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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSContato
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Arquivo da tag: Robert Kubica
Heidfeld homenageia Kubica

O leitor Lucas R enviou, via comentários, um link com frames da F1 em alta definição, capturados por telespectadores.
Não bastasse a conclusão de que as imagens são mesmo incríveis, percebi algo que passou meio batido no capacete de Nick Heidfeld. Ao menos no treino de sexta-feira, que foi quando este frame foi capturado, ele alterou um singelo detalhe em seu capacete, em homenagem a seu ex-companheiro de BMW Sauber, Robert Kubica.
No espaço dedicado às cores da bandeira alemã, na lateral, Nick aplicou ali uma bandeira da Polônia. Um gesto simples, mas bonito.
Ele é alemão e não desiste nunca

* Coluna publicada na edição 11 da Revista Warm Up
Nick Heidfeld é um caso que merece ser estudado. O piloto alemão, ainda que bastante talentoso, é dentre todos os da Fórmula 1 atual o que mais dificuldades teve na carreira. Esteve sem emprego por, pelo menos, quatro vezes. Mas, mesmo assim, nunca ficou uma temporada inteira afastado, ainda que nunca tenha conseguido as bênçãos de nenhum abastado patrocinador.
O começo da carreira de Heidfeld já foi marcado por um certo revés. Estreou na Prost, em 2000, mas seu contrato era com a McLaren. Campeão de F3000 em 1999 pelo time júnior da escuderia prateada, ingressava na F1 em uma equipe menor com o objetivo de ser preparado para ser piloto McLaren dentro de alguns anos, quando Mika Hakkinen se aposentasse. Não teve um bom ano, mas a McLaren bancou-o na Sauber em 2001. Foi uma boa temporada, com pódio e tudo, mas o alemão foi vítima do efeito Kimi Raikkonen. Hakkinen, bicampeão e de grande reputação na McLaren, indicou seu compatriota para substituí-lo em 2002. Kimi fez alguns testes, caiu nas graças de Ron Dennis e Nick ficou a ver navios.
Já independente da McLaren, precisou reconstruir sua carreira, ainda que permanecendo na Sauber. Mas o baque foi grande. Em 2003, principalmente, cometeu muitos erros e ficou em situação delicada na equipe. Acabou dispensado por Peter Sauber e ficou sem rumo. Muitos já davam sua carreira como acabada, até que, surpreendentemente, descolou uma vaga na Jordan para 2004.
A Jordan vivia seu ocaso, sem dinheiro e patrocinadores. Com Giorgio Pantano de piloto pagante – posteriormente substituído por Timo Glock -, Nick seria o responsável pelo desenvolvimento. Mesmo praticamente correndo de graça, topou a oferta. Até que não foi um mau ano para ele, ainda que tenha sido a pior temporada da história da equipe. Nick chegou a conquistar um quinto e um sexto lugares, mas a situação financeira era delicada demais, a ponto de Eddie Jordan ter de vender o time. E, com isso, Nick ficou desempregado outra vez.
Mas a boa temporada na Jordan melhorou sua cotação na Fórmula 1. E com isso foi chamado pela Williams para uma espécie de vestibular para definir quem seria o companheiro de Mark Webber em 2005. Chegou na última hora e superou o favorito à vaga, Antonio Pizzonia. E, assim, continuou na categoria. Apesar de conturbada, foi uma de suas melhores temporadas. Marcou uma pole em Nürburgring, chegou duas vezes em segundo lugar e superava em pontos seu companheiro de equipe, bem mais cotado. Até que sofreu um acidente durante testes em Monza e não pôde disputar os GPs da Itália e da Bélgica. Quando deveria retornar, foi vítima de represália da Williams.
O motivo: a BMW, que fornecia motores e estava deixando a equipe, havia contratado o piloto para disputar a temporada seguinte pelo time que acabara de comprar, a Sauber. Frank Williams e Patrick Head, furiosos, não deixaram mais que Nick voltasse, ficando de fora até o fim do ano. Mas, ainda que com este contratempo, a passagem do alemão pela BMW Sauber foi seu melhor momento na Fórmula 1. Foram quatro temporadas, oito pódios e uma vitória que bateu na trave, no Canadá em 2008.
O problema é que, em fins de 2009, a BMW resolveu abandonar a F1. E Heidlfeld, outra vez, ficou desempregado. Assinou como terceiro piloto da Mercedes para 2010, mas em momento algum foi aproveitado. Virou test driver da Pirelli, ajudou a desenvolver os pneus de 2011, e no fim do ano foi premiado com uma vaga na F1, de novo na Sauber. Disputou os últimos GPs do ano em substituição a Pedro de La Rosa, que fazia um campeonato abaixo da crítica. Para se ter uma ideia, Nick conseguiu em cinco corridas a mesma pontuação do espanhol em 14.
Pena que o bom desempenho não tenha servido para segurar Heidfeld na F1. Precisando de dinheiro, Peter Sauber contratou o mexicano Sergio Perez e Nick, como de costume, ficou a pé. Até que… Robert Kubica, seu ex-companheiro de BMW Sauber, sofreu um sério acidente de rali na Itália. E então Nick Heidfeld voltou às manchetes.
Os resultados dos testes em Jerez de la Frontera não deixaram muitas dúvidas sobre quem seria o escolhido para substituir Kubica. Faltam a Bruno Senna e Vitantonio Liuzzi, os outros candidatos, a experiência e a consistência que sobram em Heidfeld. Semana passada veio a confirmação. É a escolha óbvia.
Paradoxalmente, a temporada na Renault pode ser a mais promissora de toda a carreira de Nick. O carro vem andando bem, não é de se duvidar que possa brigar por vitórias, ainda que eventualmente. E assim, quem sabe, o alemão possa conseguir livrar-se da pecha que o acompanha já há alguns anos: é o piloto que mais GPs disputou sem ter vencido um sequer, em toda a história da sexagenária Fórmula 1.
Com tantas idas e vindas, altos e baixos até injustos para um piloto de talento, um fato não dá para negar. Nick Heidfeld pode não ser brasileiro, mas não desiste nunca.
Tags: BMW, Jordan, Nick Heidfeld, Prost, Renault, Robert Kubica, Sauber
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Chato demais

