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Rapidinhas: GP da Malásia

- Pode não ter sido a corrida mais emocionante dos últimos anos, mas o GP da Malásia até que foi bom. Se na frente as Red Bull dispararam sem tomar conhecimento de ninguém, do segundo pelotão para trás a briga foi encarniçada. Principalmente entre as McLaren e Ferrari.

- Mas vou primeiro destacar quem mais merece. As Red Bull, finalmente, converteram o domínio em resultados. Se no Bahrein e na Austrália já tinha ficado claro que se tratava do melhor carro do campeonato até aqui, finalmente em Sepang chegou a vitória tão esperada.

Vettel ganhou a corrida na largada. (Foto: AP Photo/Mark Baker)

Vettel ganhou a corrida na largada.
(Foto: AP Photo/Mark Baker)

- Sebastian Vettel foi perfeito na largada, saltando do terceiro para o primeiro lugar na primeira curva. Conseguiu manter boa vantagem sobre seu companheiro Mark Webber e ganhou sem qualquer sobressalto. Perdeu a ponta apenas por duas voltas, enquanto o australiano não trocava pneus. Depois da troca, foi só controlar a diferença. A vantagem da Red Bull foi tão grande que seus carros mal apareceram na transmissão.

- Aliás, vale uma observação. Em três corridas até aqui, Sebastian Vettel é o único piloto que liderou todas as provas. E mais: andou em primeiro em 110 das 163 voltas disputadas, o que dá dois terços do GPs. Se considerarmos ainda que ele teve um problema mecânico logo cedo na Austrália, o domínio poderia ser ainda maior.

- Em terceiro, chegou Nico Rosberg com a Mercedes. O alemão foi outro que fez uma corrida segura, sem ameaçar ninguém, mas também sem quem lhe ameaçasse. Conseguiu o primeiro pódio na temporada e abriu larga vantagem sobre Michael Schumacher. Aquele que, por sinal, vem decepcionando.

- Não que Schumi tenha tido alguma culpa hoje. Uma porca de roda se soltou logo no começo e ele foi obrigado a deixar a prova muito cedo. Mas, de toda forma, não vinha bem. Saltou de oitavo para sexto na largada, muito pouco se comparado com o que fez Nico Rosberg, que vinha em terceiro com o mesmo carro.

- A briga boa, mesmo, ficou para o segundo pelotão. Depois da besteira da classificação, Ferrari e McLaren precisavam recuperar o tempo perdido e começaram a prova alucinadas, ultrapassando quem houvesse pela frente. Destaque para Lewis Hamilton, que foi fantástico nas manobras de ultrapassagem. Engoliu todo mundo e chegou até a andar em segundo lugar, antes de trocar pneus. Terminou em sexto, um ótimo resultado, considerando as circunstâncias.

Felipe, pela segunda prova consecutiva, bateu Alonso. (Foto: AP Photo/Lee Jin-man)

Felipe, pela segunda prova consecutiva, bateu Alonso.
(Foto: AP Photo/Lee Jin-man)

- Outro que foi muito bem foi Felipe Massa. Fez boa largada, saltando à frente de Button e Alonso, mas depois ficou um tanto hesitante atrás de Sebastian Buemi. Não conseguiu ultrapassar e só voltou a virar rápido depois que o suíço parou nos boxes. Mas, quando fez sua parada para troca de pneus, Felipe se transformou. Passou a virar volta rápida em cima de volta rápida, descontou 10s de desvantagem para Jenson Button – que tinha parado mais cedo e saído na frente – e ultrapassou o atual campeão do mundo com autoridade.

- Fernando Alonso, que vinha logo atrás, não teve a mesma competência. É certo que o espanhol sofria com um problema de câmbio, mas quando tentou passar Button, tomou um belo “xis”. Na segunda tentativa de ultrapassagem, a duas voltas do fim, vinha completando a manobra, até que seu motor falhou. Foi fumaça para todo lado e fim de prova.

- Boa notícia para Felipe Massa, que terminou a prova em sétimo e assumiu a liderança do campeonato. Jenson Button foi oitavo. Mas a classificação do mundial eu vou abordar mais adiante.

- Antes, faz-se necessária uma distinção a Adrian Sutil, da Force India. Que corrida! Veloz e sem cometer seus habituais erros por afobação, marcou um excepcional quinto lugar. Robert Kubica, quarto com a Renault, também foi muito bem.

- E o mais surpreendente destaque da prova foi Jaime Alguersuari, da Toro Rosso. Fez corrida de gente grande, defendendo-se de Felipe Massa, fazendo ultrapassagens arrojadas (uma delas por fora) e terminando na nona posição. Marcou os primeiros pontos da carreira, merecidamente.

- Para os demais brasileiros, um certo ar de conquista. Tanto Lucas di Grassi quanto Bruno Senna conseguiram terminar a prova, um feito para quem tem equipamentos tão frágeis. Bruno, no entanto, levou um toco de Karun Chandhok, que lhe deu quase uma volta. Entretanto, isso é o menos importante agora.

- Já Rubens Barrichello não foi nada bem. Deixou o motor morrer na largada, como já ocorrera duas vezes no ano passado, e acabou despencando para as últimas posições. Tentou uma corrida de recuperação, mas a Williams não lhe permitia muita coisa mesmo. Chegou em 12º, contra 10º de seu companheiro Hulkenberg. Levou uma bela ultrapassagem de Sebastien Buemi e ficou gesticulando no carro, como reclamação. Não entendi os motivos. Assim como achei de mau gosto dizer para a televisão, ainda que de brincadeira, que seu carro é uma porcaria. Com 200 anos de F1, já deveria ter aprendido o que se deve e o que não se deve dizer com um microfone aberto.

- Coisas curiosas acontecem na F1. Quando a FIA modifica o sistema de pontuação justamente para valorizar a vitória, depois de três corridas o líder do campeonato é aquele que não venceu: Felipe Massa. O brasileiro tem 39 pontos, contra 37 de Alonso e Vettel, seguidos por Button e Rosberg, com 35. Hamilton tem 31 e Kubica, 30. Menos de 10 pontos (um quinto lugar) separam o primeiro do sétimo. É uma bela disputa.

