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Ivan Capelli não é um ex-piloto de Fórmula 1, embora o nome sugira isso. É um jornalista não-praticante gaúcho que adora dar pitaco em diversos assuntos, principalmente automobilismo. Escreve sobre Fórmula 1 na Internet desde 1998, tendo sido um dos primeiros a fazer isso no Brasil. Desde 2003 colabora com o site Grande Prêmio. Já escreveu também para o site GP Total e foi o responsável pela tradução do GP Guide, Bíblia da F1, para o português brasileiro. Fundou e assina matérias para a Revista Warm Up. Também quebra galhos como ilustrador picareta. Mas faz tudo isso por gosto pelas corridas, já que sua atividade principal é como gestor em uma empresa de Tecnologia da Informação. No fim das contas, não sabe nada de nada, mas parece que engana muito bem. SIGA NO TWITTER ASSINE O RSSBusca no blog
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Arquivo da tag: Tyrrell
Bem-vinda, Pirelli!

Na semana que passou, as equipes de Fórmula 1 ficaram em Abu Dhabi para iniciar os testes de pneus visando a temporada 2010. A grande novidade é a troca do fornecedor de pneus: depois de 13 anos, sai de cena a Bridgestone para dar lugar à italiana Pirelli.
Não há como negar que ver um carro de F1 com pneus Pirelli traz à tona um certo saudosismo. O retorno da marca deve ser saudado, ainda que não aconteça da forma como se gostaria. Competição entre diferentes marcas é sempre mais divertido e traz uma variável a mais às corridas. Mas dessa vez não será assim: a Pirelli fornecerá pneus para todos os times, o que de certa forma impedirá que brote uma simpatia parecida com a dos anos 80.
Simpatia porque, durante sua participação entre 1984 e 1991, os pneus Pirelli eram adotados pelas equipes menores e, por causa de algumas zebras, ficaram conhecidos como “os que duravam mais”. Não que tal durabilidade fosse uma verdade absoluta, mas a fama se fez coerente durante o GP do México de 1986, quando a surpreendente Benetton de Gerhard Berger ganhou a corrida, dando um banho nos pneus Goodyear, que calçavam as principais equipes. O susto causado pela vitória de Berger foi tamanho que, para a decisão do título na Austrália, a concorrente resolveu ceder às equipes compostos ainda não suficientemente testados. O fiasco foi grande, Keke Rosberg e Nigel Mansell tiveram pneus estourados em plena corrida e o título caiu no colo de Alain Prost. Que, por sinal, já tinha sofrido um furo num pneu logo no começo da prova. Indiretamente, a Pirelli decidiu aquele campeonato.
Outro grande momento da Pirelli aconteceu no GP dos Estados Unidos de 1990, quando seus compostos se acertaram melhor ao circuito de rua de Phoenix, na abertura da temporada. O saldo disso foi um grid de largada completamente maluco, com uma Minardi na primeira fila, uma Dallara na segunda e – pasme – uma Osella na oitava colocação. Na corrida, o show ficou por conta de outra equipe calçada com Pirellis: a Tyrrell. Jean Alesi, que fazia apenas sua nona corrida de Fórmula 1, assumiu a ponta na largada e travou um duelo espetacular com Ayrton Senna no decorrer da prova. A bordo da poderosa McLaren, Senna acabou levando a vitória, mas Alesi chegou num brilhante e comemorado segundo lugar.
As poucas glórias da Pirelli neste seu segundo período na Fórmula 1 – o primeiro, nos anos 50, foi mais relevante, recheado de vitórias e títulos – estão, também, diretamente associadas ao Brasil. Das três vitórias conquistadas, duas foram de Nelson Piquet. A primeira, no GP da França de 1985. Por sinal, a última vez que uma Brabham chegou em primeiro. E, no GP do Canadá de 1991, a derradeira conquista de Piquet na F1. Nessa temporada, inclusive, a equipe Benetton tinha uma dupla de pilotos brasileira: Piquet e Moreno. Tal fato levou a Pirelli a fazer um belo comercial, comemorando o momento histórico.
Ao final daquela temporada, no entanto, os italianos deixaram a Fórmula 1. Mas, com os giros desse mundo no espaço sem fim – como diz a canção de Jimmy Fontana que ilustra a propaganda -, estão de volta 20 anos depois. O que, vindo de quem tem a sensibilidade de fazer um anúncio desses, é uma boa notícia.
Primeiras vitórias