É chato demais começar um domingo com uma notícia chocante como a de hoje, do acidente sofrido por Robert Kubica num rali na Itália. A pancada foi feia, o polonês sofreu sérias lesões nos membros do lado direito, principalmente na mão. Submetido a uma cirurgia que durou 7h, será preciso esperar ainda uma semana para avaliar a extensão das lesões. Na melhor das hipóteses, o piloto recupera os movimentos depois de um longo período de recuperação, de pelo menos um ano. Na pior… melhor nem pensar.
Fosse qualquer piloto a vítima, a situação já seria chata. Mas sendo Kubica, a notícia é ainda mais triste. Piloto boa praça, arrojado, bom de briga, jovem e com a carreira sempre em ascensão, primeiro e único piloto de seu país a chegar à Fórmula 1… Robert é praticamente um Guga da Polônia. Símbolo de uma nova Europa, primeiro piloto oriundo do outro lado da antiga cortina de ferro a fazer sucesso na categoria. Tem tudo para ser ídolo, fazer história. Encerrar a carreira assim tão cedo seria triste demais.
A ausência de Kubica na Fórmula 1 em 2011 não só chateia quem gosta e acompanha o automobilismo como também traz consequências bastante sérias para sua equipe, a Renault. O polonês era peça-chave no planejamento para esta temporada, sendo ele aquele a conduzir o desenvolvimento do time e a garantir os principais resultados. Vitaly Petrov, por mais esforçado que seja, não possui o mesmo talento. Está na equipe para garantir o dinheiro no caixa e para obter resultados ocasionais. Não tem estirpe de primeiro piloto, não será o novo líder. A liderança está vaga.

