final, precisaria andar lentamente. Como a corrida já não valia mais nada mesmo, resolveu dar show. Saiu com pouca gasolina e foi para o ataque. Ultrapassou as imbatíveis McLaren de Senna e Prost e disparou na ponta. Até que encontrou o retardatário René Arnoux. Viu ali a chance de um grand-finale: jogou seu carro por dentro e forçou uma batida com o francês. Como o piloto da Ligier era maluco e fechava todo mundo mesmo, ninguém desconfiou que tivesse sido um acidente premeditado. E Berger saiu de Adelaide como o herói do dia. E Arnoux, coitado, foi o retardatário vilão da vez.

Climão nos bastidores e corrida espetacular

Mas poucos GPs da Austrália foram mais empolgantes do que a edição de 1990, que entrou para a história como a 500ª corrida da história da F1. Senna e Prost brigaram pelo título até o GP do Japão, que encerrou a disputa com o infame acidente entre ambos na largada. Na Austrália, duas semanas depois, o clima ainda era péssimo. O brasileiro discutiu rispidamente com o tricampeão Jackie Stewart durante uma entrevista, com o escocês batendo firme na questão da falta de desportividade demonstrada em Suzuka. Prost, furioso, negou-se a posar para uma foto comemorativa ao lado dos campeões mundiais vivos lá reunidos, só para não ficar perto de Senna.

Na pista, no entanto, não houve faíscas entre eles. Ayrton largou na pole, disparou na frente e não tomou conhecimento de Prost na prova. Rumava para uma vitória até tranqüila, até que sofreu um problema de freios, bateu na barreira de pneus e abandonou. Nigel Mansell, com a Ferrari, assumiu a liderança e parecia vencer com tranqüilidade, até ser surpreendido pela zebra Nelson Piquet. Sua Benetton, ainda que tivesse vencido no Japão, não era o carro mais competitivo e dificilmente ganharia uma corrida com McLarens e Ferraris na pista. Mas Piquet elaborou uma estratégia de não trocar pneus e surpreendeu o piloto inglês. Manteve-se à frente com dificuldade, enquanto Mansell vinha rápido com pneus novos. Na última volta, o Leão tentou o bote por dentro na curva mais fechada do circuito, a poucos metros do final. Sem medo, Piquet fechou a porta e, por milímetros, os dois não se chocaram. Vitória do brasileiro, na chegada mais emocionante de todos os GPs da Austrália.

Senna e Prost fazem as pazes. (Foto: Reprodução/Adrivo.com)

Senna e Prost fazem as pazes.
(Foto: Reprodução/Adrivo.com)

A reconciliação de dois grandes nomes

Se por um lado a corrida de 1990 viu o auge da inimizade entre Senna e Prost, três anos depois Adelaide foi palco da reconciliação dos dois campeões. O francês se despedia da Fórmula 1, enquanto que o brasileiro dava adeus à McLaren. Numa prova histórica, a vitória foi de Senna, com Prost em segundo. Na garagem, depois de anos de frieza e inimizade, Ayrton estendeu a mão a Alain e ambos trocaram um cordial cumprimento. No pódio, Senna ergueu algumas vezes o braço de Prost, campeão daquela temporada, como que num reconhecimento público da importância que o francês teve em sua carreira e na história da categoria. Foi a última vitória de Senna e o capítulo final de um dos maiores – e mais controversos – duelos da história da F1.

Mas em 1989, por exemplo, a corrida foi tensa. Logo após o polêmico GP do Japão, o qual Senna venceu mas foi desclassificado depois de um acidente com Prost, o título já estava decidido em favor do francês. Porém, Senna e a McLaren aguardavam julgamento de um recurso e esperavam vencer em Adelaide para que o título trocasse de mãos no tapetão. No dia da corrida, um temporal desabou sobre o circuito, deixando a pista absolutamente sem condições. Enquanto a maioria dos pilotos se organizava para evitar a largada, Ayrton Senna era um dos poucos que permanecia no cockpit aguardando a volta de apresentação. A direção de prova autorizou o início das atividades assim mesmo, com vários pilotos percorrendo o grid a pé. A largada, com nem todo mundo alinhado ainda – vários carros ainda estavam em volta de apresentação -, foi uma zona. Tanto que, logo depois, foi anulada. Alain Prost, que havia largado da primeira vez, recolheu-se aos boxes na primeira passagem e não voltou para a segunda partida. Senna largou de novo, manteve-se na ponta mas acabou abandonando depois de um acidente com Martin Brundle. O brasileiro não viu a Brabham do inglês por causa da forte chuva e acertou-lhe em plena reta. Foi o fim do sonho do título, ainda que pelas vias judiciais. A vitória foi do correto Thierry Boutsen, com a Williams. Sua segunda vitória na carreira, a segunda sob forte chuva.

Adelaide se despede com corrida maluca

A despedida de Adelaide aconteceu em 1995. Melbourne passaria a sediar o GP da Austrália a partir do ano seguinte e a corrida aconteceu sob um clima esquisito. Mika Hakkinen sofrera um acidente nos treinos de sexta-feira e estava em coma no hospital. Michael Schumacher, já bicampeão, despedia-se da Benetton e sofreu um acidente com Jean Alesi, que o substituiria na equipe italiana. David Coulthard, que liderava a prova, bateu na mureta dos boxes quando faria seu primeiro pit stop. Praticamente todo mundo foi abandonando e o caminho ficou livre para Damon Hill, que ganhou com duas voltas de vantagem para o segundo colocado, o francês Olivier Panis, que disputou as últimas voltas com o motor Mugen-Honda de sua Ligier soltando fumaça para todo lado. O pódio foi completado por Gianni Morbidelli com a Arrows, ele que só voltou a correr porque o dinheiro de seu substituto, Max Papis, tinha terminado. Foi uma despedida bastante inusitada para um dos circuitos mais divertidos da Fórmula 1.

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Alonso é o 6º a vencer na estreia pela Ferrari

O espanhol Fernando Alonso tornou-se hoje o sexto piloto da história a vencer em sua primeira corrida pela equipe Ferrari. Antes dele, obtiveram tal marca os italianos Luigi Musso e Giancarlo Baghetti, o norte-americano Mario Andretti, o inglês Nigel Mansell e o finlandês Kimi Raikkonen.

Musso foi o primeiro a realizar tal feito, vencendo o GP da Argentina de 1956. Cinco anos depois, o mais incrível deles: Baghetti venceu não só sua primeira corrida pela Ferrari, mas sim sua primeira corrida na Fórmula 1. Desde então, ninguém mais conseguiu repetir a façanha.

Em 1971, Mario Andretti ganhou na África do Sul, em seu primeiro GP pela equipe italiana. Depois de um hiato de 18 anos, foi a vez de Nigel Mansell ganhar o GP do Brasil. E, novamente 18 anos depois, Kimi Raikkonen foi o vencedor do GP da Austrália de 2007, temporada na qual terminou campeão do mundo.

Fernando Alonso, em apenas uma corrida, já inscreve seu nome na história da Ferrari. Resta saber se conseguirá ser campeão, como Kimi.

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Pergunte ao Capelli: 6ª edição

Por que a Band sempre tira o Téo José pra colocar o Luciano do Vale nas melhores corridas da Indy? Ele não sabe nem falar o nome dos pilotos. by Rubeniltonjr
Porque ele é o narrador nº 1.

Caro Ivan voltando a discussão a respeito da Williams o motor Cosworth se mostrou potente nos testes de pré temporada, resta saber se é durável. Caso seja potente e durável a Williams incomodará?
Acho que sim. Com um pódio ou outro.

A RBR sempre teve um carro bom ou o Coulthard é que não era competente pra tirar o máximo daquele carro? by Arcierowells
Acho que nem uma coisa, nem outra. A Red Bull não era tão boa quanto hoje e o Coulthard não era tão ruim assim.

Capelli, seu blog é gratuito ou é pago?
Você pagou para acessar? Então é gratuito.

Surgiu numa roda de conversa a historia de um piloto do passado que estava com o braço quebrado e mandou engessar numa posição que permitia pilotar, pois iria participar de uma prova! Vc sabe se é real, lenda e com quem foi? Teria sido Nuvolari?
Aconteceu sim, foi com Jean-Pierre Beltoise. Mas não exatamente assim. Ele sofreu um grave acidente e seu cotovelo teve que ser imobilizado para sempre. Aí ele pediu que fosse em uma posição que o permitisse pilotar, arqueado. Correu de F1 e ainda ganhou em Mônaco assim. anos depois.

Capelli, você acha que se em 1994 o Dick, quero dizer, o Schummy estivesse usando o filtro para por combustivel conforme regulamento, o Senna não precisaria forçar tanto o carro e rodar no brasil e bater em Imola? by IORIO
Quanto ao GP do Brasil, sim. Quanto a Imola, não.

Sabe do que estou falando? Irland 1 x 0 Italy … depois … Italy In, Irland Out … depois … Brazil, World Champioship. by IORIO
Jordan x Minardi. Bons tempos…

Capelli, responda sinceramente: Brahma, Antarctica, Skol, Kaiser ou Sol?
Não bebo. E é sério.

Picanha ou Costela??
Picanha.

Ano que vêem teremos uma nova empresa fornecendo pneus. Na sua opinião, melhor apenas um fornecedor ou vários disputando? Por quê? by thiagorodrigues
Eu prefiro vários, porque a diferença de compostos e a briga entre eles aumenta as variáveis em uma corrida.

Sobre a questão dos 3 carros por equipe: Porque não se usa isso hoje em dia? Regulamento? Custos? Não seria uma boa? by domenicoribeiro
O regulamento não permite e seria mesmo muito caro.

Qual a justificativa oficial (se é que existe) para a desclassificação do Senna naquela prova de Suzuka em 1989?
Foi ter cortado a chicane para voltar a pista após o acidente.

Essa seção do blog foi inspirada na seção de respostas do saite do Millôr?
Não.

Ainda existem os álbuns de figurinhas da Formula 1? Você tem algum?
Acho que não existe mais no Brasil. Eu tive os de 88, 89, 90 e 91.

Capelli, volta com as charges?
Não.

Schumacher volta esse ano, então porque ele não quis topar voltar no lugar do Massa ano passado, sendo que a dor no pescoço segundo ele ainda continua? Será que ele se tocou que a coisa na Ferrari tava feia e preferiu não queimar o filme?
Acho bem provável que tenha sido para não queimar o filme.

Todo mundo diz que o Button é ótimo somente com carro ótimo. Então, se o McLaren deste ano for um primor, ele é o favorito na disputa interna com o Hamilton? Você concorda com o argumento inicial (de que Button só vai bem com carro bom)?
Eu acho o Hamilton mais talentoso que ele.

Eu li num blog que os motores da Cosworth podem ser desenvolvidos até a abertura da temporada, mês que vêm, diferente das demais equipes. Você acha que eles conseguem tirar uma diferença de 5 ou 10 km/h em reta até o Bahrain?
Se eu respondesse que sei isso, estaria mentindo ou chutando.

Olá, gostaria de saber se caso a Mercedes seja vencedora do campeonato desse ano, ela se tornará pela primeira vez campeã ou a Brawn pela segunda vez?
Mercedes campeã pela primeira vez. De construtores, diga-se. De pilotos, ela já tem dois títulos.

Tivemos temporadas com carros com motores V8, V10, V12 e até turbo e sem turbo juntos. O que explica um carro com motores "menos potentes" se sairem melhor?
Um motor V12 tende a consumir mais combustível e deixa o carro mais pesado. Um V8 poderia aproveitar a sua leveza para ter dar mais equilíbrio ao carro. Em determinados traçados, um bateria o outro. F1 não é só potência.

