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Ligue os pontos

Foto: Reprodução BrunoSenna.com.br

Foto: Reprodução BrunoSenna.com.br

Observe os curiosos movimentos “isolados” na Fórmula 1.

- Petrobras deixa a Williams torna-se parceira da Honda em 2009;
- Honda anuncia testes com Lucas di Grassi e Bruno Senna, visando um substituto para Rubens Barrichello;
- Lauro Jardim informa, na mais recente edição da revista Veja, que a Petrobras negocia com a família de Ayrton Senna o lançamento da “Gasolina Senna”.

A Petrobras nega que tenha participação na escolha do nome de um dos pilotos da Honda em 2009. Diz que só pode interceder para que seja um brasileiro.

E eu, é lógico, acredito.

Dica do Fernando Piccione.

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Brasil na Williams


Em comemoração aos 10 anos de sua presença na Fórmula 1, a Petrobras comprou um espaço a mais nos sidepods da Williams para o GP da Inglaterra. No local, colocou uma bandeira do Brasil, envolta na frase “Petrobras dez anos”.

Simpática ação.

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Petrobras agora é Honda


A notícia do dia, surpreendente até, é a saída da Petrobras da equipe Williams, passando a fornecer combustíveis e óleos lubrificantes para a Honda em 2009.

Com o acordo da Williams com a Saudi Arabian Airlines para a próxima temporada, já se especulava que a petrolífera brasileira poderia deixar a equipe, já que, segundo rumores, os árabes ocuparão praticamente todo o espaço publicitário dos carros.

Porém, tal explicação não serve para entender os motivos da troca. A Honda, desde o ano passado, não exibe as marcas de seus patrocinadores em seu carro “ecológico”. Logo, um carro como o da simulação acima, exibindo um grande logo da Petrobras, não deve existir. Certamente não foi a exposição na carenagem que motivou tal mudança.

Acredito no desgaste de uma parceria, que já existe há mais de 10 anos e que não rendeu grandes frutos. A Petrobras ingressou na Fórmula 1 em 1998 pela então campeã do mundo e certamente contava com vitórias e títulos. Não aconteceram. Em todo o período, foram apenas 10 GPs vencidos. Em média, menos de um por temporada. Além disso, compromissos com os fornecedores de motores não permitiam o fornecimento de óleos lubrificantes, o que não atendia aos anseios da companhia.

Na Honda, tudo será diferente. É uma equipe que vai mal – atrás inclusive da própria Williams – mas que tem grande estrutura e, principalmente, dinheiro para investir. Com Ross Brawn no comando, não se deve duvidar do potencial dos japoneses. E, creio eu, é nisso que a Petrobras investe.

Fala-se também no desejo da petrolífera de possuir um piloto brasileiro na equipe, o que não conseguia realizar na Williams. Assim, Rubens Barrichello ganharia mais um ano na Honda. Sim, acho que seria mesmo interessante para a Petrobras ter um piloto brasileiro usando seus produtos na Fórmula 1. Mas duvido muito que o nome dos sonhos seja o de Barrichello. Com imagem desgastada e uma injusta fama de lento, o piloto mais experiente da categoria não reúne mais os atributos adequados para ser garoto-propaganda. Pode até ser que ele permaneça na equipe em 2009, mas não deverá ser por pressão da Petrobras. Pelo contrário.

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A saga do comercial – final

Lembram das críticas que fiz ao tal comercial da Petrobras? Que depois recebeu uma resposta-padrão que não dizia nada com nada, etc?

Pois bem, depois de um longo tempo, a assessoria enviou uma resposta para dar fim ao assunto. Ei-la:

“Agradecemos a pertinência de sua contribuição em prol da melhoria da qualidade desta ação publicitária da Petrobras e aproveitamos para informar-lhe que o filme em questão já não está mais no ar.”

Bom, admitiram que a crítica foi pertinente. O que me leva a entender que reconheceram o erro. Pelo menos, não tentaram justificar.

O Robson Moraes me alertou que, logo após os erros grosseiros terem sido apontados – não só por mim, diga-se, mas também pelo Pandini e por uma comunidade de fãs do Fiat Uno -, o comercial sumiu do ar, sem ter durado duas semanas. Coincidência?

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Petrobras responde

Recebi da assessoria de comunicação da Petrobras uma resposta formal a respeito das críticas que fiz ao comercial que atualmente é veiculado na televisão. Simpática a atitude deles. Eis a resposta:

“Para a Petrobras, o objetivo de comunicação do comercial em questão foi destacar o atributo – tecnologia – da marca Petrobras e promover – na mente dos telespectadores – a associação imediata entre a gasolina da Petrobras utilizada na Fórmula 1 e aquelas disponíveis nos postos de serviços da Petrobras. Sendo assim, a função da imagem do Gol GTI no filme Inovações foi apenas ilustrativa, ou seja, registrar a fase de implantação do turbo no Brasil.

Além disso, em termos de estratégia de comunicação, não é do interesse da Petrobras – uma empresa de energia de classe internacional – dar publicidade ao primeiro automóvel turbo fabricado no Brasil, ou ao primeiro carro de passeio que utilizou freio a disco ou suspensão eletrônica. Interessa, à Petrobras, divulgar a sua marca, seus produtos e serviços, motivo pelo qual não afirmamos, em momento algum, que o Gol GTI foi o primeiro carro brasileiro de passeio que circulou com motor turbo.

