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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSBusca no blog
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Mais Marussia do que Virgin

A Virgin Racing, debutante na Fórmula 1 no ano passado, teve há alguns meses parte de seu capital vendido para a Marussia Motors, uma daquelas fábricas de carros-esporte para milionários que existem por aí. Embora em seu nome completo o time tenha virado Marussia Virgin Racing (coisa que ninguém usa, ou você já viu uma Vodafone McLaren correndo?), a FOM continua tratando o time como Virgin.
Mas, na apresentação do MVR-02, hoje na Inglaterra, ficou claro que o time tem mais de Marussia do que de Virgin. Para começar, o tom mais formal da apresentação, diferente da pirotecnia virginiana. Richard Branson, o dono do conglomerado Virgin, uma espécie de Eike Batista britânico (fez muito dinheiro e agora tem como meta aparecer), nem deu as caras. E se o aparecido não apareceu, alguma coisa isso quer dizer.
Talvez a mudança faça bem à equipe. O ano de estreia foi pra lá de desastroso, tendo a Virgin ficado em último lugar entre os construtores. Zerada como as demais estreantes, mas atrás até mesmo da insalubre Hispania nos critérios de desempate. Um resultado indigno para um time que nascia sob o financiamento de um bilionário e que prometia revolucionar a categoria com um carro projetado exclusivamente de forma virtual, utilizando a Dinâmica de Fluído Computacional, sem túnel de vento.
O plano de de continuar utilizando somente CFD continua valendo para o MVR-02, já que túnel de vento é muito caro. As linhas do novo carro lembram um tanto a Toro Rosso, o que leva a crer que copiaram mal. Os pilotos responsáveis pela equipe em 2011 serão Timo Glock, que permanece, e o novato belga Jerome D’Ambrosio. O alemão é uma espécie de vale mais do que pesa: tem boa cotação, mas juro que ainda não o vi fazer nada de extraordinário. Já D’Ambrosio é uma aposta, um novato que traz dinheiro e espera-se que não torre tudo o que trouxe ao time em peças de reposição e novos chassis.
A grande meta é fazer alguns pontos, sair do zero e da lanterna. Deve conseguir, já que a Hispania, se correr, não deve ter a menor chance. Mas ainda é muito pouco para um time que surgiu prometendo renovar a Fórmula 1. Quem sabe a experiência em construção de carros trazida pela Marussia consiga renovar o próprio time, um primeiro passo para conseguir alguma coisa.
Detalhe que faz a diferença

Não é muito fácil reconhecer um piloto de Fórmula 1 à distância, dentro do carro, durante a corrida. O carro é perfeitamente distinguível, dadas as cores e as formas, mas saber qual dos pilotos está lá dentro não vem sendo uma tarefa muito simples.
Antigamente era muito mais fácil. Os carros tinham números enormes na frente e nas laterais que facilitavam a identificação, já que a cronometragem era manual e a distinção visual entre os carros se fazia fundamental para que uma corrida pudesse ser acompanhada. Ao final dos anos 70, com o surgimento da cronometragem eletrônica, os números passaram a ficar menos importantes e foram sofrendo um gradual processo de redução. Ao final dos anos 90, praticamente desapareceram.
Nesse ínterim, os espectadores das corridas passaram a utilizar as cores dos capacetes para saber quem era quem dentro de um carro da mesma equipe. Dava certo, embora em alguns casos cascos semelhantes pudessem causar confusão, como Jos Verstappen e Michael Schumacher, na Benetton em 1994. A partir de 1996, no entanto, as proteções laterais dos cockpits passaram a ser mais altas, por questão de segurança. Assim, os capacetes ficaram mais escondidos, dificultando novamente a distinção entre pilotos com carros iguais.
Foi então que, a partir de 2005, a FIA instituiu uma nova forma de identificação dos carros de cada equipe, utilizando as câmeras on-board localizadas acima do santo-antônio de cada carro, conhecidas como “T-Cams”. As regras e as cores variam desde então, mas a norma é: cada piloto de cada equipe tem uma câmera pintada de uma cor diferente.

