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Afirmações e decepções

Afirmações e decepções

O treino de classificação para o GP da Austrália serviu para, pela primeira vez, colocar os competidores de 2011 em combate. Até aqui, tanto nos testes de inverno quanto nos treinos oficiais, tudo o que se podia fazer eram suposições, já que não se tinha parâmetros exatos de competição. Agora não, todo mundo foi para a pista para valer, brigando em condições iguais. E, aí sim, foi possível saber quem se afirma e quem decepciona.

A grande afirmação, sem dúvida, é a Red Bull. Já se entendia que se tratava do melhor carro, mas a distância para os rivais, de quase um segundo, foi uma covardia. Durante a corrida, tende a ser maior ainda. Pelo que se sabe, o carro rubrotaurino é o que menos gasta pneus e mantém um ritmo constante de corrida. Os adversários podem até começar a prova num ritmo próximo, mas em pouco tempo o desempenho tende a cair vertiginosamente. E aí, a Red Bull dispara na frente de vez. Sebastian Vettel deve vencer com tranquilidade, já que o inconstante Mark Webber não está em um bom final de semana.

A McLaren afirmou-se de maneira surpreendente. Depois dos apuros na pré-temporada – que chegaram a fazer Lewis Hamilton soltar o verbo aos jornalistas -, parece que acharam a mão do carro, ao menos para voltas rápidas. Em ritmo de corrida ainda não se sabe como os carros prata vão se comportar, mas existe uma expectativa de que não tenham um ritmo tão consistente quanto a Ferrari, embora os italianos tenham ido mal no treino.

Antes mesmo do GP da Austrália, Fernando Alonso já tinha avisado que o carro novo da Ferrari não era tão veloz, mas era confiável. E é este o trunfo dos italianos para a corrida de logo mais à noite. Em ritmo de classificação, a Ferrari decepcionou. Alonso foi apenas quinto, atrás de Red Bulls e McLarens, e Felipe Massa não se achou. Larga em oitavo depois de ter rodado na saída dos boxes no Q3.

Heidfeld na brita: maior decepção do dia (Foto: Clive Mason/Getty Images)

Heidfeld na brita: maior decepção do dia
(Foto: Clive Mason/Getty Images)

Outra decepção do dia foi Rubens Barrichello, que colocou uma roda na terra no Q2, rodou e ficou na caixa de brita. Alex Wurz, ex-piloto, afirmou sem rodeios no Twitter: “Um erro de principiante”. Mas o próprio Rubens adimitiu o erro, que faz parte do jogo, acontece. O importante é que a Williams demonstrou um ritmo competitivo e é forte candidata aos pontos, mesmo com a 17ª posição de largada em função da eliminação precoce no treino. Como no Albert Park as corridas tendem a ser confusas, com entradas do Safety Car, apostar em Barrichello entre os dez primeiros na corrida não é nenhum absurdo. A probabilidade é grande.

Mas a maior das decepções ficou por conta de Nick Heidfeld, substituto de Robert Kubica na Renault. O carro demonstrou estar bem, já que o surpreendente Vitaly Petrov emplacou um sexto no grid, melhor posição da carreira. Mas Nick, o número 1 da equipe, não esteve competitivo na classificação. É bem verdade que foi atrapalhado por uma excessivamente lenta Hispania em sua última tentativa, mas antes disso o alemão tentou pelo menos outras três voltas rápidas, e em nenhuma teve qualquer sucesso, chegando até a passear na caixa de brita. Pagou o mico de ser eliminado no Q1 e vai largar na 18º posição.

Falando em Hispania, o absurdo dos absurdos. A equipe mais ridícula da última década na Fórmula 1 não para de passar vergonha. No treino da manhã, conseguiu pela primeira vez colocar os carros na pista. Mas Vitantonio Liuzzi viu seu carro apagar depois de duas curvas. Não treinou. Narain Karthikeyan teve mais sorte, conseguiu dar algumas voltas e marcar tempo. Quase dezoito segundos mais lento que o primeiro, mas ao menos o carro andou. Na classificação, não houve quebras, mas o ritmo dos carros era absurdamente lento, atrapalhando todo mundo que tentava uma volta rápida. Um vexame. Ficaram obviamente abaixo da margem de 107% do tempo do primeiro colocado e foram barrados da corrida, o que deve acontecer com frequência na temporada. Até que a equipe seja vendida ou imploda.