- Mesmo assim, aplaudo o novo sistema. Vettel, ainda que com os problemas enfrentados nas primeiras etapas, já é o segundo, bem perto do líder. O que reflete bem a realidade das pistas.

- A Red Bull parece ser mesmo o carro a ser batido, porém as besteiras de McLaren e Ferrari na classificação tornaram as coisas mais fáceis para eles em Sepang. Numa situação normal de corrida, acho que os seis carros brigarão por vitória, muito próximos. Está pintando um ótimo campeonato.

RESULTADO DO GP DA MALÁSIA

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Rapidinhas da classificação: Malásia

- Como se esperava, mais um treino maluco na Malásia. Todos os tipos de chuva caíram durante a classificação, da mais fina até o estilo canivete. Assim, os carros ficaram quase sempre na pista, buscando melhorar seus tempos à medida em que a pista melhorasse, o mínimo que fosse, graças a uma possível diminuição da chuva.

- Quem se deu bem na loteria do chove-pára foi Mark Webber, que arriscou pneus intermediários no final do Q3 e marcou a pole position com larga vantagem para Nico Rosberg, segundo colocado. O australiano foi quase um segundo e meio mais rápido.

- Segunda fila alemã, com Sebastian Vettel e Adrian Sutil. O piloto da Force India, além do excelente resultado, protagonizou uma das cenas mais hilárias dos últimos anos na F1. Quando o Q3 começou, os carros indianos ficaram à frente no pit Lane, até que Robert Kubica, malandrinho, ultrapassou todo mundo pela lateral e arrancou na frente, tal qual muitos espertinhos fazem pelos acostamentos do Brasil. Porém, a esperteza do polonês de nada serviu, já que o teino foi interrompido por uma forte chuva. Quando a classificação recomeçou, novamente as Force India se posicionaram à frente. Porém, Sutil colocou-se ao lado de Liuzzi, trancando o “acostamento” e evitando que outro engraçadinho fizesse a mesma malandragem do piloto da Renault. Cena épica.

- Kubica, que deveria levar sete pontos na carteira de habilitação, vai largar em sexto, logo atrás de Nico Hulkenberg, o quinto. Mas, falando sério, não duvido que o polonês ganhe alguma punição e perca posições no grid. Seria justo.

- Impressionante o domínio de pilotos alemães. Atrás do pole Webber, quatro tedescos consecutivos. Eles ainda vão fazer trifeta no pódio esse ano.

- Mas o mais famoso alemão, Michael Schumacher, ficou devendo de novo. Vai largar apenas em oitavo, mais de um segundo atrás de seu companheiro Rosberg. Em condições adversas, Schumacher não apanhava assim. Tá ficando feio, já.

- Rubens Barrichello, embora tenha apanhado do novato Hulkenberg, foi bem e sai em sétimo. Atrás dele, Kamui Kobayashi, que voltou a andar bem, e Vitantonio Liuzzi. Assim, encerra-se a classificação dos top 10.

Timo Glock no simulador de Sepang da Virgin (Foto: Divulgação/Virgin)

Timo Glock no simulador de Sepang da Virgin
(Foto: Divulgação/Virgin)

- Quem ficou de fora graças a um erro patético foram McLaren e Ferrari. As duas equipes deixaram seus carros nas garagens no começo do Q1, quando já chovia. Enquanto todo mundo foi para a pista para marcar um tempo o mais rápido possível, antes que a chuva apertasse, os carros das duas principais equipes da F1 ficaram parados, esperando a pista melhorar.

- Resultado: a pista não melhorou, pelo contrário. A chuva apertou e Lewis Hamilton, Fernando Alonso e Felipe Massa dançaram. Jenson Button, por ter sido o primeiro deles a marcar tempo, conseguiu uma volta razoável e passou para o Q2, ainda que tenha atolado na caixa de brita na segunda tentativa. Não pode voltar à pista e acabou na 17ª colocação no grid.

- O saldo de tudo isso é que Alonso vai largar em 19º, Hamilton em 20º e Massa em 21º. Uma situação ridícula e constrangedora.

- A Mercedes cometeu o mesmo equívoco, mas mandou Michael Schumacher e Nico Rosberg à pista alguns segundos antes. O suficiente para conseguir passar pela degola, o que não aconteceu com três dos principais pilotos do campeonato.

- A patuscada das principais equipes provocou resultados inéditos. Heikki Kovalainen e Timo Glock conseguiram passar para a segunda fase do treino, a primeira vez de duas equipes estreantes, Lotus e Virgin, respectivamente. O que, provavelmente, será a única vez no campeonato que acontecerá.

- Lá na rabeira, um treino para Bruno Senna e Lucas di Grassi esquecerem. O sobrinho de Ayrton levou um segundo de Karun Chandhok e ainda foi parar na caixa de brita quando tentava melhorar o tempo. E só não vai largar em último porque Di Grassi ficou nos boxes, com problemas mecânicos. Quando foi para a pista, já era tarde. Se McLaren e Ferrari não conseguiram fazer bons tempos, quem dirá um Virgin. A última fila na Malásia é verde-amarela.

- Será uma corrida bastante interessante, menos pelas características de Sepang, mais pela maluquice que é o tempo na Malásia e pelo fato de quatro pilotos de ponta saírem lá do final do grid. Está pintando uma corrida mais para Austrália do que para Bahrein, o que é uma ótima notícia.

- Mesmo com os problemas de confiabilidade, acho que dessa vez a Red Bull leva. Vettel é craque na chuva e vai dar trabalho para Webber. Se não se acharem pela pista, devem dominar. Porém, corridas chuvosas são sempre surpreendentes. Numa dessas, dá até Hamilton.

GRID DE LARGADA DO GP DA MALÁSIA

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Corridaça!

A Fórmula 1 renasceu. Tudo aquilo que se esperava que o novo regulamento fosse proporcionar e não aconteceu no Bahrein apareceu em dose tripla na Austrália. Uma corrida antológica, com brigas do começo ao fim, com diferentes estratégias, recheada de ultrapassagens, disputas e acidentes.

É inegável que a chuva que caiu a poucos minutos da largada foi decisiva para trazer à corrida tantos ingredientes de emoção. Mas, de toda forma, a pista secou logo no começo e as brigas e ultrapassagens prosseguiram por todas as 58 voltas.

