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Bem-vinda, Pirelli!

Na semana que passou, as equipes de Fórmula 1 ficaram em Abu Dhabi para iniciar os testes de pneus visando a temporada 2010. A grande novidade é a troca do fornecedor de pneus: depois de 13 anos, sai de cena a Bridgestone para dar lugar à italiana Pirelli.

Não há como negar que ver um carro de F1 com pneus Pirelli traz à tona um certo saudosismo. O retorno da marca deve ser saudado, ainda que não aconteça da forma como se gostaria. Competição entre diferentes marcas é sempre mais divertido e traz uma variável a mais às corridas. Mas dessa vez não será assim: a Pirelli fornecerá pneus para todos os times, o que de certa forma impedirá que brote uma simpatia parecida com a dos anos 80.

Simpatia porque, durante sua participação entre 1984 e 1991, os pneus Pirelli eram adotados pelas equipes menores e, por causa de algumas zebras, ficaram conhecidos como “os que duravam mais”. Não que tal durabilidade fosse uma verdade absoluta, mas a fama se fez coerente durante o GP do México de 1986, quando a surpreendente Benetton de Gerhard Berger ganhou a corrida, dando um banho nos pneus Goodyear, que calçavam as principais equipes. O susto causado pela vitória de Berger foi tamanho que, para a decisão do título na Austrália, a concorrente resolveu ceder às equipes compostos ainda não suficientemente testados. O fiasco foi grande, Keke Rosberg e Nigel Mansell tiveram pneus estourados em plena corrida e o título caiu no colo de Alain Prost. Que, por sinal, já tinha sofrido um furo num pneu logo no começo da prova. Indiretamente, a Pirelli decidiu aquele campeonato.

Outro grande momento da Pirelli aconteceu no GP dos Estados Unidos de 1990, quando seus compostos se acertaram melhor ao circuito de rua de Phoenix, na abertura da temporada. O saldo disso foi um grid de largada completamente maluco, com uma Minardi na primeira fila, uma Dallara na segunda e – pasme – uma Osella na oitava colocação. Na corrida, o show ficou por conta de outra equipe calçada com Pirellis: a Tyrrell. Jean Alesi, que fazia apenas sua nona corrida de Fórmula 1, assumiu a ponta na largada e travou um duelo espetacular com Ayrton Senna no decorrer da prova. A bordo da poderosa McLaren, Senna acabou levando a vitória, mas Alesi chegou num brilhante e comemorado segundo lugar.

As poucas glórias da Pirelli neste seu segundo período na Fórmula 1 – o primeiro, nos anos 50, foi mais relevante, recheado de vitórias e títulos – estão, também, diretamente associadas ao Brasil. Das três vitórias conquistadas, duas foram de Nelson Piquet. A primeira, no GP da França de 1985. Por sinal, a última vez que uma Brabham chegou em primeiro. E, no GP do Canadá de 1991, a derradeira conquista de Piquet na F1. Nessa temporada, inclusive, a equipe Benetton tinha uma dupla de pilotos brasileira: Piquet e Moreno. Tal fato levou a Pirelli a fazer um belo comercial, comemorando o momento histórico.

Ao final daquela temporada, no entanto, os italianos deixaram a Fórmula 1. Mas, com os giros desse mundo no espaço sem fim – como diz a canção de Jimmy Fontana que ilustra a propaganda -, estão de volta 20 anos depois. O que, vindo de quem tem a sensibilidade de fazer um anúncio desses, é uma boa notícia.

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Pergunte ao Capelli: 2ª edição

P: Tostines é fresquinho porque vende mais ou vende mais pq é fresquinho?
R: Nada disso. É fresquinho porque dá o biscoito.

P: O que você acha da regra que obriga os pilotos a fazerem troca de pneus, alternando compostos?
R: Idiota.

P: De todos os capacetes que ja apareceram na f1, qual o seu preferido?
R: Gosto muito de desenhos mais simples e limpos, como do Senna, do Prost e do Mansell. O do inglês, particularmente, era espetacular.

P: O que estará escrito em seu epitáfio?
R: “Eu não era o ex-piloto Ivan Capelli, cacete!”

P: Capelli, vc acha que a USF1 vai correr próximo ano?
R: Não. Mas quase sempre eu erro…

P: Tô sem imaginação pra uma pergunta… fala qualquer besteira aí que agradeço rs
R: Em briga de saci, pontapé é voadora.