Kobayashi confirmou a boa fase da Sauber (Foto: Robert Cianflone/Getty Images)

Kobayashi confirmou a boa fase da Sauber
(Foto: Robert Cianflone/Getty Images)

Gratas surpresas foram Sauber e Toro Rosso. A equipe suíça conseguiu colocar seus dois carros entre os seis primeiros no Q1. No Q2, Sergio Perez bobeou e não passou adiante, ficando em 13º. Mas Kobayashi chegou ao Q3 e larga em nono na corrida. Sebastien Buemi também mandou muito bem com a Toro Rosso, foi para a parte final do treino e sai em décimo.

Mas é na próxima madrugada, na corrida, que vamos ter mais clara a verdadeira relação de forças deste início de temporada 2011. Os pneus Pirelli, que se desgastam bem mais rápido do que os antigos Bridgestone, terão papel decisivo na dinâmica da prova. Há quem afirme que não será estranho ver os pilotos fazendo quatro pit stops. Certeza mesmo, só depois da prova. Mas a sensação inicial é de que, no pelotão da frente, pouca coisa mudou com relação ao final do ano passado. Talvez só a Red Bull tenha aberto um pouco mais de vantagem para os demais. O que aponta para uma temporada de domínio, até que a FIA invente alguma coisa para animar o campeonato.

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Todos ri – A cabeçada de Mansell

Nigel Mansell sempre foi uma figuraça. Piloto vibrante e bravo – por vezes um tanto troglodita -, fora das pistas era um sujeito um tanto desengonçado e engraçado. Carismático, em muitos momentos acentuou o tom atrapalhado de sua personalidade. Embora sofresse mesmo de problemas de coluna – agravados depois da pancada que o tirou da briga pelo título em 1987 -, não raramente descia do carro mancando, ou quase desmaiando, ou só fazendo cara de coitado mesmo, ainda que não houvesse motivo algum para isso. Um pouco de teatro fazia parte da personalidade do Leão.

Mas o GP da Áustria de 1987 foi um tanto dolorido para Mansell. Bastante dolorido, eu diria. Na semana antes da prova, o inglês extraiu um de seus dentes do siso, o que o fez competir sob o efeito de fortes analgésicos. Mesmo assim, continuava reclamando de dores. A corrida, por si só, já começou com dores de cabeça. Mansell saía na primeira fila, ao lado do pole position, seu companheiro Nelson Piquet. Na largada, manteve a segunda posição, mas uma carambola no meio do grid interrompeu a prova e anulou a partida. Na segunda largada, teve problemas e seu carro mal arrancou. Teria abandonado a corrida ali, não fosse a sorte de um segundo acidente generalizado obrigar a interrupção da prova outra vez. O Leão, assim, pôde pegar o carro reserva e voltar para a pista, disputando assim a corrida que acabara de abandonar.

Na terceira e definitiva largada, arrancou mal e caiu para a quarta posição. Mas fez uma corrida memorável, recuperando posições, até ultrapassar Nelson Piquet na 20ª volta. O brasileiro tinha problema de pneus e hesitou ao encontrar retardatários. Mansell foi para cima e fez uma bela manobra, num curvão a quase 200km/h. Piquet precisou trocar de pneus e a corrida ficou livre para o Leão, uma bela vitória.

Mas grandes as dores de cabeça, literalmente, apareceriam no caminho para o pódio. Um carro aberto conduzia Mansell, Piquet e Teo Fabi. Os fãs gritavam seu nome e o atabalhoado inglês resolveu corresponder, levantando para acenar para o público. Não percebeu que o carro se aproximava de uma passarela de concreto e bateu forte com a cabeça, caindo dentro do carro. A cena, memorável, pode ser vista no vídeo abaixo.

