-
Perfil
Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSBusca no blog
Arquivos
Twitter
Facebook
-
Tags
Ayrton Senna BMW Brawn F1 Felipe Massa Fernando Alonso Ferrari FIA Force India Fórmula 1 Globo GP da Austrália GP da China GP da Europa GP da Inglaterra GP da Itália GP da Malásia GP de Cingapura GP de Mônaco GP do Bahrein GP do Brasil GP do Japão Heikki Kovalainen Honda Jenson Button Kimi Raikkonen Lewis Hamilton Mark Webber Max Mosley McLaren Michael Schumacher Nelsinho Piquet Nelson Piquet Nigel Mansell Red Bull Regulamento Renault Robert Kubica Rubens Barrichello Sebastian Vettel Super Aguri Toro Rosso Toyota Treinos WilliamsCategorias
- Análises
- Ao vivo
- Automobilismo
- Bastidores
- Baú
- Box
- Camisas de Times
- Charges
- Colunas
- Copa do Mundo
- Curiosidades
- Destaque
- Do Baú
- Entrevistas
- Especulações
- Estatísticas
- Futebol
- História
- Humor
- Infográficos
- Intervalo Comercial
- Jogos
- Na Mídia
- Notícias
- Novos capacetes
- Novos carros
- Novos circuitos
- Olimpíada do Capelli
- Pergunte ao Capelli
- Rádio GP
- Reportagens
- Sem categoria
- Tecnologia
- Todos Chora
- Todos ri
- TV
- Ultrapassando as palavras
- Vídeos
Sites parceiros
Blog Roll
- A Mil por Hora
- Alessandra Alves
- Almanaque Esportivo
- Área de Escape
- Automobilismo Paulista
- Autoracing
- Bruno Mantovani
- Cadernos do Automobilismo
- Café com F1
- Continental Circus
- Documentation
- Esporte Fino
- F1 Girls
- F1 Nostalgia
- Fábio Seixas
- Flavio Gomes
- Fórmula Grün
- Oragoo.net
- Pandini GP
- Velocidade
- Victor Martins
- Voando Baixo
Arquivo da tag: Toro Rosso
Falta ambição

Equipe número 2 da Red Bull, nascida do espólio da simpática Minardi, a Toro Rosso surgiu para fazer apenas figuração na Fórmula 1. E assim foi nos seus primeiros anos, até que, dentro da estratégia de servir de plataforma de lançamento de jovens pilotos da Red Bull, teve a bênção de contar com Sebastian Vettel em um de seus cockpits por uma temporada e meia.
O salto técnico da Toro Rosso em 2008 foi impressionante. De time da rabeira conquistou status de equipe média e provou até o gostinho da vitória, num inesquecível GP chuvoso em Monza. Terminou aquela temporada à frente da própria Red Bull, criando um certo constrangimento nos austríacos.
Sabe-se lá se por causa disso ou não, o fato é que a partir daí a relação do time italiano com a fábrica de energéticos azedou. Vettel foi para a Red Bull e Didi Mateschitz chegou a ensaiar a venda da equipe, que acabou não acontecendo. A parceria técnica com o time principal acabou e agora são praticamente dois times independentes, ainda que Didi continue aportando dinheiro e escolhendo seus pilotos.
O lançamento do STR6 ontem deixou bem claro esse distanciamento técnico. O carro é bem diferente do RB7 da Red Bull, com um bico mais baixo, linhas menos agressivas e uma tampa de motor mais convencional. O propulsor que empurrará o bólido continua sendo Ferrari e a dupla de pilotos segue a mesma do ano passado: Jaime Alguersuari e Sebastien Buemi, talvez a mais fraca de toda a Fórmula 1.
A perspectiva da Toro Rosso é de mais uma temporada fazendo figuração, numa versão meio torta do lema do Barão de Coubertin, que dizia que “o importante é competir”. No caso deles, talvez o importante seja apenas estar presente, desenvolver pilotos e exibir a marca. Tarefa que, um dia, já foi das cada vez mais indigentes categorias de base.
Touro Vermelho
Dando sequência à série de lançamentos de carros para a temporada 2010, a Toro Rosso também apareceu de cara nova em Valência. Sebastien Buemi e Jaime Alguersuari ergueram o pano e revelaram aos jornalistas presentes o STR5, alegadamente o primeiro carro produzido pela própria equipe, sem participação da equipe-matriz Red Bull.
Alegadamente porque, na prática, o carro segue a linha do vencedor RB5 do ano passado. Os engenheiros da Toro podem até ter feito um trabalho independente (do que ainda duvido), mas sem dúvida partiram de um projeto inicial da matriz. As mudanças com relação ao ano passado são sutis, pelo ângulo das fotos divulgadas ainda não é possível fazer um comparativo mais definitivo. Mas fica claro de que pouca coisa mudou.Mas, para ser diferente e reforçar a sua “independência” da Red Bull, a pintura mudou um pouco. A frente, agora, traz bastante vermelho, o que vai ajudar bastante a diferenciar os carros na pista. Até 2009, diferenciar à distância um Red Bull de uma Toro era uma tarefa difícil. Agora, as arquibancadas e os telespectadores agradecem.
Buemi vermelho