P: Capelli, o McLaren MP4-10 (não sei se o “puro”, o B, ou o C), com aquele pequeno segundo aerofólio traseiro, pode ser considerado o primeiro “carro-bigorna” da história da F1? (chicocougo)
R: Mais ou menos… ali o objetivo era outro. Parece que aquela asa objetivava mais jogar ar de volta para dentro do motor (a carenagem tinha um buraco ali embaixo) do que criar mais downforce.

P: Será que com o fim dos reabastecimentos as corridas vão seguir com disputas por posição (inclusive na frente) ou depois de algumas voltas vão virar o desfile que vêm sendo há alguns anos?
R: Eu acho que vão seguir com disputas, porque o comportamento dos carros vai variar. Talvez determinada equipe ande melhor no começo, com tanque cheio e outra ande melhor no final, com tanque vazio.

P: Capelli, houve alguma dobradinha entre dois dois pilotos do mesmo país e da mesma equipe fora aquela do Piquet e do Moreno em 1990, no GP do Japão, na corrida do bicampeonato do Senna?
R: Sim… vários italianos nos anos 50 (Alfa, Ferrari), ingleses nos 60 (Lotus) e franceses nos 70/80 (Renault e Ligier). De 1990 pra cá é que não lembro de cabeça.

P: Por que a Williams correu sem o patrocínio da Camel do GP Brasil de 1991?
R: Tinha o patrocínio, mas só na frente do carro. Depois a Camel comprou também as laterais que estavam vagas.

P: Qual foi a primeira corrida inteira que você lembra de cabeça?
R: Acho que foi o GP da Alemanha de 1986, quando o Piquet ganhou e o Senna cruzou a linha de chegada balançando o carro para achar combustível no tanque.

P: Baseando-se no estilo de pilotagem de cada piloto, quem você acha que vai se destacar de forma positiva (vai andar mais que no regulamento antigo) e negativa (vai andar menos que no regulamento antigo) com o novo regulamento, em relação ao combustível?
R: Difícil. Acho que Massa pode se dar mal. E Alonso pode se dar bem.

P: Quanto tempo até o Barrichello falar mal da equipe e levar um cartão amarelo do Willians?
R: Se ele demonstrar a maturidade que apresentou no segundo semestre de 2009, não vai acontecer.

P: Se o Rosberg estiver em 1° e o Schumacher em 2°, você acha mandam ele deixar passar? Se ele não deixar, o cachorro dele corre risco de ser sequestrado?
R: Eu acho que sequestram a Dona Nica e botam pra conversar com ele no rádio.

P: Na sua opinião qual o capacete mais feio e o mais bonito da F1?
R: Feios: Timo Glock e Adrian Sutil. Bonito: Felipe Massa.

P: Capelli, os carros “tubarões” (com o bico levantado e a asa suspensa embaixo dele) surgiram no final dos anos 80, início dos 90 pelo que me lembro. Mas quem, precisamente, testou em pista essa idéia primeiro? Se possível também o nome do projetista.
R: Tenho a impressão de que foi a Tyrrell, em 1990. O projetista era o Harvey Postlethwaite. No entanto, a March de 1988 usava muito do conceito, embora a asa não fosse “tubarão”.

P: Capelli, li no GP que o nome “BMW Sauber” será mantido no ano que vem. Mas se a Sauber vier com motor Ferrari, é permitido ou já existiu alguma vez duas montadoras formarem um mesmo time, ou pelo menos o nome de uma equipe?
R: Vai ser bem engraçado se isso acontecer. Acho que será a primeira vez. A Brabham, em 1982, correu com motores Cosworth e BMW, um em cada carro.

P: Capelli, quando foi introduzida a regra que, em falta do campeão, o time campeão de constutores usa o #0 e #2?
R: Em 1993, quando Mansell foi campeão do ano anterior e foi para a Indy.

P: Dentre todas as trocas de pilotos, quem você acha que se deu melhor? Eu acho que foi o Rubinho (LWxJB) (FMxFA) (NRxMS)…
R: Se levar em conta o companheiro de equipe, o Barrichello. Se levar em conta o equipamento, o Alonso.

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Para enviar a sua pergunta, preencha o formulário em www.formspring.me/ivancapelli e aguarde a resposta. Lá eu respondo quase tudo, no blog só entram algumas selecionadas.

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Primeiras vitórias

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divulgação Red Bull

Foto: Vladimir Rys/Bongarts/Getty Images/Divulgação Red Bull

Sebastian Vettel conquistou ontem, na China, a primeira vitória da equipe Red Bull. Curioso é o fato de que o próprio Vettel já havia dado à Toro Rosso, há pouco mais de seis meses, também sua primeira vitória.

