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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSBusca no blog
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Arquivo da tag: Toyota
Mais um capacete especial: Glock

Foto: Divulgação/Toyota
Já que o GP é da Alemanha, mais um alemão preparou um capacete especial para correr em casa. Depois da atrocidade de Nick Heidfeld, agora quem aparece com pintura nova é Timo Glock.
Mas o piloto da Toyota, pelo menos, tem um bom álibi: sua pintura foi desenhada por uma criança de seis anos. Glock preparou um concurso infantil, com centenas de crianças enviando desenhos para ele. Ele escolheu o que julgou melhor e transformou em capacete. Esteticamente questionável, mas simpático pra caramba.
E fica uma pergunta: o que será que Sebastian Vettel aprontará?
Atualização: analisando um detalhe do capacete, abaixo, fica bastante claro que Máximo Bueno está famoso internacionalmente. O garotinho alemão prestou uma homenagem ao colunista do Grande Prêmio, desenhando sua rotunda figura no casco de Timo Glock.

Foto: Divulgação/Toyota
Tags: GP da Alemanha, Timo Glock, Toyota
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O verdadeiro pole position

Foto: Mark Thompson/Getty Images/Divulgação Red Bull
Avaliando os pesos dos carros na classificação, em release divulgado pela FIA hoje pela manhã, fica claro que, se alguém fez um grande treino hoje, este alguém é Sebastian Vettel. O alemãozinho da Red Bull esmerilhou, é um dos carros mais pesados entre os que largam na frente e, mesmo assim, conseguiu a terceira posição no grid. Se conseguir um bom ritmo de corrida nas primeiras voltas e não deixar as Toyotas escaparem, tende a vencer a prova.
Jenson Button é outro que está muito bem na foto. Tem três voltas a menos de combustível que Vettel, mas tem certa vantagem para as Toyotas de Trulli e Glock, os dois mais leves do grid. Olho nele e em Lewis Hamilton, que larga com o mesmo peso do compatriota. A McLaren não é tão confiável quanto a Brawn, mas parece em boa forma para a corrida.
Confira abaixo a relação de pilotos / peso do carro / posição de largada para amanhã.
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Sobre equipes e países…
Sempre achei que a Red Bull fosse registrada junto à FIA como um time austríaco, porém hoje no pódio tocou o hino da Grã-Bretanha. Provavelmente, por sua fábrica em Milton Keynes. Aí pergunto… se a Toyota vencer, toca o hino do Japão ou da Alemanha?
Tags: GP da China, Red Bull, Toyota
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A farra dos difusores
Agora que a FIA liberou geral, começou a farra dos difusores de fundo duplo na Fórmula 1. Pelo que me enviaram por e-mail o João Rodrigues e o Gabriel Nova, a Ferrari andou testando uma versão própria numa pista de aviação na Itália.

Admito que estou bem por fora do noticiário dos últimos dois dias (o motivo vocês saberão perto do GP da Espanha), então se alguém souber a fonte da imagem e quiser avisar, agradecerei. Mas a foto me parece absolutamente verdadeira, sem sinais de manipulação digital.
Sobre o veredito da FIA, não vou entrar no mérito se os difusores duplos ferem o espírito do novo regulamento ou não. Mas o que me pareceu de todo o caso foi que a entidade, mais uma vez, foi contraditória. Se for verdadeira a alegação da Renault de que apresentou esta solução à FIA no final do ano passado e recebeu um “é proibido” como resposta, os comissários não poderiam tê-la considerado legal na Austrália. Mas, em compensação, também não poderia ter proibido ontem depois de ter dado um OK para Brawn, Williams e Toyota.
Exposta a contradição, o veredito seria de toda forma incoerente e prejudicaria alguém. Em vez de prejudicar times com menor orçamento (Williams e Brawn), que provavelmente não poderiam nem competir na China caso tivessem seu carro proibido, abriram uma frente para que as grandes (McLaren, Ferrari) começassem a correr atrás do prejuízo. O problema é que, com as duas dispostas a praticamente refazer seus carros para vencer, a FIA se contradiz novamente: estimula a gastança em tempos de crise.
Não vejo mocinhos nem vilões no caso. Vejo, sim, uma entidade incoerente e atrapalhada.
Atualização: A Ferrari não testou difusor novo nenhum, a foto em questão é uma montagem. O Nickcs acabou de descobrir a foto original aqui.
Tags: Brawn, Ferrari, FIA, Regulamento, Toyota, Williams
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Dando migué