Meu caro amigo Capelli (olha a intimidade da pessoa que nem te conhece). Dá pra fazer drift em carro de F1? Algum piloto já tentou? Já aconteceu algo próximo? Você gosta de drift? Seria legal termos drifts esse ano? Eu não sou drifitero.
Não, não, não, não, não. E duvido.

Capelli, na sua opnião, qual foi a maior bobagem feita por um piloto dentro de uma corrida?
Em corrida? Pensando… acho que aquela do Hamilton, batendo na traseira do Raikkonen no pit lane no Canadá vai ser difícil de superar.

Em que ano acabou a numeração fixa das equipes? By Douglas Hudson
Em 1996.

Se o Button se acidentar (ou não puder correr por algum outro motivo) e o piloto reserva da McLaren for acionado, ele pode correr com o número 1 ou tem que usar o 0?
Eu acho que vai usar o zero.

Você acha que o Padre Quevedo está por trás da USF1? Afinal de contas, a USF1 "no ecziste…"
Boa!

Capelli, porque o Hamilton terminou com a Nicole, do Pussycat Dolls?
Porque ele confessou que amava a Maria Joaquina.

Nico vai ficar no zero contra Schumi quanto às largadas? Jugger
Não, o Nico vai ficar na frente em algumas classificações, sim.

Capelli, olhando lá pro começo de 2006, quando você começou com o blog, imaginaria que ele seria tão acessado, e tão bem falado? by brunopacheco
Nunca, jamais. Foi uma coisa que começou só para ser um arquivo de charges bestas.

Você acha que aquele parafuso do Bison que o Christian Fittipaldi deu em Monza, com a Minardi em 93, foi um dos momentos mais assustadores da F1? by Arcierowells
Não achei tão assustador assim, foi mais espetacular.

O que acha do "Stefan Farrão" e sua equipe "pirata"??
Confesso que ainda não digeri. Mas o fanfarrão tem mais bala na agulha que USF1 e Campos somadas.

No filme "Grand Prix"(1966) há uma situação na qual a ferrari manda um de seus pilotos abandonar a corrida em função da morte de seu companheiro de equipe… já aconteceu algo assim na F1 ou isso tudo é migué? by higorw
Durante uma corrida, não lembro. Mas já aconteceu da equipe se retirar da corrida por uma morte ou acidente grave nos treinos. A última a fazer isso foi a Sauber, duas vezes. Em 1994, quando Wendlinger ficou em coma em Mônaco e em 1999, quando uma asa do carro de Pedro Paulo Diniz voou no treino e a equipe constatou que o carro não tinha segurança para disputar o GP do Brasil.

Tem algum piloto da Formula Indy da época de Gil de Ferran e Emerson (anos 90 mesmo), que você gostaria de ter visto na F1? Não precisa ser brasileiro. Ulisses/RJ by Arcierowells
Acho que o Arie Luyendyk ia fazer um belo estrago.

Olá Capelli, sou um leitor assíduo de seu blog. Na sua opinião, qual foi o acidente mais espantoso da f1? by patrickmikael
O da largada do GP da Bélgica de 1998. Isso nunca mais vai acontecer de novo.

Novo traçado do circuito de Sakhir

Novo traçado do circuito de Sakhir

Houve conversas este ano para se usar um traçado diferente no GP do Bahrein de 2010. Isso já foi confirmado ou era só boato?
Tá confirmado. Olha ele aí do lado.

Capelli, nós vimos o Raikkonen indo pro WRC e o Rossi testando frequentemente a Ferrari. Existem outros casos de mudanças tão radicais assim?
Sim. John Surtees foi campeão de motovelocidade e depois de F1. Mike "The Bike" Hailwood também fez grande carreira nas motos e depois foi um bom piloto de F1.

Capelli, bolo de fubá ou formigueiro?
Formigueiro.

Tirando o Giuseppe Farina, vencedor da primeira corrida da Fórmula 1, algum outro piloto venceu em sua corrida de estréia?
Giancarlo Baghetti, no GP da França de 1961.

Porque Vittorio Brambilla era apelidado de "O Gorila de Monza"?
Mais ou menos pelo mesmo motivo que Nigel Mansell era chamado de troglodita. Imagine um Mansell mais louco e menos habilidoso. Tá aí o gorila.

Capelli, quando começaram as transmissões de F1 no Brasil? Acho que começou na Band, depois passou para Globo. É isso?
Não, a Globo já passava antes. Aí, com Emerson e a Copersucar em baixa, ela parou de transmitir ao final de 1979, com os direitos indo para a Band. Aí surgiu Piquet e a Globo pegou os direitos de volta a partir de 1981.

Onde há maiores chances da dupla de pilotos se estranhar abertamente nesta temporada, Ferrari, McLaren ou Mercedes?
Ferrari. Massa e Alonso numa equipe bagunçada é um pedido para que dê confusão.

Dê seu palpite, quantas corridas levará para que o Schumacher volte ao pódio? Quantas provas ele vencerá este ano?
Ele volta já na estreia. E pelo menos uma ele ganha.

O que vc acha do sistema de pontuaçao de 2010 da Fórmula 1? Eu achei que a diferença entre os primeiros é muito grande…
Eu achei que distorceu demais, mas pelo menos aumentou a vantagem do vencedor, o que considero fundamental. No fim das contas, acho que foi boa, apesar dos valores exagerados na pontuação.

Galvão Bueno ou Luciano do Valle?
Galvão.

Alain Prost testando a Ligier em 1992

Alain Prost testando a Ligier em 1992

Algum piloto anunciou aposentadoria e voltou para ser campeão? O Prost se aposentou ou apenas disse que ia parar um ano para pensar na vida?
Nem uma coisa, nem outra. Ele ficou foi sem vaga mesmo. Ele até testou a Ligier em 1992, mas viu que o carro não era competitivo e pulou fora.

Fiquei sem paciência de pesquisar, então é mais fácil perguntar. Qual o GP onde tivemos a maior quantidade de brasileiros na pista?
Foram duas corridas em 2001 (Canadá e Alemanha), com cinco. Barrichello, Burti, Zonta, Marques e Bernoldi.

Se você pudesse tirar um GP da temporada, qual seria? Eu tiraria o da Hungria.
Abu Dhabi.

O que você acharia se a Fórmula 1 adotasse um sistema de Playoffs, como na NASCAR? Ex: classificando os 5 melhores pilotos para disputar o título nas últimas 5 corridas?
Uma aberração.

Indy ou NASCAR?
Indy.

Fuma? Bebe?
Não. Só minto um monte.

E aí Capelli, tudo bem? Dia desses estava discutindo com uns amigos a respeito da existência ou não de velocímetro nos carros da Formula 1. Até onde eu sei, não há velocímetro na Formula 1, bem como na maioria dos carros de corrida. Confere?
Não na forma que conhecemos, com ponteiros. Há um velocímetro eletrônico no volante, dá até para ver os números em algumas câmeras onboard.

Lendo o anuário de 1985 do Francisco Santos (muito bom por sinal), há citações dizendo que a Toleman TG185 era o melhor chassi da temporada, mas que não tinha motor nem piloto. O projeto era do Rory Byrne, então isso tem um fundo de verdade? by lucasorly
Não lembro disso, mas lembro que o Toleman de 1984 era um excelente chassi. Esse sim, foi considerado um dos melhores da temporada. Mas o motor Hart era um lixo.

Você é circuncisado?
Não tenho religião.

Que bólido foi o primeiro F1 a adotar a estrutura básica (monocoque) em fibra de carbono? Por Mibson Fuly.
Salvo engano, a McLaren MP4/1, de John Barnard. Estreou em 1982 ou 1983.

Quanto tempo duraram e como funcionavam os airbags utilizados pela F1 na década de 90? Por Mibson Fuly.
Air bag na F1? hahahaha

Teve alguma equipe que tinha somente um carro no grid que consiguiu alguma coisa? Marcar pts, vencer uma corrida, etc.
Sim, a Wolf em 1977. Jody Scheckter foi inclusive vice-campeão. James Hunt também era piloto único da Hesketh quando venceu o GP da Holanda em 1975.

Já teve alguma corrida em que você deu risada enquanto a assistia? by RafaIzuru
Várias. Aliás, acho que eu dou risada em todas. Sempre tem alguma coisa engraçada.

Já existiu algum carro com o número 13? Se sim, qual e quando foi?
Sim, Divina Galica e Moisés Solana.

Se número de vitórias nem sempre decide quem é o melhor então qual desses 3 é ou foi o mais habilidoso piloto Alesi,Fisichella ou Kubica? by RafaIzuru
Kubica ainda está no começo da carreira, mas me parece que Alesi está na frente.

Sabe qual bico de carro de F1 é o preferido do Steven Spielberg? PS: Se você não sabe a resposta, é o bico de tubarão. E aí, ficou boa essa piada? by RafaIzuru
Não consigo responder, me engasguei de tanto rir.

O que acha da F1 com 20 etapas, 15 equipes e o novo formato de pontuação para o ano de 2010?
Se alinharem 12 no Bahrein, vai ser muito. De resto, acho tudo um pouco exagerado.

Olá Capelli. Qual era função exata das "tower wings" que foram usadas no início de 1998 por algumas equipes – inclusive a Ferrari (1 GP) – e porque foram proibidas naquele mesmo ano?
Era para aumentar o downforce. Foram proibidas porque a FIA julgou que prejudicavam a visibilidade.

Capelli, por que em shakedowns ou apresentações breves dos carros as equipes colocam sempre pneus de chuva, mesmo que a pista esteja seca?
Ótima pergunta. Nunca tinha reparado.

Capelleto: quais os dois animais resultam do cruzamento do quero-quero e do pica-pau?
Você e seu irmão.

Nelsinho na Nascar, será que é o lugar certo para ele mostrar talento e provar que é um bom piloto?
Me parece mais um esconderijo do que um local para aparecer.

Qual é a idéia dos organizadores em transformar a F1 em jardim da infância? Se juntarmos Hamilton, Rosberg, vettel e Alguersuari numa mesma mesa de um bar, ainda dá a impressão que vão pedir um milk-shake de morango "on the rocks".
Reflexo de uma sociedade que valoriza demais a juventude.

Qual foi o primeira equipe do Varrichello na Fórmula 1? Cara, seu blog é muito bom, mais atualizado que a Globo que ganha dinheiro com a F1.
Barrichello estreou na Jordan, em 1993. Lá ficou até 1996. Depois passou por Stewart (1997-1999), Ferrari (2000-2005), Honda (2006-2008), Brawn (2009) e agora Williams (2010). Sobre a atualização: bondade sua. O blog andou bem devagar em fevereiro.

Capelli, muitos dizem que a F1 atual está chata e que antigamente (décadas de 70, 80 e 90) era muito mais emocionante. Uma razão para isso não seria a confiabilidade dos carros atuais?
Concordo. As variáveis das quebras tornavam os resultados menos previsíveis.

Capelli. O que você acha da política idiota da RGT (Globo) de não citar os nomes corretos das equipes e inventar siglas como RBR e STR e do mais recente caso de chamar a Virgin de Manor?
A sua pergunta já contém a resposta. É idiota.

Te pagavam bem lá na Ferrari? by trinityalfa
Sim. Me davam duas mariolas e ainda podia almoçar na cantina da equipe.

Como ficará a parte traseira dos carros sem o difusor?
Continuarão tendo difusores. Mas a partir de 2001 eles não poderão mais ser de dois ou mais andares.

