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Afirmações e decepções

Afirmações e decepções

O treino de classificação para o GP da Austrália serviu para, pela primeira vez, colocar os competidores de 2011 em combate. Até aqui, tanto nos testes de inverno quanto nos treinos oficiais, tudo o que se podia fazer eram suposições, já que não se tinha parâmetros exatos de competição. Agora não, todo mundo foi para a pista para valer, brigando em condições iguais. E, aí sim, foi possível saber quem se afirma e quem decepciona.

A grande afirmação, sem dúvida, é a Red Bull. Já se entendia que se tratava do melhor carro, mas a distância para os rivais, de quase um segundo, foi uma covardia. Durante a corrida, tende a ser maior ainda. Pelo que se sabe, o carro rubrotaurino é o que menos gasta pneus e mantém um ritmo constante de corrida. Os adversários podem até começar a prova num ritmo próximo, mas em pouco tempo o desempenho tende a cair vertiginosamente. E aí, a Red Bull dispara na frente de vez. Sebastian Vettel deve vencer com tranquilidade, já que o inconstante Mark Webber não está em um bom final de semana.

A McLaren afirmou-se de maneira surpreendente. Depois dos apuros na pré-temporada – que chegaram a fazer Lewis Hamilton soltar o verbo aos jornalistas -, parece que acharam a mão do carro, ao menos para voltas rápidas. Em ritmo de corrida ainda não se sabe como os carros prata vão se comportar, mas existe uma expectativa de que não tenham um ritmo tão consistente quanto a Ferrari, embora os italianos tenham ido mal no treino.

Antes mesmo do GP da Austrália, Fernando Alonso já tinha avisado que o carro novo da Ferrari não era tão veloz, mas era confiável. E é este o trunfo dos italianos para a corrida de logo mais à noite. Em ritmo de classificação, a Ferrari decepcionou. Alonso foi apenas quinto, atrás de Red Bulls e McLarens, e Felipe Massa não se achou. Larga em oitavo depois de ter rodado na saída dos boxes no Q3.

Heidfeld na brita: maior decepção do dia (Foto: Clive Mason/Getty Images)

Heidfeld na brita: maior decepção do dia
(Foto: Clive Mason/Getty Images)

Outra decepção do dia foi Rubens Barrichello, que colocou uma roda na terra no Q2, rodou e ficou na caixa de brita. Alex Wurz, ex-piloto, afirmou sem rodeios no Twitter: “Um erro de principiante”. Mas o próprio Rubens adimitiu o erro, que faz parte do jogo, acontece. O importante é que a Williams demonstrou um ritmo competitivo e é forte candidata aos pontos, mesmo com a 17ª posição de largada em função da eliminação precoce no treino. Como no Albert Park as corridas tendem a ser confusas, com entradas do Safety Car, apostar em Barrichello entre os dez primeiros na corrida não é nenhum absurdo. A probabilidade é grande.

Mas a maior das decepções ficou por conta de Nick Heidfeld, substituto de Robert Kubica na Renault. O carro demonstrou estar bem, já que o surpreendente Vitaly Petrov emplacou um sexto no grid, melhor posição da carreira. Mas Nick, o número 1 da equipe, não esteve competitivo na classificação. É bem verdade que foi atrapalhado por uma excessivamente lenta Hispania em sua última tentativa, mas antes disso o alemão tentou pelo menos outras três voltas rápidas, e em nenhuma teve qualquer sucesso, chegando até a passear na caixa de brita. Pagou o mico de ser eliminado no Q1 e vai largar na 18º posição.

Falando em Hispania, o absurdo dos absurdos. A equipe mais ridícula da última década na Fórmula 1 não para de passar vergonha. No treino da manhã, conseguiu pela primeira vez colocar os carros na pista. Mas Vitantonio Liuzzi viu seu carro apagar depois de duas curvas. Não treinou. Narain Karthikeyan teve mais sorte, conseguiu dar algumas voltas e marcar tempo. Quase dezoito segundos mais lento que o primeiro, mas ao menos o carro andou. Na classificação, não houve quebras, mas o ritmo dos carros era absurdamente lento, atrapalhando todo mundo que tentava uma volta rápida. Um vexame. Ficaram obviamente abaixo da margem de 107% do tempo do primeiro colocado e foram barrados da corrida, o que deve acontecer com frequência na temporada. Até que a equipe seja vendida ou imploda.