Fotos: Divulgação/Red Bull
Enquanto todas as câmeras e jornalistas em Hungaroring voltam-se ao novato Jaime Alguersuari, Sebastien Buemi arrumou um jeito de chamar a atenção para o seu lado na garagem da Toro Rosso. Trocou o amarelo de seu capacete antigo (à esquerda) pelo vermelho, aplicando no topo a cruz branca presente na bandeira de seu país, a Suíça.
Curioso é a alteração acontecer só depois de Sebastien Bourdais ter ido embora. Também com casco amarelo e azul, confundir os dois Sebastiões na pista era fácil. Agora que não era mais necessário, Buemi vermelhou.
Os cascos de Alguersuari
Já que a Toro Rosso confirmou a presença de Jaime Alguersuari como piloto titular no GP da Hungria, em substituição a Sebastien Bourdais, resolvi levantar os capacetes já utilizados pelo piloto espanhol.
Ainda que tenha uma curta história no automobilismo – estreou nos monopostos há pouco mais de quatro anos -, Alguersuari já utilizou pelo menos três pinturas diferentes em seu capacete. É o retrato de uma geração que troca de casco como quem troca de cueca.

Foto: Divulgação/JAlguersuari.com
No kart, o desenho tinha personalidade. Com cores da Espanha e com desenhos lembrando labaredas, possuía um visual agressivo. Mesmo sem nenhuma cor fria para contrastar, funcionava bem.

Foto: Paul Gibson/Flickr
Quando ingressou para o programa de jovens pilotos da Red Bull, precisou adotar a infame lata de energético em seu desenho. No entanto, manteve bastante da personalidade, com linhas originais de seu desenho anterior.

Foto: Divulgação/Carlin Motorsport
A partir desta temporada, na World Series by Renault, adotou uma terceira pintura. Abandonou os traços anteriores e partiu para quase que uma adequação completa ao formato “latinha de Red Bull”. Na minha opinião, o mais sem graça de todos.
Provavelmente, usará este na estreia, no próximo domingo. Ou será que ousará um novo desenho?
Alguersuari, a bola da vez