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divulgação Red Bull
Sebastian Vettel conquistou ontem, na China, a primeira vitória da equipe Red Bull. Curioso é o fato de que o próprio Vettel já havia dado à Toro Rosso, há pouco mais de seis meses, também sua primeira vitória.
Assim, o jovem alemão ingressou no seleto clube dos pilotos que conseguiram a primeira conquista para mais de um construtor. Como ele, Juan Manuel Fangio também conquistou as vitórias de estreia de dois times: Maserati e Mercedes. E existem outros três pilotos que venceram pela primeira vez para três diferentes construtores: Dan Gurney (Porsche, Eagle e Brabham), Jackie Stewart (Matra, March e Tyrrell) e Stirling Moss (Cooper, Lotus e Vanwall).
Confira abaixo a primeira vitória de cada construtor na Fórmula 1:
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Trunfo das Equipes: Tyrrell e Lola/Larrousse
Sim, os trunfos estão de volta, conforme prometido. Dessa vez, com cards das principais equipes dos quase 60 anos da Fórmula 1. Na estréia, Tyrrell e Lola/Larrousse. Para deixar o jogo mais abrangente possível, algumas equipes que trocaram de dono ou de nome no meio do caminho tiveram seus resultados unidos, como Lola-Larrousse, March-Leyton House e Arrows-Footwork.
Espero que todos se divirtam. Todo dia, agora, um novo par de cartas para colecionar. E lembrando: clicou na cartinha, abriu uma figura maior.
Tags: Larrousse, Lola, Trunfo das Equipes, Tyrrell
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Imagens da F1 – anos 70

Foto: Antônio Carlos Bacchieri Duarte
Recebo do Daniel Bacchieri um material de primeira qualidade e de dimensão histórica. Seu pai, Antônio Carlos Bacchieri Duarte, acompanhou três GPs da Argentina entre 1972 e 1974 nos boxes e produziu mais de 180 imagens, como esta que ilustra o post.
O Daniel fez a gentileza de digitalizar todo o acervo e publicar em seu álbum no Flickr, compartilhando com o mundo imagens até então inéditas de gênios, como Emerson Fittipaldi e Jackie Stewart, e de carros históricos, como a Lotus 72, Tyrrell 005 e McLaren M23.
Espetacular.
Pela volta da Tyrrell

Foto: Arquivo
Hoje, num debate que acompanhava entre a turma do Fórum Downforce, surgiu uma ideia que achei muito interessante. Por que os novos donos da Honda, se existirem, não rebatizam a equipe com seu nome original, Tyrrell?
Pela ordem: A Tyrrell Racing Organisation surgiu no final dos anos 60 e foi, por cerca de 40 anos, um dos grandes nomes da Fórmula 1. Teve seu apogeu nos anos 70, com os títulos mundiais de Jackie Stewart, mas também marcou época com o famoso modelo de seis rodas e teve grandes pilotos em seus cockpits, como Ronnie Peterson, Patrick Depailler e Jody Scheckter. Com a invasão dos turbos, no começo da década de 80, a Tyrrell sucumbiu. Crises técnicas, falta de patrocínio e sucessivos maus resultados foram jogando a equipe cada vez mais para trás do grid. Com Jean Alesi ao volante de um revolucionário carro de Harvey Postlethwaite, o time teve seus últimos grandes resultados em 1990, até voltar à espiral de decadência que levou Ken Tyrrell a vender seu time, em 1998. E é aí que começa uma história ainda mais inglória.
Em 1999, a tabaqueira British American Tobacco assumiu a Tyrrell, rebatizando-a de BAR. Fizeram muito alarde contratando o campeão mundial Jacques Villeneuve, investiram pesado, mas os resultados simplesmente não apareceram. A BAR existiu por sete temporadas, mas tratou-se sempre de uma equipe sem identidade marcante, rica e distante, e o principal: sem glórias. Em nada honrou o passado do time que lhe deu origem.
Em fins de 2005, com a proibição da propaganda tabagista na Fórmula 1, a BAT viu por bem encerrar sua participação na categoria, vendendo o time para a Honda, fornecedora de motores da BAR. E os japoneses conseguiram fazer um papel de Midas às avessas, relegando uma equipe que ao menos aspirava pódios em habitué do fim do pelotão. Como fora a Tyrrell em seus últimos dias.
Pois agora, com a saída da Honda em sua mais recente e atrapalhada passagem pela F1, por que os novos donos, se aparecerem, não investem na história da Tyrrell? Pode ser uma grande oportunidade de gerar mídia espontânea, empatia com torcedores, honrar e homenagear o passado da categoria num momento de crise aguda. Imagino o arrepio entre os torcedores mais antigos ao verem um carro azul marinho rasgando as retas de Silverstone.
Está aí uma ideia simples e perfeitamente aplicável. Talvez seja necessário pagar direitos de uso para os donos do nome Tyrrell, mas não enxergo nisso um grande empecilho. Enfim… por que não?
O amigo Gustavo Lucena fez outro texto defendendo a mesma ideia. É preciso registrar-se para ler, mas é rápido, grátis e vale a pena.
Tags: Honda, Tyrrell
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Do Baú: Herbert na Tyrrell