Kubica comemorando sua única vitória na F1 até aqui: GP do Canadá de 2008.
Foto: Mark Thompson/Getty Images
Nenhuma das opções do banco de reservas da Renault possui qualidades semelhantes às de Kubica, mesmo que o banco seja repleto de pilotos. Ho-Pin Tung, nem pensar. Romain Grosjean já andou na F1 e não aprovou. Bruno Senna tem pouca experiência e um talento que ainda precisa ser provado. Ainda que Eric Boullier, chefe da equipe, tenha manifestado no lançamento do novo carro que Senna seria o substituto imediato numa eventual ausência de titular, a circunstância é totalmente diferente. Uma coisa é substituir Kubica em uma corrida, outra é virar o novo nº 1 do time. Como nenhum dos pilotos-reserva se encaixa no planejamento atual, é provável que a Renault tenha de se reinventar.
Caso a decisão dos dirigentes seja o de manter a estrutura atual, precisará buscar um novo piloto. Nick Heidfeld, coincidentemente ex-companheiro de Kubica na BMW, está livre e possui características similares. Talvez não seja tão veloz quanto o polonês, mas tem experiência e capacidade de liderar o time. Pilotos com contrato com outras equipes também são opção, por que não? Como já disse Nelson Piquet, contratos na F1 foram feitos para serem rasgados. Eu não me surpreenderia se a Renault recrutasse Nico Hulkenberg, Timo Glock ou até mesmo Rubens Barrichello.
Mas tudo, até aqui, não passa de especulação. O importante mesmo é torcer pela rápida recuperação de Kubica e lembrar daquilo que ele é capaz. Abaixo, minha homenagem na forma do que considero seu melhor momento na Fórmula 1 até aqui: o duelo com Felipe Massa debaixo de um incrível aguaceiro no GP do Japão de 2007, em Fuji. Coisa pra macho.
Volta logo, Napa! Você vai fazer falta este ano.
Tags: Renault, Robert Kubica
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Em busca de uma identidade

Em 1981, Ted Toleman e Alex Hawkridge traziam à Fórmula 1 a Toleman Team, equipe nascida quatro anos antes nas bases do automobilismo inglês, Fórmula Ford 2000 e Fórmula 2. Cinco anos depois, o time mudava de mãos, sendo comprado pela griffe de roupas italiana Benetton.
Foi uma estratégia ousada para a época, fazendo com que uma marca de um produto não-relacionado ao automobilismo deixasse de ser apenas patrocinadora para virar dona de equipe. Assim, surgiu um novo conceito de marketing na categoria, de abrangência mundial, que agregava à marca uma série de valores e elevou a Benetton a um novo patamar em seu mercado. A estratégia foi repetida por outras empresas, principalmente japonesas, como a imobiliária Leyton House e a transportadora logística Footwork, mas nenhuma com o mesmo sucesso. Somente a Red Bull, já nos anos 2000, conseguiu êxito similar.
Nos anos Benetton, o time criou uma identidade forte. Era vista como uma equipe simpática, colorida, ousada e despojada. Quando virou um time vencedor, na era Schumacher, um tanto dessas características foram perdidas. A imagem de zebra foi deixada de lado para virar o time a ser batido, e essa ascensão ao mainstream mudou um pouco as coisas por lá. Mas não que isso fosse ruim. Ruim mesmo foi a fase pós-Schumacher, uma ressaca violenta que fez o time colecionar resultados negativos em sequência, culminando na venda para a Renault, em 2000.
A equipe voltou a crescer, principalmente a partir de 2003, com a chegada de Fernando Alonso. A curva ascendente seguiu até o bicampeonato mundial do espanhol, em 2005-2006. A partir daí, no entanto, a queda foi grande. A Toleman-Benetton-Renault foi se apequenando até culminar no escândalo do GP de Cingapura de 2008, um dos capítulos mais baixos da história da Fórmula 1, quando Nelsinho Piquet bateu de propósito no muro para que um Safety Car ajudasse seu companheiro Alonso, que venceu a corrida.
Toda a história só veio à tona um ano depois, e o estrago sobre a imagem da equipe foi devastador. Patrocinadores foram perdidos e a própria Renault resolveu abandonar o barco. Manteve o nome, mas vendeu o controle da empresa para o Genii, um grupo de investimentos luxemburguês. E aí começou a saga da busca por uma identidade.
Em 2010, a tentativa foi de resgatar a Renault Turbo dos anos 70/80. Pintura retrô em amarelo e preto, losango grandão na lateral. Os resultados foram bons com o excelente Robert Kubica, mas não convenceu. Agora, o time captou um patrocínio mandrake da Lotus Cars, pintou o carro de preto e dourado e inventou que seu nome é Lotus. Não convenceu ninguém, nem a FIA, que vem tratando o time como simplesmente Renault.
O carro é bonito e foi lançado hoje. Tem algumas inovações, como um escapamento frontal que ninguém entendeu direito ainda como vai funcionar, mas o Giorgio Piola (que no Brasil global foi reduzido a “o espião da F1″) vai desenhar e aí a gente vai saber. A dupla de pilotos é desequilibrada: um grande (Kubica) e um instável (Vitaly Petrov). Para completar, uma chuva de pilotos reservas, entre eles Bruno Senna e Romain Grosjean.
Dados os bons resultados do ano passado, é de se esperar algum sucesso. Mas Genii, tira essa pintura e essa ideia da cabeça. Todo mundo sabe que teu nome é Valdemar.
Rapidinhas da classificação: Mônaco