Capelli, além da Globo, outra emissora já transmitiu a F-1?
Sim, a Bandeirantes. E acho que o GP do Brasil de 1972 foi exibido pela Tupi.

Qual é o sentido da vida?
Norte.

Uma das piores sensações da minha vida foi ver o Barrichello freando na linha de chegada para deixar o Schumacher passar. Depois desse trágico dia, existe alguma regra da FIA que proiba ou dificulte esse jogo de equipe? by GiihCGasino
Sim, a rigor o jogo de equipe é proibido. O problema é que não tem como controlar. O que a Ferrari fez na Áustria todo mundo faz há muito tempo. O problema foi a forma estúpida como aconteceu, a poucos metros da linha, naquilo que considero a maior burrada que Barrichello fez na carreira. Se era pra ceder, que tivesse cedido 7 ou 8 voltas antes, quando a equipe pediu pela primeira vez. Já que foi até a última volta, deveria ter sido macho de não deixar passar e depois aguentar o tranco.

Nakajima, Rosberg, Hill, Winkelhock, Piquet…Todos eles são famílias com pilotos de mais de uma geração e, além disso, com filhos muito menos expressivos na categoria do que os pais. Já aconteceu de o filho se sobressair em relação ao pai? by GiihCGasino
Acho que Alberto Ascari, que foi tão bom ou melhor que seu pai, Antonio.

Até hoje não entendi o que aconteceu com o Montoya para ele sair desse jeito da formula 1. Na Wikipedia diz que ele não tava a fim de fazer dieta. Foi só isso mesmo? by GiihCGasino
Não, é uma resposta simplista demais. O fato é que ele não se enquadrou no mundo frio da F1. Montoya quer é correr e curtir a vida, está certo ele.

Quando foi o fim da primeira era das montadoras? by Germano J. Schneider
Começou no final dos anos 50, mas culminou quando a Cooper, praticamente uma fábrica de fundo de quintal, colocou o motor atrás em seu carro e detonou todo mundo.

Em relação ao laranja/McLaren, é por isso que o primeiro carro apresentado pela equipe britânica ao assinar com a marca de cigarros alemães West tinha essa cor? by Germano J. Schneider
Exatamente. Foi a primeira vez em muitos anos que uma McLaren apareceu sem Marlboro, aí eles resgataram a cor original para o lançamento.

Caro Ivan por que um montão de gente, até mesmo de blogs respeitadíssimos, chama o Bernie Eclestone de "Tio Bernie"?
Eu chamo por puro sarcasmo. Mas é engraçado, eu uso o "Tio Frank" de forma carinhosa, mas o "Tio Bernie" de sacanagem. Boa pergunta, eu não tenho resposta.

Todos sabemos que o Ralf Schumacher foi uma grande farsa e fraude – mas de boa, o que você tem contra ele? by rodrigobma
Não que eu tenha algo contra. Só não tenho absolutamente nada a favor.

Ivan, se o Richarlyson fosse piloto de f1 qual piloto seria grande adversario dele?
Eu.

Capelli, quais são, na sua opinião, os melhores pontos de ultrapassagem da F1 atual? Você poderia imaginar um traçado perfeito utilizando pedaços de outras pistas?
Essa coisa de juntar várias partes boas geralmente forma uma grande porcaria.

Na tua opinião, qual foi o melhor carro da formula 1 de todos os tempos? Em discussão com amigos, chegamos a um denominador comum: Willians de Mansell e Patrese de 1992.
Depende do parâmetro. Se usarmos a diferença do carro para a concorrência na época, a McLaren de 1988 foi ainda mais eficiente.

Homenagem a Senna nos bicos de Williams de 1995 e 1999, respectivamente

Homenagem a Senna nos bicos de Williams de 1995 e 1999, respectivamente

Caro Capelli, que história é essa de um suposto "S" no bico do carro da willians? Não entendi e nem consegui observar o mesma. Parabéns pelo blog! Antônio Dourado Neto
Desde 1995, todos os carros da Williams possuem a marca "Senna" no bico. Mas parece que só descobriram ano passado, virou uma febre besta na Internet.

Nas temporadas de 92 e 93 qual equipe era a segunda força da F1, Benetton ou McLaren?
Em 1992, Benetton e McLaren estavam muito equilibradas, variava prova a prova. Em 1993, a Benetton esteve melhor na maioria das corridas, principalmente na fase europeia do campeonato. Mas a McLaren tinha Senna.

No final de 92 porque Mark Blundell foi demitido da Benetton? Achei estranho porque 80% das corridas você via duas bennettons sempre juntas, o Schumacher a frente e o Blundell, será que o Briatone marcou "perigo de gol"?
Blundell? Era o Martin Brundle. Mas não lembro dos motivos da saída dele da Benetton.

Caro Ivan Capelli. Sabe quem foi Ricco Cardinale?
Era eu no F1GP.

Capelli, alguma equipe já foi para algum GP e sequer correu, apenas compareceu para evitar a tal multa da FIA?
A Arrows, quase falindo em 2002, mandou seus carros para o treino na França e Tom Walkinsahw ordenou aos pilotos, Bernoldi e Frentzen: "andem devagar e não se classifiquem".

Marcelo Saldanha da Silva. Pergunta: Algum piloto, além do Ronnie Peterson, usou o n°1 sem ter sido o campeão no ano anterior. Sei que o Senna e o Prost ñ puderam e usaram o n°2 deixando o D. Hill com n° 0.
O John Watson usou em uma prova em 1985, quando teve que substituir Niki Lauda. E acho que é só. Lógico, a partir de 1974, que foi quando os números na F1 foram organizados.

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Pergunte ao Capelli: 5ª Edição

P: Qual a verdadeira cor da McLaren? by trinityalfa
R: A cor original era laranja.

P: Caro Capelli, já que a Bridgestone está abandonando o barco (mais por fora que cebola em salada de fruta), qual marca você “chutaria” para ocupar o posto de fornecedora de pneus? Abraços! KBESSA R: Por uma questão de memória afetiva, gostaria da volta da Goodyear.

P: E as charges, voltam? O blog pode continuar sério, mesmo com as charges, é a alma do Blog do Capelli.
R: O blog não é sério não… acho que nunca foi.

P: Foi você quem escreveu na página do ex-piloto Ivan Capelli na Wikipedia, que ele não deve ser confundido com o jornalista brasileiro homônimo dono do ‘Blog do Capelli’? Abraço!
R: Claro que não.

P: Capelli, vc coleciona miniaturas? Sim, não, por que?
R: Tenho algumas, mas sempre ganhei de presente. Nunca comprei uma.

P: Seria o Barrichello uma reedição do Reutemann, ou seja, bom piloto, com vice e vitórias no curriculo mas sem títulos ou a história dos dois são completamente diferentes?
R: O Barrichello me parece mais talentoso, Reutemann era um cara de personalidade forte. Se essas duas qualidades tivessem se unido em um só piloto, teria saído um grande campeão.

P: Caro Ivan Capelli, gostaria de saber se os eventuais resultados obtidos pela Lotus anglo-malaia (pole, vitória, pontos, melhor volta, etc.) serão acrescidos às estatísticas da antiga Lotus ou serão computados como se fosse de uma nova equipe? by gustavolucenaRN
R: Não deveriam. Agora como os estatísticos vão fazer, não sei.

P: Capelli, qual foi a maior zebra da Fórmula 1: Vittorio Brambilla ganhando uma corrida, o Fisichella vencendo em Interlagos ou o motor do carro do Schumacher quebrar em 2006?
R: O Fisichella foi uma zebra monumental. E o Panis em Mônaco/1996 também. Assim como Herbert em Nürburgring, com a Stewart.

P: Capelli, na sua opinião, quais pilotos atuais da Indy têm braço pra F1?
R: Gostaria de ver o Marco Andretti lá. O Tony poderia ter ido, mas agora o tempo dele já passou.

P: Li em algum lugar que o Senna queria correr em Indianápolis em 93. Tinha o apoio do Emmo e da Marlboro, mas Roger Penske alegou não ter “estrutura” para mais um piloto. Porém Senna fechou um acordo para a corrida de 1994. Existe algo de verdade nisso?
R: Não. Ele apenas fez um teste lá em 1992 como forma de pressionar Ron Dennis a renovar seu contrato do jeito que ele queria para o ano seguinte. Só isso.

P: Caso o atual campeão de F1 mude de equipe no meio da temporada, o que acontece com o número 1? Vai junto com ele e muda toda a numeração?
R: Acho que nem o Bernie sabe responder essa. A rigor, deveria ir com ele.

P: Vc sabe quantos buraquinhos pra vazar o xixi tem naqueles mictórios público ou vc fica olhando pros lados na hora?
R: Não vejo, porque perco muito tempo procurando meu pinto.

P: Ivan, eu vejo nas fotos dos carros da temporada de 1984 da F1 dois mini-aerofólios de cada lado da asa traseira em absolutamente todos os modelos daquele ano. O que eram aquilo e porque só existiram naquele ano? (não existiam em 1983 e sumiram em 1985)
R: O efeito-solo tinha sido proibido e foi uma solução das equipes para aumentar a pressão aerodinâmica na traseira. Mas eles também foram proibidos no ano seguinte.

P: Ivan, se não existia Safety Car antes de 1993 como funcionava a bandeira vermelha antes disso?
R: A corrida era dividida em duas baterias e o resultado era baseado na soma dos tempos. Isso aconteceu em provas como GP do México de 1987, GP da França de 1982, GP da França de 1992, GP de San Marino de 1989…

P: Você tem alguma noção dos piores carros que já apareceram na história da F1 em desempenho e durabilidade ?
R: Teve um carro da Brabham, acho que em 1987, que quebrou em quase todas as corridas. Chegou ao fim só 2 ou 3 vezes, em 32 tentativas. Foi um horror.

P: Por que você não volta a fazer charges? Eu era fã delas nos primórdios do blog. by estadodecirco
R: Porque eu acho que estava repetitivo demais. Melhor terminar num momento que deixe boas lembranças do que virar um Zorra Total, que ninguém aguenta mais.

Ferrari sem patrocínios e com bico preto

Ferrari sem patrocínios e com bico preto

P: Capelli, lembro da Ferrari usando pintura preta nos carros, numa corrida de alguns anos atrás. Isso aconteceu, realmente? Teria sido nos treinos do GP dos EUA, por causa do 11 de Setembro?
R: Quase. Foi por causa do 11 de setembro, mas foi no GP da Itália. O carro correu sem patrocínios e com o bico pintado de preto. Quando o Papa João Paulo II morreu, eles também pintaram o bico de preto.

P: Qual é, na sua opinião, o circuito mais chato da F1 atual? E o mais chato de todos os tempos?
R: Hungaroring é uma desgraça. Las Vegas era uma piada de mau gosto. E Abu Dhabi é um lixo.

P: Indy na Marginal Tietê. Por favor, defina isso em uma palavra.
R: Torço para que dê certo, mas acho que vai ser uma bosta.

P: Capelli, Por que hoje em dia na F1, com o aumento de custo as equipes não aproveitam o chassi do ano anterior? Exemplos: Williams FW11, FW11B, Mclaren MP4/2 que correu várias temporadas. (Pablo Neves -RJ)
R: Se alguém ficar com carro velho, vai ficar para trás. O desenvolvimento dos carros é muito grande durante uma temporada, quem dirá em duas.

P: Capelli, será a primeira vez em 2010 que a Ferrari correrá com os números 7 e 8? E houve anteriormente algum patrocínio de grupos financeiros estampados em seus carros? PS: A Benetton de 94 era bonita sim, mas cada um tem sua opinião neh… Abraço
R: Sim, primeira vez. Grupos financeiros? Sim… Moneytron na Onyx, USF&G na Arrows, Citybank na Penske. Até o Itaú deu as caras na Fittipaldi.