O GP da Austrália serviu para mostrar a FIA o total equívoco que é a obrigação do uso de dois compostos de pneus e de um pit stop por corrida. Se a chuva teve contribuição decisiva em todas as brigas foi principalmente por ter zerado essa regra absurda e permitido que diferentes estratégias fossem estabelecidas. Jenson Button, Robert Kubica e as Ferrari apostaram em apenas uma parada. Lewis Hamilton, Mark Webber e Nico Rosberg decidiram trocar de pneus duas vezes. Para eles não foi a melhor decisão, mas trouxe um molho todo especial à prova.

Button e Alonso se enroscam na largada. E sobrou para Schumacher. (Foto: Paul Gilham/Getty Images)

Button e Alonso se enroscam na largada. E sobrou para Schumacher.
(Foto: Paul Gilham/Getty Images)

Tudo já ficou embaralhado na largada, quando Felipe Massa saltou de maneira esplêndida da quinta para a segunda posição na primeira curva. Sua arrancada foi impressionante, deixando todos na poeira (ou na água, se preferir). A encrenca ficou toda atrás de si, com Button e Alonso dividindo a curva com o espanhol levando a pior, rodando e carregando consigo Michael Schumacher, que entrou de gaiato na história e danificou seu aerofólio dianteiro.

Tanto Schumacher quanto Alonso caíram para o final do pelotão, enquanto Button não teve um prejuízo tão grande, caindo de quarto para sexto. Mas essa situação desconfortável foi decisiva para sua vitória. Como já não tinha mais tanto a perder, resolveu arriscar e foi o primeiro piloto a colocar pneus slick na pista úmida, na sexta volta. Apesar de ter saído da pista logo na primeira volta com pneus para seco, virou uma série de voltas mais rápidas na sequência. Ganhou a corrida ali.

Mas, àquela altura, o franco favorito era Sebastian Vettel, que largara na pole e vinha convincentemente na frente. Enquanto algumas posições se misturaram nas trocas de pneus – Massa caiu de segundo para quarto, Button foi para segundo e Kubica pulou de quarto para terceiro -, o alemão da Red Bull manteve-se em primeiro lugar, até com alguma folga para o surpreendente Button. Até que sofreu sua segunda falha mecânica consecutiva quando liderava, tendo um problema de freios que travou sua roda dianteira direita. Vettel perdeu o controle do carro e ficou atolado na caixa de brita.

Webber e Hamilton protagonizaram os melhores momentos da corrida. (Foto:Ryan Pierse/Getty Images)

Webber e Hamilton protagonizaram os melhores momentos da corrida.
(Foto:Ryan Pierse/Getty Images)

A sorte sorriu para Button, que passou a líder. Lewis Hamilton vinha numa corrida impressionante, assim como Mark Webber. Os dois realizaram diversas ultrapassagens, algumas antológicas, como a de Hamilton sobre o próprio Webber e Felipe Massa na briga pela quinta posição. Os dois se enroscaram logo depois e acabaram ficando para trás, fortalecendo a posição do brasileiro.

Felipe, por sinal, fez uma corrida inteligente. Cometeu poucos erros, não ultrapassou ninguém, era perseguido por todos. Em dados momentos, pareceu fazer uma corrida abaixo da média, mas foi só mais adiante que a explicação apareceu. O brasileiro poupava pneus para não precisar parar novamente, enquanto que os alucinados Hamilton e Webber davam show, despreocupados com seus compostos, já que parariam novamente.

Mesmo com os pneus desgastados, Massa segurou Alonso atrás de si a partir da metade da corrida, calando os conspiradores que já apontavam um favorecimento ao espanhol no GP do Bahrein. Lá atrás, depois da segunda troca de pneus, Hamilton e Webber vinham alucinados, seguidos por Nico Rosberg. Seus tempos de volta eram, em dados momentos, até dois segundos melhores que dos líderes. Inevitavelmente, colariam no pelotão principal. E colaram.

Mas, quando Hamilton apareceu na briga pela quarta posição, seu adversário era Fernando Alonso, osso duro de roer. O espanhol vendeu caro a ultrapassagem, mantendo o inglês atrás de si, sem chances de ultrapassar, por pelo menos dez voltas. E quando Lewis tentou dar o bote, a três voltas do fim, Alonso foi magistral. Defendeu-se limpamente, obrigou o inglês a uma freada forte e Webber, distraído, acertou a traseira do inglês da McLaren. Era o fim da briga. Hamilton conseguiu ainda voltar em sexto, enquanto que o australiano precisou de um pit stop extra para trocar a asa dianteira.

Kubica, 2º com a Renault, foi impecável. (Foto: Lorenzo Bellanca/LAT Photographic/Divulgação Renault)

Kubica, 2º com a Renault, foi impecável.
(Foto: Lorenzo Bellanca/LAT Photographic/Divulgação Renault)

Button, já disparado na frente, venceu com méritos. Robert Kubica, mesmo com um carro de potencial duvidoso como o da Renault, foi segundo colocado sem dar chances a ninguém. Andou no mesmo ritmo dos ponteiros e foi o grande destaque da prova. Felipe, com o terceiro lugar, tornou-se o único piloto a subir ao pódio nas duas corridas da temporada até aqui. Garante a segunda posição no mundial de pilotos e mostra que, se não foi brilhante, foi eficiente. E, ao final de 19 corridas, é isso o que vai importar.

Ficou claro que a Red Bull tem um grande carro, mas que ainda tem sérios problemas de confiabilidade. A Ferrari parece estar no meio-termo: tem um carro capaz de brigar pela ponta mais por sua resistência do que por sua velocidade. O que, no fim das contas, acaba sendo até mais importante.

Se, por terem um equipamento tão superior, Vettel e Webber deveriam ser favoritos, já estão um tanto para trás no campeonato e precisarão de recuperação. Tanta superioridade ainda não foi comprovada em resultados. Vettel soma apenas um quarto lugar e um abandono. O australiano foi ainda pior: um oitavo e um nono lugares. Muito pouco para quem tem carro sobrando.