Kobayashi confirmou a boa fase da Sauber (Foto: Robert Cianflone/Getty Images)

Kobayashi confirmou a boa fase da Sauber
(Foto: Robert Cianflone/Getty Images)

Gratas surpresas foram Sauber e Toro Rosso. A equipe suíça conseguiu colocar seus dois carros entre os seis primeiros no Q1. No Q2, Sergio Perez bobeou e não passou adiante, ficando em 13º. Mas Kobayashi chegou ao Q3 e larga em nono na corrida. Sebastien Buemi também mandou muito bem com a Toro Rosso, foi para a parte final do treino e sai em décimo.

Mas é na próxima madrugada, na corrida, que vamos ter mais clara a verdadeira relação de forças deste início de temporada 2011. Os pneus Pirelli, que se desgastam bem mais rápido do que os antigos Bridgestone, terão papel decisivo na dinâmica da prova. Há quem afirme que não será estranho ver os pilotos fazendo quatro pit stops. Certeza mesmo, só depois da prova. Mas a sensação inicial é de que, no pelotão da frente, pouca coisa mudou com relação ao final do ano passado. Talvez só a Red Bull tenha aberto um pouco mais de vantagem para os demais. O que aponta para uma temporada de domínio, até que a FIA invente alguma coisa para animar o campeonato.

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Falta ambição

Equipe número 2 da Red Bull, nascida do espólio da simpática Minardi, a Toro Rosso surgiu para fazer apenas figuração na Fórmula 1. E assim foi nos seus primeiros anos, até que, dentro da estratégia de servir de plataforma de lançamento de jovens pilotos da Red Bull, teve a bênção de contar com Sebastian Vettel em um de seus cockpits por uma temporada e meia.

O salto técnico da Toro Rosso em 2008 foi impressionante. De time da rabeira conquistou status de equipe média e provou até o gostinho da vitória, num inesquecível GP chuvoso em Monza. Terminou aquela temporada à frente da própria Red Bull, criando um certo constrangimento nos austríacos.

Sabe-se lá se por causa disso ou não, o fato é que a partir daí a relação do time italiano com a fábrica de energéticos azedou. Vettel foi para a Red Bull e Didi Mateschitz chegou a ensaiar a venda da equipe, que acabou não acontecendo. A parceria técnica com o time principal acabou e agora são praticamente dois times independentes, ainda que Didi continue aportando dinheiro e escolhendo seus pilotos.

O STR6 no estúdio: bem diferente do primo RB7.
Foto: Divulgação/Red Bull

O lançamento do STR6 ontem deixou bem claro esse distanciamento técnico. O carro é bem diferente do RB7 da Red Bull, com um bico mais baixo, linhas menos agressivas e uma tampa de motor mais convencional. O propulsor que empurrará o bólido continua sendo Ferrari e a dupla de pilotos segue a mesma do ano passado: Jaime Alguersuari e Sebastien Buemi, talvez a mais fraca de toda a Fórmula 1.

A perspectiva da Toro Rosso é de mais uma temporada fazendo figuração, numa versão meio torta do lema do Barão de Coubertin, que dizia que “o importante é competir”. No caso deles, talvez o importante seja apenas estar presente, desenvolver pilotos e exibir a marca. Tarefa que, um dia, já foi das cada vez mais indigentes categorias de base.

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Touro Vermelho

Dando sequência à série de lançamentos de carros para a temporada 2010, a Toro Rosso também apareceu de cara nova em Valência. Sebastien Buemi e Jaime Alguersuari ergueram o pano e revelaram aos jornalistas presentes o STR5, alegadamente o primeiro carro produzido pela própria equipe, sem participação da equipe-matriz Red Bull.