P: Viu q tem mensagem subliminar no carro do Rubinho em 2010? RBS = Rubens Barrichello Segundo.
O q achou dessa, eu q inventei! by digao12

R: Maldade.

P: Qual o caminho pra F1 sair da chatice, e voltar a ser empolgante como nos anos 80 e 90? R: Talvez o problema não seja com a Fórmula 1, mas sim com a gente.

P: Você já comeu frutos de hortaliças árabes adubadas com estrume de papagaios asiáticos amarelo-acinzentado?
R: Não, prefiro comer ceras Parquetina. As de lata são as melhores.

A histórica Lotus Gold Leaf

A histórica Lotus Gold Leaf

P: Qual o patrocinador que marcou a história da F1, na sua opinião? A Marlboro não serve!
R: Gold Leaf, por ter sido o primeiro. Tá, eu sei que houve os cigarros Gunston, mas a Gold Leaf na Lotus abriu uma nova era na categoria.

P: Capelli, por que você deixou acumular tantas perguntas?
R: Porque eu sou desorganizado pra cacete.

P: Capelli, o que é esse novo capacete do Massa? Só brincadeira ou coisa séria? R: Era só um teste de modelo de capacete, por isso não tinha pintura.

P: Capelli, algum piloto conseguiu vencer seu último GP na F-1? Teria sido Jim Clark?
R: Acho que sim. Não lembro de outro. Mike Hawthorn foi campeão em sua última corrida, mas não venceu.

P: Olá! onde se encontra, na internet, informações ou blogs a respeito das características técnicas dos carros de F1?
R: Tem um site muito bom: www.f1technical.net . Eu adoraria entender mais da parte técnica e mecânica, mas não nasci para isso.

P: Capelli em qual ano e qual foi a 1° equipe a utilizar o câmbio de 7 marchas? Se possível o motor q a equipe utilizava.
R: Devo estar errado como sempre, mas lembro que isso foi uma grande novidade dos motores Peugeot, na Jordan em 1995.

P: Capelli, em qual ano a Ferrari usou um carro azul e amarelo, sem vermelho?
R: Foi azul e branco. Em 1964, nas corridas da América do Norte. Birra do Enzo Ferrari com os organizadores.

P: Uma coisa eu nunca consegui entender: a FIA não é uma entidade exclusiva da F1, certo?! Então porque o pessoal fica perguntando “Cadê o Todt?” etc? O correto não seria nem ouvirmos falar dele, diferente de seu antecessor aparecidinho?
R: Não é exclusiva, mas dentro do braço esportivo da FIA, a F1 é a categoria mais importante. Mas concordo com você, prefiro um dirigente mais low profile.

P: Capelli, você assistiu o GP de Fuji 2007 ao vivo? Qual foi sua reação ao ver a disputa entre Massa e Kubica?
R: Achei que eles iam se matar.

P: Você já respondeu qual o mais bem-sucedido, mas qual o apêndice aerodinâmico dos carros de F1 preferido por vossa senhoria?
R: O dia em que eu tiver um apêndice aerodinâmico favorito, me internem.

P: Piloto bonzinho só se f…? Para ser campeão é preciso ter uma certa dose de mau-caratismo e inimizades dos demais pilotos?
R: Inimizade, acho que não. Mas uma personalidade forte que beire o mau-caratismo é bem importante.

P: Olá Capelli, gostaria de saber se o KERS será implantado 100% no grid 2010?, como li em algum, site, disseram até q por causa disso que o peso iria aumentar, mas na verdade é por causa do tanque maior. by digao12
R: Ninguém vai usar o KERS em 2010.

P: Capelli, tirando os nossos campeões mundiais, qual você acha que fez (ou está fazendo) mais bonito na F1?
R: Nossos? Eu não tenho nenhum. Como faz pra comprar?

P: Acredito e muito que o retorno de Schumy teve um dedão enorme do Sr. Bernie (Berne mesmo, de doença). Basta ver a reação das vendas dos ingressos para o GP da Spa, quando Shumy foi anunciado no lugar do Massa. O q vc acha?
R: Com toda certeza. Não sei se Bernie foi o mentor, mas certamente ele deu todo o apoio para que acontecesse. E ele está certo, é o negócio dele.

P: Capelli, qual temporada da F1 que você considerou memorável? E por que?
R: 1986, pela luta titânica entre Prost, Senna, Piquet e Mansell. 1990 também foi muito boa, apesar do fechamento infame em Suzuka. E 2008, apesar das corridas ruins, teve um desfecho hollywoodiano. Nunca vou esquecer daquele GP do Brasil.

P: Se fosse para escolher uma temporada da F1, qual você gostaria de ter participado e em qual equipe?
R: Nunca tive vontade de correr. Mas se eu pudesse escolher “uma temporada para cobrir”, escolheria 1986.

P: Por que o Senna em 1990 correu com o n° 27, sendo que ele tinha sido o 2° no campeonato anterior e o Prost no ano de 1991 também correu com o n° 27, seguindo o mesmo caso do senna?
R: Naquela época os números não eram definidos pelo mundial de construtores como hoje, mas sim pelo título de pilotos. E só mudava o nº 1, que passava para a equipe onde corria o piloto campeão. A equipe que perdia o 1 trocava de números com quem recebia. A McLaren em 1990 foi 27 e 28 porque estes eram os números da Ferrari em 1989. Prost foi para lá e levou o 1 e o 2 com ele. Quando Senna foi campeão, pegou o 1 de volta e devolveu o 27 para a Ferrari.

P: Qual carcterística em um modelo de F1, muda o nome do carro; ou isso é de livre espontânea vontade? by trinityalfa
R: As equipes é que definem. Geralmente o nome muda quando o projeto sofre alguma alteração substancial, transformando o projeto “1″ em “1B”, por exemplo. Mas não há uma “regra de versionamento” como em softwares.

P: Capelli, no embalo de uma temporada com Kubica e Buemi eu pergunto: de cabeça, qual o piloto mais Feio que você já viu correr? (O Niki Lauda pós-incêndio-no-carro não conta) by Reitano
R: O Prost era um diabo também. Um amigo meu, aliás, chama o Kubica de “o Prost de Cracóvia”.

P: Capelli, algum piloto já foi pego num escândalo por causa de drogas? tipo doping? by Reitano
R: Na F1, não. Mas na F3000, Thomas Enge perdeu o título de 2002 por causa de um teste positivo para maconha. Houve um caso de doping na Stock brasileira ano retrasado, mas o caso foi abafado por Vicar e CBA.

P: Qual seria a melhor mudança para a f1: tirar a obrigação das equipes de usar pneus duros e moles, tirar os KERS dos carros da equipe, ou tirar o Galvão do cargo e narrador da globo na F1?
R: O Galvão já é folclore, deixa ele lá. O KERS já era. A melhor mudança seria a dos pneus, mesmo.

P: Li dia desses em um site sobre o fato do Viola ter marcado gols em quatro décadas diferentes (80, 90, 00 e 10) e fiquei me questionando: Já teve algum piloto que conseguiu pontuar em três décadas distintitas?
R: Sim. Graham Hill (50-60-70), Jack Brabham (50-60-70), Riccardo Patrese (70-80-90), Jean Alesi (80-90-00).

O P: O “S” no bico da williams é uma homenagem ao Ayrton Senna,ou ao Schumacher que deixou o Hill e Villenueve serem campeões?
R: É homenagem ao Fábio Seixas, que tem um nariz tão comprido quanto o dos carros.

P: O que você tá achando da Indy em São Paulo? @Aluado83
R: Quando ela chegar, eu digo. Eu duvidei até que a corrida fosse sair. Hoje, eu não acho nada.

P: Se o carro da Indy cair no Rio Tiete, afunda, bóia ou continua correndo?
R: Bóia, porque a Indy anda uma merda.

P: Capelli, você sabe o que significa o W do nome do carro da Mercedes?
R: Wagen. Carro, em alemão.

P: Se o objetivo do dim do reabastecimento foi a redução de custos, qual foi o motivo de terem colocado ele em 1994? aumentar os custos?
R: O objetivo, na época, era adicionar mais uma variável às corridas. Hoje o custo é uma preocupação maior do que na época, embora ela também já existisse.

P: Já que se fala tanto em redução de custos, porque banir os carros clientes? A Toro Rosso teve que aumentar o orçamento e contratar mais gente…
R: Boa pergunta. Deveriam liberar a compra e venda de chassis. Seria a solução para Campos e USF1 saírem do papel, por exemplo.

P: O design do capacete do Hamilton é baseado no do Senna ?
R: Ele já disse que não. Disse que só se deu conta depois que lhe disseram que era parecido e ele não quis mudar porque também gostava do Senna. Mas foi coincidência.

P: Sou meio novo e não peguei a época dos motores turbo. Como eles funcionavam? Começaram quando e com quem ? Ganharam corridas ou titulos ? Eram eficientes e quando deixaram de ser usados e pq ?
R: Rapidamente: a pioneira foi a Renault, em 1977. Ganharam todos os títulos de 1984 a 1988. Eram muito eficientes e foram banidos por razões de segurança e corte de custos.

P: Qual a pior corrida que vc ja viu ?
R: Ultimamente tem havido corridas tenebrosas. Abu Dhabi, por exemplo, foi um lixo. Mas uma corrida ruim que me marcou foi o GP da África do Sul de 1992. Absolutamente nada aconteceu.

P: Vettel ou Hamilton ? Prefiro o Vettel.
R: O Hamilton é, atualmente, um piloto mais completo. Mas acho Vettel um cara legal às pampas. Hamilton tem um falso bom-mocismo que me incomoda.

P: O que voce acha da ESPN?
R: O único canal de esportes que faz jornalismo no Brasil.

P: Sr. “Capelli”, não lhe parece temerária a contratação de um piloto como o de la Rosa em detrimento de outro que esteve correndo até recentemente, como o Fisichella? Não se estaria correndo o risco de um novo Badoer?
R: O De la Rosa vinha testando com alguma frequência pela McLaren, diferentemente do Badoer. E ele disputou corridas em 2006… Badoer não corria há 10 anos.

P: Tu é feio?
R: Pra caralho.

P: Fuçando por aí vi que a Renault usou três carros em 1985. Qta equipe tiveram três ou mais carros num mesmo grid e qual a última? by MarcusLins
R: A última foi a Renault, que fez esse experimento em 1984 e 1985, com fins promocionais. Mas várias equipes no passado inscreveram 3 carros: Lotus, McLaren, Ferrari…

P: Capelli, Com esta nova regra de usar os pneus do Q3 na largada, tenho a seguinte pergunta: Geralmente os pilotos usavam dois jogos no Q3! Vão poder continuar usando e depois larga com o último ou terão que usar apenas um jogo no Q3? Thiago Raposo
R: Eu acho que só vão poder usar um jogo só. Senão o cara faz uma volta rápida e depois volta aos boxes só para colocar pneus fresquinhos.

P: No ano passado foi postado um artigo em homenagem ao glorioso Red 5 do Mansell. Alguém comentou que ele sempre tinha um vermelho no carro quando venceu. A pergunta é: Por que o Mansell usava macacão vermelho quando o padrão da equipe era azul? Hercule
R: Na verdade, Piquet usava branco. Mas creio que o vermelho foi uma escolha pessoal, não havia padronização nos macacões até então.

