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Para voltar ao topo

A história da atual equipe Mercedes na Fórmula 1 chega a ser curiosa. Originou-se da Tyrrell, que virou BAR e depois tornou-se Honda. Quando os japoneses debandaram e deixaram a escuderia nas mãos de Ross Brawn, nasceu a Brawn GP. Imaginava-se um arremedo de time: além do carro branco e sem patrocínios, as temporadas anteriores da Honda foram um verdadeiro desastre. Mas, contrariando a lógica, a Brawn nasceu vencedora. Ganhou a corrida de estreia e ainda terminou o ano de 2009 campeã de pilotos e construtores. Nascia ali uma lenda.

Nascia, mas morria rapidamente, com apenas uma temporada. Num lance surpreendente, a Mercedes deu de ombros para a McLaren e comprou a maior parte da equipe campeã. Surgiu ali a Mercedes GP. Em outro lance não menos surpreendente, os alemães tiraram Michael Schumacher da aposentadoria, montando ali o que parecia ser um supertime, talvez a favorita de 2010. Não colou. Os resultados foram escassos, apenas o quarto lugar entre os construtores. O heptacampeão Schumacher decepcionou e a grata surpresa foi Nico Rosberg, que conseguiu subir três vezes ao pódio. Ainda assim, pouco para quem vinha de um título mundial.

Schumacher é atração, mas também uma grande interrogação.
Foto: Divulgação/Mercedes

Um paradoxo curioso se formou. Quando ninguém esperava nada, o time foi lá e ganhou tudo. Quando se imaginava uma potência, sucumbiu. Assim, talvez a receita da Mercedes em 2011 seja a de não gerar expectativa alguma. Quem sabe assim os resultados surjam ao natural.

A dupla de pilotos foi mantida, mas agora uma enorme interrogação paira sobre Michael Schumacher. Aos 42 anos, já andou até cancelando testes no simulador, por causar-lhe enjoos. Não parece mais ser capaz de causar medo aos adversários como um dia já foi. Nico Rosberg é a esperança de vitórias, mas para isso precisa de um carro de primeira.

O W02, modelo para esta temporada, foi lançado na terça-feira passada, durante os testes em Valência. No design, é arrojado. Possui uma frente proeminente parecendo um bico de pato e uma pintura prateada com belos detalhes verdes (ou azuis, depende do gosto do freguês). Pelo dinheiro investido e pelos nomes envolvidos, é um time que não deve ser menosprezado. A concorrência com McLaren, Ferrari e Red Bull será dura, mas a Mercedes espera, ao menos, deixar a desconfortável quarta posição entre as grandes da F1. O grande desafio é voltar à ponta.

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Dívida de gratidão

O bombástico retorno de Michael Schumacher à Fórmula 1 serve para reavivar algumas esperanças para o campeonato de 2010. Se a saída de Kimi Raikkonen e de montadoras como BMW e Toyota, mais o anúncio da reposição com equipes quase mambembes como USF1 e Lotus parecem abalar um pouco a credibilidade da categoria, a volta do heptacampeão é o refresco de que nem tudo será amadorismo na próxima temporada. Lógico, no sentido negativo da palavra. Porque, no fim das contas, a volta de Schumacher tem muito de amadorismo, em seu conceito original. Amadorismo porque Schumacher volta a competir por dois motivos básicos, muito mais emocionais do que racionais: vontade de correr e gratidão à Mercedes.

Mesmo no anúncio de sua aposentadoria, na coletiva do GP da Itália de 2006, ficou muito claro que pendurar o capacete não era uma iniciativa sua. Sua fala claudicante, seu olhar sentido, tudo mostrava um homem que estava sendo impelido a deixar de fazer o que mais gostava por questões políticas. Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, percebeu já em fins de 2005 que não mandava em nada na equipe. Jean Todt, Ross Brawn e Michael Schumacher criaram um verdadeiro feudo, o que deixou o italiano desconfortável. Não há dúvidas de que tal feudo foi justamente o responsável pela maior sequência de títulos da história da equipe, mas daí a uma apropriação do poder vai uma grande diferença. E Di Montezemolo queria deter outra vez as rédeas do cavalinho rampante.