No pódio, Mansell não parava de passar a mão na cabeça machucada. Na entrevista pós-corrida, uma cena histórica: com a habitual cara de coitado, aplica uma bolsa de gelo enquanto Reginaldo Leme se prepara para começar a gravar. Certamente, foi a vitória mais dolorida até hoje na Fórmula 1.

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A luta pela sobrevivência

Herói da resistência, último dos moicanos, o sobrevivente. Todos essas descrições podem ser atribuídas a Frank Williams, o único dos grandes chefes de equipe que até hoje consegue manter seu time vivo e competindo sem ter de vender sua alma, ou melhor, uma parte daquilo que construiu, para uma montadora.

É lógico que tudo tem um preço. Por orgulho, a Williams parou no tempo. De equipe temida, vitoriosa e modelo que todos queriam copiar, tornou-se apenas uma figurante simpática, com um orçamento infinitamente inferior aos das concorrentes que um dia deixou para trás. Mesmo assim, o nome Williams continua carregando em si a essência do automobilismo.

Para continuar viva, a equipe mais uma vez teve de ceder um cockpit a um piloto pagante de qualidade duvidosa. Se há alguns anos o sapo engolido foi Kazuki Nakajima, imposto pela Toyota, agora foi Pastor Maldonado quem desembarcou em Grove com uma mala cheia de dinheiro. Bolívares, para ser mais preciso, vindos do patrocínio da estatal petrolífera venezuelana PDVSA. A bem da verdade, Hugo Chávez salvou a Williams. Os principais patrocinadores, Philips, Royal Bank of Scotland e Air Asia, debandaram e deixaram o time sem condições de bancar a temporada de 2011. Até que apareceu o Pastor.

Repare na asa traseira, patrocinada pelo governo da Venezuela. O mundo mudou.
Foto: Paul Gilham/Gettyimages

Em compensação, no outro cockpit, a equipe tem Rubens Barrichello. Pode não ser uma grande estrela da atualidade, mas é o mais experiente piloto, tem um alto grau de competitividade e traz um retorno espantoso na relação custo/benefício. É o nome certo para trazer resultados, sejam eles importantes pontos para o Mundial de Construtores, seja algum pódio ocasional. Mas o certo é que, sem uma estrela potencial do quilate de Nico Hulkenberg, dificilmente façanhas como a pole de Interlagos no ano passado devem se repetir.

O FW33, modelo de 2011, foi para a pista pela primeira vez ontem em Valência. A pintura ainda é temporária, um azul marinho sólido que a Williams já vem adotando na pré-temporada há vários anos. O carro traz algumas inovações interessantes, principalmente no desenho da traseira, bastante enxuta. Os motores Cosworth podem não ser a melhor opção, mas garantem um mínimo de competitividade.

Se o objetivo da Williams é sobreviver, conseguiu por mais um ano. Se o objetivo é sobreviver com dignidade, também deve conseguir. Mas se o objetivo for voltar a vencer, ainda vai demorar. E bastante.

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Todos chora – Verstappen x Montoya

Em 2001, o GP do Brasil era a terceira etapa do Mundial de Fórmula 1. Uma época chata, na qual Ferrari e McLaren dominavam a categoria sem serem ameaçadas. No ano anterior, as duas equipes dividiram todas as vitórias do campeonato. E na temporada que mal começava, Michael Schumacher já mostrava suas garras tendo vencido as duas primeiras corridas. No Brasil, seguindo a tendência, Schumacher fez a pole. A F1 precisava de uma lufada de ar fresco.

Uma das promessas da época era Juan-Pablo Montoya, colombiano campeão da Indy que chegava à categoria com fama de “win or wall”: ou ganha, ou bate. E foi ele a grande surpresa daquele dia em Interlagos. Saído da quarta posição do grid com a Williams, pulou para segundo logo na largada, beneficiado pela pane na McLaren de Mika Hakkinen, que ficou estancada no grid e causou uma confusão geral.