Sebastien Buemi já colocou o RB5 para rodar

Fotos: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull

Alegadamente porque, na prática, o carro segue a linha do vencedor RB5 do ano passado. Os engenheiros da Toro podem até ter feito um trabalho independente (do que ainda duvido), mas sem dúvida partiram de um projeto inicial da matriz. As mudanças com relação ao ano passado são sutis, pelo ângulo das fotos divulgadas ainda não é possível fazer um comparativo mais definitivo. Mas fica claro de que pouca coisa mudou.

Mas, para ser diferente e reforçar a sua “independência” da Red Bull, a pintura mudou um pouco. A frente, agora, traz bastante vermelho, o que vai ajudar bastante a diferenciar os carros na pista. Até 2009, diferenciar à distância um Red Bull de uma Toro era uma tarefa difícil. Agora, as arquibancadas e os telespectadores agradecem.

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Pergunte ao Capelli: 1ª edição

P: Se o Schumacher cumprir o contrato até o final, ele pode ser o mais velho campeão da F1? – (giancardosods)
R: Não, Fangio foi campeão com 46 anos.

P: Qual você acha que é o maior desafio para os engenheiros em adaptar e evoluir os carros do ano passado de acordo com as novas regras? Você acha que podemos ter muitas quebras devido a projetos pouco maduros?
R: Acho que o volume de quebras deve aumentar entre as equipes estreantes, pela inexperiência. Para o resto, fica a mesma coisa.

P: Te lembras de algum aposentado da F1 que retornou pra categoria?
R: Lauda. E foi campeão.

P: Gostaria de saber a partir de quando o grid de largada passou a ser organizado da forma como é hoje. Pergunto pois vi alguns vídeos, da década de 70, se não me engano, em que os carros ficavam espalhados na largada. (robsonmoraes)
R: A última corrida com grid “espalhado”, no formato “3-2-3-2″, que tenho informação foi o GP dos EUA de 1972. Depois disso, passaram a ficar em “2-2-2-2″. Mas o Panda deve responder isso melhor que eu.

P: Sei que foi em 2000, mas precisamente quando Schumacher adotou o capacete predominantemente vermelho? Foi por causa do Rubens?
R: No GP de Mônaco. E foi mesmo por causa do Rubens, o topo azul de ambos os capacetes estava criando muita confusão na identificação dos carros.

P: Toro Rosso vem de Ralf Schumacher?
R: Sim e vão mudar o nome para Toro Rosa.

P: Qual o maior duelo de pilotos na sua opinião?
R: Da história? Entre companheiros de equipe, Senna x Prost.

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Para enviar a sua pergunta, preencha o formulário em www.formspring.me/ivancapelli e aguarde a resposta. Lá eu respondo quase tudo, no blog só entram algumas selecionadas.

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Buemi vermelho

Fotos: Divulgação/Red Bull

Fotos: Divulgação/Red Bull

Enquanto todas as câmeras e jornalistas em Hungaroring voltam-se ao novato Jaime Alguersuari, Sebastien Buemi arrumou um jeito de chamar a atenção para o seu lado na garagem da Toro Rosso. Trocou o amarelo de seu capacete antigo (à esquerda) pelo vermelho, aplicando no topo a cruz branca presente na bandeira de seu país, a Suíça.

Curioso é a alteração acontecer só depois de Sebastien Bourdais ter ido embora. Também com casco amarelo e azul, confundir os dois Sebastiões na pista era fácil. Agora que não era mais necessário, Buemi vermelhou.

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Os cascos de Alguersuari

Já que a Toro Rosso confirmou a presença de Jaime Alguersuari como piloto titular no GP da Hungria, em substituição a Sebastien Bourdais, resolvi levantar os capacetes já utilizados pelo piloto espanhol.

Ainda que tenha uma curta história no automobilismo – estreou nos monopostos há pouco mais de quatro anos -, Alguersuari já utilizou pelo menos três pinturas diferentes em seu capacete. É o retrato de uma geração que troca de casco como quem troca de cueca.

Foto: Divulgação/JAlguersuari.com

Foto: Divulgação/JAlguersuari.com

No kart, o desenho tinha personalidade. Com cores da Espanha e com desenhos lembrando labaredas, possuía um visual agressivo. Mesmo sem nenhuma cor fria para contrastar, funcionava bem.

