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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSContato
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Curiosidades do GP da Malásia

Foto: Google Earth
Iniciando a cobertura do GP malaio, nada como inúteis curiosidades sobre a prova. Vamos lá?
* Será o 11º GP da Malásia, todos eles disputados no circuito de Sepang.
* O primeiro vencedor foi Eddie Irvine, com a Ferrari, em 1999.
* A Ferrari é a equipe que mais venceu na Malásia: cinco vitórias em dez corridas. McLaren e Renault venceram duas cada, contra uma da Williams.
* Nos treinos de classificação, domínio absoluto de Ferrari e Renault. Somente elas marcaram poles, com incríveis sete para a equipe italiana, contra três dos franceses.
* Largar na primeira fila é meio caminho andado para vencer em Sepang. Em apenas duas ocasiões o piloto vitorioso não estava entre os dois primeiros do grid: Ralf Schumacher em 2002, que largou em quarto, e Kimi Raikkonen em 2003, que havia saído em sétimo.
* Michael Schumacher é quem mais ganhou o GP da Malásia: três vezes. Kimi Raikkonen e Fernando Alonso venceram duas cada um.
* Por sinal, foi em Sepang a primeira vitória de Raikkonen, em 2003. Na mesma corrida, Alonso marcara sua primeira pole position.
* Nunca um brasileiro venceu na Malásia. Felipe Massa marcou duas poles.
* Vencedores do GP da Malásia:
1999 - Eddie Irvine, Ferrari
2000 - Michael Schumacher, Ferrari
2001 - Michael Schumacher, Ferrari
2002 - Ralf Schumacher, Williams BMW
2003 - Kimi Raikkonen, McLaren Mercedes
2004 - Michael Schumacher, Ferrari
2005 - Fernando Alonso, Renault
2006 - Giancarlo Fisichella, Renault
2007 - Fernando Alonso, McLaren Mercedes
2008 - Kimi Raikkonen, Ferrari
Vale relembrar dois “causos” da Malásia, publicados no ano passado, sobre as provas de 1999 e 2003.
Trunfo das Equipes (8/16): Honda e Renault
Nas cartas de hoje, duas montadoras com histórias até semelhantes na Fórmula 1. Primeiro a Honda, que entrou como equipe nos anos 60, obtendo algum sucesso mas abandonando as pistas depois da tragédia de Jo Schlesser. Seu retorno como fornecedora de motores nos anos 80 revolucionou a categoria e ganhou tudo com Williams e McLaren entre 1987 e 1991, mas quando decidiu voltar a ser equipe, a partir de 2005, não logrou o mesmo sucesso.
E a outra equipe é a Renault, que nos anos 70 também revolucionou a F1 com os turbos, mas que como equipe obteve um sucesso apenas relativo em sua primeira fase. Quando forneceu só motores, marcou época com Williams e Benetton entre 1992 e 1997. Retirou-se e foi brilhante em seu retorno como equipe, conquistando dois mundiais com Fernando Alonso.
Na soma geral, a Renault acaba levando alguma vantagem. Infelizmente, a história recente da Honda marcou negativamente sua passagem pela Fórmula 1.
Às cartas, pois!
Tags: Honda, Renault, Trunfo das Equipes
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Carros da F1 2009
Agora que finalmente todos os carros foram para a pista juntos em Montmeló, que tal conferir, lado a lado, todos os modelos que vão disputar a temporada 2009 da Fórmula 1?

Fotos: Reprodução/Adrivo
Amanhã, meus pitacos sobre os resultados dos testes. É tanta loucura que preciso de um tempo para tentar formular um raciocínio.
Tags: BMW, Brawn, Ferrari, Force India, McLaren, Red Bull, Renault, Toro Rosso, Toyota, Williams
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Inspiração
Bruno Vicaria descobriu a inspiração da Renault na construção do R29, também conhecido como carro-paralelepípedo.

Foto: Reprodução/MotorPasión.com

Foto: Divulgação/Renault
Túnel de vento é coisa do passado. A onda do momento é um bico bem quadrado.
Tags: Renault
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Terceiros carros

Foto: Reprodução/Motorsports Almanac
Durante a semana em que estive hibernando, Bernie Ecclestone preparou mais um de seus famosos balões de ensaio, dizendo que as maiores equipes poderão vir a alinhar um terceiro carro nesta temporada caso a Honda não arrume novos donos e a categoria fique com a penas 18 carros.
Uma sandice completa num período de crise financeira sem precedentes na Fórmula 1. Se o objetivo é cortar custos, preparar um terceiro carro é um contrassenso absoluto. E se a FOM sinaliza com uma ajuda financeira para custear o carro extra, seria mais lógico subsidiar a ex-Honda, o que faria muito mais sentido.
Mas houve um tempo em que, sem orçamentos tão cheios de zeros à direita, algumas equipes eventualmente colocavam três carros numa corrida. Algumas vezes para testar algum componente, mas muitas delas para avaliar novos pilotos.
Emerson Fittipaldi, por exemplo, só estreou na Fórmula 1 graças a um terceiro carro inscrito pela Lotus no GP da Inglaterra de 1970. Emmo foi chamado por Colin Chapman para correr ao lado dos titulares John Miles e Jochen Rindt. Agradou e meses depois viraria primeiro piloto da equipe, devido à morte de Rindt e o posterior desentendimento entre Chapman e Miles, que questionava a segurança do Lotus 72.
Nigel Mansell também começou sua história na categoria em um terceiro carro, também da equipe Lotus. O mesmo Chapman chamou Mansell para correr ao lado de Mario Andretti e Elio de Angelis no GP da Áustria de 1980. Ao término da temporada, Andretti mudou-se para a Alfa Romeo e Mansell passou a titular.
A última vez em que um time colocou três carros numa mesma corrida, no entanto, não teve nenhum dos propósitos anteriores. No GP da Alemanha de 1985, em Nürburgring (nome próprio ainda tem trema!), a Renault chamou o obscuro François Hesnault, recém-demitido da Brabham, para participar de uma ação promocional. Com o aval de todas as equipes da categoria, o terceiro Renault foi colocado na pista para ser beta tester de uma tecnologia que estava engatinhando nas transmissões ao vivo: as câmeras on-board.
Hesnault, aquele mesmo cuja lenda diz que saiu rodando feito pião da primeira vez em que acelerou o motor BMW turbo de sua Brabham (igualzinho a mim no rFactor), alinhou com o tal terceiro carro, em companhia de Derek Warwick e Patrick Tambay, titulares da Renault. Largou em 23º entre 27 participantes e sua brincadeira de câmera-man durou pouco. Na oitava volta, teve problemas de embreagem e abandonou. Foi a última participação do francês na Fórmula 1 e, desde então, nunca mais uma mesma equipe contou com três inscritos num mesmo grid de largada.
O carro do Ronald