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Para enviar a sua pergunta, preencha o formulário em www.formspring.me/ivancapelli e aguarde a resposta. Lá eu respondo quase tudo, no blog só entram algumas selecionadas.

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Pergunte ao Capelli: 3ª edição

P: Vc acha q, caso Senna saísse vivo de Ímola, mesmo com 0 x 30 no placar, conseguiria tirar o título de Schumacher? by carloztavares
R: Acho que sim, era começo de campeonato… seria difícil, mas não impossível.

P: Capelli, não seria mais bacana pro espetáculo da F1 se além de banir o reabastecimento fosse instituído um Bikini Car Wash obrigatório em todos os pit stops?
R: Sim. O problema é que o Nico ia ficar com nojinho.

P: A Lotus vai vir com aquela pintura toda colorida ou vai amarelar? by edimervaldo
R: Parece que vem british green.

P: O que acha de ponto extra para uma pole? Sera que seria legal um campeonato sendo decidido por uma pole?
R: Acho que não. A pole já tem seu valor, que é largar na frente. Não acho que o treino de classificação deva influenciar diretamente no resultado de um campeonato.

P: Capelli, você assiste Chaves e Chapolin ? E também é mais fácil o Zina ir para o chilindro ou o Bruno Senna ganhar com a Campos?
R: Sim, assisto. Mais fácil o Zina voltar. Pepe, a vela.

P: Olá Capelli. Após o escândalo de Cingapura, falou-se muito do Safety Car, inclusive que ele não fazia parte da F1 na época de N Piquet. A partir de que ano o Safety Car passou a ser usado na F1 e quais marcas/modelos de já foram usados para essa função?
R: O SC foi introduzido oficialmente em 1993. Mas antes ele apareceu em algumas corridas com regulamento específico, como Canadá/1973. Marcas e modelos foram vários, no começo dependia da organização da corrida.

P: Capelli, tirando aquela ultrapassagem do Piquet sobre o Senna, qual a mais emocionante que você já viu na F-1 moderna?
R: Aquela briga do Massa com o Kubica em Fuji foi algo…

P: Para se manter em forma, o Nico corre ou só caminha?
R: Ele faz marcha atlética.

P: Capelli, pergunta de Portugal, o que achava do Pedro Lamy e Tiago Monteiro? Acha que este ultimo é um dos piores que já passou pela F1, nos últimos 10 anos?
R: Claro que não. Tiago era bastante regular e fez uma bela corrida na Bélgica. Pedro Lamy também era um bom piloto.

P: Capelli, você já viu algum F1 mais feio que o Williams-Prestobarba de 2.004? Será que farão algo semelhante, apenas para o pessoal esculachar o Rubens Barrichello?
R: Tem coisa pior, sim… A Ligier bule-de-chá, por exemplo, me dá medo.

P: Capelli, tenho uma dúvida que me acompanha há muito tempo e nunca tive a resposta. Por que entre 1980 e 1982, vários carros como Williams e Brabham não usavam asas diateiras, o carro tinha somente o bico, sem os spoilers laterais. Obrigado
R: Porque eram carros-asa. A forma de cunha do assoalho já “prendia” o carro ao chão, tornando desnecessário o uso de asas dianteiras em determinados circuitos.

P: Capelli, qual a sua opinião sobre a temporada de 2007. O Hamilton bateu Alonso (ficaram empatados em nº de pontos) por mérito próprio ou você acredita que a McLaren puxou a sardinha pro Hamilton, afinal Alonso não tinha nenhum Papa Alonso por perto?
R: Eu acho que os dois tiveram uma igualdade de condições que Alonso não esperava. E, na reta final, a equipe puxou a sardinha para o Hamilton, sim. Tanto que Ron Dennis se entregou dizendo na China que “corríamos contra Alonso, não contra a Ferrari”.

P: Capelli, vc não acha que carro bigorna mesmo foi o Lotus 72? Aquela entrada de ar do motor é uma verdadeira bigorna vista de lado, de cima, de qualquer lado. Concorda?
R: Concordo. Os atuais lembram mais barbatana de tubarão mesmo, mas eu acho o nome “bigorna” mais engraçado.

P: Capelli, alguma equipe de F-1 já alinhou mais de dois carros no grid?
R: Sim… a última foi a Renault, em 1985, que colocou três carros no GP da Europa. Warwick, Tambay e Streiff.

P: Por que a Rádio GP nunca mais foi ao ar?
R: Porque o meu ego e o do Victor não cabiam mais no arquivo mp3.

P: Quais são os 3 melhores pilotos de F1 que mandam bem na chuva, que vc viu correr??Poderia me indicar o 1,2 e 3??
R: Senna, Schumacher e Barrichello.

P: Por favor, cite casos em que o piloto cruzou a linha de chegada com o carro destruido (só lembro do christian fittipaldi naquele clássico momento em que cruzou voando). algum piloto já venceu desse modo?
R: O Vittorio Brambilla cruzou a linha de chegada do GP da Áustria de 1975, sua única vitória na F1, de lado e depois bateu na mureta. Tem vídeo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=6a4mbwhuJfI .

P: Qual o seu nome de batismo? by ozferreira
R: Sou pagão.

P: Sem reabastecimento voltaremos a ver corridas como as do passado, em que o primeiro terminava 137 R: voltas a frente do ultimo, 130 a frente do penultimo e tudo mais?
Acho que pode acontecer, mas não por causa da mudança de regulamento, e sim pelo abismo entre as grandes equipes e as novatas sem estrutura.

P: Que vantagem a Marlboro leva na Ferrari com seu logo sempre censurado nos GPs?
R: Uma espécie de propaganda subliminar. Ela não aparece, mas todo mundo sabe que está lá.

P: Me cite, de bate-pronto, as 5 melhores corridas de F1 que vierem em sua cabeça agora. by DUDUBALDAO
R: Gosto de corridas doidas. Então: Brasil/2003, Mônaco/1996, Luxemburgo/1999, Canadá/1989 e Japão/1988.

P: Quem foi melhor: Alain Prost ou Nelson Piquet?
R: Eu acho que o Prost. Por um nariz.

P: Duas Perguntas. A partir de que ano passou a ser utilizada as borboletas no lugar do antiga câmbio e os freios da Fórmula 1 são tudo ou nada, ou tem como controlar quanto você quer freiar, como no acelerador?
R: A primeira equipe a usar foi a Ferrari, em 1989. E ganhou a corrida de estreia do novo câmbio, no Brasil, com Mansell. Sobre os freios, me parecem que são progressivos sim.

P: Imagina o seguinte: Schumacher começa com tudo, pole e vitória nas duas primeiras etapas. Quais pilotos da temporada 2010 rachariam a curva na raça com Schumacher na terceira etapa?
R: Todos os que tiverem bolas.

P: Uma pergunta que creio que ninguém lhe fez Capelli. Qual é o seu nome verdadeiro Capelli? E nada de dizer que é Ivan Capelli. E se disser “Ivan Capelli” só acredito com scanner do RG.
R: Já disse… meu nome é Pepson.

P: Vale a pena comprar “O Boto do Reno” do FG?
R: Sim, eu tenho uma mesa bamba e o boto foi a melhor solução que achei.

P: Vamos combinar. Qual a frequencia desta bagaça aqui?
R: 2580MHz, 49 metros.

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Nano Rosso

Fernando Alonso foi apresentado oficialmente ontem como piloto da Ferrari. Já vestiu o boné e as cores da equipe e foi saudado pelos tifosi. Talentoso todo mundo sabe que ele é, o problema é saber se isso será suficiente para sua estada na Ferrari dar certo. No temperamento e nas artimanhas políticas, Nano lembra muito outro campeão que desembarcou em Maranello: Alain Prost. E cujo casamento acabou em briga.

Prost chegou à Ferrari em 1990, desgastado pela briga com Ayrton Senna na McLaren no ano anterior. Teve um certo êxito na primeira temporada, chegando a disputar o título até a penúltima etapa da temporada, quando foi alvejado por Senna e perdeu o título mundial. Mas como diz o ditado, por fora, bela viola. Por dentro, pão bolorento.

Mal chegou na equipe e Prost usou suas habilidades políticas para minar Nigel Mansell, companheiro que tinha chegado à Ferrari um ano antes. A pressão exercida pelo francês foi tão forte que o emocional Leão não aguentou. Ainda no meio da temporada, anunciou que abandonaria a Fórmula 1 ao final do ano, uma decisão “irrevogável”, no melhor estilo Aloísio Mercadante. Logo depois, assinou com a Williams e o resto é história.

Mas o momento mais emblemático do desgaste interno provocado na Ferrari aconteceu na largada do GP de Portugal de 1990. A escuderia vermelha conseguiu dobradinha na primeira fila, com Mansell na pole. Senna, rival direto de Prost na briga pelo título, vinha em terceiro. Sendo a reta final do campeonato, tudo indicava que um jogo de equipe favoreceria o francês, mas não foi bem isso o que aconteceu. Revoltado contra seu companheiro, Mansell jogou Prost contra a mureta quando a luz verde apareceu, numa largada absurda. Senna, com pista livre, assumiu a ponta. O inglês terminou vencendo a corrida com Prost em terceiro, furioso. No pódio, um debochado Mansell erguia o braço de Senna para comemorar a vitória, ignorando a presença do desafeto.

O inglês foi embora da equipe, mas o clima ruim permaneceu. O desgaste interno e a bagunça começaram a imperar, com uma disputa de poder que parecia não ter fim. Nem a chegada de Jean Alesi, também francês, ajudou para que o ambiente melhorasse. O projeto de 1991 foi um fracasso, o comando do time foi trocado e as brigas tornaram-se cada vez maiores. E foi aí que Prost cometeu o maior de seus erros. Acostumado a manipular a imprensa de forma a utilizá-la em seu favor nos tempos de Renault e McLaren, o tiro saiu pela culatra. Sendo a Ferrari sagrada para os italianos, jornalistas e torcedores revoltaram-se contra as tentativas do francês de jogar a opinião pública contra a equipe. O método Wanderley Luxemburgo que prega o “eu ganho, vocês perdem” não deu certo. E bastou Prost criticar publicamente seu carro após o GP do Japão, chamando a Ferrari de “caminhão”, para perder o emprego. Ficou a pé ainda com um ano de contrato em vigor. Saiu por baixo da equipe.

Fernando Alonso também fez coisas parecidas em seus tempos de Renault e McLaren, curiosamente, mesmas equipes pelas quais Prost também havia passado. Na Renault, quando não gostava do desempenho do carro, fazia críticas públicas. Uma vez, chegou a cobrar abertamente dedicação dos mecânicos e engenheiros. Internamente, escudado pelo diretor da equipe que era seu manager – o execrado Flavio Briatore -, sempre fez todas as manobras necessárias nos bastidores para se firmar como primeiro e quase exclusivo piloto. Quando foi para a McLaren, tentou o mesmo com Lewis Hamilton, mas se deu mal. Queimou-se internamente e também com a apaixonada imprensa inglesa, rompendo seu contrato logo após o término da única temporada em que correu com os carros prata.

Temperamento forte e comportamento destrutivo Alonso tem. E a Ferrari hoje tem problemas internos de poder semelhantes com os do começo dos anos 90, em uma escala um pouco menor. Mas duas diferenças de cenário podem fazer com que o espanhol se dê bem em Maranello. Felipe Massa está mais para Lewis Hamilton do que para Nigel Mansell. Felipe é cria da casa e goza de muito prestígio dentro da Ferrari, tal qual Hamilton. E Alonso já entendeu que nem sempre tal estratégia dá certo. Sua malfadada passagem pela McLaren pode ter-lhe ensinado tal lição.