- Na sexta prova da temporada, sexta pole da quase imbatível Red Bull. Mark Webber, que tem como característica principal fazer grandes classificações, manteve a regra e marcou sua terceira pole na temporada, a quarta na carreira.
- Uma pole importante e que, em Mônaco, representa boas chances de vitória. Nos últimos dez anos, cinco vezes o vencedor partiu da primeira posição na largada.
- A grande surpresa do treino ficou por conta de Robert Kubica, que fez uma classificação sensacional com a Renault. Andou o tempo todo entre os primeiros e, não fosse uma grande volta de Webber no final, teria ficado com a pole. Larga da primeira fila e deve fazer uma excelente corrida.
- Felipe Massa recuperou-se bem dos maus resultados das últimas provas. Vai sair em quarto lugar, embora tenha demonstrado que poderia brigar pela primeira fila. De toda forma, ficou claro que tem um bom carro para Mônaco e pode incomodar na prova amanhã.
- O mesmo, no entanto, não se pode dizer de Fernando Alonso. O espanhol bateu no terceiro treino livre e destruiu seu carro. Com isso, não pôde nem participar da classificação e vai largar dos boxes, em último. Numa pista na qual ultrapassagens são quase impossíveis, vai precisar de muito esforço para conseguir, talvez, um ou dois pontos.
- Sebastian Vettel marcou o terceiro melhor tempo com a Red Bull e parece estar sentindo o crescimento de Webber dentro da equipe. O alemão, que reinou absoluto no time no começo da temporada, não vem bem nas últimas corridas. Vamos ver o que poderá fazer em Mônaco.
- Numa pista em que o torque em saídas de curvas de baixa é bastante importante, os motores Mercedes não foram tão bem como nos circuitos mais velozes. As duas McLaren e as duas Mercedes saem na terceira e quarta filas. E Michael Schumacher, sétimo, voltou a apanhar de Nico Rosberg, sexto. Lewis Hamilton foi
melhor que Jenson Button e sai na quinta posição. O atual campeão não passou de oitavo.
- Quem mandou muito bem foi Rubens Barrichello. Pela terceira vez na temporada conseguiu levar a Williams ao Q3 e vai largar em nono. Nico Hulkenberg fez o 11º tempo.
- Lucas di Grassi e Bruno Senna, como de costume, vão largar lá da rabeira. Ainda sem o novo carro da Virgin, Lucas foi meio segundo mais lento que Timo Glock e sai em 21º. Logo atrás dele, Bruno e sua carroça espanhola fabricada na Itália. Pelo menos superou seu companheiro Karun Chandhok, lanterninha da classificação.
- Senna e Di Grassi não têm culpa de estarem andando lá atrás. Pagam o preço de terem aceitado correr em equipes estreantes. Com a proibição de treinos, a evolução do carro fica muito complicada e a tendência é que a Fórmula 1 siga repartida em duas divisões até o fim da temporada. O que é uma pena, já que a Virgin, por exemplo, demonstra ter muita capacidade – e dinheiro – para crescer. Diferentemente da Hispania, que eu acredito que talvez não consiga nem terminar a temporada.
- A corrida amanhã será longa e complicada, mas duvido que a vitória escape de quem larga das duas primeiras filas. Webber é favoritaço, mas Vettel pode incomodar se largar bem. Se saltar na frente na primeira curva, Kubica passa a ter boas chances tamém. E o caminho da vitória para Felipe Massa, creio eu, passa pelo infortúnio de um ou dois adversários à frente. O que em Mônaco, com seus guard-rails rentes ao traçado, é algo até provável.
- Dificilmente será uma prova emocionante, mas pelo menos dá para curtir uma bela paisagem durante a corrida. Pelo charme, beleza e pelo desafio, vale a pena acordar cedo amanhã.
GRID DE LARGADA – GP DE MÔNACO 2010