Foto: Reprodução/Grande Prêmio
Lewis Hamilton admitiu hoje, em coletiva, que mentiu aos comissários. Tentou dar neles um verdadeiro “migué”, omitindo a informação de que teria deixado Jarno Trulli passar e deixando o italiano pronto para ser punido, como foi. Porém, o inglês tenta se defender alegando que fez isso orientado por Dave Ryan, diretor esportivo da McLaren, já devidamente afastado do cargo. Mas o fato é que, nessa história, ficou feio para todo mundo.
Ficou feio para Hamilton que, além de ter ficado com imagem de vilão-mentiroso-safado para alguns, ficou com a de mané para outros. Afinal de contas, foi muita estupidez descer do carro, contar a versão correta dos fatos para os jornalistas e depois mentir de forma deslavada aos comissários da corrida. Seria no mínimo inteligente avisar a McLaren: “olha, eu já falei a verdade, não vai colar”. Se não agiu de má-fé, foi burro. Tentou ser esperto e acabou como malandro-otário. O garoto é jovem, é perdoável. Mas não dá para negar que Hamilton já se envolveu em confusões proporcionais a seu talento, em muito pouco tempo de Fórmula 1. Sua imagem está ficando desgastada cedo demais.
Ficou péssimo para a McLaren. Com a reputação manchada desde o episódio da espionagem em 2007, mais uma vez passou a impressão de equipe desonesta. Feriu um dos princípios mais nobres do esporte, que é o fair play. É claro que não há santinhos na Fórmula 1, mas a mentira da forma como aconteceu foi um jogo sujo, baixo. E a equipe pode levar um gancho mais sério da FIA, embora não acredite que vá acontecer.
E, por fim, ficou ainda mais feio para a trapalhona FIA. Como os comissários julgam a desclassificação de um piloto baseado apenas no testemunho de Hamilton? O que Trulli disse não foi considerado por quê? Por que não avaliaram a telemetria da McLaren e da Toyota? Por que não ouviram a fita antes? Como, com duzentas câmeras espalhadas num perímetro de menos de cinco quilômetros e mais de uma câmera onboard em cada carro, não conseguiram captar o incidente e julgar de forma adequada? Tomaram uma decisão apressada, errada e sem subsídios adequados para tal.
É preciso mais seriedade, de todas as partes. No fim das contas, todos agiram como moleques. E fizeram de manés aqueles que ficam nas arquibancadas, nas poltronas e nos sofás. E, que no fim das contas, são a razão desses moleques existirem.
Conversa entre Lewis e McLaren
Tradução capellesca do diálogo entre Lewis e McLaren após o incidente com Jarno Trulli no GP da Austrália. Alguns trechos técnicos do diálogo foram suprimidos, por não serem relevantes (coisas como “freios frios, aqueça”).
Lewis Hamilton: A Toyota saiu da pista na segunda curva… isso está certo?
McLaren: Entendido, Lewis. Vamos confirmar e damos retorno a você.
Lewis: Ele estava fora da pista. Ele saiu.
McLaren: Lewis, você deve deixar a Toyota passar. Deixe passar agora.
Lewis: OK.
Lewis: Ele ficou lento, bem na minha frente.
McLaren: OK, Lewis. Fique atento, fique atento. Ele vai ultrapassá-lo. Estamos falando com Charlie [Whiting, diretor de prova].
Lewis: Eu já o deixei passar.
McLaren: OK, Lewis. Está certo. Está certo. Mantenha a posição, mantenha a posição.
Lewis: Diga a Charlie que eu o ultrapassei, mas já o deixei passar.
McLaren: Entendido. Estamos checando. (…)
Lewis: Eu não tenho que deixá-lo passar, eu deveria assumir essa posição novamente, se ele cometeu um erro.
McLaren: Sim, a gente entendeu, Lewis. Apenas faça de acordo com a regra. Estamos perguntando a Charlie agora. Você está em quarto lugar. Mantenha esta posição, apenas fique próximo.
(…)
Lewis: Alguma notícia de Charlie, posso pegar a posição de volta ou não?
McLaren: Ainda aguardando resposta, Lewis. Ainda aguardando.
(…)
McLaren: OK, Lewis, esta é a última volta da corrida. Ao final da volta o Safety Car vai entrar nos boxes, apenas cruze a linha sem ultrapassar, sem ultrapassar. Nós estamos vendo este caso do Trulli, mas apenas mantenha sua posição.
O que se pode entender: Lewis estava querendo o terceiro lugar, pois achava que tinha direito à posição. Mas deixou Trulli passar por recomendação da equipe. O problema é que a desclassificação não veio baseada neste diálogo, mas sim na mentira que Lewis teria contado aos comissários ao final da corrida, que entraria em contradição com o que realmente ocorreu.
O que eu acho muito estranho é o fato de Hamilton mentir para os comissários, como eles alegam, sabendo que existem gravações do rádio disponíveis. E outra: por que, depois da corrida, Lewis falou abertamente a jornalistas que deixou Trulli passar por um pedido da equipe? Se ele mentiu aos comissários, seria lógico que mantivesse a mentira em público.
Muito, muito estranha esta história toda.
Dois erros não fazem um acerto