Os comissários não conseguiram retirar o carro do finlandês do meio da reta a tempo e, por isso, o Safety Car foi acionado. Quando saiu, o grande lance da corrida: sem pedir passagem, Montoya colocou por dentro no “S” do Senna, deu um chega pra lá em Schumacher e assumiu a ponta da corrida. A torcida foi ao delírio vendo o bicho-papão alemão ser humilhado por um novato sul-americano. Galvão Bueno, pela TV, gritava alucinado: “Esse novato é maluco!”.

No entanto, imaginava-se que a liderança de Montoya não duraria muito tempo, dada a superioridade de Ferrari e McLaren. Mas não foi assim que aconteceu. A Williams continuou rendendo muito bem e o colombiano conduziu a corrida com a maestria de um veterano. Com metade das voltas previstas completadas, ainda mantinha a liderança, controlando Schumacher e David Coulthard com uma certa vantagem. À 38ª volta, a diferença era de quase seis segundos. A Williams não vencia há quase quatro anos, a Colômbia nunca havia vencido na Fórmula 1, Montoya era um novato abusado. Uma vitória épica se aproximava, até que…

Pois é. Ultrapassar retardatários faz parte do trabalho de quem lidera uma corrida. Mas ultrapassar retardados não deveria ser. Pena que havia um deles no caminho: Jos Verstappen. Décimo colocado, o holandês vaca-brava abriu passagem na reta oposta, na 39ª volta, para Montoya passar. O líder manteve o seu traçado e o ultrapassou. Porém, ao voltar para o traçado, Verstappen perdeu completamente o ponto de freada e voou com sua Arrows por cima da Williams de Montoya. Um acidente absurdo.

Silêncio no autódromo, anticlímax total. Verstappen, a besta, destruiu o que tinha tudo para ser um momento histórico. Montoya ficou de fora da corrida e o caminho ficou aberto para a vitória de David Coulthard. Que até nem foi tão fácil assim, já que a chuva atrapalhou um pouco a vida dos pilotos, mas nada que mudasse o resultado entre os primeiros.

Apesar da fama de “win or wall”, não se pode culpar Montoya pelo acidente. Quem fez jus à própria fama foi o holandês. Num 1º de abril, Jos Verstappen personificou o bobo da corte.

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Red Bull iguala marca que durava onze anos

Com a pole position obtida hoje com Mark Webber, a equipe Red Bull atingiu uma marca que não acontecia na Fórmula 1 desde 1999. É a primeira vez em onze anos que uma equipe crava cinco poles seguidas no começo do campeonato. O último time a atingir tal feito foi a McLaren, que conseguiu cinco poles no começo da temporada de 1999, todas com Mika Hakkinen.

O recorde absoluto de poles consecutivas desde o começo da temporada é da Williams, que em 1993 conseguiu largar na frente 15 vezes seguidas. A equipe só perdeu uma pole, justamente na última corrida do ano, para a McLaren de Ayrton Senna. De lá pra cá, quem chegou mais perto disso foi a McLaren, com nove poles seguidas na largada do campeonato de 1998, com Mika Hakkinen e David Coulthard.

Não por acaso, todas estas marcas passam por um mesmo nome: Adrian Newey. É dele o projeto de todos estes carros, da Williams de 1993 à Red Bull atual.

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Barrichello in blue

Barrichello e seu novo casco no treino de hoje (Foto: Ryan Pierse/Getty Images)

Barrichello e seu novo casco no treino de hoje
(Foto: Ryan Pierse/Getty Images)

Durante o GP do Bahrein, ficou evidente. À distância, era quase impossível diferenciar as Williams de Rubens Barrichello e Nico Hulkenberg, dada a semelhança entre os capacetes dos dois pilotos. Assim, para evitar novas confusões, Barrichello radicalizou na Austrália: manteve o seu desenho tradicional, mas mudou as cores para diferentes tons de azul.

O efeito ficou fantástico. A nova pintura combina com o carro e é de uma elegância ímpar. Julgo até que ficou mais bonito do que o original. Ponto para o brasileiro.