Três voltas. Foi tudo o que durou a meteórica passagem de Johnny Herbert pela equipe Tyrrell. Justamente por isso, pouca gente lembra do fato.
Herbert estreou na Fórmula 1 em 1989, pela Benetton, mas ainda estava em processo de recuperação de graves fraturas nas pernas, sofridas no final do ano anterior, numa corrida de Fórmula 3000 em Brands Hatch. Apesar da boa corrida inicial em Jacarepaguá, chegando em quarto lugar, nas etapas seguintes tornou-se bastante claro que o britânico ainda não tinha condições físicas de disputar um Grande Prêmio adequadamente. A gota d’água foi a não-classificação para o grid de largada no Canadá. A equipe decidiu afastá-lo para que pudesse se recuperar adequadamente, substituindo-o pelo italiano Emanuelle Pirro.
Enquanto Herbert convalescia, Jean Alesi disputava simultaneamente os campeonatos de Fórmula 1 (pela Tyrrell) e de Fórmula 3000 (pela Jordan). Os titulares da equipe no começo da temporada eram Jonathan Palmer e Michele Alboreto, mas divergências entre Ken Tyrrell e o piloto italiano acabaram por afastá-lo do time. A Camel apareceu com uma substancial quantia em dinheiro, pintou as laterais do tradicional carro azul de amarelo e colocou Jean Alesi em um dos cockpits a partir do GP da França.
Mas Alesi liderava o campeonato de F3000 e não quis abandonar o certame, passando a disputar as categorias em paralelo. Porém, havia três conflitos de data. O GP da Bélgica de F1 batia com o GP de Birmingham de F3000. O de Portugal batia com Le Mans e o GP do Japão de F1 aconteceria no mesmo dia do encerramento da outra categoria, em Dijon. Assim, ficou combinado que Alesi priorizaria a F3000, precisando a Tyrrell substituí-lo em três etapas.
Foi aí que surgiu o nome de Johnny Herbert. A Benetton bancou sua participação pela Tyrrell com uma condição: que pudesse correr com o macacão verde da equipe. Condição aceita e Hebert retornou às pistas na Bélgica, mas sua participação não durou mais que três voltas. Numa corrida chuvosa e confusa, o inglês rodou e abandonou. Teve nova chance no Estoril, mas não conseguiu vaga entre os 26 do grid.
A terceira chance, no entanto, não aconteceu. Alesi havia garantido o título da F3000 por antecipação em Le Mans e abriu mão de participar da corrida de Dijon, disputando normalmente o GP do Japão. Herbert retornaria à F1 apenas no final de 1990, substituindo o acidentado Martin Donnely na Lotus nos GPs do Japão e da Austrália.
Tags: Benetton, Jean Alesi, Johnny Herbert, Tyrrell
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