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divulgação Red Bull
Desde outubro de 2007, quando Alexander Wurz deixou a Williams para permitir que Kazuki Nakajima assumisse seu lugar para estrear no GP do Brasil, um piloto não era substituído por outro no decorrer de uma temporada da Fórmula 1. Mas o período recorde sem demissões, substituições ou lesões tende a terminar daqui a quinze dias, em Hungaroring. Segundo os mais fortes boatos no paddock no último final de semana, puxados pela apressada imprensa espanhola, a Toro Rosso deve anunciar até quarta-feira a dispensa de Sebastien Bourdais. Em seu lugar, surgiria um novato espanhol de nome difícil: Jaime Alguersuari.
A pose de galã da foto que ilustra este post não é mero acaso. Atualmente fazendo campanha mediana – 8º lugar – na World Series by Renault e com uma carreira de resultados bastante duvidosos, Alguersuari deverá ser o escolhido muito mais por questões de marketing e mercado do que necessariamente por talento nas pistas.
A Red Bull, como bem se sabe, faz um trabalho competente na Fórmula 1. Mas o sucesso nas pistas com suas equipes surge como um objetivo secundário. O objetivo principal é divulgar a marca de energéticos, associá-la a juventude, esportes radicais e tudo que seja “cool” para vender latinhas. E Alguersuari pode até não ser grande coisa, mas é jovem – 19 anos – e serve como um ótimo garoto-propaganda. Além de tudo, vem da Espanha, mercado promissor na Europa, inflamado pela Alonsomania e único país a sediar atualmente duas corridas da categoria na mesma temporada. Preencheu requisitos suficientes? Então está dentro.
O histórico de Alguersuari no automobilismo é modesto. Começou sua carreira em 2005, com 15 anos, na Fórmula Júnior 1600 Itália, categoria escola pra recém-saídos do kart. Terminou a temporada em 3º. No seu segundo ano de automobilismo, entrou para o Red Bull Junior Team, programa de desenvolvimento de pilotos da Red Bull. Disputou a Fórmula Renault Italiana e a Fórmula Renault Eurocup. Terminou em modestos 10º e 12º lugares, respectivamente.
Em 2007, prosseguiu nas mesmas categorias, agora pela melhor equipe, a Epsilon Euskadi. Na Italiana, lutou pelo título até o fim, mas perdeu para o finlandês Mika Maki. E na Eurocup ficou em 5º, quando o campeão foi o neo-zelandês Brendon Hartley. O detalhe é que os dois campeões eram seus colegas no programa da Red Bull. Ou seja, teve os resultados mais modestos dos três.
No ano passado, deu uma virada, fazendo uma boa temporada. Disputou a Fórmula 3 Britânica e brigou pelo título intensamente com Hartley, Sergio Perez e Oliver Turvey. Acabou campeão, mas muito mais por demérito dos demais do que por demontrar algum talento inato. Hartley errava demais e Turvey teve muitos problemas mecânicos. A falta de ímpeto do espanhol chamou um tanto a atenção, com ele próprio admitindo que preferia ser regular e chegar em 4º ou 5º do que lutar demais pela vitória. Ganhou fama, pelo menos, de ser um piloto cerebral.
O curioso é que, mesmo sendo campeão, o escolhido da Red Bull para assumir o posto de piloto reserva da Toro Rosso foi Brendon Hartley. Mas circunstâncias ainda não muito esclarecidas fizeram com que o neo-zelandês abdicasse do posto, abrindo caminho para Alguersuari. E de lá pra cá, a Espanha toda faz campanha para que seu pop star assuma um cockpit na Fórmula 1. O que há de fato e o que há de desejo neste movimento ainda não se sabe. Até o final da semana, deveremos ter a resposta.
Outro fator que conta a favor de Jaime é a sua juventude. Não que ter um garoto imberbe no volante vá ser alguma garantia de bom resultado, mas certamente é certeza de manchetes nos jornais. Caso ele dispute o GP da Hungria, quebrará o recorde de Mike Thackwell e passará a ser o mais jovem piloto a já ter largado para uma corrida de Fórmula 1, com 19 anos, cinco meses e três dias. Vinte e seis dias a menos que Thackwell.
Colaborou com este post: Renata, do Fórum Downforce.
Primeiras vitórias