As duas Force India, lado a lado. Liuzzi, com câmera amarela. Sutil, com a vermelha.
(Foto: Paul Gilham/Getty Images)
No GP da Austrália, muita discussão aconteceu em função de uma disputa entre Michael Schumacher e um carro da Virgin. O alemão ultrapassou por dentro e levou um belo “x” na retomada, numa manobra que foi creditada ao brasileiro Lucas di Grassi. O problema é que os narradores se enganaram. Basta ver qualquer foto ou frame para identificar que a microcâmera do carro envolvido tinha detalhes em vermelho, o que representa o alemão Timo Glock. A de Lucas Di Grassi é amarela. Logo, a disputa não foi com ele.
É um detalhe bastante simples, mas que faz toda a diferença. Abaixo, uma colinha com as cores das câmeras de todos os carros da F1 em 2010. Assim, se você quiser dar uma de bom para cima do Galvão Bueno na próxima corrida, estará bem escorado.
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Virtual Racing
Imagino o tamanho da confusão ocorrida hoje pela manhã na Inglaterra. Estava tudo pronto para a cerimônia de lançamento da Virgin Racing, que seria totalmente online. O problema é que uma série de falhas técnicas não permitiu que a cerimônia fosse transmitida, se é que ela realmente ocorreu. Jornalistas, fãs e curiosos ficaram de plantão esperando o evento, e nada aconteceu. Horas depois do horário previsto, tímidas fotos foram divulgadas na Internet. Em resumo: um fiasco total. Ou um #epicfail, na linguagem do Twitter.
Mas a ironia toda reside no fato da Virgin Racing ser de propriedade de Richard Branson, papa da inovação e dono de um conglomerado de empresas que trabalham justamente com comunicação. Talvez para diminuir o fiasco, o sempre aparecido Branson não deu as caras hoje. Sua imagem não foi associada ao time, pelo menos agora.
O fiasco do lançamento da Virgin pode ter sido apenas uma falha técnica, mas de certa forma, expõe a fragilidade das novas equipes da F1. Se a mais adiantada de todas tem problemas no lançamento de seu carro – fora a falha de transmissão, a maior parte das “fotos” do novo carro são simulações em 3D -, o que dizer das demais. USF1, ao que tudo indica, não sairá do papel. Lotus tem o dinheiro da Malasia, mas tudo anda muito silencioso por aquelas bandas. E a Campos tem sérios problemas financeiros e, se não for vendida logo, corre o risco de nem mesmo estrear.
A Virgin pelo menos tem dinheiro, bons pilotos (Lucas di Grassi e Timo Glock) e, ao que dá a entender, um carro. O modelo, desenvolvido mesmo sem túnel de vento, é bonito, na forma e nas cores. Se vai conseguir não andar na rabeira, eu não sei. A única certeza é a de que pelo menos a equipe existe. Mesmo com o malfadado lançamento virtual.
Confira abaixo a galeria de fotos e desenhos divulgados pela Virgin:
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Mais um capacete especial: Glock

Foto: Divulgação/Toyota
Já que o GP é da Alemanha, mais um alemão preparou um capacete especial para correr em casa. Depois da atrocidade de Nick Heidfeld, agora quem aparece com pintura nova é Timo Glock.
Mas o piloto da Toyota, pelo menos, tem um bom álibi: sua pintura foi desenhada por uma criança de seis anos. Glock preparou um concurso infantil, com centenas de crianças enviando desenhos para ele. Ele escolheu o que julgou melhor e transformou em capacete. Esteticamente questionável, mas simpático pra caramba.
E fica uma pergunta: o que será que Sebastian Vettel aprontará?
Atualização: analisando um detalhe do capacete, abaixo, fica bastante claro que Máximo Bueno está famoso internacionalmente. O garotinho alemão prestou uma homenagem ao colunista do Grande Prêmio, desenhando sua rotunda figura no casco de Timo Glock.