A Ferrari aproveita e dispara na ponta. Alonso lidera o campeonato com 37 pontos, contra 33 de Felipe Massa. Graças à nova regra que valoriza as vitórias, Button já é o terceiro, com 31.

Mas alguém já deve estar se perguntando: e o Schumacher? Pois é. Por mais que deva ser dado a ele o desconto de quem regressa de uma aposentadoria, seu desempenho no Albert Park foi medíocre. Enquanto Alonso se recuperava dos problemas na largada com diversas ultrapassagens, o alemão ficou preso atrás do pouco cotado Jaime Alguersuari quase a corrida inteira. Foi ganhar a posição apenas nas voltas finais, e na sequência aproveitou para ultrapassar Pedro de la Rosa e garantir o décimo lugar. Muito pouco para Schumacher, é preciso admitir. Num domingo em que Button, Kubica, Hamilton, Vettel, Webber, Alonso e até Massa brilharam, ele ficou estranhamente apagado. A diferença de idade já estaria pesando?

Falando em idade, Rubens Barrichello foi outro que ficou um pouco aquém do esperado. Mestre na chuva, não largou bem, caiu do nono para o 11º lugar e fez uma corrida tão discreta quanto Schumacher. Foi oitavo. Seu companheiro Nico Hulkenberg, coitado, foi vítima de uma enorme panca de Kamui Kobayashi. Assim como já tinha ocorrido nos treinos livres, a asa dianteira da Sauber se soltou e o japonês virou passageiro. Na curva, pegou Hulk em cheio, no acidente mais espantoso da corrida. Felizmente, ninguém se machucou.

Entre os outros brasileiros, o mesmo de sempre. Lucas di Grassi teve problemas mecânicos com a Virgin, assim como Bruno Senna com a Hispania. Registro positivo para Karun Chandhok, companheiro de Bruno, que conseguiu arrastar-se com o carro da equipe espanhola até o final, chegando em 14º e último, cinco voltas atrás.

O legado do GP da Austrália de 2010 é extremamente positivo. Por mais que as circunstâncias da corrida não tenham sido normais, fica claro que, em traçados desafiadores e com pontos de ultrapassagem, poderemos ter belas corridas. Pena que semana que vem, na Malásia, deveremos ter outra corridinha sem-vergonha ao estilo Bahrein. A menos que lá caia o mesmo temporal que interrompeu a prova pela metade no ano passado. E, se é isso que garantirá outra corrida histórica, é pela chuva que torço.

RESULTADO DO GP DA AUSTRÁLIA

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Rapidinhas da Classificação: Austrália

- O treino de classificação para o GP da Austrália confirmou aquilo que já se imaginava no Bahrein: a Red Bull é o melhor carro nas condições de tanque vazio. Em Sakhir, a Ferrari pareceu melhor em ritmo de corrida, mas teve dificuldades de ultrapassagem em razão das características do traçado.

- A corrida de amanhã vai tornar mais clara essa avaliação. Mas, pelo que se viu nos treinos, a Red Bull é disparada a favorita.

- Mas Capelli, quem fez a pole afinal? (linha em homenagem ao mala do Ciro Bottini)

- Sebastian Vettel, de novo, ficou com a pole position. E, dessa vez, ainda tem o companheiro de equipe ao seu lado. O herói local, Mark Webber, completa a primeira fila.

- O alemão dominou todas as etapas no treino. Em sua melhor volta, foi um décimo mais rápido do que Webber. Porém, vale ressaltar que Vettel cometeu um erro e escapou numa curva, indo além da zebra. Ali, deve ter perdido de dois a três décimos. O que significa que sua Red Bull estava sobrando.

- O melhor não-Red Bull foi Fernando Alonso, que sai em terceiro. O espanhol andou sempre perto de Webber e pareceu até que poderia arrumar um lugar na primeira fila. Caso os carros da equipe austríaca não confirmem o domínio que podem impôr na corrida, parece o único capaz de encará-los, em condições normais.

Felipe Massa teve problemas com os pneus. (Foto: AP Photo/Rob Griffith)

Felipe Massa teve problemas com os pneus.
(Foto: AP Photo/Rob Griffith)

- Felipe Massa não foi bem, ficando apenas com a quinta posição. Mais preocupante ainda para ele foi a distância com relação a seu companheiro Alonso, sete décimos. Porém, realista e honesto, admitiu que tem problemas de aquecimento nos pneus e que seu modo de guiar exige uma temperatura mais alta. Assumiu que Alonso está mais adaptado às condições que a pista ofereceu hoje e é isso, sem dramas, choradeiras ou bravatas.

- Outro que não foi nada bem foi Lewis Hamilton. Não conseguiu passar do Q2, ficando na 11ª posição no grid. Nesta fase do treino, levou um toco de 0.6s de Jenson Button, algo surpreendente. O atual campeão do mundo vai largar na quarta posição. Inegavelmente, Button se dá muito bem no traçado do Albert Park.

- Em sexto e sétimo, a dupla da Mercedes, com Nico Rosberg novamente à frente de Michael Schumacher. A diferença entre eles, entretanto, já diminuiu, ficando abaixo de um décimo de segundo. A briga entre os dois alemães vai ser bem interessante.

- Fora as dominantes Red Bull, o grande destaque da classificação foi Rubens Barrichello. Foi até o Q3 e ainda conseguiu uma oitava posição. Foi muito além do que a Williams é capaz. Seu companheiro Nico Hulkenberg não passou do 15º lugar.

- Outro que vem extraindo mais do que o carro é capaz é Robert Kubica. Larga em nono e deve marcar seus primeiros pontos pela Renault amanhã.

- Adrian Sutil colocou, mais uma vez, a Force India entre os top 10. Tonio Liuzzi também foi bem e sai em 13º. Estão muito bem os carros indianos, é uma grata surpresa.

- Não há muito mais o que destacar no pelotão do meio, aqueles que ficaram à frente das equipes novatas com muita facilidade. A sensação de uma F1-B é cada vez maior.

- Vamos aos tempos. Vitaly Petrov, 18º e último da “F1-A”, ficou a 1.7s do melhor tempo no Q1. O 19º, Heikki Kovalainen, ficou a 2.3s do russo. Numa grosseira metáfora, caberiam mais uns 20 carros entre os dois. A diferença é muito grande.