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divulgação Red Bull
Sebastian Vettel conquistou ontem, na China, a primeira vitória da equipe Red Bull. Curioso é o fato de que o próprio Vettel já havia dado à Toro Rosso, há pouco mais de seis meses, também sua primeira vitória.
Assim, o jovem alemão ingressou no seleto clube dos pilotos que conseguiram a primeira conquista para mais de um construtor. Como ele, Juan Manuel Fangio também conquistou as vitórias de estreia de dois times: Maserati e Mercedes. E existem outros três pilotos que venceram pela primeira vez para três diferentes construtores: Dan Gurney (Porsche, Eagle e Brabham), Jackie Stewart (Matra, March e Tyrrell) e Stirling Moss (Cooper, Lotus e Vanwall).
Confira abaixo a primeira vitória de cada construtor na Fórmula 1:
|
Carros da F1 2009
Agora que finalmente todos os carros foram para a pista juntos em Montmeló, que tal conferir, lado a lado, todos os modelos que vão disputar a temporada 2009 da Fórmula 1?

Fotos: Reprodução/Adrivo
Amanhã, meus pitacos sobre os resultados dos testes. É tanta loucura que preciso de um tempo para tentar formular um raciocínio.
Tags: BMW, Brawn, Ferrari, Force India, McLaren, Red Bull, Renault, Toro Rosso, Toyota, Williams
62 comentários
Toro Rosso lança o STR4

Foto: Divulgação/Red Bull
A Toro Rosso fez hoje, em Montmeló, o lançamento oficial do STR4, modelo com o qual competirá na temporada 2009. Como era de se esperar, o carro é uma versão do RB5 da Red Bull, apenas adaptado para receber os motores Ferrari.
A novidade mesmo ficou por conta da pintura, a primeira mudança em quatro anos de equipe. Pela primeira vez o time exibe logos da Red Bull nas laterais, com o desenho do touro estilizado reduzido. Acabou ainda mais parecido com o modelo da equipe-mãe.
Conseguirá o STR4, nas mãos dos Sebastiões Buemi e Bourdais, superar o seu antecessor, histórico vencedor do GP da Itália de 2008?
Últimos movimentos

Foto: GEPA Pictures/Divulgação Red Bull
Oficialmente, até ontem a Fórmula 1 só tinha uma vaga em aberto, a de companheiro de Sebastien Buemi na Toro Rosso. E hoje ela se fechou, com a equipe anunciando a permanência de Sebastien Bourdais. Ao que parece, não há mais vagas para a temporada 2009, que deve começar com apenas 18 carros no grid. Mas… será mesmo?
Creio que não. Analisando os movimentos de bastidor, tudo aponta em outra direção. Bernie Ecclestone já usou a imprensa para dizer que 18 carros é um absurdo e que a categoria terá 20 participantes em Melbourne, nem que para isso ele tenha que obrigar McLaren e Ferrari a alinhar um terceiro carro. Bruno Senna abriu mão de sua vaga na iSport para disputar a GP2 alegando que vai dar prioridade à Fórmula 1. Surgiria o brasileiro numa terceira McLaren ou numa Ferrari? Lógico que não.
Bruno sempre teve uma carreira muito bem gerenciada e sabe que, tendo iniciado tarde no automobilismo, perder mais um ano poderia ser fatal para suas pretensões. Ele precisa correr. Na conjuntura atual, ser piloto de testes na Fórmula 1 de nada servirá, pois praticamente não vai andar. Se rompeu seu acordo com a iSport, é porque sabe que vai correr.
E é aqui que entra o meu palpite. Bernie Ecclestone bancará a permanência da ex-Honda na Fórmula 1, que deverá ter Jenson Button e Bruno Senna ao volante. Vale lembrar que a fábrica em Brackley continua operando e que a Honda deixou verba para que a equipe pudesse iniciar o campeonato. Apenas depois da estreia é que ela precisará de um novo aporte financeiro. Mesmo com a crise, Bruno Senna chega à categoria apoiado por patrocinadores do peso como Embratel e Banco Santander. A Petrobras, com planos de lançar uma gasolina de nome “Senna”, pode participar da operação também. A menos que a crise financeira a obrigue a desistir do plano.
De toda forma, ainda há uma peça solta no quebra-cabeça, o tal terceiro carro. E é aí que entra a astúcia de Bernie Ecclestone. Ele tem total interesse em manter a categoria com 20 carros, mas faltam motores para a Honda. Com a ameaça do terceiro carro, ele tem maior poder de barganha com McLaren ou Ferrari. Afinal o que sairá mais barato para uma das equipes: colocar um terceiro carro para correr ou ceder motores a baixo custo para uma terceira equipe?
Em março, Bruno Senna e Jenson Button devem desembarcar em Melbourne para disputar o GP com um carro de motor Ferrari ou Mercedes. E a F1 deverá continuar com 10 equipes, porque assim o onipotente e onipresente Ecclestone deseja.
Depois de 14 anos, Suíça retorna à F1