Foto: Divulgação/Toyota
Tags: GP da Alemanha, Timo Glock, Toyota
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O verdadeiro pole position

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull
Avaliando os pesos dos carros na classificação, em release divulgado pela FIA hoje pela manhã, fica claro que, se alguém fez um grande treino hoje, este alguém é Sebastian Vettel. O alemãozinho da Red Bull esmerilhou, é um dos carros mais pesados entre os que largam na frente e, mesmo assim, conseguiu a terceira posição no grid. Se conseguir um bom ritmo de corrida nas primeiras voltas e não deixar as Toyotas escaparem, tende a vencer a prova.
Jenson Button é outro que está muito bem na foto. Tem três voltas a menos de combustível que Vettel, mas tem certa vantagem para as Toyotas de Trulli e Glock, os dois mais leves do grid. Olho nele e em Lewis Hamilton, que larga com o mesmo peso do compatriota. A McLaren não é tão confiável quanto a Brawn, mas parece em boa forma para a corrida.
Confira abaixo a relação de pilotos / peso do carro / posição de largada para amanhã.
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Glock com nova pintura

Fotos: Montagem/Divulgação Toyota
O Hugo Cortes me corrigiu prontamente, e com razão. Eu é que não tinha percebido, Timo Glock apresentou ontem uma nova pintura em seu capacete. A nova, à direita, traz um laranja no fundo, em substituição ao vermelho, e novos detalhes em preto.
Nunca achei o capacete dele bonito, mas achei que ficou pior. Se já tinha uma profusão ímpar de elementos, acabou ficando ainda mais poluído.
Tags: Timo Glock, Toyota
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Rapidinhas – GP do Brasil

