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Charge do Mantovani: Cemitério F1 2008

Bruno Mantovani faz um balanço da temporada 2008, lembrando daqueles que viveram neste ano seus últimos momentos na F1.

Arte: Bruno Mantovani

Arte: Bruno Mantovani

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Uma Fábula na F1


Uma equipe de Fórmula 1 decide criar um time-satélite, como forma de manter o piloto-ídolo de seu país em atividade. Não faz muito sentido, mas vá lá, a decisão foi tomada.

O novo time é risível. A menos de um mês do campeonato, tem apenas um carro com 4 anos de defasagem para correr, não tem pilotos confirmados, há quem duvide que seu nascimento seja viável. Mas ele nasce. Coloca dois japoneses ao volante, um deles bizarro, que é prontamente substituído. Um novo carro chega da equipe principal e o time vai melhorando.

Em seu segundo ano de vida, contudo, comete o maior dos pecados: ousa desafiar o pai. Perdida com um projeto ridículo, a equipe principal se vê humilhada pela satélite. Enquanto sofre nas últimas posições das corridas, o time pequeno – veja só – briga por pontos. Mesmo com menos dinheiro e com equipamento de segunda mão, mostra competência, organização e o principal: resultados. Começou a ficar chato.

A retaliação veio rápido. Ainda durante a segunda temporada, o time-filho se vê proibido de usar melhorias aerodinâmicas. As torneiras financeiras são fechadas. O time começa a morrer de inanição.

Na última semana, o golpe final. O time-pai avisa a FIA que seu descendente não irá correr e seus caminhões são proibidos de entrar no autódromo. Hoje, o golpe final.

Tchau, Super Aguri. Sua trajetória foi curta, mas valorosa.

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Romantismos à parte, a verdade é que a Honda não precisava de uma equipe satélite. Não fazia sentido gastar dinheiro apenas para manter Takuma Sato na ativa. Mas, uma vez criada a equipe, era necessário extingüi-la assim, a marretadas?

Seria mais ético encaminhar o time para uma sobrevivência autônoma, numa transição menos dolorosa. Mas o pragmatismo prevaleceu. Negócios são assim.

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Super Aguri perto do fim


A Super Aguri anunciou hoje o rompimento de sua parceria com o Magma Group, acordo feito às vésperas do GP da Austrália e que havia garantido a participação da equipe na temporada 2008. Agora, sem apoio financeiro, o time japonês corre sério risco de não durar até o fim do campeonato.

A perda de uma equipe sempre é ruim para a Fórmula 1, mas o fato é que a Super Aguri já foi muito mais longe do que se imaginava. Para um time que anunciou um ingresso às pressas na categoria no começo de 2006, utilizando chassis da Arrows com quatro anos de defasagem, poucos acreditavam que fosse possível chegar ao final da primeira temporada. Eu, por exemplo, não acreditava nem que haveria estréia.

Com pouco dinheiro, mas com competência, o time de Aguri Suzuki fez um brilhante campeonato em 2007, ponto alto de sua história, quando andou boa parte do ano à frente de Honda e Toyota, as primas ricas entre as equipes nipônicas. A imagem emblemática daquela temporada foi a fantástica ultrapassagem de Takuma Sato sobre a McLaren de Fernando Alonso no Canadá. Porém, a Honda foi retirando boa parte de seu apoio e a Super Aguri parece agora não ter mais condições de garantir sua subsistência. Uma pena.

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A nova Super Aguri


Com a mudança de donos, a Super Aguri também mudou de cara. A pintura até que não é tão diferente da utilizada no ano passado, apenas a região do cockpit foi pintada de preto. O que explica o macacão negro de Sato e Davidson.

Há uma promessa de uma nova mudança no layout, que deve estrear em Mônaco. É aguardar para ver.

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De roupa nova


Toro Rosso e Super Aguri estréiam novos macacões em Melbourne. Enquanto o time B da Red Bull abandonou o estilo ousado do ano passado e voltou a um desenho mais tradicional, a equipe japonesa deixou o branco de lado para dar lugar ao azul marinho preto, com detalhes em vermelho. Ficou bonito.
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Misturando as estações

O Alex Grün enviou essa ótima. As relações entre Honda e Super Aguri são tão promíscuas que não se sabe mais onde começa uma e onde termina a outra.

Andreas Zuber andou de Honda ontem em Montmeló. Ou melhor… era para ter sido de Honda. Mas veja a plaquinha de box dele.


Foto do site Motorsport.com .
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Da série: charges proféticas

Em 21 de março de 2006, sacaneei:

Torcida da Super Aguri festeja futuro piloto


Em 30 de outubro de 2007, a notícia: Honda pode repassar Barrichello para a Aguri .

Pobre Barrichello. Como diria o Capitão Nascimento: “Pede pra sair!!”.

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Composição é tudo…

Uma imagem que não precisa de legendas nem balõezinhos. O fotógrafo já fez o suficiente.