Foto: Divulgação/Bridgestone
A máxima é antiga e inspira-se no contrário das propriedades da multiplicação na matemática, que diz que “menos com menos, dá mais”. Mas é fato que na vida real dois erros não fazem um acerto e a FIA parece não prestar muita atenção nisso.
Hoje, a entidade mais atrapalhada do automobilismo mundial anunciou uma inversão nas punições no GP da Austrália. Jarno Trulli teve sua pena de 25 segundos cancelada e voltou ao pódio, recuperando seus seis pontos. Até aí, tudo bem, nada mais justo dados os novos indícios que surgiram durante a semana e que ajudaram a compreender melhor o acontecido. O problema é que, não satisfeitos, resolveram eleger um culpado. Um não, dois: Lewis Hamilton e McLaren foram “banidos” da prova e tiveram suas posições retiradas.
Por mais que a FIA diga que analisou as conversas de rádio, não acredito que nelas pudesse haver algum indício que a McLaren agiu de má-fé quando recomendou que Hamilton devolvesse a posição a Trulli. Teria o engenheiro dito pelo rádio: “deixa e trouxa passar e vamos forçar uma desqualificação”? Lógico que não. E duvido que haja alguma conversa que aponte, ainda que indiretamente, num direção assim. Seria uma estratégia tão absurda que não merece sequer ser comentada.
A McLaren errou, e feio, ao ter silenciado quando a Toyota foi punida. Se realmente Lewis e McLaren cederam a posição numa atitude de fair play, jogaram todo o jogo limpo para o espaço quando viram a adversária ser desclassificada e nada fizeram para esclarecer o caso. E talvez esta atitude contraditória, quase um fair-play-pero-no-mucho, é que tenha gerado a punição. Mas fica esquisito pra caramba desclassificar alguém por isso. Uma multa, uma advertência, ainda vá. Até porque todo o imbróglio só aconteceu porque nenhum fiscal ou comissário – contratados pela própria FIA – conseguiu entender o que tinha acontecido. E nem as câmeras de televisão – controladas pela FOM, parceira carnal da FIA – conseguiram flagar o incidente.
Em última instância, a McLaren paga pela incompetência da entidade em administrar suas próprias competições. Culpam a equipe por “conduta enganosa”, quando tudo o que aconteceu foi bastante evidente, com todas as dúvidas geradas apenas pelo problema de cobertura de televisão e de cegueira de comissários. Em 2009, de erros em erros, de menos em menos, a FIA vem se esforçando cada vez mais para multiplicar a confusão.
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Atualização: A FIA acaba de divulgar em seu site o áudio e a transcrição da conversa de rádio entre Lewis e a McLaren durante o GP da Austrália. Com ela, fica evidente que Lewis realmente devolveu a posição.
Louvável a transparência da FIA em divulgar esta evidência, mas ela não é muito diferente do que já se sabia. O que justificaria a punição seria o fato de Lewis ter negado aos comissários, em conversa posterior à corrida, que tenha deixado Trulli ultrapassar. O problema é que isso não está gravado e não foi divulgado. Transparência pela metade não resolve a questão como um todo.
Trunfo das Equipes (14/16): Toyota e Hesketh
As cartas de hoje trazem duas equipes contrastantes. Uma é a metódica japonesa Toyota, que leva a Fórmula 1 muito a sério, já tem vida relativamente longa na categoria e nenhuma vitória. A outra é a excêntrica britânica Hesketh, que não levava nada a sério e teve uma vida curta, mas coroada por uma gloriosa vitória no GP da Holanda de 1975.
Faltam apenas quatro cartas… por eliminação, você já consegue supor quais são?
Carros da F1 2009
Agora que finalmente todos os carros foram para a pista juntos em Montmeló, que tal conferir, lado a lado, todos os modelos que vão disputar a temporada 2009 da Fórmula 1?