Bruno A. enviou essa via comentários no blog. Não sei quem é o autor da peça, mas ficou sensacional.
Nova Renault na pista

Foto: Divulgação/Renault
Nelsinho Piquet foi o primeiro a dar as voltas iniciais do R29, agora há pouco no novo autódromo português do Portimão. Sei não, mas olhando o carro na pista… ficou esquisitão.
Tags: Nelsinho Piquet, Renault
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A nova pintura de Alonso

Foto: Divulgação/Renault
Pela quarta vez em quatro anos seguidos, o espanhol Fernando Alonso inicia uma temporada com um capacete diferente. Em 2009, no entanto, a mudança é a menos radical de todas. Enquanto nos anos anteriores o desenho mudou radicalmente, dessa vez houev apenas uma alteração de cor. Para combinar com a nova pintura da Renault, o espanhol trocou o topo azul celeste pelo vermelho.
No frigir dos ovos, ficou bacana, pois remeteu à bandeira espanhola. Tá aí, gostei.
Tags: Fernando Alonso, Renault
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Novas Williams e Renault
Dia movimentado, com dois lançamentos na Fórmula 1. Williams e Renault divulgaram hoje em Portimão seus novos carros para a temporada 2009.

Foto: Reprodução/Adrivo.com
Na Williams (acima), o FW31 foi apresentado ainda sem pintura definitiva, discretamente fotografado ao lado do piloto de testes, Nico Hulkenberg. Tem o mais largo dos bicos apresentados até agora e um surpreendente (pelo menos para mim) grande patrocínio da Philips. Já há alguns anos a empresa holandesa é parceira da equipe, mas não imaginava um logotipo tão bem posicionado. Pode ser apenas para testes, já que, até onde se sabe, a Williams fechou contrato com a Saudia Airlines para este ano. É aguardar para ver.

Foto: Reprodução/Adrivo.com
Na Renault, um carro bem diferente e com nova pintura. O R29 tem bigorna (e pode?), bico largo, um desenho que em quase nada remete ao antecessor. E, na pintura, o azul foi abandonado, diminuindo a profusão de cores. Agora é tudo amarelo, laranja e branco, com detalhes em vermelho. Se por um lado ficou menos circense, por outro só restaram cores quentes… faltou equilíbrio. Mesmo assim, está melhor.
Tags: Renault, Williams
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Dupla renovada

Foto: Divulgação Renault
Como já indicavam os sinais vindos do paddock, a Renault anunciou a renovação da dupla de pilotos Fernando Alonso e Nelsinho Piquet para 2009. A notícia é boa para o brasileiro, que vinha há bastante tempo cercado de rumores de demissão.
A temporada de estréia de Nelsinho pode não ter sido um terror como as primeiras corridas denunciavam, mas com certeza passou longe do que a Renault – e ele próprio – esperavam. Sua performance foi recheada de altos e baixos, como até é de se esperar para um estreante. O problema é que os altos foram poucos e nem tão altos, enquanto que os baixos foram muitos, e bem baixos.
Seu grande destaque na temporada foi o GP da Alemanha, quando obteve um belíssimo segundo lugar mas que, apesar de merecido, teve grande contribuição da sorte, graças à regra maluca do box fechado. E, ao mesmo tempo em que também andou bem na França, na Hungria e no Japão, cometeu erros sucessivos, não terminando sete das 18 corridas em acidentes ou rodadas. Convenhamos, uma taxa de quase 40% de abandonos por erros é uma marca para De Cesaris nenhum botar defeito.
Nelsinho vive as dores e as delícias de ter um sobrenome famoso. Se isso por vezes é um fardo – a primeira temporada foi entendida como decepcionante principalmente pela expectativa criada pelo nome Piquet -, em outras serve de credencial. E a renovação me parece mais uma conseqüência da perspectiva do que pode vir a fazer do que uma recompensa por um trabalho convincente. Em bom português, Nelsinho está recebendo uma segunda chance da Renault. E segunda chance, convenhamos, é privilégio de poucos na Fórmula 1. Se seu sobrenome fosse outro, provavelmente estaria procurando emprego.