Como parte do jogo político, fechou um contrato de três anos com Kimi Raikkonen, então principal piloto da maior rival da Ferrari, a McLaren. Contra a vontade de Brawn e Todt, diga-se. Com a contratação da estrela finlandesa, o recado estava dado: se Schumacher quiser ficar, que fique, mas acabaram-se as regalias. Assim, Schumacher teria que disputar o campeonato com um companheiro de equipe visto como um potencial campeão, no auge da forma, algo que nunca havia acontecido em sua carreira. O resultado é que o alemão, que de bobo tem só a cara, entendeu que o risco não compensava. Melhor se aposentar. E Di Montezemolo, para ter certeza de que estava afastando Schumacher e desfazendo o feudo, disparou comunicados oficiais de imprensa confirmando a aposentadoria do piloto ainda durante a cerimônia do pódio do GP da Itália, evitando assim que Michael mudasse de ideia durante a coletiva.

Sabendo que nenhuma outra equipe ofereceria a ele em 2007 as mesmas condições que tinha na Ferrari, Schumacher parou. Mas seu gosto pela velocidade não arrefeceu, vide as estripulias que andou fazendo de moto por aí. No ano passado, chegou a anunciar um regresso para substituir Felipe Massa, mas desistiu em cima da hora. Talvez porque já estivesse negociando com Ross Brawn.

Sua chegada na Mercedes tem um gosto de déjà-vu, sob dois aspectos. Por voltar a competir chefiado por Ross Brawn, que esteve ao seu lado em seus sete títulos mundiais. E porque defenderá as cores prateadas da marca alemã, uma lacuna em sua carreira na Fórmula 1.

Schumacher em 1991, como piloto Mercedes

Schumacher teve sua carreira pré-F1 financiada pela Mercedes, num programa que incluía Heinz-Harald Frentzen e Karl Wendlinger. Sua chegada na categoria, substituindo Bertrand Gachot na Jordan em 1991, foi bancada pela fábrica alemã. Sua ida para a Benetton teve influência direta da estrela de três pontas. Porém, no meio do caminho, uma mudança de planos fez com que Schumacher jamais pudesse retribuir o investimento nele feito.

Em seu planejamento, a Mercedes colocou Schumacher na Benetton por algumas temporadas, com a intenção de desenvolver seu talento para que viesse defender a fábrica quando ela reingressasse na categoria, junto com Peter Sauber. A Sauber-Mercedes apareceu na F1 em 1993, mas a parceria não ocorreu como o planejado. Depois de duas temporadas, a Mercedes migrou para a McLaren. E Schumacher foi para a Ferrari, justamente para, ironicamente, virar o maior algoz da fábrica alemã. Tirou da McLaren-Mercedes os títulos de 2000, 2001 e 2003. Parecia ingrato, o menino. Mas não é.

Heptacampeão mundial, maior detentor de recordes da categoria, Schumacher não precisava voltar. A rigor, sua carreira já tinha virado história, era um homem livre, milionário e que não devia mais nada a ninguém. Ledo engano. Devia sim: uma dívida de gratidão com quem lhe abriu as portas para o automobilismo de alto nível. E agora, vinte anos depois, Schumacher está disposto a pagá-la. E que não se duvide dele. Mesmo aos 41 anos, cercado do investimento pesado da Mercedes e do talento de Ross Brawn, o alemão tem tudo para buscar o octacampeonato.

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Pilotoons: Schumacher na Mercedes

Bruno Mantovani apresenta a sua leitura sobre a contratação de Michael Schumacher pela Mercedes.