Foto: Paul Gibson/Flickr

Foto: Paul Gibson/Flickr

Quando ingressou para o programa de jovens pilotos da Red Bull, precisou adotar a infame lata de energético em seu desenho. No entanto, manteve bastante da personalidade, com linhas originais de seu desenho anterior.

Foto: Divulgação/Carlin Motorsport

Foto: Divulgação/Carlin Motorsport

A partir desta temporada, na World Series by Renault, adotou uma terceira pintura. Abandonou os traços anteriores e partiu para quase que uma adequação completa ao formato “latinha de Red Bull”. Na minha opinião, o mais sem graça de todos.

Provavelmente, usará este na estreia, no próximo domingo. Ou será que ousará um novo desenho?

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Alguersuari, a bola da vez

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divulgação Red Bull

Desde outubro de 2007, quando Alexander Wurz deixou a Williams para permitir que Kazuki Nakajima assumisse seu lugar para estrear no GP do Brasil, um piloto não era substituído por outro no decorrer de uma temporada da Fórmula 1. Mas o período recorde sem demissões, substituições ou lesões tende a terminar daqui a quinze dias, em Hungaroring. Segundo os mais fortes boatos no paddock no último final de semana, puxados pela apressada imprensa espanhola, a Toro Rosso deve anunciar até quarta-feira a dispensa de Sebastien Bourdais. Em seu lugar, surgiria um novato espanhol de nome difícil: Jaime Alguersuari.

A pose de galã da foto que ilustra este post não é mero acaso. Atualmente fazendo campanha mediana – 8º lugar – na World Series by Renault e com uma carreira de resultados bastante duvidosos, Alguersuari deverá ser o escolhido muito mais por questões de marketing e mercado do que necessariamente por talento nas pistas.

A Red Bull, como bem se sabe, faz um trabalho competente na Fórmula 1. Mas o sucesso nas pistas com suas equipes surge como um objetivo secundário. O objetivo principal é divulgar a marca de energéticos, associá-la a juventude, esportes radicais e tudo que seja “cool” para vender latinhas. E Alguersuari pode até não ser grande coisa, mas é jovem – 19 anos – e serve como um ótimo garoto-propaganda. Além de tudo, vem da Espanha, mercado promissor na Europa, inflamado pela Alonsomania e único país a sediar atualmente duas corridas da categoria na mesma temporada. Preencheu requisitos suficientes? Então está dentro.

O histórico de Alguersuari no automobilismo é modesto. Começou sua carreira em 2005, com 15 anos, na Fórmula Júnior 1600 Itália, categoria escola pra recém-saídos do kart. Terminou a temporada em 3º. No seu segundo ano de automobilismo, entrou para o Red Bull Junior Team, programa de desenvolvimento de pilotos da Red Bull. Disputou a Fórmula Renault Italiana e a Fórmula Renault Eurocup. Terminou em modestos 10º e 12º lugares, respectivamente.

Em 2007, prosseguiu nas mesmas categorias, agora pela melhor equipe, a Epsilon Euskadi. Na Italiana, lutou pelo título até o fim, mas perdeu para o finlandês Mika Maki. E na Eurocup ficou em 5º, quando o campeão foi o neo-zelandês Brendon Hartley. O detalhe é que os dois campeões eram seus colegas no programa da Red Bull. Ou seja, teve os resultados mais modestos dos três.

No ano passado, deu uma virada, fazendo uma boa temporada. Disputou a Fórmula 3 Britânica e brigou pelo título intensamente com Hartley, Sergio Perez e Oliver Turvey. Acabou campeão, mas muito mais por demérito dos demais do que por demontrar algum talento inato. Hartley errava demais e Turvey teve muitos problemas mecânicos. A falta de ímpeto do espanhol chamou um tanto a atenção, com ele próprio admitindo que preferia ser regular e chegar em 4º ou 5º do que lutar demais pela vitória. Ganhou fama, pelo menos, de ser um piloto cerebral.