Foto: Getty Images/Divulgação Toro Rosso
A confirmação de Sebastien Buemi como piloto titular da Toro Rosso em 2009, feita pela equipe anteontem, traz de volta a Suíça para a Fórmula 1, depois de 14 anos. O último piloto do país a disputar uma corrida na categoria havia sido Jean-Deniz Deletraz, que correu por Larousse e Pacific entre 1994 e 1995.
As lembranças que Deletraz deixou na F1, por sinal, são risíveis. Por muitos, é considerado um dos piores pilotos que já surgiram na face da terra. Vejamos: durante os treinos para o GP de Portugal de 1995, o suíço tirou tanto o pé do acelerador para contornar a variante que antecede os esses que deixou seu motor apagar. Na corrida, abandonou depois de 19 voltas, com cãibras nos braços. Largou na última fila em todos os três GPs que disputou, chegou a levar seis segundos do companheiro de equipe e terminou apenas uma corrida. Em último lugar, obviamente.
Mas Deletraz é uma exceção entre os suíços que já passaram pela categoria. Ainda que nunca tenha feito um piloto campeão, o país tem pelo menos dois nomes que fizeram história. Jo Siffert, considerado um dos mais combativos já vistos nas pistas, e Clay Regazzoni, que conquistou cinco vitórias e um vice-campeonato mundial.
Buemi chega credenciado por duas vitórias em duas temporadas de GP2, mas até agora não deu mostras de que seja um fenômeno. Não conquistou nenhum título nas categorias de base, tendo como maiores feitos três vices: na Fórmula BMW em 2005, na Fórmula 3 europeia em 2007 e na GP2 Asia em 2008. Mas como títulos nas categorias de base não são garantia de sucesso na Fórmula 1 – Damon Hill e Jan Magnussen que o digam -, resta esperar para ver o que o rapaz de 20 anos é capaz de fazer. Alguma coisa a Red Bull deve ter visto nele.
Vettel se despede da Toro Rosso

Foto: GEPA Pictures/Divulgação Red Bull
De mudança para a equipe matriz da Red Bull no ano que vem, Sebastian Vettel preparou para a equipe Toro Rosso uma homenagem de despedida no GP do Brasil. O jovem alemão disputa o final de semana em Interlagos com um capacete comemorativo, aplicando sobre o desenho imagens dele e da equipe com a inscrição italiana “Grazie mille, Toro Rosso”. Em português: “Obrigados mil, Toro Rosso”.
Simpático, criativo e até esteticamente agradável. Pontos para o garoto, que fez história em 2008 ao se tornar o piloto mais jovem a vencer um GP de Fórmula 1. E, além disso, levou uma equipe que um dia foi Minardi ao topo do pódio. Não foi pouca coisa.
Toro Rosso faz história em Monza