Kubica amarelou
A mudança da BMW para a Renault também provocou mudanças no casco de Robert Kubica. De acordo com as imagens divulgadas pela equipe francesa, ele aparece agora com um capacete pintado de amarelo para combinar com o carro “abelhão”.
Robert trocou o vermelho da bandeira da Polônia da base de sua pintura para dar lugar ao amarelo-Renault, com alguns detalhes em alaranjado. Os espaços em azul, no entanto, permanecem iguais, mantendo as principais características do capacete.
Ficou até bem interessante. Ainda não pude ver como fica dentro do carro, mas a combinação do amarelo com bastante azul me agrada. Faz lembrar até a pintura de Roberto Moreno, uma das mais belas, na minha opinião.
Tags: Renault, Robert Kubica
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Renault retrô
O ar de nostalgia toma conta da Fórmula 1. Depois da Mercedes prateada com números vermelhos e da Sauber branca e sem patrocínios, a Renault apresentou hoje em Valencia o mais retrô dos modelos da temporada 2010 da Fórmula 1. No que diz respeito à pintura, lógico.
O layout amarelo e preto do R30 faz referência direta aos modelos vencedores da equipe no final dos anos 70 e começo dos 80, os pioneiros carros turbo. Que, se não conquistaram nenhum título mundial, ao menos fizeram história com várias vitórias. Robert Kubica e Vitaly Petrov foram confirmados como pilotos titulares, o que tornará Petrov o primeiro russo a disputar uma corrida de Fórmula 1 em toda a história.
Mas, se na pintura a nova Renault tem novidades, o mesmo não se pode dizer com relação ao carro. O R30 é muito parecido com seu malfadado antecessor, apresentando apenas pequenas diferenças. Como é possível comparar na imagem ao lado (clique nela para ampliar), o carro ficou pouca coisa mais comprido, com o cockpit ligeiramente disposto mais à frente. O desenho em geral e a distância entre-eixos permaneceu praticamente a mesma, estando as alterações mais visíveis no desenho do assoalho, nos defletores e nos escapamentos.É leviandade prever o desempenho de um carro apenas por sua foto, mas como sou cara-de-pau, vou arriscar. Está com cara de que não vai andar nada… Pobre Kubica.
Kubica espelhado