Fotos: Reprodução/Adrivo
Amanhã, meus pitacos sobre os resultados dos testes. É tanta loucura que preciso de um tempo para tentar formular um raciocínio.
Tags: BMW, Brawn, Ferrari, Force India, McLaren, Red Bull, Renault, Toro Rosso, Toyota, Williams
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Glock com nova pintura

Fotos: Montagem/Divulgação Toyota
O Hugo Cortes me corrigiu prontamente, e com razão. Eu é que não tinha percebido, Timo Glock apresentou ontem uma nova pintura em seu capacete. A nova, à direita, traz um laranja no fundo, em substituição ao vermelho, e novos detalhes em preto.
Nunca achei o capacete dele bonito, mas achei que ficou pior. Se já tinha uma profusão ímpar de elementos, acabou ficando ainda mais poluído.
Tags: Timo Glock, Toyota
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Comparativo Toyota: TF108 x TF109

Foto: Montagem/Divulgação Toyota
Há quem prefira os modelos rebuscados que tiveram seu auge em 2008, mas não escondo minha clara preferência pela aerodinâmica limpa desta temporada. Como ponto negativo, os aerofólios, que são realmente desproporcionais.
Tags: Toyota
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Toyota apresenta novo carro

Foto: Divulgação/Toyota
Insossa como sempre, a Toyota apresentou hoje seu novo modelo, o TF109. O desenho do carro se assemelha muito ao da Ferrari, e deve ser assim em praticamente todos os carros da temporada. As restrições aerodinâmicas impostas por Max Mosley são tantas que ficam todos assim, cara de um, focinho de outro. O bico, ao menos, é mais afilado.
Sei que a preocupação é desimportante, mas me incomoda ver essa mesma pintura há tantos anos. Será que não estava na hora da Toyota dar uma renovada? Sempre o mesmo visual, pela oitava temporada consecutiva. Mudanças sutis nos ângulos e nos volumes das pinceladas, e só.
Não sei se é pela pintura, pelos poucos resultados ou pelos pilotos… mas a Toyota me parece uma equipe sem alma. Alguém mais sente isso?
Tags: Toyota
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Rapidinhas – GP do Brasil