Não bastasse o fato de ter-se tornado a primeira equipe a vencer uma corrida com um motor Ferrari que não a própria Ferrari, a Toro Rosso atingiu outra marca impressionante no GP da Itália. É a primeira equipe italiana, fora a Ferrari, a vencer em Monza em mais de 50 anos.
A última vez em que um carro italiano não-Ferrari venceu no lendário circuito foi em 1956, quando Stirling Moss chegou em primeiro com uma Maserati. De lá para cá, aconteceram outras 50 corridas em Monza, com 30 vitórias de carros britânicos (Benetton, Brabham, BRM, Cooper, Lotus, March, McLaren, Vanwall e Williams), 15 italianos (Ferrari), 3 franceses (Matra e Renault), 1 japonês (Honda) e 1 irlandês (Jordan).
Além disso, desde 1997 não se ouvia o hino italiano no pódio para uma equipe que não a Ferrari. A última ocorrência fora no GP da Alemanha de 1997, quando Gerhard Berger venceu com a Benetton.
Aliás, cabe aqui um esclarecimento. Nascida da britânica Toleman, a Benetton sempre competiu como originária da Grã-Bretanha, de 1986 a 1995. Apenas em 1996 ela transferiu seu registro para competir como italiana, embora sua fábrica ficasse em Enstone, na Inglaterra. Comprada pela Renault em 2000, converteu-se em um time francês.
Tags: Ferrari, GP da Itália, Toro Rosso
23 comentários
Suprema ironia
Me avisam Rafael Favoretto e Prblanco: a pole da Toro Rosso é a primeira de um carro com motor Ferrari, que não uma Ferrari.
A ironia? Aconteceu na Itália.
Tags: Ferrari, GP da Itália, Toro Rosso
7 comentários
Red Bull em Pamplona

Os assíduos Nani e Rafael Barros enviam e-mail para avisar de mais uma ação de marketing da Red Bull. Esta, particularmente, sensacional.
Os energéticos austríacos enviaram para as ruas de Pamplona, na Espanha, um carro de cada uma de suas equipes, em alusão à abertura das tradicionais festas de São Firmino, que se iniciam no próximo final de semana.
Nesta época, touros são soltos no centro histórico da cidade em corridas conhecidas como encierros, cercados por corredores vestidos de branco e vermelho. Ontem, os touros soltos foram outros.
O vídeo abaixo foi feito na plaza de toros, onde sempre terminam os encierros.
Genial.
Tags: Red Bull, Toro Rosso
13 comentários
De roupa nova

Toro Rosso e Super Aguri estréiam novos macacões em Melbourne. Enquanto o time B da Red Bull abandonou o estilo ousado do ano passado e voltou a um desenho mais tradicional, a equipe japonesa deixou o branco de lado para dar lugar ao
Do Baú: Bourdais na Arrows

Sebastien Bourdais vem sendo um dos destaques da pré-temporada, fazendo bons tempos nos testes com a Toro Rosso. Tetracampeão da Champ Car, o francês fará neste ano sua estréia na Fórmula 1, mas já teve experiências anteriores na categoria.
Um de seus primeiros contatos aconteceu em 2002, quando ainda era um aspirante ao título da Fórmula 3000. Bourdais assumiu o posto de piloto de testes da Arrows e almejava uma vaga de titular para o ano seguinte. Fez diversos treinos no cockpit laranja, mas o time faliu antes mesmo do final da temporada, deixando o francês à pé e o fazendo rumar para os Estados Unidos. O que veio depois, todo mundo já sabe.
Mas ainda há um detalhe… em 2002, Bourdais testou também por outra equipe da F1. Alguém sabe qual é? Respostas no baú de amanhã.
Vettel punido

Sebastian Vettel recebeu punição por ter bloqueado um adversário durante o treino de classificação. Absolvido ontem, junto com Lewis Hamilton, pelos incidentes com o Safety Car no Japão, hoje perdeu cinco posições no grid. Cai do 12º para o 17º posto.
O curioso é que o comunicado dos oficiais não faz menção a quem Vettel teria bloqueado. Estranho…
Edit: Fiquei sabendo agora que foi Heikki Kovalainen o piloto atrapalhado. Ah bom.