Foto: Reprodução/Adrivo.com
Na despedida da BMW, Robert Kubica apareceu em Abu Dhabi com um casco diferente. Ainda que o desenho seja o mesmo e a pintura semelhante à anterior, dessa vez seu capacete tem acabamento espelhado.
Tendo a não gostar muito desse recurso, desde o primeiro que vi, que era do Tora Takagi. Mas, mesmo assim, achei que caiu bem com o desenho usado pelo polonês.
No topo, Kubica ainda colocou uma mensagem de despedida: “Many thanks to BMW Sauber F1 Team”. O piloto vai correr pela Renault em 2010 enquanto que a equipe tem futuro incerto, depois da anunciada saída da BMW.
BMW lembra aniversário do Mini

Foto: Divulgação/BMW Sauber
Em ação promocional, a BMW Sauber pintou na cobertura do cofre de seu motor para o GP de Mônaco um “feliz aniversário” de 50 anos para o Mini, tradicional e simpático carro de rua que no Brasil ficou conhecido como “Carro do Mr. Bean“. Criado em 1959 na Inglaterra, o Mini é bastante popular até hoje na Europa, principalmente em sua versão atualizada, fabricada desde 2001 pela própria BMW. Na Itália, vi dezenas deles.
Na pintura aplicada na carenagem da BMW Sauber, um detalhe interessante. No carro de Robert Kubica, aparece um desenho do próprio piloto segurando um bolo com a inscrição “50″. No de Nick Heidfeld, o desenho muda para o seu rosto.
Novo “pacote aerodinâmico” da BMW

Foto: Reprodução/Adrivo.com
Vi essa no Geckodriver. As duas BMW Sauber tiveram suas asas dianteiras quebradas no mesmo ponto durante a largada do GP do Bahrein.
Definitivamente, foi uma corrida para esquecer. Não por acaso, foi a primeira vez em quatro temporadas de história que a equipe ficou duas provas seguidas fora da zona de pontos.
Charge do Tuta: Os Cabeçudos
Tuta ilustra a “falta de cabeça” de Kubica e Vettel no GP da Austrália.

Arte: Tuta
Imagine o tamanho que seria se os dois tivessem cabeça.
Carros 2009 – atualização

Arte: Bruno Mantovani
Bruno Mantovani está aproveitando a pré-temporada para colocar em dia os desenhos dos carros e pilotos da Fórmula 1 para 2009. Vale a pena acompanhar em seu blog a “nova cara” de cada carro e as atualizações nos capacetes dos pilotos. Desenhos esses que serão as bases para as charges que virão nos próximos meses.
Pelo menos é algo de bom acontecendo na mais chata pré-temporada da história.
Imagens de Montmeló
O começo dos testes de pré-temporada da Fórmula 1 sempre traz novidades interessantes. E este ano, com mudanças de regulamento, muita coisa diferente anda aparecendo em Montmeló. Assim, fiz um apanhado do que de mais diferente apareceu entre ontem e hoje. As fotos são reproduções do site Adrivo.com.

Com o KERS, agora os carros de F1 podem dar choques, como já experimentou um mecânico da BMW. Por isso, é bom que a Ferrari avise: alta voltagem.

Primeiro reflexo da parceria McLaren-Force India: Pedro de la Rosa no cockpit do carro indiano. Curiosamente, equipado ainda com motores Ferrari. Será que o espanhol aproveitou para descobrir mais algum segredo italiano?

Nico Hulkenberg foi para a pista com a solução inicial da Williams para atender as restrições aerodinâmicas para 2009. Se anda, não sei. Mas é visualmente muito mais bem resolvida do que a…

…BMW Tubarão-martelo. Ou seria limpa-trilhos? Só sei que é o carro mais esquisito do mundo.

Esquisito também é o duto de ar improvisado para o KERS da Ferrari. Certamente não será assim durante a temporada, até porque o comprometimento aerodinâmico da peça deve ser terrível.