Foto: Reprodução Adrivo.com
- Faltam palavras para descrever a loucura que foi este final de campeonato. Uma corrida maluca, com chuva e sol, com variáveis para lá e para cá e com uma última volta de tirar o fôlego. Se até ontem utilizava-se a expressão “campeonato disputado até a última curva” apenas como figura de linguagem, neste 2 de novembro de 2008 ela pode ser compreendida em seu sentido literal. Me arrisco a dizer que nunca mais haverá uma decisão como esta.
- Que corrida fez Felipe Massa! Confirmou o favoritismo, andou bem no seco e no molhado, foi soberano durante todo o tempo. Foi competente e venceu, mas infelizmente apenas a competência não mais lhe bastava. Era necessário um tanto de sorte e ela quase sorriu a ele. Faltou pouco.
- O resultado da corrida, apesar da vitória de Felipe, foi muito dolorido para a torcida brasileira e para a equipe Ferrari. A menos de 10 voltas do fim já se tinha consciência de que o título estava nas mãos de Lewis Hamilton, apenas algum acontecimento fantástico poderia reverter o resultado. E eis que ele aconteceu, com uma pancada de chuva que embaralhou as coisas.
- E tal pancada, que tornou a final do campeonato a mais emocionante da história, foi o que trouxe à vitória de Felipe Massa um travo amargo. Por minutos, passou a sensação de que o impossível tornava-se novamente possível. E a última curva da última volta devolveu Felipe e seus pares à dura realidade. É um tipo de coisa que não se faz.
- O clima no pódio era o mais estranho possível. Um misto de alegria e decepção, uma felicidade não-completa, um choro contido nos olhos de Felipe Massa.
- A decepção dói, mas tenho certeza de que o brasileiro vai mais forte do que nunca para o campeonato do ano que vem. Aprende-se nas vitórias e também nas derrotas e uma derrota bonita como a de hoje só servirá de estímulo para que Felipe torne-se um piloto ainda mais completo do que já é.
- Lewis Hamilton, coroado o novo campeão por apenas um ponto de vantagem, tem todos os méritos pela conquista. Se chegou a Interlagos na liderança com alguma folga é porque o fez por merecer. Ganhou corridas importantes – como a de Mônaco – e cometeu, junto com a McLaren, menos erros do que Felipe e a Ferrari. Foi excessivamente cauteloso em Interlagos e por muito pouco não perdeu o campeonato, mas fez o certo. Não havia motivos para correr riscos e o inglês fez uma corrida fria, como devem fazer os grandes campeões.
- Timo Glock, o fiel da balança do campeonato de 2008, não tem culpas pelo acontecido. E nem a Toyota, antes que surja uma nova teoria da conspiração. Com pneus para seco na chuva que aumentava, ficava muito difícil tracionar, principalmente na curva da Junção. Somente ele e seu companheiro Jarno Trulli não trocaram pneus e ambos fizeram uma volta no ritmo de 1’44 no final da corrida. Não há combinação que permita tão perfeita sincronia. Ambos perderam posições na última volta. Glock caiu de 4º para 6º, Trulli de 7º para 8º.
- Fernando Alonso, segundo, comprovou mais uma vez o crescimento da Renault e mostra que será um duro adversário para o próximo campeonato. Com Alonso na briga, a disputa fica mais difícil para todos. A temporada 2009 se abre com pelo menos quatro fortes candidatos ao título.
- Kimi Raikkonen, terceiro colocado sonolento durante a temporada 2008, deve voltar à briga no ano que vem. Felipe não terá vida fácil dentro da Ferrari.
- Sebastian Vettel, que chegou em quarto e que por muito pouco não foi alçado ao posto de herói da torcida brasileira por ultrapassar Hamilton no final, encerrou o campeonato em grande estilo com um belíssimo quarto lugar. E torna-se uma incógnita para a próxima temporada: terá na Red Bull as mesmas condições de brigar pela liderança como tem na surpreendente Toro Rosso?
- Jarno Truli, oitavo, foi o cavalo paraguaio da corrida. Fez uma grande classificação, manteve-se em segundo depois da largada e se perdeu depois do primeiro pit stop. Rodou na curva do Sol e desapareceu.
- BMW termina pela primeira vez no ano uma corrida fora da zona dos pontos, quebrando uma seqüência recorde de 34 corridas pontuando. Somente a Ferrari conseguiu mais pontos consecutivos em toda a história. Os bávaros perderam muito rendimento no final da temporada, estranhamente.
- Nelsinho Piquet rodou logo na largada e deu adeus à corrida. Rubens Barrichello pode ter dado adeus à F1 com uma corrida pra lá de discreta. Não andou bem e chegou em 15º, inclusive atrás de seu companheiro Jenson Button.
- Palmas para Lewis Hamilton, o mais jovem campeão da história da Fórmula 1. E palmas também para Felipe Massa, que fez um grande campeonato e tirou de si quaisquer dúvidas que pudessem haver sobre suas capacidades. Se não foi campeão, foi por detalhe.
- Porém, não se pode colocar toda a culpa da derrota na Ferrari. Sim, a equipe errou com a mangueira em Cingapura, errou também com o motor estourado a poucas voltas do fim na Hungria. Mas Felipe também errou na Malásia ao rodar sozinho e abandonar, assim como também deixou de marcar pontos em Silverstone em uma corrida bizarra, na qual rodou feito pião.
- A Fórmula 1, apesar do grande enfoque no Mundial de Pilotos, é um campeonato de equipe. Ou pelo menos até hoje não tive notícia de um piloto que fabricasse, preparasse e colocasse sozinho um carro na pista. Ganha-se junto e perde-se junto. “Eu acertei, eles erraram” é um pensamento que não se aplica a qualquer esporte coletivo. Felipe e Ferrari formaram um conjunto vencedor em 2008, mas não o suficiente para o campeonato.
- Lewis Hamilton e McLaren, se não foram um conjunto perfeito, pelo menos foram suficientemente melhores do que a Ferrari. A equipe e o piloto inglês também cometeram erros, mas em menor grau do que os italianos. No final das contas, foi o título de quem cometeu menos erros capitais. Quebras, por exemplo, Hamilton não enfrentou nenhuma. Isso, no final, fez diferença.
- No final das contas, ganharam todos os fãs do esporte. Final emocionante para o mundial mais disputado da história.