O curioso é que, mesmo sendo campeão, o escolhido da Red Bull para assumir o posto de piloto reserva da Toro Rosso foi Brendon Hartley. Mas circunstâncias ainda não muito esclarecidas fizeram com que o neo-zelandês abdicasse do posto, abrindo caminho para Alguersuari. E de lá pra cá, a Espanha toda faz campanha para que seu pop star assuma um cockpit na Fórmula 1. O que há de fato e o que há de desejo neste movimento ainda não se sabe. Até o final da semana, deveremos ter a resposta.

Outro fator que conta a favor de Jaime é a sua juventude. Não que ter um garoto imberbe no volante vá ser alguma garantia de bom resultado, mas certamente é certeza de manchetes nos jornais. Caso ele dispute o GP da Hungria, quebrará o recorde de Mike Thackwell e passará a ser o mais jovem piloto a já ter largado para uma corrida de Fórmula 1, com 19 anos, cinco meses e três dias. Vinte e seis dias a menos que Thackwell.

Colaborou com este post: Renata, do Fórum Downforce.

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Primeiras vitórias

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divulgação Red Bull

Sebastian Vettel conquistou ontem, na China, a primeira vitória da equipe Red Bull. Curioso é o fato de que o próprio Vettel já havia dado à Toro Rosso, há pouco mais de seis meses, também sua primeira vitória.

Assim, o jovem alemão ingressou no seleto clube dos pilotos que conseguiram a primeira conquista para mais de um construtor. Como ele, Juan Manuel Fangio também conquistou as vitórias de estreia de dois times: Maserati e Mercedes. E existem outros três pilotos que venceram pela primeira vez para três diferentes construtores: Dan Gurney (Porsche, Eagle e Brabham), Jackie Stewart (Matra, March e Tyrrell) e Stirling Moss (Cooper, Lotus e Vanwall).

Confira abaixo a primeira vitória de cada construtor na Fórmula 1:

Construtor Piloto Grande Prêmio
Alfa Romeo Giuseppe Farina GP da Inglaterra/1950
Benetton Gerhard Berger GP do México/1986
BMW Sauber Robert Kubica GP do Canadá/2008
Brabham Dan Gurney GP da França/1964
Brawn Jenson Button GP da Austrália/2009
BRM Jo Bonnier GP da Holanda/1959
Cooper Stirling Moss GP da Argentina/1958
Eagle Dan Gurney GP da Bélgica/1967
Ferrari José Froilan Gonzalez GP da Inglaterra/1951
Hesketh James Hunt GP da Holanda/1975
Honda Richie Ginther GP do México/1965
Jordan Damon Hill GP da Bélgica/1998
Ligier Jacques Laffite GP da Suécia/1977
Lotus Stirling Moss GP de Mônaco/1960
March Jackie Stewart GP da Espanha/1970
Maserati Juan Manuel Fangio GP da Itália/1953
Matra Jackie Stewart GP da Holanda/1968
McLaren Bruce McLaren GP da Bélgica/1968
Mercedes Juan Manuel Fangio GP da França/1954
Penske John Watson GP da Áustria/1976
Porsche Dan Gurney GP da França/1962
Red Bull Sebastian Vettel GP da China/2009
Renault Jean-Pierre Jabouille GP da França/1979
Shadow Alan Jones GP da Áustria/1977
Stewart Johnny Herbert GP da Europa/1999
Toro Rosso Sebastian Vettel GP da Itália/2008
Tyrrell Jackie Stewart GP da Espanha/1971
Vanwall Tony Brooks/Stirling Moss GP da Inglaterra/1957
Williams Clay Regazzoni GP da Inglaterra/1979
Wolf Jody Scheckter GP da Argentina/1977

 

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Mudam os números

Na semana do GP da Austrália, a FIA finalmente enviou a versão final da lista de entrada de pilotos e equipes para 2009. Nela, algumas mudanças com relação à lista previamente divulgada.

Na Ferrari, por solicitação da equipe, Felipe Massa é confirmado como nº 3, com Kimi Raikkonen usando o 4. A mesma inversão de números na Toro Rosso: Sebastian Bourdais é o 11, com o 12 destinado ao novato Buemi.