- E a ordem das coisas nessa segunda divisão da F1 continua a mesma. Lotus na frente, Virgin no meio e Hispania no fim da fila. Dessa vez, pelo menos, os carros da equipe espanhola passariam na linha de corte dos 107%. Aplicando 7% sobre a melhor volta do Q1, o corte seria em 1’30.708. O tempo do último colocado, Karun Chandhok, foi 1’30.613. Passaria raspando.

- Proporcionalmente, portanto, a Hispania melhorou. O que é uma boa notícia para Bruno Senna, que abre a última fila na 23ª posição. Porém, ainda falta muito para seu time subir de divisão. Uma pena.

- Corridas na Austrália são sempre imprevisíveis, então fica difícil cravar que vá realmente dar Vettel. Intervenções do Safety Car são comuns e pode até chover amanhã. Se nada de anormal acontecer, a Red Bull deve levar. Mas Alonso e até Button podem brigar pela ponta. A largada será muito interessante.

GRID DO GP DA AUSTRÁLIA

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Rapidinhas: GP do Bahrein

- Depois de quase um ano e meio sem vitórias, Fernando Alonso reencontrou o alto do pódio hoje no Bahrein. Sua conquista foi praticamente decidida na largada, quando posicionou-se melhor que Felipe Massa na primeira curva e assumiu a segunda posição.

- Alonso foi perfeito durante toda a corrida. Na dificuldade em ultrapassar, mannteve-se próximo o suficiente do líder Vettel para tirar proveito de algum erro do alemão ou de algum problema mecânico. Deu certo.

- Sebastian Vettel, o pole, dominou praticamente toda a prova, mas foi traído por um problema mecânico. A 15 voltas do fim, o motor Renault de sua Red Bull passou a apresentar problemas de potência e ele foi facilmente ultrapassado por Alonso e, logo em seguida, por Massa. No entanto, conseguiu manter ficar na pista e ainda garantiu um quarto lugar, mesmo que rodando cerca de três segundos mais lento que seus adversários.

Alonso comemora sua vitória na estreia pela Ferrari. (Foto: AP Photo/Luca Bruno)

Alonso comemora sua vitória na estreia pela Ferrari. (Foto: AP Photo/Luca Bruno)

- Felipe Massa acabou em segundo e perdeu o primeiro duelo interno na Ferrari, mas não acho que tenha sido um mau resultado. Primeiro porque Alonso é um fora-de-série. Se Felipe andou próximo o tempo inteiro, é porque está em ótima forma. Depois, porque o brasileiro volta de um grave acidente, que ameaçou a continuidade de sua carreira e até de sua vida. Se voltar a correr já era um prêmio, voltar tão competitivo quanto antes é melhor até do que o esperado. Podemos prever uma grande temporada de Felipe.

- Fechando o pódio, Lewis Hamilton. O inglês fez uma boa corrida com a McLaren e superou seu companheiro Jenson Button com alguma facilidade. O atual campeão do mundo fez uma corrida discreta, chegando apenas na sétima posição. Algo me diz que será todo o ano assim.

- O que não deve ficar sempre assim é a briga na Mercedes GP. Nico Rosberg levou a melhor sobre Michael Schumacher, chegando na quinta posição. O veterano que retorna foi sexto, um resultado um tanto apagado. Porém, certamente não vai ser sempre assim. Mesmo aos 41 anos, Schumacher vem aí. É questão de tempo.

- Mark Webber foi outro que despontou. Talvez por causa de um problema de motor – soltou fumaça para todo lado na largada -, andou sempre no meio do pelotão e chegou apenas em oitavo. Pouco se comparado com seu companheiro de equipe, pole position e destaque na corrida.

- Destaque para Vitantonio Liuzzi, nono colocado com a Force India. A equipe até poderia ter um resultado melhor, mas Adrian Sutil se enroscou com Robert Kubica a largada e comprometeu toda a sua corrida. Sutil, por sinal, adora um enrosco. Terminou em 12º.

- Rubens Barrichello fez o que a Williams permitiu, marcando um ponto já na estreia na nova equipe, chegando na decima posição. Nico Hulkenberg, seu companheiro, protagonizou a saída de pista mais esquisita do GP, sambando para todo lado. O garoto é rápido, mas ainda inexperiente.

- Falando em inexperiência, a Hispania e seus pilotos fizeram aquilo que se esperava deles. Karun Chandhok bateu logo na primeira volta e deu adeus à prova. Bruno Senna fez uma corrida tranquila, aproveitando para dar quilometragem ao carro. Abandonou na 19ª volta, com problemas mecânicos.

- Entre as outras novatas, méritos para a Lotus, que conseguiu levar seus dois carros até quase o fim do GP do Bahrein. Heikki Kovalainen foi 15º e Jarno Trulli, 17º. O italiano parou na última volta, provavelmente com pane seca. Mesmo assim, foi uma vitória.

- A Virgin, como se imaginava, quebrou. Lucas di Grassi teve problemas logo nas primeiras voltas, Timo Glock conseguiu andar pouco mais de 15 voltas. A equipe precisa melhorar, e muito, a confiabilidade de seu equipamento.

Vettel dominou 2/3 da corrida, mas foi traído por problemas mecânicos. (Foto: Paul Gilham/Getty Images/Divulgação Red Bull)

Vettel dominou 2/3 da corrida, mas foi traído por problemas mecânicos. (Foto: Paul Gilham/Getty Images/Divulgação Red Bull)

- A prova apresentou uma nova Fórmula 1. A dinâmica da corrida, agora sem reabastecimento, mudou radicalmente. Se por um lado há menos alternativas e alternância de posições, por outro a leitura da corrida ficou mais fácil. E, melhor do que isso, as brigas na pista são sempre verdadeiras.

- Por mais que a ultrapassagem de Alonso sobre Vettel só tenha se consumado em razão de um problema mecânico – sem ele, dificilmente o espanhol conseguiria -, há quanto tempo uma corrida não era decidida com uma ultrapassagem na liderança? De cabeça, confesso que não me recordo.