Arte: Bruno Mantovani

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Rapidinhas da classificação: Alemanha

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divlugação Red Bull

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divlugação Red Bull

- A classificação para o GP da Alemanha foi uma das mais emocionantes dos últimos anos na Fórmula 1. Uma chuvarada regou a pista em meio ao Q2 e, a partir de então, tudo ficou imprevisível. Com todos colocando pneus de chuva para depois ver a pista secar e retornar aos slicks, as duas últimas partes do treino foram absolutamente imprevisíveis, com os pilotos na pista o tempo todo tentando baixar os tempos.

- Quem levou a melhor foi Mark Webber, que conquistou a primeira pole position de sua carreira. A pole foi conquistada na última tentativa, com uma volta voadora que bateu não só seu favorito companheiro Sebastian Vettel, mas também os dois carros da Brawn, que parecem vir forte para a corrida.

- Rubens Barrichello foi outro que fez uma excelente volta no final, roubando a primeira fila de seu companheiro Jenson Button, que vai largar em terceiro. Vettel sai em quarto.

- Apesar da embaralhada geral da chuva, as duas primeiras filas acabaram mesmo com as equipes dominantes: Red Bull e Brawn. Salvo alguma grande zebra, a corrida deve ficar entre os quatro.

- Mas do quinto para baixo, algumas surpresas. Lewis Hamilton confirmou o bom desempenho da McLaren nos treinos livres e vai largar em quinto. Seu companheiro Kovalainen sai ao lado, em sexto. Resta saber se não estão com pouco combustível, resposta que teremos daqui a pouco.

- E a grande surpresa, mesmo, ficou por conta da Force India de Adrian Sutil, que soube se aproveitar da chuva no Q2 para passar para a fase final do treino. Nela, fez uma volta suficiente para largar em sétimo, a melhor posição de sua carreira e da Force India. À frente, inclusive, das Ferrari. Vai ter dancinha a noite toda no motor home.

- Falando em Ferrari, que conseguiu montar o carro de Felipe Massa com pneus errados no Q2 – pelo menos alguém percebeu antes que o carro arrancasse -, restou a oitava e a nona posições. Massa à frente, Kimi atrás. Devem fazer alguns pontos, e só.

- Pela primeira vez em 27 tentativas, Nelsinho Piquet vai largar à frente de Fernando Alonso. É lógico que as circunstâncias de clima influenciaram no resultado, mas a pista estava úmida para os dois. Nelsinho fez grande volta com pneus slick, enquanto o espanhol rodou no final da sua tentativa. Mereceu o resultado, passou para o Q3 e sai em décimo. Alonso larga duas posições atrás.

- Nascido em Heidelberg, os ares alemães parecem fazer bem a Nelsinho. No ano passado, em Hockenheim, fez sua melhor corrida na Fórmula 1. Hoje, seu melhor treino. E o fato deste treino ter acontecido justamente no momento em que a imprensa alemã já o deu como demitido da Renault torna o resultado ainda mais expressivo. Se Nelsinho precisava de uma hora para dar a volta por cima, escolheu a certa. Desde que não seja tarde demais…

- Dali para trás, nenhuma novidade. Toyota fazendo fiasco, Nakajima rodando, BMW como de costume em 2009. E Bourdais em último, naquela que pode ser sua última corrida pela Toro Rosso. Jaime Alguersuari esfrega as mãos.

- A Brawn esteve mais forte do que imaginava no treino, talvez muito pela habilidade de Barrichello em pista úmida. Mesmo assim, dado o clima frio, aposto nas Red Bull para a corrida. A vantagem da pole de Mark Webber é grande, mas com chuva, ainda assim colocaria minhas fichas em Vettel. Em caso de uma corrida com pista seca, o australiano pode levar sua primeira vitória na Fórmula 1. Mas não acho que deva ser fácil.

- Se o treino foi uma prévia da corrida, teremos uma grande disputa amanhã. Corrida cercada de expectativas.

Classificação: GP da Alemanha

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Charge do Tuta: Lição de casa

Tuta revela hoje quem fez e quem não fez o dever de casa na Fórmula 1 em 2009.