Se aprendeu direitinho com o fracasso de 2007, Alonso pode conquistar o time, procurar ganhar apenas na pista e não se meter em políticas internas. Caso não tenha aprendido nada, pode repetir o erro de Prost, o que pode marcar definitivamente sua carreira. O coração dos tifosi não perdoa.

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Pergunte ao Capelli: 2ª edição

P: Tostines é fresquinho porque vende mais ou vende mais pq é fresquinho?
R: Nada disso. É fresquinho porque dá o biscoito.

P: O que você acha da regra que obriga os pilotos a fazerem troca de pneus, alternando compostos?
R: Idiota.

P: De todos os capacetes que ja apareceram na f1, qual o seu preferido?
R: Gosto muito de desenhos mais simples e limpos, como do Senna, do Prost e do Mansell. O do inglês, particularmente, era espetacular.

P: O que estará escrito em seu epitáfio?
R: “Eu não era o ex-piloto Ivan Capelli, cacete!”

P: Capelli, vc acha que a USF1 vai correr próximo ano?
R: Não. Mas quase sempre eu erro…

P: Tô sem imaginação pra uma pergunta… fala qualquer besteira aí que agradeço rs
R: Em briga de saci, pontapé é voadora.

P: Capelli, o McLaren MP4-10 (não sei se o “puro”, o B, ou o C), com aquele pequeno segundo aerofólio traseiro, pode ser considerado o primeiro “carro-bigorna” da história da F1? (chicocougo)
R: Mais ou menos… ali o objetivo era outro. Parece que aquela asa objetivava mais jogar ar de volta para dentro do motor (a carenagem tinha um buraco ali embaixo) do que criar mais downforce.

P: Será que com o fim dos reabastecimentos as corridas vão seguir com disputas por posição (inclusive na frente) ou depois de algumas voltas vão virar o desfile que vêm sendo há alguns anos?
R: Eu acho que vão seguir com disputas, porque o comportamento dos carros vai variar. Talvez determinada equipe ande melhor no começo, com tanque cheio e outra ande melhor no final, com tanque vazio.

P: Capelli, houve alguma dobradinha entre dois dois pilotos do mesmo país e da mesma equipe fora aquela do Piquet e do Moreno em 1990, no GP do Japão, na corrida do bicampeonato do Senna?
R: Sim… vários italianos nos anos 50 (Alfa, Ferrari), ingleses nos 60 (Lotus) e franceses nos 70/80 (Renault e Ligier). De 1990 pra cá é que não lembro de cabeça.

P: Por que a Williams correu sem o patrocínio da Camel do GP Brasil de 1991?
R: Tinha o patrocínio, mas só na frente do carro. Depois a Camel comprou também as laterais que estavam vagas.

P: Qual foi a primeira corrida inteira que você lembra de cabeça?
R: Acho que foi o GP da Alemanha de 1986, quando o Piquet ganhou e o Senna cruzou a linha de chegada balançando o carro para achar combustível no tanque.

P: Baseando-se no estilo de pilotagem de cada piloto, quem você acha que vai se destacar de forma positiva (vai andar mais que no regulamento antigo) e negativa (vai andar menos que no regulamento antigo) com o novo regulamento, em relação ao combustível?
R: Difícil. Acho que Massa pode se dar mal. E Alonso pode se dar bem.

P: Quanto tempo até o Barrichello falar mal da equipe e levar um cartão amarelo do Willians?
R: Se ele demonstrar a maturidade que apresentou no segundo semestre de 2009, não vai acontecer.

P: Se o Rosberg estiver em 1° e o Schumacher em 2°, você acha mandam ele deixar passar? Se ele não deixar, o cachorro dele corre risco de ser sequestrado?
R: Eu acho que sequestram a Dona Nica e botam pra conversar com ele no rádio.

P: Na sua opinião qual o capacete mais feio e o mais bonito da F1?
R: Feios: Timo Glock e Adrian Sutil. Bonito: Felipe Massa.

P: Capelli, os carros “tubarões” (com o bico levantado e a asa suspensa embaixo dele) surgiram no final dos anos 80, início dos 90 pelo que me lembro. Mas quem, precisamente, testou em pista essa idéia primeiro? Se possível também o nome do projetista.
R: Tenho a impressão de que foi a Tyrrell, em 1990. O projetista era o Harvey Postlethwaite. No entanto, a March de 1988 usava muito do conceito, embora a asa não fosse “tubarão”.

P: Capelli, li no GP que o nome “BMW Sauber” será mantido no ano que vem. Mas se a Sauber vier com motor Ferrari, é permitido ou já existiu alguma vez duas montadoras formarem um mesmo time, ou pelo menos o nome de uma equipe?
R: Vai ser bem engraçado se isso acontecer. Acho que será a primeira vez. A Brabham, em 1982, correu com motores Cosworth e BMW, um em cada carro.

P: Capelli, quando foi introduzida a regra que, em falta do campeão, o time campeão de constutores usa o #0 e #2?
R: Em 1993, quando Mansell foi campeão do ano anterior e foi para a Indy.

P: Dentre todas as trocas de pilotos, quem você acha que se deu melhor? Eu acho que foi o Rubinho (LWxJB) (FMxFA) (NRxMS)…
R: Se levar em conta o companheiro de equipe, o Barrichello. Se levar em conta o equipamento, o Alonso.

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Momentos importantes que você não viu… porque ninguém mostrou!

Transmitir uma prova automobilística pela televisão é uma tarefa complicada. São necessárias dezenas de câmeras, centenas de profissionais e, principalmente, um operador de switcher muito atento, para garantir que o telespectador não vá perder momentos importantes de uma corrida ou treino de classificação.

O trabalho é duro e nem sempre houve as facilidades de hoje, com muitas câmeras espalhadas por todo o circuito, onboards em todos os carros e mesas digitais de última geração. Quando as transmissões ao vivo começaram, no começo dos anos 70, a infraestrutura era ainda muito precária e muitos momentos da corrida precisavam ser interpretados pelo narrador ou por quem assistia, dada a impossibilidade de exibir tudo o que estava acontecendo.

No entanto, mesmo com a melhora consistente das transmissões a partir dos anos 80, muitos momentos importantes, alguns históricos, simplesmente não foram registrados. Seja por uma distração do câmera ou por um erro de leitura do diretor de transmissão, o fato é que há momentos da Fórmula 1 dos últimos anos que ninguém nunca viu. E o Blog do Capelli relembra quatro importantes cenas inéditas da categoria. E que assim permanecerão.


4. Acidente de Gilles Villeneuve – 1982

Foto: Reprodução/TV

Foto: Reprodução/TV

Ídolo ferrarista, Gilles Villeneuve perdeu a vida a bordo de um dos carros vermelhos, num acidente com Jochen Mass durante os treinos para o GP da Bélgica de 1982. O canadense tentou ultrapassar a March do piloto alemão, que vinha em volta de desaceleração, mas acabou batendo sua roda dianteira esquerda na traseira direita do adversário. Com isso, o carro decolou e deu diversas piruetas no ar. Quando caiu no chão, já bastante destruído, o piloto foi ejetado do cockpit, sendo lançado contra o guard-rail.

O final do acidente, com o corpo inerte de Villeneuve voando, foi registrado e mundialmente difundido. Mas o choque entre os carros e o vôo fatal da Ferrari nunca foram vistos, pois o câmera não percebeu o que ocorria, mantendo no quadro o lento carro de Mass. Apenas no canto esquerdo do quadro percebe-se, sutilmente, o carro de Villeneuve subindo. E, depois, a imagem segue acompanhando a March.

Importante lembrar que não foi o impacto com o guard rail que tirou a vida de Villeneuve. Tal pancada apenas provocou-lhe uma fratura na clavícula. A causa mortis foi o estrangulamento por um cinto de segurança mal posicionado durante as piruetas que dava no ar. Justamente as cenas que não foram registradas.


3. Acidente de Roland Ratzenberger – 1994

Foto: Reprodução/TV

Foto: Reprodução/TV

Outro acontecimento importante mal registrado pelas câmeras que acompanhavam um treino de classificação. Em 1982, com poucos recursos, a falha poderia até ser justificada. Mas, 12 anos depois, ninguém conseguiu ver exatamente o que aconteceu com a Simtek de Roland Ratzenberger.

O piloto austríaco perdeu o controle de seu carro na curva Villeneuve, no circuito de Imola, durante o treino classificatório para o fatídico GP de San Marino de 1994. Passou reto, de forma inexplicável, até chocar-se contra o muro de contenção. Ratzenberger morreu com lesões neurológicas, mas ninguém conseguiu entender bem como o acidente aconteceu.

Mais tarde, viria a explicação: a Simtek teria perdido uma asa dianteira, deixando o carro absolutamente fora de controle. O problema é que nenhuma imagem retrata em detalhes o momento em que a asa se desprendeu. A hipótese da perda do aerofólio surgiu através de uma cena parcial, registrada por acaso. Uma câmera, apontada para a curva Tamburello, registrou a passagem da Simtek, mas ficou parada, aguardando o próximo carro. Até que, no canto superior direito do quadro, surge um pedaço de carenagem voando.

Supõe-se que é o registro da perda da asa dianteira, algo que nunca foi confirmado. Aquela carenagem pode ter se soltado quando o carro saiu da pista e entrou pela grama. Dados de telemetria confirmaram que Ratzenberger realmente perdeu pressão aerodinâmica na frente, deixando o carro sem controle. Mas a asa que aparece na imagem é motivo ou consequência do acidente? Nunca se saberá.


2. Batida de Senna em Mônaco – 1988

Foto: Reprodução/TV

Foto: Reprodução/TV

O acidente de Ayrton Senna no GP de Mônaco foi decisivo para que o brasileiro conquistasse o título de 1988, por mais paradoxal que possa parecer.

Senna liderava a corrida com folga, com quase um minuto de vantagem sobre Alain Prost, seu companheiro na McLaren e então líder do campeonato mundial. A vitória parecia simples e era só questão de tempo. Até que, a 12 voltas do fim, o brasileiro distraiu-se, perdeu o controle do carro e bateu no guard-rail externo da curva Portier, que leva ao famoso túnel do circuito de Monte Carlo.

O abandono foi decisivo na briga pelo título porque foi, a partir dali, que Senna tornou-se um piloto mais cerebral. Percebeu que velocidade pura apenas não bastava – coisa que Nigel Mansell, por exemplo, não aprendeu nunca – e passou a administrar suas corridas com mais inteligência e foco no resultado. Fez daquele insucesso um aprendizado que lhe garantiu uma carreira de tricampeão do mundo.

O grande problema é que, um momento tão importante da história da Fórmula 1, nunca foi registrado. As únicas cenas existentes são do carro de Senna parado já com o brasileiro fora do carro, retirando o capacete e deixando a pista muito irritado com a besteira que fez. Para sua sorte, ninguém testemunhou a burrada.


1. Problema de Mansell em Mônaco – 1992

Foto: Reprodução/TV

Foto: Reprodução/TV

Essa fica em primeiro lugar porque foi, certamente, uma das maiores trapalhadas em uma transmissão de Fórmula 1 em todos os tempos. Nigel Mansell dominava tranquilamente o GP de Mônaco de 1992, até que cometeu um erro e tocou um de seus pneus em um guard-rail, dentro do túnel.

O pneu furou, Mansell ficou lento, chamou sua equipe pelo rádio e avisou que precisaria de uma troca. A Williams se preparou, o inglês entrou nos boxes, trocou pneus e voltou em segundo lugar, dando a liderança a Ayrton Senna.