- Não foi a corrida mais emocionante dos últimos tempos, mas não foi de todo ruim. O circuito de Sakhir é que é um saco. Acredito que a temporada proporcionará GPs bastante interessantes.

- Ferrari comprovou sua superioridade. Red Bull tem chances de encarar os italianos, principalmente por ter um carro mais rápido em classificação, podendo tirar proveito da dificuldade que é consumar uma ultrapassagem. McLaren e Mercedes parecem estar um passo atrás, mas devem encostar no pelotão da frente até o início da temporada europeia.

- Daqui a duas semanas, GP da Austrália, no Albert Park. Um circuito que sempre proporciona ótimas corridas, expectativa de uma prova emocionante.

Resultado do GP do Bahrein: (Fonte: www.formula1.com)

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Rapidinhas da classificação: Bahrein

A Fórmula 1 está de volta e, com ela, as infames rapidinhas. Análises em tópicos sobre a classificação de hoje para o GP do Bahrein.

- Sebastian Vettel não só fez a pole, como também fez a volta mais rápida de todo o treino, no Q2. Era o favorito e confirmou que vai largar na frente, mas talvez tenha sido mais difícil que o esperado. A Red Bull vem muito bem, mas a Ferrari mostrou que está com um conjunto muito bom.

- Felipe Massa sai em segundo, pouco mais de um décimo de segundo mais lento que Vettel. Eu confesso que esperava uma Red Bull mais dominante. Mesmo assim, Felipe aparece muito bem para a corrida.

- Curioso, porém, foi o semblante de desapontamento do brasileiro ao descer do carro. Ficou perceptível que ele almejava a pole, o que é ótimo. Largar na frente de seu companheiro Fernando Alonso, que será terceiro, é bom para dar as cartas dentro da equipe logo no começo da temporada. Mas, pelo jeito, não foi o suficiente para deixá-lo feliz. O que demonstra que as ambições de Felipe vão muito além de apenas bater Alonso.

- Mas a melhor notícia de todas foi ver que, em sua primeira sessão de classificação depois do terrível acidente na Hungria, Felipe Massa não perdeu sua principal característica, que é a velocidade pura. O piloto da Ferrari andou rápido e mostrou que está competitivo como antes. Quiçá, até melhor. Resta ver seu desempenho em corrida, mas essa primeira fila já vale como uma grande vitória para quem corria risco de vida há pouco mais de seis meses.

- Fernando Alonso, competitivo e autocentrado, certamente não ficou feliz com o resultado. Foi apenas um treino de classificação, mas nunca é bom perder para o companheiro de equipe. Amanhã, na corrida, o espanhol vem com tudo. O duelo interno na Ferrari será bastente empolgante.

- Fechando a segunda fila, em quarto lugar, logo quem: Lewis Hamilton, o desafeto favorito de Alonso. Se dividirem a curva, um não alivia para o outro. Será uma largada interessante.

- Jenson Button, atual campeão, tomou um coco de Hamilton em sua estreia pela McLaren. Largará apenas em oitavo lugar, tendo sido quase meio segundo mais lento.

- Mas foi Mark Webber quem levou mais tempo do companheiro no Q3: 1,1s. Enquanto Vettel é pole, o australiano sai somente em sexto. Esperava mais dele, mas é possível que tenha sofrido algum problema nos treinos.

Schumacher, 7º, decepcionou em seu retorno. (Foto: Divulgação/Mercedes GP)

Schumacher, 7º, decepcionou em seu retorno.
(Foto: Divulgação/Mercedes GP)

- Michael Schumacher não saiu ileso e, em seu aguardado retorno à Fórmula 1, ficou atrás de seu companheiro de equipe. Sairá em sétimo, contra o quinto lugar de Nico Rosberg. A diferença de tempo foi de três décimos. Mas, considerando que Schumacher ficou três anos parado e a pré-temporada não permite um grande volume de treinamentos, o alemão ainda briga para retomar sua forma ideal. Mas é inegável que a sétima posição foi um tanto decepcionante.

- Estrelinhas para Robert Kubica, nono com a Renault, e Adrian Sutil. O alemão da Force India, especialmente, foi a grande zebra do Q3. Percebe-se que o motor Mercedes empurra bem, mas mesmo assim não se imaginava uma Force India tão bem posicionada.

- Rubens Barrichello sai num bom 11º lugar com a Williams. Por pouco não foi à fase final da qualificação. Com a experiência que tem, pode fazer uma ótima corrida poupando pneus com o tanque cheio.

- Dos estreantes: Nico Hulkenberg, companheiro de Barrichello, ficou em 13º. Vitaly Petrov, da Renault, foi 17º. Sobre o desempenho de Lucas di Grassi, Bruno Senna e Karun Chandhok não há o que comentar. Eles não estão de fato na Fórmula 1.

- O abismo entre as equipes antigas e as novas é enorme. Lotus e Virgin ficam andam dois segundos mais lentas que as mais lentas. E a Hispania (ou HRT, que seja) é 3 segundos pior que as outras novatas.

- Tenho medo dessa “Fórmula 1 B”. Os carros são lentos de mais. Chandhok foi quase 11s mais lento que o pole position. Bruno Senna, 9s. O melhor dessa categoria, Timo Glock, foi cinco segundos pior que o pole. É quase como se a GP2 dividisse a pista com a F1. Uma diferença tão grande entre os carros é muito perigoso. Agora é torcer para que nada aconteça, enquanto a regra dos 107% não volta.

- Falando nisso, cálculo de padeiro: aplicando-se os 7% sobre o tempo da melhor volta do Q1 (1’54.612), teríamos 2’02.635 como limite para largada. O que significa que a Hispania não largaria.

- A corrida promete. O desenvolvimento da prova será completamente diferente dos últimos anos, já que não há mais reabastecimento. Na pole, Vettel tem vantagem, mas vai vencer quem cuidar melhor de seu carro. Ser veloz o tempo inteiro já não basta mais, a nova Fórmula 1 passa a exigir outras habilidades além do pé no fundo. Inteligência, controle e suavidade serão fundamentais. Podemos ter surpresas amanhã.

Grid de largada para o GP do Bahrein:

GP do Bahrein: Grid de largada

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Pilotoons: GP do Japão

Na leitura do Bruno Mantovani, o que cada um perseguiu em Suzuka. Nota 10.