Assim, o jovem alemão ingressou no seleto clube dos pilotos que conseguiram a primeira conquista para mais de um construtor. Como ele, Juan Manuel Fangio também conquistou as vitórias de estreia de dois times: Maserati e Mercedes. E existem outros três pilotos que venceram pela primeira vez para três diferentes construtores: Dan Gurney (Porsche, Eagle e Brabham), Jackie Stewart (Matra, March e Tyrrell) e Stirling Moss (Cooper, Lotus e Vanwall).

Confira abaixo a primeira vitória de cada construtor na Fórmula 1:

Construtor Piloto Grande Prêmio
Alfa Romeo Giuseppe Farina GP da Inglaterra/1950
Benetton Gerhard Berger GP do México/1986
BMW Sauber Robert Kubica GP do Canadá/2008
Brabham Dan Gurney GP da França/1964
Brawn Jenson Button GP da Austrália/2009
BRM Jo Bonnier GP da Holanda/1959
Cooper Stirling Moss GP da Argentina/1958
Eagle Dan Gurney GP da Bélgica/1967
Ferrari José Froilan Gonzalez GP da Inglaterra/1951
Hesketh James Hunt GP da Holanda/1975
Honda Richie Ginther GP do México/1965
Jordan Damon Hill GP da Bélgica/1998
Ligier Jacques Laffite GP da Suécia/1977
Lotus Stirling Moss GP de Mônaco/1960
March Jackie Stewart GP da Espanha/1970
Maserati Juan Manuel Fangio GP da Itália/1953
Matra Jackie Stewart GP da Holanda/1968
McLaren Bruce McLaren GP da Bélgica/1968
Mercedes Juan Manuel Fangio GP da França/1954
Penske John Watson GP da Áustria/1976
Porsche Dan Gurney GP da França/1962
Red Bull Sebastian Vettel GP da China/2009
Renault Jean-Pierre Jabouille GP da França/1979
Shadow Alan Jones GP da Áustria/1977
Stewart Johnny Herbert GP da Europa/1999
Toro Rosso Sebastian Vettel GP da Itália/2008
Tyrrell Jackie Stewart GP da Espanha/1971
Vanwall Tony Brooks/Stirling Moss GP da Inglaterra/1957
Williams Clay Regazzoni GP da Inglaterra/1979
Wolf Jody Scheckter GP da Argentina/1977

 

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Brawn iguala feito de Mercedes e March

Foto: Divulgação/Brawn

Foto: Divulgação/Brawn

Com a conquista do primeiro e segundo lugares no grid de largada em sua corrida de estreia com Button e Barrichello, a Brawn repetiu hoje um feito que não acontecia há 39 anos. A última vez em que um construtor obteve o mesmo resultado na Fórmula 1 fora em 1970, quando a March estreou na categoria e colocou dois carros em primeiro e segundo no GP da África do Sul, abertura da temporada: Jackie Stewart e Chris Amon.

No entanto, Stewart e Amon não eram companheiros de equipe. O escocês, então campeão mundial, corria pela Tyrrell, com chassis da March. Já Amon, o azarado neo-zelandês, estava inscrito pela própria equipe March.

Antes deles, a Mercedes havia conseguido a mesma proeza, em sua estreia no GP da França de 1954. O primeiro foi Juan Manuel Fangio, com o alemão Karl Kling na segunda posição. O feito da Mercedes, que por sinal hoje fornece motores para a Brawn, deve servir de inspiração para o mais novo time da Fórmula 1. Diferentemente da March, o time alemão venceu a corrida, fazendo dobradinha com seus pilotos nas mesmas posições de largada.

Além de Brawn, Mercedes e March, outros construtores também já haviam feito poles na estreia. Lancia no GP da Espanha de 1954, com Alberto Ascari; Lola com John Surtees no GP da Holanda de 1962 e Tyrrell no GP do Canadá de 1970, com Jackie Stewart. Embora não fosse a estreia da Tyrrell como equipe, era como construtora.

Vale lembrar que a Alfa Romeo estreou com quatro carros nas quatro primeiras posições no grid do GP da Inglaterra de 1950. Mas, neste caso, todo mundo estava estreando na Fórmula 1.