Até aí, um acontecimento absolutamente normal em corrida. O problema: a transmissão não exibiu absolutamente nada! Distraídos com a briga pelo terceiro lugar entre Riccardo Patrese e Michael Schumacher, os responsáveis pelo corte de imagem não viram nada do que aconteceu. Mansell era o líder e, de repente, apareceu em segundo. Do nada, os créditos da televisão passaram a mostrar Senna em primeiro lugar, o que inicialmente parecia um erro. Não era. O Leão tinha ficado para trás e começou ali uma das mais emocionantes disputas pela vitória em Mônaco, um final de corrida épico com Mansell tentando passar e Senna segurando, nas últimas voltas. Mas os responsáveis por mostrar o GP de Mônaco para o mundo não devem ter descoberto até hoje como a briga se originou.

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Curiosidades do GP da Hungria

Foto: Reprodução/Google Maps

Foto: Reprodução/Google Maps

* Esta será a 24ª edição do GP da Hungria. Desde que estreou na Fórmula 1, em 1986, a corrida acontece todos os anos, ininterruptamente.

* Todas as provas aconteceram no circuito de Hungaroring. O traçado, no entanto, já sofreu duas alterações com relação ao desenho original.

* Em 1989, uma variante foi retirada do traçado. Em 2003, a reta de chegada foi alongada e a primeira curva teve seu traçado modificado, assim como o trecho final que leva à reta dos boxes.

* O primeiro vencedor foi Nelson Piquet, em 1986. Nesta prova, uma das melhores manobras da história da F1: Piquet ultrapassou Ayrton Senna por fora no final da reta dos boxes e partiu para a vitória.

* Nos primeiros anos do GP da Hungria, por sinal, só vitórias brasileiras. Piquet venceu em 1986 e 1987, Senna em 1988. Depois, Senna repetiria a dose em 1991 e 1992. Outra vitória nacional, só dez anos depois, com Rubens Barrichello.

* O recordista de vitórias no GP húngaro é Michael Schumacher, com quatro conquistas. Senna tem três, contra duas de Nelson Piquet, Damon Hill, Jacques Villeneuve e Mika Hakkinen.

* Apesar de ser uma corrida historicamente com poucas ultrapassagens, algumas vitórias improváveis já aconteceram na Hungria. Em 1989, Nigel Mansell partiu do 12º lugar para uma espetacular vitória com a Ferrari. Em 2006, Jenson Button venceu pela primeira vez na Fórmula 1 largando da 14ª posição.

* E os finais de corrida já reservaram surpresas em terras magiares. Em 1987, uma porca soltou-se do pneu traseiro direito de Nigel Mansell a seis voltas do fim, caindo a vitória no colo de Piquet. Dez anos depois, em 1997, um problema hidráulico impediu uma histórica vitória de Damon Hill com a Arrows. Ele acabou ultrapassado por Jacques Villeneuve na última volta. No ano passado, o motor Ferrari de Felipe Massa estourou a três giros do fim, dando a Heikki Kovalainen sua primeira vitória na Fórmula 1.

* Além de Kovalainen e Button, Damon Hill e Fernando Alonso também tiveram em Hungaroring o palco de suas primeiras vitórias na Fórmula 1.

* Michael Schumacher e Nigel Mansell são outros que possuem boas lembranças do GP da Hungria. Foi lá, em 2001 e 1992, respectivamente, que eles confirmaram seus títulos mundiais.

* Em 11 das 23 edições até aqui, a vitória ficou com o pole position.

* Pole position, aliás, amplamente dominada por Michael Schumacher. O alemão marcou sete poles na Hungria. Ayrton Senna é o segundo, com três.

* Entre as equipes, mais equilíbrio nas poles. Sete da Ferrari e sete da McLaren, contra seis da Williams.

* Nas vitórias, vantagem para a McLaren, com oito. A Williams venceu sete vezes em Hungaroring, contra cinco da Ferrari.

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Pergunte ao Capelli: o mítico Red 5

Foto: Zawtowers/Flickr

Foto: Zawtowers/Flickr

Capelli, tenho uma dúvida que me intriga há um bom tempo. Há algum motivo especial para a Williams de Mansell ter o número 5 em vermelho? A Williams de Prost em 93 tinha o número branco, a de Senna em 94 também. Vale ressaltar que quando Mansell substituiu Senna por um período em 1994, o número voltou a ser vermelho. Há algum motivo para isso? – Leonardo Duarte, Belo Horizonte/MG

Leonardo, o famoso “Red 5″ de Nigel Mansell tem um motivo sim. Como grande parte das coisas que caem no gosto popular, surgiu espontaneamente, sem grandes pretensões. E acabou virando uma marca.

Mansell iniciou sua carreira na Lotus, em 1980, correndo praticamente sempre com o número 12. Quando mudou-se para a Williams, o começo de 1985, passou a correr com o 5, fazendo par com o 6 do companheiro Keke Rosberg. Nas primeiras corridas da temporada, ambos os números eram brancos. Mas a forma similar dos algarismos 5 e 6, somada aos topos azuis dos capacetes dos dois pilotos, tornou difícil o reconhecimento dos carros à distância. Assim, a partir do GP do Canadá, quinta etapa do campeonato, a Williams decidiu pintar o número de Mansell de vermelho.

Foto: Hiroshi Kaneko

Foto: Hiroshi Kaneko

E foi justamente neste momento que Mansell passou a aparecer solidamente como um piloto de ponta, vencendo suas primeiras corridas e virando febre na Grã-Bretanha. Murray Walker, célebre narrador da inglesa BBC, passou a referir-se ao piloto como “Red 5″, e a partir daí, virou marca. Tanto que, quando Mansell deixou a Williams em fins de 1988, Thierry Boutsen o substiuiu com um 5 branco, já que não havia como confundir seu capacete azul marinho com o branco de Riccardo Patrese. E quando o Leão voltou da Ferrari, em 1991, pintou novamente seu 5 de vermelho. Mudou-se para a Fórmula Indy em 1993 carregando consigo o Red 5, e em seu último retorno à Williams, em 1994, substiuiu Ayrton Senna com um número 2, mas devidamente vermelho.

O curioso é que apenas quatro das 31 vitórias de Mansell na Fórmula 1 aconteceram em um carro sem o cinco vermelho. Foram os GPs do Brasil e da Hungria de 1989, com o 27 da Ferrari; o GP de Portugal de 1990, com uma Ferrari nº 2 e sua última conquista, na Austrália em 1994, com a Williams “Red 2″.

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Pergunte ao Capelli: Vitórias em todos os continentes

Arte: Reprodução/vmapas.com

Arte: Reprodução/vmapas.com

Capelli, minha pergunta é a seguinte: existe algum piloto na Fórmula 1 que venceu em todos os continentes (América, Europa, Ásia, África e Oceania)? Não precisa ser necessariamente na mesma temporada. – Márcio Luís Duarte

Márcio, a pergunta é muito interessante. Considerando apenas as provas válidas pelo Mundial de Fórmula 1, não existe nenhum piloto que tenha vencido nos cinco continentes.

Como provas nas Américas e na Europa são mais comuns, todos os grandes vencedores possuem conquistas nestes dois continentes. Porém, os outros três é que acabam fazendo a diferença. Alain Prost e Nigel Mansell, por exemplo, nunca conseguiram vencer um GP na Ásia. Em seus respectivos períodos de atividade, apenas o Japão fazia parte do calendário, etapa na qual nunca conseguiram lograr sucesso. Niki Lauda, por sua vez, ficou devendo a Oceania, nunca tendo conquistado um GP da Austrália. Vale considerar que ele pôde disputar apenas um, justamente sua corrida de despedida da Fórmula 1, em 1985.

Jim Clark, que venceu na América, Europa e África, ficou devendo no continente asiático, onde não aconteciam corridas na época. Ele até venceu várias na Oceania pela Tasman Series, um espetacular campeonato de pré-temporada que ocorreu na Austrália e na Nova Zelândia entre 1964 e 1967.

Três dos maiores nomes da história da Fórmula 1 possuem a mesma brecha no currículo. Ayrton Senna, Michael Schumacher e Nelson Piquet nunca conseguiram vencer no continente africano, embora tenham reinado em todos os demais. Piquet disputou seis GPs na África do Sul, Senna quatro e Schumacher apenas dois. Sem vitórias para nenhum deles.

Para os pilotos atuais, atingir tal meta é impossível. Embora hoje o calendário esteja repleto de corridas na Ásia (Japão, China, Bahrein, Cingapura, Turquia e Abu Dhabi), já há 16 anos a África não é mais visitada pela Fórmula 1.

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Pintou o favorito?

Foto: Divulgação/Brawn

Foto: Divulgação/Brawn

Com duas vitórias nas duas primeiras corridas da temporada, Jenson Button lidera o campeonato mundial de pilotos, a bordo da surpreendente Brawn Mercedes. E se uma escrita histórica for levada em consideração, ignorando as circunstâncias, o britânico desponta como favorito ao título de 2009.

Em todos os campeonatos realizados de 1950 a 2008, em 16 ocasiões um mesmo piloto ganhou as duas primeiras etapas da temporada. E em apenas quatro delas este mesmo piloto não terminou o ano como campeão. A última vez em que o vencedor inicial não levou o caneco foi há 27 anos, em 1982, quando Alain Prost despontou com a Renault, mas não conseguiu pontuar nas sete corridas seguintes e terminou o ano apenas em quarto lugar.

Confira abaixo quem venceu as duas primeiras provas até hoje. Entre parêntesis, sua classificação final no campeonato.

1953 - Alberto Ascari (1º) *
1954 - Juan Manuel Fangio (1º) *
1957 - Juan Manuel Fangio (1º)
1969 - Jackie Stewart (1º)
1973 - Emerson Fittipaldi (2º)
1976 - Niki Lauda (2º)
1979 - Jacques Laffite (4º)
1982 - Alain Prost (4º)
1991 - Ayrton Senna (1º)
1992 - Nigel Mansell (1º)
1994 - Michael Schumacher (1º)
1996 - Damon Hill (1º)
1998 - Mika Hakkinen (1º)
2000 - Michael Schumacher (1º)
2001 - Michael Schumacher (1º)
2004 - Michael Schumacher (1º)
2009 - Jenson Button (?)

* Em 1953 e 1954, o GP de Indianápolis foi a segunda etapa da temporada, mas nenhum dos pilotos que disputavam regularmente o campeonato participavam da corrida. Assim, foram consideradas a primeira e terceira provas.

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Curiosidades do GP da Austrália

Foto: Divulgação/BMW

Foto: Divulgação/BMW

Abrindo a semana do primeiro ronco dos motores para a temporada 2009 da Fórmula 1, chegou a hora do aquecimento para o GP da Austrália. Para isso, nada melhor do que um apanhado de curiosidades acerca da prova de abertura do campeonato.

* O GP da Austrália será disputado pela 25ª vez, a 14ª no circuito do Albert Park. As primeiras 11 edições aconteceram em Adelaide, que encerrou os mundiais de Fórmula 1 de 1985 a 1995.

* Michael Schumacher é o maior vencedor, com 4 vitórias, todas em Melbourne.

* Entre as equipes, vantagem da McLaren: 9 vitórias em solo australiano, contra 7 da Ferrari.

* Desde que a corrida é disputada em Melbourne, em nove ocasiões o vencedor da corrida terminou a temporada campeão mundial. Em apenas quatro provas (1997, 1999, 2003 e 2005), o primeiro colocado não foi campeão.

* Há 16 anos um brasileiro não vence na Austrália. O último foi Ayrton Senna, em 1993.