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

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Positivo e negativo: Japão

Positivo: Sebastian Vettel, que fez o que se pode chamar de corrida perfeita. Pole, vitória e domínio absoluto. Conseguiu o resultado que precisava para manter-se vivo na briga pelo título, ainda que com chances remotas.

Negativo: Brawn. A equipe oscila demais, vai da vitória esmagadora a desempenhos medíocres num intervalo de poucas corridas. Chegar em sétimo e oitavo é muito pouco quando se é líder entre os construtores e se faz dobradinha no Mundial de Pilotos.

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Vettel e o milésimo capacete

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Sebastian Vettel, como de hábito, utilizou um capacete diferente no GP da Alemanha, domingo passado. Porém, sua pintura especial trouxe, pela primeira vez, um elemento novo. Enquanto em todos os desenhos anteriores o azul e prata da latinha de Red Bull era preservado, com as inovações restringindo-se apenas ao topo e à base, dessa vez a mudança foi mais radical.

O prata virou branco e o azul, um cinza esmaecido, meio azulado. O amarelão do logo da Red Bull virou dourado, deixando o desenho mais classudo. Acho que foi o mais bonito utilizado pelo “Baby Schummy” até aqui.

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Pilotoons: GP da Alemanha

Bruno Mantovani preparou uma charge enigmática esta semana. Eu, que sou burro, não entendi nada. Alguém explica?

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

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Rapidinhas da classificação: Alemanha

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divlugação Red Bull

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divlugação Red Bull

- A classificação para o GP da Alemanha foi uma das mais emocionantes dos últimos anos na Fórmula 1. Uma chuvarada regou a pista em meio ao Q2 e, a partir de então, tudo ficou imprevisível. Com todos colocando pneus de chuva para depois ver a pista secar e retornar aos slicks, as duas últimas partes do treino foram absolutamente imprevisíveis, com os pilotos na pista o tempo todo tentando baixar os tempos.

- Quem levou a melhor foi Mark Webber, que conquistou a primeira pole position de sua carreira. A pole foi conquistada na última tentativa, com uma volta voadora que bateu não só seu favorito companheiro Sebastian Vettel, mas também os dois carros da Brawn, que parecem vir forte para a corrida.

- Rubens Barrichello foi outro que fez uma excelente volta no final, roubando a primeira fila de seu companheiro Jenson Button, que vai largar em terceiro. Vettel sai em quarto.

- Apesar da embaralhada geral da chuva, as duas primeiras filas acabaram mesmo com as equipes dominantes: Red Bull e Brawn. Salvo alguma grande zebra, a corrida deve ficar entre os quatro.

- Mas do quinto para baixo, algumas surpresas. Lewis Hamilton confirmou o bom desempenho da McLaren nos treinos livres e vai largar em quinto. Seu companheiro Kovalainen sai ao lado, em sexto. Resta saber se não estão com pouco combustível, resposta que teremos daqui a pouco.

- E a grande surpresa, mesmo, ficou por conta da Force India de Adrian Sutil, que soube se aproveitar da chuva no Q2 para passar para a fase final do treino. Nela, fez uma volta suficiente para largar em sétimo, a melhor posição de sua carreira e da Force India. À frente, inclusive, das Ferrari. Vai ter dancinha a noite toda no motor home.

- Falando em Ferrari, que conseguiu montar o carro de Felipe Massa com pneus errados no Q2 – pelo menos alguém percebeu antes que o carro arrancasse -, restou a oitava e a nona posições. Massa à frente, Kimi atrás. Devem fazer alguns pontos, e só.

- Pela primeira vez em 27 tentativas, Nelsinho Piquet vai largar à frente de Fernando Alonso. É lógico que as circunstâncias de clima influenciaram no resultado, mas a pista estava úmida para os dois. Nelsinho fez grande volta com pneus slick, enquanto o espanhol rodou no final da sua tentativa. Mereceu o resultado, passou para o Q3 e sai em décimo. Alonso larga duas posições atrás.

- Nascido em Heidelberg, os ares alemães parecem fazer bem a Nelsinho. No ano passado, em Hockenheim, fez sua melhor corrida na Fórmula 1. Hoje, seu melhor treino. E o fato deste treino ter acontecido justamente no momento em que a imprensa alemã já o deu como demitido da Renault torna o resultado ainda mais expressivo. Se Nelsinho precisava de uma hora para dar a volta por cima, escolheu a certa. Desde que não seja tarde demais…

- Dali para trás, nenhuma novidade. Toyota fazendo fiasco, Nakajima rodando, BMW como de costume em 2009. E Bourdais em último, naquela que pode ser sua última corrida pela Toro Rosso. Jaime Alguersuari esfrega as mãos.

- A Brawn esteve mais forte do que imaginava no treino, talvez muito pela habilidade de Barrichello em pista úmida. Mesmo assim, dado o clima frio, aposto nas Red Bull para a corrida. A vantagem da pole de Mark Webber é grande, mas com chuva, ainda assim colocaria minhas fichas em Vettel. Em caso de uma corrida com pista seca, o australiano pode levar sua primeira vitória na Fórmula 1. Mas não acho que deva ser fácil.

- Se o treino foi uma prévia da corrida, teremos uma grande disputa amanhã. Corrida cercada de expectativas.

Classificação: GP da Alemanha

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Pilotoons animado: GP da Inglaterra

Mais uma das peripécias de Bruno Mantovani

Não sei o que ficou mais divertido. Estou em dúvida entre o Baby Vettel e o Bruno Senna na geladeira. Genial!

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Pilotoons: GP da Inglaterra

Rapidinho, o pai do Enzo já desenhou o seu olhar sobre o GP da Inglaterra.

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani



 

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Que hino é esse?

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Bastante espirituoso, Sebastian Vettel sublinhou com um gesto no pódio do GP da Inglaterra o que acontecia durante a execução do hino em homenagem ao construtor vencedor. Pela primeira vez, foi tocado para a equipe Red Bull o hino da Áustria, país de origem da marca de bebidas energéticas.