Motorsport Total

Até anteontem seria impensável, mas Barrichello pode muito bem estar sonhando com um cockpit do Seu Aguri. O que era rebaixamento virou sinônimo de promoção.

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Se eu fosse o seu Aguri…

…mandava os pilotos se fazerem de mortos na classificação. Se conseguirem uma posição de destaque no grid, vai ter chiadeira e eles não correm.

E quem vai pagar o pato junto é a Toro Rosso.

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Hein?

Super Aguri marcando quarto lugar no terceiro treino livre, andando no mesmo segundo de Ferrari, McLaren e Renault?

Desculpem, mas não posso escrever mais nada. Preciso sair, as paredes estão derretendo.

PS.: Talvez eles tenham descoberto que montar pneus ao contrário dá resultado. Só pode.

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Gafe no lançamento da Super Aguri

Esta bola foi muito bem levantada pelo blogueiro Francisco. A Super Aguri apresentou hoje na Austrália seu novo carro com um pneu montado ao contrário.

A Bridgestone aplica diferenças na pintura de sua marca nos pneus, de forma a destacar o lado interno e o lado externo deles. Do lado direito do carro, deve ficar exposto nos pneus a face na qual as setas que dão sensação de movimento estão ao lado das letras “e” do final de Bridgestone e “a” do final de Potenza. Do lado esquerdo, devem ficar para fora as setas ao lado do “P” e do “B”. Desta forma, elas sempre devem apontar para o sentido no qual as rodas giram.

Agora reparem na foto acima. Vejam o pneu dianteiro esquerdo. Ele está montado com o lado externo para dentro e com o interno para fora. É uma bobagem, algo pouco perceptível, mas faz parecer que o pneu dianteiro vai rodar para trás. É só mais uma amostra do quanto a equipe, que já teve Yuji Ide ao volante, entende do que está fazendo.

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Japas de cara nova

A Super Aguri posou hoje, em Melbourne, para as primeiras fotos de seu carro para 2007.


Como se imaginava, é um clone não-assumido da Honda do ano passado. A pintura, pelo menos, ficou mais decente.
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Quem é clone de quem?

A principal polêmica da Fórmula 1 atual diz respeito ao uso de carros construídos pelas equipes-mãe por parte das equipes-satélite. A Toro Rosso apresentou esta semana o STR2, clone do RB3 da Red Bull. A Super Aguri, ao que tudo indica, vai andar também com uma cópia do carro da Honda.

A Williams, que se nega a assumir ser equipe B da Toyota, é quem mais chia com relação a isso. Descumprimento do regulamento técnico, que obriga os times a construírem seus próprios carros, é a justa alegação do velho Frank. Mas como praticamente tudo na Fórmula 1, essa polêmica de nova não tem nada. E provavelmente não vai resultar em nada também.

Na história recente da categoria, houve particularmente dois casos de projetos idênticos entre equipes que causaram protestos. Mas que, no final das contas, acabaram em pizza.

1995 – Benetton B195 e Ligier JS41

Os modelos não são nem um pouco parecidos, não? As duas equipes correram com carros praticamente iguais durante o campeonato. Por que? Porque Flavio Briatore, então diretor esportivo da Benetton, havia comprado a Ligier em meados de 1994. A negociação foi: os franceses cedem o motor Renault para a Benetton e os italianos, em troca, cedem um projeto de carro aspirante ao título mundial. Obviamente, o segundo ponto do trato nunca foi assumido em público. Tempos depois, com o que queria já em mãos (o motor Renault), Briatore repassou a Ligier adiante. Os adversários protestaram, mas a FIA fez vista grossa.

2004 – Sauber C23 e Ferrari F2004

Os modelos não chegam a ser cópias fiéis, como eram Ligier e Benetton, mas que são muito parecidos, isso são. A Sauber, à época, era a equipe satélite da Ferrari. Os motores eram italianos e um dos pilotos era Felipe Massa, funcionário com carteira assinada da fábrica de Maranello. Informações entre ambas as equipes eram trocadas, mas a cooperação técnica entre elas era provavelmente muito maior do que o oficialmente divulgado. Os modelos C23 da Sauber e o F2004 da Ferrari eram praticamente iguais, salvo um exaustor aqui ou uma posição de retrovisores ali. Assim como no caso de 1995, houve chiadeira, mas nenhuma punição foi aplicada.

O que vai acontecer em 2007? Frank Williams vai reclamar bastante, mas Toro Rosso e Super Aguri devem correr com clones da Red Bull e da Honda sem problemas.

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Lançamento no Canadá!

Agradecimento a MC.

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Virando craque

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Ide desabafa

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Previsão otimista

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Depois do vexame

Não entendeu? Clique aqui.

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Torcida da Super Aguri festeja futuro piloto

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Nova temporada, novos patrocinadores (final)

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