Para concluir, repetimos que as imagens utilizadas no filme serviram para elucidar o conceito de antecipação de futuro criado pela Petrobras, que é fornecer, hoje, o combustível de amanhã. Estamos diante de um fato inusitado e de alto interesse para o consumidor. A inovação tecnológica – que sempre veio das pistas de corrida para os carros de passeio – teve agora sua mão invertida, ou seja: veio, pela primeira vez, das ruas para a Fórmula 1, agora utilizando biocombustíveis.”

Agradeço o retorno da Petrobras, mas só faço uma pergunta. Será que eles leram a crítica corretamente? Porque em nenhum momento falei do Gol GTI ou de problemas com referência aos carros de passeio. As mancadas listadas por mim passaram ao largo na resposta. Senti cheiro de resposta padrão para reclamações que foram feitas por outros internautas. Estranho.

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Não acertaram uma!

O amigo Pandini já tinha feito essa observação no blog dele, mas só hoje consegui fazer esse post, que está na gaveta há alguns dias.

Na semana do GP da Austrália, a Petrobras lançou um novo comercial, exibido no Brasil durante os treinos e corridas da Fórmula 1. O intuito é elencar algumas tecnologias surgiram na categoria e mais tarde foram incorporadas aos carros de rua, fazendo a relação com a Petrobras, que “inverte” a ordem das coisas, colocando na F1 um combustível que todo cidadão já consome em seus postos há algum tempo. Até aí, é tudo válido. O que não vale são as impressionantes incorreções históricas da peça.

Na primeira cena, o locutor informa: “Nos anos 60, o freio a disco chegou às pistas.”

A imagem que se vê?


Uma largada em Mônaco, cheia de carros com motores dianteiros. A julgar pela Mercedes de Stirling Moss, é em 1955. Não tem nada de anos 60 na imagem.

Na tentativa seguinte, o texto diz: “Em 70, os pilotos ganharam motores turbo.”


Para começar, os motores turbo não chegaram em 1970, mas sim em 1977. E a imagem é de uma Williams FW07, de 1979. Que nunca teve um motor turbocomprimido. A primeira Williams turbo data de 1983.

E o festival de patacoadas prossegue: “Na década de 90, a suspensão eletrônica chegou às corridas.”


Não. A suspensão eletrônica (ou ativa, como preferirem) chegou em 1987. E o carro que aparece rodando em Imola é uma Benetton B190, com pintura de 1991. A primeira Benetton com suspensão ativa só apareceria em 1992.

Tudo bem que imagens de arquivo não são coisas simples de se conseguir, que preparar um anúncio como este é complicado, tudo isso eu reconheço. Mas o grande problema é o fato do comercial não acertar nenhuma das referências históricas a que se propõe.

Além de tudo, trata-se de uma peça que tem o propósito de ser veiculada justamente durante corridas de automóvel. É uma propaganda direcionada, feita para um público específico que conhece e entende do assunto. É querer demais pedir para que façam direito?

Não sei quem é a agência que cuida da conta da Petrobras. Mas a nota eu já sei. É zero.

Para quem tiver curiosidade, o comercial está neste link do Youtube. Mas o autor perdeu os primeiros segundos.

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Kazuki Nakajima é o nome da Williams


A equipe Williams anunciou hoje que o substituto de Alex Wurz no GP do Brasil será o piloto reserva Kazuki Nakajima, filho do lendário Satoru.

Foi uma escolha natural, sem dúvida. Kazuki já vinha pilotando – e bem – para a equipe em algumas sextas-feiras desta temporada e está plenamente adaptado com o time. O japonês foi, também, um dos destaques da temporada de 2007 da GP2.

Alguns leitores cobraram a posição da Petrobras na história já que, como patrocinadora oficial da equipe, ela deveria ter exigido a inclusão de Nelson Angelo Piquet no cockpit para a corrida de Interlagos. Discordo.

Não seria bom para Nelsinho, submetido a uma pressão enorme de estrear num GP do Brasil, guiando um carro que não conhece, com um time que não o conhece e tendo como companheiro alguém como Nico Rosberg. As chances de ficar bem atrás do filho do Keke seriam grandes e ele vem planejando sua carreira com muito cuidado. Não havia a mínima necessidade de correr este risco.

Não seria bom para a Williams, já que provavelmente Kazuki Nakajima se sairá melhor. Ele conhece o carro, está adaptado ao time e encarará a estréia como algo natural. Além disso, o japonês é piloto da Toyota, fornecedora de motores do time. Indispor-se com a fábrica para atender um patrocinador menor (AT&T e RBS investem bem mais que a Petrobras na equipe) não faria sentido.

E também não seria bom para a Petrobras. Colocar um dos jovens talentos do Brasil numa fogueira como esta, logo em sua estréia, poderia gerar um retorno bastante negativo. A bem da verdade, nem sei se esta negociação chegou a ser feita. Se a hipótese nem foi aventada pela Petrobras, ponto para eles.

Acho perfeitamente válido que se questione o pouco investimento que a empresa de maior faturamento do Brasil faz no automobilismo de base do país. Mas não vejo nenhuma relação disso com a possível inclusão de Nelsinho na Williams para o GP do Brasil. São situações totalmente distintas.

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Nova Campanha


Sacada do blogueiro Paulo H. Lombardi.
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