No GP da China, primeira vitória da escuderia, a organização não dispunha do hino austríaco e tocou o da Grã-Bretanha, gerando decepção nos membros do time. Em Silverstone, a organização acertou e Vettel fez um simpático sinal para seus colegas.

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Positivo e Negativo: Inglaterra

Positivo: Sebastian Vettel. Por mais que o grande desempenho da Red Bull tenha tornado as coisas fáceis, o alemão foi perfeito. Largou na frente e disparou metendo um segundo por volta em todo mundo, mesmo com um dos carros mais pesados. Menção honrosa para Felipe Massa, que fez grande corrida para chegar em quarto lugar.

Negativo: Jenson Button. Tá certo que a Brawn não teve o mesmo desempenho de sempre, mas mesmo assim o inglês andou abaixo da média. E, pela primeira vez, ficou atrás de Barrichello. Menção desonrosa para Lewis Hamilton, que viu mais grama do que pista durante a prova. Uma corrida decepcionante para os pilotos locais.

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As várias caras de Sebastian Vettel

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Me chamou bastante a atenção esta foto de divulgação da Red Bull. Ela mostra os boxes da equipe em Kurtkoy, durante do GP da Turquia. Ao contrário do que eu – pelo menos – imaginava, Sebastian Vettel não fica levando uma pintura diferente para cada corrida. Na verdade, ele leva diversos capacetes diferentes e, na hora, escolhe aquele que vai “vestir”.

Na foto, o primeiro “tradicional”, o segundo é um que ainda não tinha visto, com topo “ladrilhado” e o terceiro é aquele com holografias, usado em algumas ocasiões desde o final da temporada passada.

No fim das contas, essa troca constante de identidade acaba virando uma… ou não?

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Pilotoons: GP da Turquia

Bruno Mantovani retrata a largada do GP da Turquia.

Arte: Bruno Mantovani

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E eu diria que a charge pode ser uma metáfora de toda uma carreira…

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Rapidinhas da Classificação: Turquia

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

- Se alguém parece capaz de bater nesta temporada o dueto Button-Brawn, sem dúvidas é a parceria Vettel-Red Bull. Endiabarado, o alemãozinho fez uma volta fantástica no fim do treino para cravar sua segunda pole position na temporada, a terceira na carreira.

- Jenson Button e Brawn foram novamente competentes, garantindo ainda a primeira fila com a segunda posição. Impressionante como o inglês ainda não teve um mau dia no campeonato.

- Rubens Barrichello, como sempre, um pouquinho atrás de Button, sai em terceiro lugar. Atrás dele, larga Mark Webber, companheiro de Vettel na Red Bull.

- Na Turquia, dois pelotões lideram nitidamente a corrida. No primeiro, Brawn e Red Bull. Um passo atrás, a Ferrari. Jarno Trulli conseguiu enfiar sua Toyota entre os dois blocos , largando numa ótima quinta posição.

- Na briga interna da Ferrari, outra vez deu Kimi Raikkonen, que sai em sexto. Felipe Massa, imperador otomano, dessa vez ficou para trás, em sétimo. Surpreendente, achei até que teria chances de beliscar a primeira fila, dada sua impressionante superioridade em Istambul. Dessa vez, não deu.

- Fernando Alonso, como sempre no Q3, fechou o treino em oitavo. Já Nelsinho Piquet viveu mais um treino horroroso. Saiu da pista duas vezes e foi eliminado no Q1 como sempre, dessa vez atolado na caixa de brita. Vai sair em 17º e não consigo mais vê-lo empregado até o fim do ano. Já levou 25×0 do companheiro em classificações. Fim do primeiro set.

- BMW e Toyota, após o fiasco de Mônaco, dão sinais de recuperação. Um carro de cada equipe conseguiu avançar à superpole, com Robert Kubica em 10º e Jarno Trulli num ótimo 5º. Nick Heidfeld foi o 11º, contra 13º de Timo Glock. Pode não ter sido o melhor treino do mundo, mas perto do que aconteceu em Monte Carlo, é vitória.

- Williams se mantendo ali no meio do pelotão, com Nico Rosberg em nono e Nakajima Junior em 12º. Deve beliscar mais um ponto ou outro.

- Falando em equipes que já andaram na frente, McLaren perdidinha em Istambul. Lewis Hamilton caiu na primeira fase do treino, com o 16º tempo. Heikki Kovalainen foi um pouquinho mais além, caindo no Q2 com a 14ª posição. Os pneus macios não funcionaram nos carros prata, que andaram o tempo todo com o mais duro. Vão penar na corrida.

- Destaque para o 15º posto de Adrian Sutil. Repetindo a posição de largada em Mônaco, a melhor de toda a sua carreira.

- Toro Rosso muito mal, com Sebastien Buemi em 18º e Bourdais em último. Voltando aos dias de Minardi.

- Ainda falta a informação do combustível de cada carro para estabelecer um prognóstico para a corrida, mas me parece claro que Red Bull ou Brawn levam a prova. Favoritismo para Sebastian Vettel e Jenson Button, que saem na primeira fila. Isso se Barrichello ou Webber não estiverem aprontando alguma estratégia surpresa .

- Se precisar cravar um vencedor, vou de Button. Mas é sempre bom lembrar que nas duas vezes em que largou na pole até hoje, Vettel venceu. Só que dessa vez não deve chover.

- E para você? Quem é o favorito?

Treino de classificação: GP da Turquia 2009

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Positivo e negativo: Mônaco

Positivo: Ferrari. Nem vou citar Jenson Button, é hors-concours. A equipe italiana surpreendeu, mostrando capacidade de brigar pela vitória e não cometendo erros crassos. Pode ser pouco para uma equipe do tamanho que é, mas do jeito que a coisa ia, foi praticamente uma vitória.

Negativo:
Sebastian Vettel. É craque, vai dar trabalho no futuro. Mas ainda é jovem e comete erros bobos, como hoje. Fez sua pior corrida na temporada. Enxergo Vettel na mesma fase de Schumacher em 1992 e 1993. Rápido, jovem, vitorioso, promissor, mas inconstante. Quando aprender o que precisa e amadurecer, será um dos grandes.

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Charge animada: GP da Espanha

Mantova, como sempre, mandando muito bem.

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