Arte: Tuta

Arte: Tuta


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Brawn e suas coincidências

Foto: Divulgação/Brawn

Foto: Divulgação/Brawn

A histórica vitória da equipe Brawn em sua estreia na Fórmula 1 veio cercada de algumas coincidências. A começar pelos motores fornecidos pela Mercedes que empurram os carros de cor branca/preta/marca-texto, mesma fábrica que estreou com vitória na categoria em 1954. Além disso, soube agora, via Ico, que Jody Scheckter, até então o último piloto a vencer a corrida de estreia de um time, é parceiro da Brawn através de sua bio-fazenda Laverstoke Park. Não bastasse isso, o carro do vencedor Jenson Button estava inicialmente inscrito para o GP da Austrália com o número 20, o mesmo estampado na carenagem do Wolf de Scheckter no GP da Argentina de 1977.

Mas a coincidência mais impressionante é outra: James Allen revela, em seu blog, que um jovem engenheiro trabalhava na estreante Wolf naquele histórico GP da Argentina. O nome dele? Ross Brawn.

Colaborou Julian Tavora.

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Fazendo história (de madrugada)

Foto: Reprodução/GPUpdate.net

Foto: Reprodução/GPUpdate.net

Faltam adjetivos para descrever o quão fantástica foi esta estreia da equipe Brawn. Me arrisco a dizer que nunca na história se viu algo igual. Tudo bem que a Mercedes fez o mesmo em 1954, mas tratava-se de uma outra era, era uma grande fábrica ingressando na categoria e não era tão complicado fazer um carro vencedor. A Wolf surpreendeu com vitória na estréia em 1977, mas foi uma conquista um tanto circunstancial, baseada na quebra de adversários. Com a Brawn na Austrália, foi tudo absolutamente diferente.

Quem, há menos de um mês, poderia imaginar algo assim? Um time que nem sequer existia, pilotos que nem sequer tinham cockpit assegurado para correr nesta temporada subindo ao pódio em primeiro e segundo lugares, dominando toda a corrida, colocando de joelhos poderosas equipes como Ferrari, McLaren ou Renault. A história que escreveu a Brawn hoje no Albert Park tem um quê de fábula, uma conquista épica digna dos filmes de Rocky Balboa. Foi do fundo do poço que a Brawn surgiu para vencer esplendorosamente. Foi do iminente ostracismo que Rubens Barrichello renasceu para chegar num brilhante segundo lugar. Foi de uma temporada de esquecimento, ofuscado em seu país pela estrela Lewis Hamilton, que Jenson Button ressurgiu para entrar para a história. Foi da aposentadoria “forçada” pela Ferrari que Ross Brawn voltou para ser lembrado para sempre. Daqui a 30 anos, vamos contar a nossos filhos ou netos que vimos um time surgir do nada e ganhar sua corrida de estreia. E ninguém vai acreditar ou entender muito bem o que significou este 29 de março de 2009. Presenciamos um momento único, que provavelmente nunca mais será repetido, emocionante e cativante.

Em um dia, a Brawn conquistou mais admiradores no mundo do que Toyota ou Red Bull em dezenas de anos. Se existe uma bandeira que vai vender como água na Malásia, será a da nova sensação da Fórmula 1. Enquanto isso, dirigentes da Honda em Tóquio iniciam os procedimentos para um harakiri.

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Fim da novela: vem aí a Brawn Racing?

Foto: Divulgação/Honda

Foto: Divulgação/Honda

O furo saiu da França ontem à noite, conforme me alertam os atentos Becken Lima e Mario Della Nina. Caroline McGrory, ex-advogada da BAR e da Honda Racing F1, registrou anteontem na Internet os domínios www.brawnracing.com e www.brawnracing.co.uk. Os detalhes do registro podem ser encontrados aqui.

Resumo da ópera: Ross Brawn assumiu o controle da ex-Honda e muito provavelmente batizará a equipe com seu nome. Vem aí a Brawn-Mercedes!