Foto: Reprodução Adrivo.com
- Faltam palavras para descrever a loucura que foi este final de campeonato. Uma corrida maluca, com chuva e sol, com variáveis para lá e para cá e com uma última volta de tirar o fôlego. Se até ontem utilizava-se a expressão “campeonato disputado até a última curva” apenas como figura de linguagem, neste 2 de novembro de 2008 ela pode ser compreendida em seu sentido literal. Me arrisco a dizer que nunca mais haverá uma decisão como esta.
- Que corrida fez Felipe Massa! Confirmou o favoritismo, andou bem no seco e no molhado, foi soberano durante todo o tempo. Foi competente e venceu, mas infelizmente apenas a competência não mais lhe bastava. Era necessário um tanto de sorte e ela quase sorriu a ele. Faltou pouco.
- O resultado da corrida, apesar da vitória de Felipe, foi muito dolorido para a torcida brasileira e para a equipe Ferrari. A menos de 10 voltas do fim já se tinha consciência de que o título estava nas mãos de Lewis Hamilton, apenas algum acontecimento fantástico poderia reverter o resultado. E eis que ele aconteceu, com uma pancada de chuva que embaralhou as coisas.
- E tal pancada, que tornou a final do campeonato a mais emocionante da história, foi o que trouxe à vitória de Felipe Massa um travo amargo. Por minutos, passou a sensação de que o impossível tornava-se novamente possível. E a última curva da última volta devolveu Felipe e seus pares à dura realidade. É um tipo de coisa que não se faz.
- O clima no pódio era o mais estranho possível. Um misto de alegria e decepção, uma felicidade não-completa, um choro contido nos olhos de Felipe Massa.
- A decepção dói, mas tenho certeza de que o brasileiro vai mais forte do que nunca para o campeonato do ano que vem. Aprende-se nas vitórias e também nas derrotas e uma derrota bonita como a de hoje só servirá de estímulo para que Felipe torne-se um piloto ainda mais completo do que já é.
- Lewis Hamilton, coroado o novo campeão por apenas um ponto de vantagem, tem todos os méritos pela conquista. Se chegou a Interlagos na liderança com alguma folga é porque o fez por merecer. Ganhou corridas importantes – como a de Mônaco – e cometeu, junto com a McLaren, menos erros do que Felipe e a Ferrari. Foi excessivamente cauteloso em Interlagos e por muito pouco não perdeu o campeonato, mas fez o certo. Não havia motivos para correr riscos e o inglês fez uma corrida fria, como devem fazer os grandes campeões.
- Timo Glock, o fiel da balança do campeonato de 2008, não tem culpas pelo acontecido. E nem a Toyota, antes que surja uma nova teoria da conspiração. Com pneus para seco na chuva que aumentava, ficava muito difícil tracionar, principalmente na curva da Junção. Somente ele e seu companheiro Jarno Trulli não trocaram pneus e ambos fizeram uma volta no ritmo de 1’44 no final da corrida. Não há combinação que permita tão perfeita sincronia. Ambos perderam posições na última volta. Glock caiu de 4º para 6º, Trulli de 7º para 8º.
- Fernando Alonso, segundo, comprovou mais uma vez o crescimento da Renault e mostra que será um duro adversário para o próximo campeonato. Com Alonso na briga, a disputa fica mais difícil para todos. A temporada 2009 se abre com pelo menos quatro fortes candidatos ao título.
- Kimi Raikkonen, terceiro colocado sonolento durante a temporada 2008, deve voltar à briga no ano que vem. Felipe não terá vida fácil dentro da Ferrari.
- Sebastian Vettel, que chegou em quarto e que por muito pouco não foi alçado ao posto de herói da torcida brasileira por ultrapassar Hamilton no final, encerrou o campeonato em grande estilo com um belíssimo quarto lugar. E torna-se uma incógnita para a próxima temporada: terá na Red Bull as mesmas condições de brigar pela liderança como tem na surpreendente Toro Rosso?
- Jarno Truli, oitavo, foi o cavalo paraguaio da corrida. Fez uma grande classificação, manteve-se em segundo depois da largada e se perdeu depois do primeiro pit stop. Rodou na curva do Sol e desapareceu.
- BMW termina pela primeira vez no ano uma corrida fora da zona dos pontos, quebrando uma seqüência recorde de 34 corridas pontuando. Somente a Ferrari conseguiu mais pontos consecutivos em toda a história. Os bávaros perderam muito rendimento no final da temporada, estranhamente.
- Nelsinho Piquet rodou logo na largada e deu adeus à corrida. Rubens Barrichello pode ter dado adeus à F1 com uma corrida pra lá de discreta. Não andou bem e chegou em 15º, inclusive atrás de seu companheiro Jenson Button.
- Palmas para Lewis Hamilton, o mais jovem campeão da história da Fórmula 1. E palmas também para Felipe Massa, que fez um grande campeonato e tirou de si quaisquer dúvidas que pudessem haver sobre suas capacidades. Se não foi campeão, foi por detalhe.
- Porém, não se pode colocar toda a culpa da derrota na Ferrari. Sim, a equipe errou com a mangueira em Cingapura, errou também com o motor estourado a poucas voltas do fim na Hungria. Mas Felipe também errou na Malásia ao rodar sozinho e abandonar, assim como também deixou de marcar pontos em Silverstone em uma corrida bizarra, na qual rodou feito pião.
- A Fórmula 1, apesar do grande enfoque no Mundial de Pilotos, é um campeonato de equipe. Ou pelo menos até hoje não tive notícia de um piloto que fabricasse, preparasse e colocasse sozinho um carro na pista. Ganha-se junto e perde-se junto. “Eu acertei, eles erraram” é um pensamento que não se aplica a qualquer esporte coletivo. Felipe e Ferrari formaram um conjunto vencedor em 2008, mas não o suficiente para o campeonato.
- Lewis Hamilton e McLaren, se não foram um conjunto perfeito, pelo menos foram suficientemente melhores do que a Ferrari. A equipe e o piloto inglês também cometeram erros, mas em menor grau do que os italianos. No final das contas, foi o título de quem cometeu menos erros capitais. Quebras, por exemplo, Hamilton não enfrentou nenhuma. Isso, no final, fez diferença.
- No final das contas, ganharam todos os fãs do esporte. Final emocionante para o mundial mais disputado da história.