Depois de três anos, Toyota volta à 1ª fila

Foto: Divulgação Toyota
O segundo lugar no grid obtido por Jarno Trulli para o GP do Brasil foi muito comemorado pela equipe Toyota. Também, não é para menos. Desde o GP do Japão de 2005, com Ralf Schumacher, o time japonês não conseguia colocar um de seus carros entre os dois primeiros num grid de largada.
O resultado é a comprovação do renascimento da Toyota. Na Fórmula 1 desde 2002, gastando os tubos, a equipe não vem bem desde 2005, sua melhor temporada até aqui. Naquele ano, o time conquistou duas pole positions, subiu cinco vezes ao pódio e terminou o Mundial de Construtores em quarto lugar. De lá para cá, só decepções, brigas e cobranças, até a redenção em 2008.
Timo Glock foi segundo colocado na Hungria, Jarno Trulli foi terceiro na França e o time está em quinto na classificação geral. Não tem mais chances matemáticas de ultrapassar a Renault e terminará a temporada nesta posição, mas o segundo posto no grid da corrida em Interlagos é um encerramento perfeito para um ano de recuperação. Com a mudança de regulamento, pode ser uma equipe difícil de ser batida na próxima temporada. Apesar das seguidas mostras de ineficiência técnica e problemas políticos, a Toyota parece estar entrando no rumo certo. Bem diferente de sua rival Honda.
Tags: GP do Brasil, Jarno Trulli, Toyota
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Toyota de Luto

A Toyota corre enlutada em Magny-Cours. Em homenagem a Ove Andersson, ex-dirigente da equipe, morto semana passada em um acidente de rali, o time aplicou uma tarja preta em diagonal na altura do cockpit de seus carros.
Uma simples, porém bonita reverência.
Tags: GP da França, Toyota
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Clones e mais clones

O amigo Alex Grün, que anda sofrendo de dupla personalidade bloguística enquanto substitui Rafael Lopes no Voando Baixo agora em janeiro, mandou e-mail alertando para as calotas dianteiras da Toyota.
Confesso que não tinha notado, mas reparem: é uma cópia fiel da inovação implantada pela Ferrari no ano passado. Mas como a Ferrari também copiou a asa dianteira da Toyota de 2007, as acusações terminam em empate técnico.
Tags: Ferrari, Toyota
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