E a mudança mais inesperada de todas veio na Brawn GP: a FIA a entendeu como uma nova equipe e não mais como uma continuação da Honda. Assim, a equipe não utilizará os 18 e 19 que já tinham inclusive pintado em seus motorhomes. Os números em questão foram destinados à Force India, ficando a ex-Honda com os 20 e 21. Ironicamente, o último número da lista foi destinado a Rubens Barrichello.

Confira abaixo a lista completa:
1. Lewis Hamilton – McLaren Mercedes
2. Heikki Kovalainen – McLaren Mercedes
3. Felipe Massa – Ferrari
4. Kimi Raikkonen – Ferrari
5. Robert Kubica – BMW Sauber
6. Nick Heidfeld – BMW Sauber
7. Fernando Alonso – Renault
8. Nelsinho Piquet – Renault
9. Jarno Trulli – Toyota
10. Timo Glock – Toyota
11. Sebastien Bourdais – Toro Rosso Ferrari
12. Sebastien Buemi – Toro Rosso Ferrari
14. Mark Webber – Red Bull Renault
15. Sebastian Vettel – Red Bull Renault
16. Nico Rosberg – Williams Toyota
17. Kazuki Nakajima – Williams Toyota
18. Adrian Sutil – Force India Mercedes
19. Giancarlo Fisichella – Force India Mercedes
20. Jenson Button – Brawn Mercedes
21. Rubens Barrichello – Brawn Mercedes

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Carros da F1 2009

Agora que finalmente todos os carros foram para a pista juntos em Montmeló, que tal conferir, lado a lado, todos os modelos que vão disputar a temporada 2009 da Fórmula 1?

Fotos: Reprodução/Adrivo

Fotos: Reprodução/Adrivo

Amanhã, meus pitacos sobre os resultados dos testes. É tanta loucura que preciso de um tempo para tentar formular um raciocínio.

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Toro Rosso lança o STR4

Foto: Divulgação/Red Bull

Foto: Divulgação/Red Bull

A Toro Rosso fez hoje, em Montmeló, o lançamento oficial do STR4, modelo com o qual competirá na temporada 2009. Como era de se esperar, o carro é uma versão do RB5 da Red Bull, apenas adaptado para receber os motores Ferrari.

A novidade mesmo ficou por conta da pintura, a primeira mudança em quatro anos de equipe. Pela primeira vez o time exibe logos da Red Bull nas laterais, com o desenho do touro estilizado reduzido. Acabou ainda mais parecido com o modelo da equipe-mãe.

Conseguirá o STR4, nas mãos dos Sebastiões Buemi e Bourdais, superar o seu antecessor, histórico vencedor do GP da Itália de 2008?

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Últimos movimentos

Foto: GEPA Pictures/Divulgação Red Bull

Foto: GEPA Pictures/Divulgação Red Bull

Oficialmente, até ontem a Fórmula 1 só tinha uma vaga em aberto, a de companheiro de Sebastien Buemi na Toro Rosso. E hoje ela se fechou, com a equipe anunciando a permanência de Sebastien Bourdais. Ao que parece, não há mais vagas para a temporada 2009, que deve começar com apenas 18 carros no grid. Mas… será mesmo?

Creio que não. Analisando os movimentos de bastidor, tudo aponta em outra direção. Bernie Ecclestone já usou a imprensa para dizer que 18 carros é um absurdo e que a categoria terá 20 participantes em Melbourne, nem que para isso ele tenha que obrigar McLaren e Ferrari a alinhar um terceiro carro. Bruno Senna abriu mão de sua vaga na iSport para disputar a GP2 alegando que vai dar prioridade à Fórmula 1. Surgiria o brasileiro numa terceira McLaren ou numa Ferrari? Lógico que não.

Bruno sempre teve uma carreira muito bem gerenciada e sabe que, tendo iniciado tarde no automobilismo, perder mais um ano poderia ser fatal para suas pretensões. Ele precisa correr. Na conjuntura atual, ser piloto de testes na Fórmula 1 de nada servirá, pois praticamente não vai andar. Se rompeu seu acordo com a iSport, é porque sabe que vai correr.