* Felipe Massa estreou na Fórmula 1 no Albert Park em 2002, pela Sauber. Mas nunca conseguiu sequer um pódio no GP da Austrália.

* Outras curiosidades, edição por edição:

1985 – Última vitória de Keke Rosberg na Fórmula 1
1986 – Segundo título mundial para Alain Prost
1990 – GP de nº 500 da história, vitória de Nelson Piquet
1991 – Corrida mais curta da história da F1, interrompida depois de 14 voltas por causa da chuva
1993 – Última vitória de Ayrton Senna
1994 – Última vitória de Nigel Mansell, título mundial para Michael Schumacher
1995/1996 – Pela primeira vez, dois GPs de um país aconteceram de forma consecutiva. O GP da Austrália encerrou a temporada 1995 e abriu a de 1996.
1999 – Primeira vitória de Eddie Irvine
2003 – Última vitória de David Coulthard
2005 – Vitória de Giancarlo Fisichella, em sua estreia na Renault
2007 – Vitória de Kimi Raikkonen, em sua estreia na Ferrari

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Na decisão por vitórias, 12 títulos trocariam de mãos

Foto: Divulgação/Honda

Foto: Divulgação/Honda

Nos 59 campeonatos já disputados até hoje na Fórmula 1, 12 deles teriam campeões mundiais diferentes caso o critério de vitórias tivesse sido sempre utilizado para definir o dono da coroa.

Algumas reparações históricas teriam acontecido, como um merecido título mundial para Stirling Moss. Em compensação, Nelson Piquet teria apenas um campeonato em toda a carreira, enquanto Jody Scheckter e Keke Rosberg seriam excluídos do hall de campeões do mundo. Ayrton Senna teria sido tetracampeão, assim como Jim Clark. Nigel Mansell, quem diria, seria tricampeão, e Felipe Massa teria conquistado o título em Interlagos no ano passado.

Curioso observar que a grande maioria das trocas de campeões aconteceria no período entre 1977 e 1989, auge da regra dos descartes na Fórmula 1.

Confira abaixo como ficaria cada campeonato, desde 1950.

Temporada Campeão Mundial "Novo Campeão"
1950 Giuseppe Farina Giuseppe Farina
1951 Juan Manuel Fangio Juan Manuel Fangio
1952 Alberto Ascari Alberto Ascari
1953 Alberto Ascari Alberto Ascari
1954 Juan Manuel Fangio Juan Manuel Fangio
1955 Juan Manuel Fangio Juan Manuel Fangio
1956 Juan Manuel Fangio Juan Manuel Fangio
1957 Juan Manuel Fangio Juan Manuel Fangio
1958 Mike Hawthorn Stirling Moss
1959 Jack Brabham Jack Brabham
1960 Jack Brabham Jack Brabham
1961 Phil Hill Phil Hill
1962 Graham Hill Graham Hill
1963 Jim Clark Jim Clark
1964 John Surtees Jim Clark
1965 Jim Clark Jim Clark
1966 Jack Brabham Jack Brabham
1967 Dennis Hulme Jim Clark
1968 Graham Hill Graham Hil
1969 Jackie Stewart Jackie Stewart
1970 Jochen Rindt Jochen Rindt
1971 Jackie Stewart Jackie Stewart
1972 Emerson Fittipaldi Emerson Fittipaldi
1973 Jackie Stewart Jackie Stewart
1974 Emerson Fittipaldi Emerson Fittipaldi
1975 Niki Lauda Niki Lauda
1976 James Hunt James Hunt
1977 Niki Lauda Mario Andretti
1978 Mario Andretti Mario Andretti
1979 Jody Scheckter Alan Jones
1980 Alan Jones Alan Jones
1981 Nelson Piquet Nelson Piquet
1982 Keke Rosberg Didier Pironi
1983 Nelson Piquet Alain Prost
1984 Niki Lauda Alain Prost
1985 Alain Prost Alain Prost
1986 Alain Prost Nigel Mansell
1987 Nelson Piquet Nigel Mansell
1988 Ayrton Senna Ayrton Senna
1989 Alain Prost Ayrton Senna
1990 Ayrton Senna Ayrton Senna
1991 Ayrton Senna Ayrton Senna
1992 Nigel Mansell Nigel Mansell
1993 Alain Prost Alain Prost
1994 Michael Schumacher Michael Schumacher
1995 Michael Schumacher Michael Schumacher
1996 Damon Hill Damon Hill
1997 Jacques Villeneuve Jacques Villeneuve
1998 Mika Hakkinen Mika Hakkinen
1999 Mika Hakkinen Mika Hakkinen
2000 Michael Schumacher Michael Schumacher
2001 Michael Schumacher Michael Schumacher
2002 Michael Schumacher Michael Schumacher
2003 Michael Schumacher Michael Schumacher
2004 Michael Schumacher Michael Schumacher
2005 Fernando Alonso Fernando Alonso
2006 Fernando Alonso Fernando Alonso
2007 Kimi Raikkonen Kimi Raikkonen
2008 Lewis Hamilton Felipe Massa

 

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Terceiros carros

Foto: Reprodução/Motorsports Almanac

Foto: Reprodução/Motorsports Almanac

Durante a semana em que estive hibernando, Bernie Ecclestone preparou mais um de seus famosos balões de ensaio, dizendo que as maiores equipes poderão vir a alinhar um terceiro carro nesta temporada caso a Honda não arrume novos donos e a categoria fique com a penas 18 carros.

Uma sandice completa num período de crise financeira sem precedentes na Fórmula 1. Se o objetivo é cortar custos, preparar um terceiro carro é um contrassenso absoluto. E se a FOM sinaliza com uma ajuda financeira para custear o carro extra, seria mais lógico subsidiar a ex-Honda, o que faria muito mais sentido.

Mas houve um tempo em que, sem orçamentos tão cheios de zeros à direita, algumas equipes eventualmente colocavam três carros numa corrida. Algumas vezes para testar algum componente, mas muitas delas para avaliar novos pilotos.

Emerson Fittipaldi, por exemplo, só estreou na Fórmula 1 graças a um terceiro carro inscrito pela Lotus no GP da Inglaterra de 1970. Emmo foi chamado por Colin Chapman para correr ao lado dos titulares John Miles e Jochen Rindt. Agradou e meses depois viraria primeiro piloto da equipe, devido à morte de Rindt e o posterior desentendimento entre Chapman e Miles, que questionava a segurança do Lotus 72.

Nigel Mansell também começou sua história na categoria em um terceiro carro, também da equipe Lotus. O mesmo Chapman chamou Mansell para correr ao lado de Mario Andretti e Elio de Angelis no GP da Áustria de 1980. Ao término da temporada, Andretti mudou-se para a Alfa Romeo e Mansell passou a titular.

A última vez em que um time colocou três carros numa mesma corrida, no entanto, não teve nenhum dos propósitos anteriores. No GP da Alemanha de 1985, em Nürburgring (nome próprio ainda tem trema!), a Renault chamou o obscuro François Hesnault, recém-demitido da Brabham, para participar de uma ação promocional. Com o aval de todas as equipes da categoria, o terceiro Renault foi colocado na pista para ser beta tester de uma tecnologia que estava engatinhando nas transmissões ao vivo: as câmeras on-board.

Hesnault, aquele mesmo cuja lenda diz que saiu rodando feito pião da primeira vez em que acelerou o motor BMW turbo de sua Brabham (igualzinho a mim no rFactor), alinhou com o tal terceiro carro, em companhia de Derek Warwick e Patrick Tambay, titulares da Renault. Largou em 23º entre 27 participantes e sua brincadeira de câmera-man durou pouco. Na oitava volta, teve problemas de embreagem e abandonou. Foi a última participação do francês na Fórmula 1 e, desde então, nunca mais uma mesma equipe contou com três inscritos num mesmo grid de largada.

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Tributo a Nigel Mansell

Já que o blog tá meio parado, vamos movimentar um pouco. Acabei de ver no Youtube um tributo feito por um fã a Nigel Mansell, uma compilação dos melhores momentos da carreira do Leão.

Tinha colhões, esse inglês.

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GP da Hungria costuma ser cruel


A desolação de Felipe Massa, saindo de sua Ferrari com motor quebrado a três voltas do fim e deixando para trás uma vitória certa, não chega a ser algo anormal em Hungaroring. Pelo menos em outras três circunstâncias, pilotos deixaram o GP da Hungria com o sabor amargo da decepção.

Em 1987, segunda corrida disputada no país, o inglês Nigel Mansell foi absolutamente dominante com sua Williams. Liderava desde a largada e tinha mais de 15s de vantagem sobre seu companheiro Nelson Piquet. Até que, faltando seis voltas para o fim, uma porca que prendia a roda traseira esquerda de seu carro se soltou. O carro ficou completamente desequilibrado e o Leão nem conseguiu voltar aos boxes. Desolado, parou sentado à beira do caminho. Piquet venceu e terminou o ano como campeão.

Dez anos depois, Damon Hill, então campeão do mundo e bastante contestado como piloto, corria em Hungaroring com uma Arrows. Surpreendentemente, obteve um terceiro posto no grid. Na largada, ultrapassou Jacques Villeneuve e ficou acompanhando de perto a Ferrari de Michael Schumacher. Na décima volta, deu o bote e ultrapassou o alemão, assumindo a ponta. Ninguém conseguia acreditar: uma Arrows – com Hill ao volante! – estava na liderança, superando as favoritas Ferrari e Williams. E assim se seguiu até o final da corrida, com Hill chegando a ter mais de 30 segundos de vantagem na ponta. Porém, a três voltas da bandeira quadriculada, uma pane hidráulica comprometeu seu acelerador. Hill mal conseguia trocar marchas e, em certos momentos, o carro quase parava. Villeneuve começou a descontar a diferença e, na última volta, ultrapassou o piloto inglês. Damon, pelo menos, chegou em segundo – melhor resultado dos 24 anos de história da Arrows -, mas perdeu uma vitória histórica.

O circuito de Hungaroring também foi particularmente cruel com outro brasileiro: Rubens Barrichello. Em 1995, com uma Jordan, Rubens fazia uma corrida sensacional, saído de 14º, e tinha um terceiro lugar garantido até a última curva. Porém, seu motor parou de funcionar na entrada da reta de chegada. Sorte de Gerhard Berger, que herdou um inesperado pódio, seu último na Ferrari.

Anos depois, Barrichello contaria que seu motor Peugeot, que quebrava muito, possuía um dispositivo para evitar aquela fumaceira tradicional de quando um propulsor quebra. A fábrica francesa fazia com que seu motor desligasse quando estivesse à beira da “explosão”, para evitar danos à sua imagem. Assim, se o motor do brasileiro tivesse explodido, com direito a fumaça e pedaços voando, provavelmente a Jordan teria embalo suficiente para cruzar a linha de chegada em terceiro.

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Outros tempos

Em 1986, Nelson Piquet e Nigel Mansell disputavam palmo a palmo o título mundial. Alain Prost corria por fora e terminou o ano campeão, mas poucos acreditavam no francês.

Logo após o GP de Portugal, antepenúltima prova da temporada, Murray Walker – lenda viva do jornalismo britânico – dirigiu-se aos boxes da Williams para gravar a cabeça do Grand Prix, compactos que eram exibidos pela BBC nas noites de domingo.

Lá, juntou a equipe, sentou-se num dos carros ladeado por Mansell e Piquet – os aspirantes ao título – e começou a gravar. Ou melhor, tentou começar a gravar. Os pilotos da Williams infernizaram a vida do pobre Murray.

O vídeo está em inglês, mas nem precisa de tradução.

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