Caras novas: Bruno Senna na Honda. Mais de 14 anos depois, o nome Senna volta à Fórmula 1.

O holandês Giedo Van der Garde, também conhecido como “Giga”, andou pela Renault. Giga já foi alvo de disputas entre Super Aguri e Spyker. As duas equipes morreram e o piloto foi parar no time francês. A Renault que se cuide…

E por fim, Sebastien Loeb, pentacampeão do WRC, tirando uma casquinha na Fórmula 1.
A matemática do título

Passado o GP do Japão, repleto de polêmicas, incidentes e discussões, é hora de projetar a corrida que pode decidir o campeonato, na China, já no próximo domingo. Lewis Hamilton lidera o mundial de pilotos, com 84 pontos. Felipe Massa está em segundo com 79 e Robert Kubica, da BMW, tem 72. O único que pode levar o caneco por antecipação é o inglês da McLaren que, para isso, precisa de uma combinação de resultados.
Caso vença na China, Hamilton será campeão no domingo caso Felipe Massa chegue em quinto lugar, ou abaixo. Se for segundo colocado, Hamilton precisará torcer para que Felipe seja, no máximo, sétimo. Lewis também pode sair campeão de Xangai com um terceiro lugar mas, para isso, precisa que o brasileiro da Ferrari não marque pontos e que Robert Kubica não seja o vencedor.
Para Felipe Massa, o título passa por duas vitórias, na China e no Brasil. Mas Lewis Hamilton não pode ser o segundo nas duas etapas. Uma dobradinha da Ferrari com Kimi em segundo, em qualquer das duas corridas, dará o título ao brasileiro, independente da posição de Hamilton. Por isso a Ferrari faz questão da ajuda do finlandês, que não parece muito preocupado com o assunto. Aliás, Kimi não se preocupa com nada.
Robert Kubica é quem tem a missão mais difícil. Com 12 pontos de desvantagem, precisa vencer as duas etapas e torcer para que Hamilton não faça oito pontos, o que equivale a um segundo lugar, ou dois quintos. Além disso, também depende de Felipe Massa, que o eliminaria da disputa com 13 pontos (uma vitória e um sexto ou um segundo e um quarto).
Na prática, a briga é entre Lewis e Felipe. Porém, dada a irregularidade característica dos dois aspirantes a este campeonato, não é de se duvidar que Kubica ainda mantenha as chances até o final. A tendência é que a disputa se alongue até Interlagos.
Se Massa vencer na China com Hamilton em terceiro, entendo que montaria-se o melhor dos cenários. Separados por apenas um ponto (vantagem para o inglês), quem chegasse à frente do outro no GP do Brasil levaria o caneco, independente da posição. Seria um final de campeonato épico.
Kubica mineiro

O ineditismo do GP noturno de Cingapura dá margens a brincadeiras de pilotos e equipes. Primeiro foi a McLaren, que divulgou um vídeo-preview da corrida exibindo o modelo a ser usado na corrida, com faróis. Hoje, Robert Kubica posou para fotos com uma lanterna acoplada a seu capacete, tal qual um mineiro.
Simpático.
Casco especial para Kubica

Robert Kubica sente-se à vontade em Monza. Não por acaso, é o circuito no qual conquistou seu primeiro pódio, em 2006, apenas em sua terceira corrida na Fórmula 1.
Para lembrar o feito, o polonês preparou um capacete especial para o GP da Itália, incorporando à sua pintura as cores da bandeira italiana.
Ficou parecido com o casco do Vitantonio Liuzzi.
A primeira da Polônia