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21, o número zicado

Foto: Divulgação/Brawn

Foto: Divulgação/Brawn

Rubens Barrichello, definitivamente, não dá muita sorte. Com a alteração na lista de entrada na FIA, coube ao brasileiro utilizar o número 21 em seu carro na temporada 2009, em vez do 19 previamente destinado a ele.

O problema é que, dentre todos os números a serem utilizados na temporada 2009, o 21 é o que menos vitórias tem na história da Fórmula 1. Apenas uma vez, e há quase 40 anos, um carro com esta numeração venceu uma corrida. Foi a Tyrrell de Jackie Stewart, no GP da Argentina de 1972. De lá pra cá, praticamente todos os números venceram corridas. Menos o famigerado 21.

Conseguirá Barrichello derrubar este tabu e desfazer sua pecha de azarado? Confira abaixo o número de vitórias obtidas pelos números presentes na temporada 2009:

Vitórias por número no carro
Nº 1 – 148 vitórias
Nº 2 – 77
Nº 3 – 47
Nº 4 – 29
Nº 5 – 121
Nº 6 – 51
Nº 7 – 26
Nº 8 – 41
Nº 9 – 17
Nº 10 – 14
Nº 11 – 36
Nº 12 – 37
Nº 14 – 9
Nº 15 – 15
Nº 16 – 11
Nº 17 – 5
Nº 18 – 8
Nº 19 – 2
Nº 20 – 13
Nº 21 – 1

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Trunfo das Equipes: Tyrrell e Lola/Larrousse

Sim, os trunfos estão de volta, conforme prometido. Dessa vez, com cards das principais equipes dos quase 60 anos da Fórmula 1. Na estréia, Tyrrell e Lola/Larrousse. Para deixar o jogo mais abrangente possível, algumas equipes que trocaram de dono ou de nome no meio do caminho tiveram seus resultados unidos, como Lola-Larrousse, March-Leyton House e Arrows-Footwork.

Espero que todos se divirtam. Todo dia, agora, um novo par de cartas para colecionar. E lembrando: clicou na cartinha, abriu uma figura maior.

Tyrrell - clique para ampliar Lola/Larrousse - clique para ampliar

 

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Imagens da F1 – anos 70

Foto: Antônio Carlos Bacchieri Duarte

Foto: Antônio Carlos Bacchieri Duarte

Recebo do Daniel Bacchieri um material de primeira qualidade e de dimensão histórica. Seu pai, Antônio Carlos Bacchieri Duarte, acompanhou três GPs da Argentina entre 1972 e 1974 nos boxes e produziu mais de 180 imagens, como esta que ilustra o post.

O Daniel fez a gentileza de digitalizar todo o acervo e publicar em seu álbum no Flickr, compartilhando com o mundo imagens até então inéditas de gênios, como Emerson Fittipaldi e Jackie Stewart, e de carros históricos, como a Lotus 72, Tyrrell 005 e McLaren M23.

Espetacular.

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Pela volta da Tyrrell

Foto: Arquivo

Foto: Arquivo

Hoje, num debate que acompanhava entre a turma do Fórum Downforce, surgiu uma ideia que achei muito interessante. Por que os novos donos da Honda, se existirem, não rebatizam a equipe com seu nome original, Tyrrell?

Pela ordem: A Tyrrell Racing Organisation surgiu no final dos anos 60 e foi, por cerca de 40 anos, um dos grandes nomes da Fórmula 1. Teve seu apogeu nos anos 70, com os títulos mundiais de Jackie Stewart, mas também marcou época com o famoso modelo de seis rodas e teve grandes pilotos em seus cockpits, como Ronnie Peterson, Patrick Depailler e Jody Scheckter. Com a invasão dos turbos, no começo da década de 80, a Tyrrell sucumbiu. Crises técnicas, falta de patrocínio e sucessivos maus resultados foram jogando a equipe cada vez mais para trás do grid. Com Jean Alesi ao volante de um revolucionário carro de Harvey Postlethwaite, o time teve seus últimos grandes resultados em 1990, até voltar à espiral de decadência que levou Ken Tyrrell a vender seu time, em 1998. E é aí que começa uma história ainda mais inglória.

Em 1999, a tabaqueira British American Tobacco assumiu a Tyrrell, rebatizando-a de BAR. Fizeram muito alarde contratando o campeão mundial Jacques Villeneuve, investiram pesado, mas os resultados simplesmente não apareceram. A BAR existiu por sete temporadas, mas tratou-se sempre de uma equipe sem identidade marcante, rica e distante, e o principal: sem glórias. Em nada honrou o passado do time que lhe deu origem.