A propósito: um boato anterior falava em “Brackley F1″, em homenagem à cidade onde situa-se a fábrica da equipe. Tal domínio, www.brackleyf1.com, também já foi registrado hoje, mas não merece crédito algum. O autor do registro é um picareta que vive na Lituânia.

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Novas combinações em Jerez

Além da novidade da volta do uso dos pneus slick, os testes que começaram ontem em Jerez trouxeram algumas combinações novas à F1. Vamos a elas!


Mano Brawn conhecendo a Honda


Javier Villa tentando uma vaga na BMW


Giancarlo Fisichella pagando mico no vestibular da Force India


Franck Montagny, outro candidato do time do Apu


Timo Glock estreando na Toyota, disfarçado de corredor misterioso


Nico Hülkenberg testa um F1 pela primeira vez, na Williams. E lá vem mais um alemão…

Ontem, quem andou com slicks terminou na frente, caso de Jenson Button, que foi o segundo mais rápido mesmo com uma Honda. O que isso quer dizer? Nada. Aconteceu exatamente o que se esperava: com uma superfície maior de contato com o solo, os carros deveriam ser cerca de 3s mais rápido, como previu a Bridgestone e noticiou Victor Martins.

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Elucubrações capellísticas

Estava eu aqui pensando, a respeito do iminente anúncio de Ross Brawn na Honda. Os japoneses têm um histórico vencedor na F1. Estão mordidos por terem retornado há quase 10 anos e não terem conquistado nada, bem diferente da revolução que provocaram na categoria nos anos 80. O ano de 2007 foi um fiasco de proporções gigantescas. O time está ferido, humilhado e quer voltar a vencer.

Me parece que a Honda resolveu partir para o tudo ou nada. E deverá ter os próximos dois ou três anos para isso. Assim, abriu a carteira e decidiu gastar. Está trazendo Ross Brawn da Ferrari, a peso de ouro. E Fernando Alonso, o melhor piloto do mercado, está disponível. Você percebe aonde quero chegar?

Ainda não me sinto confortável com a idéia do bicampeão assinar com a Red Bull. O time do seu Mateschitz é arejado demais para um piloto obsessivo como ele. Alonso quer ganhar, quer trabalhar duro, quer dar o troco na McLaren. Aceitaria ele passar um ano mais envolto em ações de marketing do que no trabalho em pista?

As negociações com a Renault, ao que parece, melaram. O espanhol já está livre há mais de uma semana e ainda não assinou com os franceses. As denúncias de espionagem e as sanções que podem ser aplicadas à equipe na reunião do Conselho Mundial, no mês que vem, esfriaram o acerto. Com Williams e Toyota fora da jogada, a impressão que tenho é de que as conversas com a Red Bull são uma cortina de fumaça para despistar e encobrir algum acerto maior. Pode ser a BMW, que confirmou Heidfeld e Kubica e parece acima de qualquer suspeita. E pode ser a Honda, que em nenhum momento foi cogitada como destino de Alonso. Característica perfeita para uma negociação bombástica. Como bem convém a um bicampeão do mundo desempregado.

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Ross Brawn na Honda


O jornal inglês Daily Telegraph informa em sua edição de hoje que nesta segunda-feira a Honda anuncia Ross Brawn como novo chefe de equipe. Nick Fry permanece no seu cargo de diretor executivo.

Se a Honda pretende se redimir do fiasco de 2007 no ano que vem, a contratação de Brawn é gol de placa. Diretor Técnico da Ferrari na era Schumacher, o inglês é reconhecido como o mestre das estratégias da Fórmula 1. Ninguém compreendeu tão bem como ele a dinâmica que a volta dos reabastecimentos trouxe à categoria em 1994 e foi participante ativo em todos os títulos conquistados por Michael Schumacher, primeiro na Benetton e depois na Ferrari.

Agora, a pergunta que não quer calar: teria Rubens Barrichello ficado feliz com a contratação?

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Crime & Castigo

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E na coletiva de lançamento da nova Ferrari…

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