O alemão que se salvou

A Red Bull anunciou hoje em Hockenheim o que todo mundo já sabia: Sebastian Vettel será “promovido”, saindo da Toro Rosso para assumir a vaga do aposentado David Coulthard na Red Bull em 2009. Corrida na Alemanha, hora certa para o anúncio. Até porque, diria eu, trata-se da primeira boa notícia envolvendo um piloto alemão nesta temporada.
O ano começou com um recorde: cinco alemães presentes inscritos, o equivalente a um quarto no grid da Fórmula 1, depois da debandada da Super Aguri. A maioria deles jovens e promissores talentos, dando a impressão de que iniciava-se uma nova era de domínio germânico.
Porém, em oito corridas, todas as previsões se desmancharam. Vettel conseguiu sua promoção, é verdade, mas muito pelo que fez no ano passado. À exceção do GP de Mônaco, no qual guiou como veterano e chegou num brilhante quinto lugar, pouco fez além de bater nas primeiras voltas da maior parte das corridas.
Adrian Sutil vive fase parecida com a de Vettel. Brilhou em Mônaco, mas bate demais e, para piorar, vem sendo obscurecido pelo veterano Fisichella na Force India. Sua cotação vem caindo a cada prova.
Nico Rosberg, já em sua terceira temporada, segue caminho parecido. Era incensado como uma das possíveis surpresas do ano e não pára de decepcionar. Os seguidos bicos perdidos nas corridas são prova disso – entre Mônaco e Canadá foram quatro -, e o herdeiro de Keke Rosberg chega à metade da temporada empatado em pontos com seu companheiro Kazuki Nakajima. O que, convenhamos, é muito pouco. Pelas boas performances em classificação, continua bem cotado. Mas se os resultados continuarem escassos, perderá valor em pouco tempo.
Timo Glock, campeão da GP2 em 2007, chegou à Toyota sem grandes expectativas. Porém, esperava-se pelo menos uma luta mais árdua com Jarno Trulli, veterano às vésperas da aposentadoria. Não está acontecendo. Glock tem apenas 5 pontos marcados, contra 20 do companheiro. Em grids de largada, vem sendo goleado por 7×2. Além disso, acumula rodadas e batidas. Muitas delas, infantis.
E o quinto tedesco, Nick Heidfeld, o mais experiente, também vem sucumbindo. Foi muito bem em Silverstone com um segundo lugar, mas não vem sendo nem sombra para Robert Kubica. Dos cinco, é aquele de quem mais se esperava em 2008, cogitando-se até uma provável primeira vitória. Ironicamente, ela chegou para seu companheiro de equipe, que briga pela ponta da tabela. Com 36 pontos, Nick está bem posicionado – a apenas 12 do líder – e não faz um campeonato ruim. Mas está longe do que dele se esperava.
Cinco pilotos, cinco decepções. Sebastian Vettel garantiu boa posição para o ano que vem e, até agora, é o alemão que se salva em 2008. Por acaso ou não, é o único deles que tem mais pontos na tabela do que o companheiro de equipe.
Nico Rosberg e Nick Heidfeld também devem garantir bons contratos para o ano que vem, mas é fato que o futuro do automobilismo germânico já não é mais visto com o mesmo otimismo de alguns meses atrás. Ainda há tempo, o cenário pode mudar. Mas, se a tônica for a das primeiras etapas desta temporada, restará aos alemães torcer por BMW e Mercedes. A geração pós-Schumacher não emplaca.
Glock incorpora visual da Toyota

Timo Glock é mais um piloto que muda de capacete em 2008. A tendência agora é essa: junto com os novos carros, os pilotos lançam seus novos capacetes.
Não gosto muito dessas mudanças freqüentes, mas no caso do piloto alemão, a alteração foi para melhor, muito melhor. Na imagem acima, à esquerda, o desenho com o qual ele testou pela BMW no ano passado e venceu o campeonato da GP2. À direita, o novo visual, incorporando o vermelho da Toyota.
É inegável que a confusão de cores anterior foi resolvida e que a pintura ficou bem mais agradável. Muito bonita, até.
Tags: Timo Glock, Toyota
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Novas combinações em Jerez
Além da novidade da volta do uso dos pneus slick, os testes que começaram ontem em Jerez trouxeram algumas combinações novas à F1. Vamos a elas!

Mano Brawn conhecendo a Honda

Javier Villa tentando uma vaga na BMW

Giancarlo Fisichella pagando mico no vestibular da Force India

Franck Montagny, outro candidato do time do Apu

Timo Glock estreando na Toyota, disfarçado de corredor misterioso

Nico Hülkenberg testa um F1 pela primeira vez, na Williams. E lá vem mais um alemão…
Ontem, quem andou com slicks terminou na frente, caso de Jenson Button, que foi o segundo mais rápido mesmo com uma Honda. O que isso quer dizer? Nada. Aconteceu exatamente o que se esperava: com uma superfície maior de contato com o solo, os carros deveriam ser cerca de 3s mais rápido, como previu a Bridgestone e noticiou Victor Martins.