Em fins de 2005, com a proibição da propaganda tabagista na Fórmula 1, a BAT viu por bem encerrar sua participação na categoria, vendendo o time para a Honda, fornecedora de motores da BAR. E os japoneses conseguiram fazer um papel de Midas às avessas, relegando uma equipe que ao menos aspirava pódios em habitué do fim do pelotão. Como fora a Tyrrell em seus últimos dias.

Pois agora, com a saída da Honda em sua mais recente e atrapalhada passagem pela F1, por que os novos donos, se aparecerem, não investem na história da Tyrrell? Pode ser uma grande oportunidade de gerar mídia espontânea, empatia com torcedores, honrar e homenagear o passado da categoria num momento de crise aguda. Imagino o arrepio entre os torcedores mais antigos ao verem um carro azul marinho rasgando as retas de Silverstone.

Está aí uma ideia simples e perfeitamente aplicável. Talvez seja necessário pagar direitos de uso para os donos do nome Tyrrell, mas não enxergo nisso um grande empecilho. Enfim… por que não?

O amigo Gustavo Lucena fez outro texto defendendo a mesma ideia. É preciso registrar-se para ler, mas é rápido, grátis e vale a pena.

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Do Baú: Herbert na Tyrrell


Três voltas. Foi tudo o que durou a meteórica passagem de Johnny Herbert pela equipe Tyrrell. Justamente por isso, pouca gente lembra do fato.

Herbert estreou na Fórmula 1 em 1989, pela Benetton, mas ainda estava em processo de recuperação de graves fraturas nas pernas, sofridas no final do ano anterior, numa corrida de Fórmula 3000 em Brands Hatch. Apesar da boa corrida inicial em Jacarepaguá, chegando em quarto lugar, nas etapas seguintes tornou-se bastante claro que o britânico ainda não tinha condições físicas de disputar um Grande Prêmio adequadamente. A gota d’água foi a não-classificação para o grid de largada no Canadá. A equipe decidiu afastá-lo para que pudesse se recuperar adequadamente, substituindo-o pelo italiano Emanuelle Pirro.

Enquanto Herbert convalescia, Jean Alesi disputava simultaneamente os campeonatos de Fórmula 1 (pela Tyrrell) e de Fórmula 3000 (pela Jordan). Os titulares da equipe no começo da temporada eram Jonathan Palmer e Michele Alboreto, mas divergências entre Ken Tyrrell e o piloto italiano acabaram por afastá-lo do time. A Camel apareceu com uma substancial quantia em dinheiro, pintou as laterais do tradicional carro azul de amarelo e colocou Jean Alesi em um dos cockpits a partir do GP da França.

Mas Alesi liderava o campeonato de F3000 e não quis abandonar o certame, passando a disputar as categorias em paralelo. Porém, havia três conflitos de data. O GP da Bélgica de F1 batia com o GP de Birmingham de F3000. O de Portugal batia com Le Mans e o GP do Japão de F1 aconteceria no mesmo dia do encerramento da outra categoria, em Dijon. Assim, ficou combinado que Alesi priorizaria a F3000, precisando a Tyrrell substituí-lo em três etapas.

Foi aí que surgiu o nome de Johnny Herbert. A Benetton bancou sua participação pela Tyrrell com uma condição: que pudesse correr com o macacão verde da equipe. Condição aceita e Hebert retornou às pistas na Bélgica, mas sua participação não durou mais que três voltas. Numa corrida chuvosa e confusa, o inglês rodou e abandonou. Teve nova chance no Estoril, mas não conseguiu vaga entre os 26 do grid.

A terceira chance, no entanto, não aconteceu. Alesi havia garantido o título da F3000 por antecipação em Le Mans e abriu mão de participar da corrida de Dijon, disputando normalmente o GP do Japão. Herbert retornaria à F1 apenas no final de 1990, substituindo o acidentado Martin Donnely na Lotus nos GPs do Japão e da Austrália.

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Do Baú: Pintura Provisória da BAR


A equipe British American Racing, atual Honda, nasceu no final da década de 1990, da compra da falida Tyrrell. Nos primeiros testes do time, em fins de 1998, Ricardo Zonta e Jacques Villeneuve foram à pista com uma pintura provisória, antes do lançamento oficial da nova equipe.

Em tons de cinza, azul, preto e amarelo, foi o carro mais bonito que a BAR produziu em sua curta trajetória na Fórmula 1.

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