E é aqui que entra o meu palpite. Bernie Ecclestone bancará a permanência da ex-Honda na Fórmula 1, que deverá ter Jenson Button e Bruno Senna ao volante. Vale lembrar que a fábrica em Brackley continua operando e que a Honda deixou verba para que a equipe pudesse iniciar o campeonato. Apenas depois da estreia é que ela precisará de um novo aporte financeiro. Mesmo com a crise, Bruno Senna chega à categoria apoiado por patrocinadores do peso como Embratel e Banco Santander. A Petrobras, com planos de lançar uma gasolina de nome “Senna”, pode participar da operação também. A menos que a crise financeira a obrigue a desistir do plano.

De toda forma, ainda há uma peça solta no quebra-cabeça, o tal terceiro carro. E é aí que entra a astúcia de Bernie Ecclestone. Ele tem total interesse em manter a categoria com 20 carros, mas faltam motores para a Honda. Com a ameaça do terceiro carro, ele tem maior poder de barganha com McLaren ou Ferrari. Afinal o que sairá mais barato para uma das equipes: colocar um terceiro carro para correr ou ceder motores a baixo custo para uma terceira equipe?

Em março, Bruno Senna e Jenson Button devem desembarcar em Melbourne para disputar o GP com um carro de motor Ferrari ou Mercedes. E a F1 deverá continuar com 10 equipes, porque assim o onipotente e onipresente Ecclestone deseja.

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Depois de 14 anos, Suíça retorna à F1

Foto: Getty Images/Divulgação Toro Rosso

Foto: Getty Images/Divulgação Toro Rosso

A confirmação de Sebastien Buemi como piloto titular da Toro Rosso em 2009, feita pela equipe anteontem, traz de volta a Suíça para a Fórmula 1, depois de 14 anos. O último piloto do país a disputar uma corrida na categoria havia sido Jean-Deniz Deletraz, que correu por Larousse e Pacific entre 1994 e 1995.

As lembranças que Deletraz deixou na F1, por sinal, são risíveis. Por muitos, é considerado um dos piores pilotos que já surgiram na face da terra. Vejamos: durante os treinos para o GP de Portugal de 1995, o suíço tirou tanto o pé do acelerador para contornar a variante que antecede os esses que deixou seu motor apagar. Na corrida, abandonou depois de 19 voltas, com cãibras nos braços. Largou na última fila em todos os três GPs que disputou, chegou a levar seis segundos do companheiro de equipe e terminou apenas uma corrida. Em último lugar, obviamente.

Mas Deletraz é uma exceção entre os suíços que já passaram pela categoria. Ainda que nunca tenha feito um piloto campeão, o país tem pelo menos dois nomes que fizeram história. Jo Siffert, considerado um dos mais combativos já vistos nas pistas, e Clay Regazzoni, que conquistou cinco vitórias e um vice-campeonato mundial.

Buemi chega credenciado por duas vitórias em duas temporadas de GP2, mas até agora não deu mostras de que seja um fenômeno. Não conquistou nenhum título nas categorias de base, tendo como maiores feitos três vices: na Fórmula BMW em 2005, na Fórmula 3 europeia em 2007 e na GP2 Asia em 2008. Mas como títulos nas categorias de base não são garantia de sucesso na Fórmula 1 – Damon Hill e Jan Magnussen que o digam -, resta esperar para ver o que o rapaz de 20 anos é capaz de fazer. Alguma coisa a Red Bull deve ter visto nele.

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Vettel se despede da Toro Rosso

Foto: GEPA Pictures/Divulgação Red Bull

Foto: GEPA Pictures/Divulgação Red Bull

De mudança para a equipe matriz da Red Bull no ano que vem, Sebastian Vettel preparou para a equipe Toro Rosso uma homenagem de despedida no GP do Brasil. O jovem alemão disputa o final de semana em Interlagos com um capacete comemorativo, aplicando sobre o desenho imagens dele e da equipe com a inscrição italiana “Grazie mille, Toro Rosso”. Em português: “Obrigados mil, Toro Rosso”.

Simpático, criativo e até esteticamente agradável. Pontos para o garoto, que fez história em 2008 ao se tornar o piloto mais jovem a vencer um GP de Fórmula 1. E, além disso, levou uma equipe que um dia foi Minardi ao topo do pódio. Não foi pouca coisa.