Robert Kubica inseriu a Polônia, hoje, no rol dos países vencedores na Fórmula 1. Desde Fernando Alonso, que venceu a primeira corrida para a Espanha no GP da Hungria de 2003, isso não acontecia.
Confira abaixo as primeiras vitórias de cada país na Fórmula 1:
Itália: Giuseppe Farina, GP da Inglaterra de 1950
Argentina: Juan Manuel Fangio, GP de Mônaco de 1950
Grã-Bretanha: Mike Hawthorn, GP da França de 1953
França: Maurice Trintignant, GP de Mônaco de 1955
Austrália: Jack Brabham, GP de Mônaco de 1959
Suécia: Jo Bonnier, GP da Holanda de 1959
Nova Zelândia: Bruce McLaren, GP dos Estados Unidos de 1959
Estados Unidos: Phil Hill, GP da Itália de 1960*
Alemanha: Wolfgang von Trips, GP da Holanda de 1961
México: Pedro Rodriguez, GP da África de Sul de 1967
Bélgica: Jacky Ickx, GP da França de 1968
Suíça: Jo Siffert, GP da Inglaterra de 1968
Áustria: Jochen Rindt, GP dos Estados Unidos de 1969
Brasil: Emerson Fittipaldi, GP dos Estados Unidos de 1970
África do Sul: Jody Scheckter, GP da Suécia de 1974
Canadá: Gilles Villeneuve, GP do Canadá de 1978
Finlândia: Keke Rosberg, GP da Suíça de 1982
Colômbia: Juan Pablo Montoya, GP da Itália de 2001
Espanha: Fernando Alonso, GP da Hungria de 2003
Polônia: Robert Kubica, GP do Canadá de 2008
* Sem considerar os GPs de Indianápolis, de 1950 a 1960
Vitória da BMW é a 1ª de um carro alemão em 46 anos

Com as freqüentes vitórias de Michael Schumacher, o mundo da Fórmula 1 acostumou-se a ouvir, com grande recorrência, o hino alemão no pódio. Mas hoje a execução aconteceu por um motivo diferente. Foi a primeira vez em 46 anos que um carro alemão venceu uma corrida de Fórmula 1.
Robert Kubica, vencedor do GP do Canadá, é polonês. Mas a BMW, equipe construtora de seu carro, embora com sede na Suíça, é alemã. Desde o GP da França de 1962, quando Dan Gurney venceu com um Porsche, um bólido de fabricação germânica não terminava um GP de Fórmula 1 à frente.
É bem verdade que a McLaren, com seus carros prata e apoio direto da Mercedes Benz, possui forte identidade com a Alemanha. Mas a equipe continua tendo sede em Woking, sendo inscrita na FIA como inglesa.
Tags: BMW, GP do Canadá, Robert Kubica
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O que a TV não mostrou

A transmissão do GP do Bahrein, sem sombra de dúvidas, deixou a desejar. Além de não ter exibido adequadamente o incidente entre Hamilton e Alonso, a TV também perdeu uma escapada de pista de Felipe Massa e Robert Kubica, logo na segunda volta.
Os dois pilotos saíram da pista em razão da presença de óleo na curva 7, mesmo local em que Nelsinho Piquet viria a rodar logo depois. Foi na seqüência que Kimi conseguiu a aproximação e ultrapassou o piloto da BMW. Um lance que poderia ter decidido a corrida e que passou batido pelas câmeras da FOM.
Pole de Kubica encerra jejum de 46 anos

A pole position obtida hoje por Robert Kubica não foi histórica apenas por ter sido a primeira de um piloto polonês na história da Fórmula 1. Guiando uma BMW, Kubica obteve a primeira pole de um carro alemão na categoria em 46 anos.
Desde que Dan Gurney saiu na frente no GP da Alemanha de 1962, com um Porsche 804, um carro de fabricação alemã não largava na posição de honra na Fórmula 1. A Mercedes, tradicional montadora germânica, vem conquistando grandes resultados em parceria com a McLaren, que é uma equipe britânica.
Já a BMW Sauber, apesar de ter sede na Suíça, é considerada uma equipe alemã.
Tags: BMW, GP do Bahrein, Robert Kubica
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