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Toro Rosso faz história em Monza


Não bastasse o fato de ter-se tornado a primeira equipe a vencer uma corrida com um motor Ferrari que não a própria Ferrari, a Toro Rosso atingiu outra marca impressionante no GP da Itália. É a primeira equipe italiana, fora a Ferrari, a vencer em Monza em mais de 50 anos.

A última vez em que um carro italiano não-Ferrari venceu no lendário circuito foi em 1956, quando Stirling Moss chegou em primeiro com uma Maserati. De lá para cá, aconteceram outras 50 corridas em Monza, com 30 vitórias de carros britânicos (Benetton, Brabham, BRM, Cooper, Lotus, March, McLaren, Vanwall e Williams), 15 italianos (Ferrari), 3 franceses (Matra e Renault), 1 japonês (Honda) e 1 irlandês (Jordan).

Além disso, desde 1997 não se ouvia o hino italiano no pódio para uma equipe que não a Ferrari. A última ocorrência fora no GP da Alemanha de 1997, quando Gerhard Berger venceu com a Benetton.

Aliás, cabe aqui um esclarecimento. Nascida da britânica Toleman, a Benetton sempre competiu como originária da Grã-Bretanha, de 1986 a 1995. Apenas em 1996 ela transferiu seu registro para competir como italiana, embora sua fábrica ficasse em Enstone, na Inglaterra. Comprada pela Renault em 2000, converteu-se em um time francês.

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Suprema ironia

Me avisam Rafael Favoretto e Prblanco: a pole da Toro Rosso é a primeira de um carro com motor Ferrari, que não uma Ferrari.

A ironia? Aconteceu na Itália.

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Red Bull em Pamplona


Os assíduos Nani e Rafael Barros enviam e-mail para avisar de mais uma ação de marketing da Red Bull. Esta, particularmente, sensacional.

Os energéticos austríacos enviaram para as ruas de Pamplona, na Espanha, um carro de cada uma de suas equipes, em alusão à abertura das tradicionais festas de São Firmino, que se iniciam no próximo final de semana.

Nesta época, touros são soltos no centro histórico da cidade em corridas conhecidas como encierros, cercados por corredores vestidos de branco e vermelho. Ontem, os touros soltos foram outros.

O vídeo abaixo foi feito na plaza de toros, onde sempre terminam os encierros.

Genial.

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De roupa nova


Toro Rosso e Super Aguri estréiam novos macacões em Melbourne. Enquanto o time B da Red Bull abandonou o estilo ousado do ano passado e voltou a um desenho mais tradicional, a equipe japonesa deixou o branco de lado para dar lugar ao azul marinho preto, com detalhes em vermelho. Ficou bonito.
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Do Baú: Bourdais na Arrows


Sebastien Bourdais vem sendo um dos destaques da pré-temporada, fazendo bons tempos nos testes com a Toro Rosso. Tetracampeão da Champ Car, o francês fará neste ano sua estréia na Fórmula 1, mas já teve experiências anteriores na categoria.

Um de seus primeiros contatos aconteceu em 2002, quando ainda era um aspirante ao título da Fórmula 3000. Bourdais assumiu o posto de piloto de testes da Arrows e almejava uma vaga de titular para o ano seguinte. Fez diversos treinos no cockpit laranja, mas o time faliu antes mesmo do final da temporada, deixando o francês à pé e o fazendo rumar para os Estados Unidos. O que veio depois, todo mundo já sabe.

Mas ainda há um detalhe… em 2002, Bourdais testou também por outra equipe da F1. Alguém sabe qual é? Respostas no baú de amanhã.

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Vettel punido


Sebastian Vettel recebeu punição por ter bloqueado um adversário durante o treino de classificação. Absolvido ontem, junto com Lewis Hamilton, pelos incidentes com o Safety Car no Japão, hoje perdeu cinco posições no grid. Cai do 12º para o 17º posto.

O curioso é que o comunicado dos oficiais não faz menção a quem Vettel teria bloqueado. Estranho…

Edit: Fiquei sabendo agora que foi Heikki Kovalainen o piloto atrapalhado. Ah bom.

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