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Nostalgia como tábua de salvação

Mike Gascoyne apresenta pilotos e o carro da nova Lotus

Fotos: Divulgação/Lotus F1

Um grande nome retornou oficialmente à Fórmula 1. A Lotus, lendária equipe de Colin Chapman, reencarnou na Ásia 15 anos depois de fechar suas portas. O carro exibido semana passada por seu novo dono, o malaio Tony Fernandes, ostenta o belo verde clássico do automobilismo inglês – o British Green – com detalhes em amarelo que remetem às vitórias de Jim Clark nos anos 60. Uma lembrança que tocaria o coração dos fãs do automobilismo, não fosse o tom farsesco de uma nostalgia barata.

A máxima Marxista de que “a história se repete como farsa” se aplica diretamente à atual realidade de uma Fórmula 1 que acabou no ano passado. A temporada que se apresenta em 2010 possui três grandes características notáveis: o fim da segunda era das montadoras, a crise econômica que se reflete em carros com poucos patrocínios e um ar nostálgico no posicionamento dos times, seja na pintura, no discurso ou na escolha do nome ou dos pilotos.

Ao cabo de disputas políticas, a Fórmula 1 rachou entre 2008 e 2009. FIA e montadoras entraram em pé de guerra e o ex-presidente Max Mosley fez questão de mostrar quem mandava ao aprovar o polêmico difusor de fundo duplo de Brawn, Toyota e Williams no ano passado (quando já havia vetado tal solução a outras montadoras, pouco antes). A decisão, puramente política e de caráter nada técnico, derrubou os projetos das grandes montadoras, que gastaram boa parte de seu tempo e orçamento trabalhando no KERS, discutível e caríssimo recurso “inventado” justamente por Mosley. Enquanto Ferrari, McLaren e Renault se viam às voltas com o trambolho de recuperação de energia cinética, os “queridinhos da FIA” ganhavam corridas. A McLaren ainda conseguiu fazer o KERS funcionar de maneira eficiente do meio para o fim da temporada, mas aí a Inês já estava morta. Brawn e Red Bull foram as estrelas do campeonato e subverteram a ordem da Fórmula 1. Não por coincidência, o KERS foi abandonado para 2010. Um fiasco total.

Em meio a tudo isso, as equipes articulavam um racha e tentavam derrubar Mosley. Conseguiram, mas colocaram Jean Todt no poder, alguém com a bênção do ex-dirigente. A FIA mudou não mudando e a F1 se viu em uma das maiores crises de sua história. Num terreno instável, Toyota e BMW seguiram o rumo da Honda em 2009 e abandonaram a categoria. A Renault vendeu o controle de sua equipe para o grupo Genii e o fato é que 7 das 13 equipes inscritas para a temporada de 2010 – mais da metade, portanto – ou são novatas ou trocaram de donos nesta pré-temporada. Dos 10 times que correram em 2009, apenas seis continuam existindo como eram: McLaren, Red Bull, Ferrari, Williams, Force India e Toro Rosso. E se levarmos em conta que apenas três delas possuem uma história de mais de cinco anos, sendo que a McLaren passa por uma fase de transição depois que a Mercedes comprou a Brawn, o cenário fica ainda mais claro: a F1, como um dia conhecemos, acabou.

Renault lembra seus carros históricos. Mas quem manda na equipe não é mais a montadora.

Foto: Andrew Ferraro/LAT/Divulgação Renault

E é nessa fase de reconstrução geral que a categoria tenta se sustentar usando a nostalgia como carro-chefe. A Lotus volta com seu lindo carro verde, a Renault recorre ao preto e amarelo de suas origens, a tradicional Mercedes traz de volta um passado recente contratando Michael Schumacher, enquanto que a novata Campos se apega ao sobrenome Senna para ganhar algum tipo de identidade. A nostalgia nem sempre é ruim, principalmente se considerarmos as contratações de Schumacher e Bruno Senna. Mas chega a ser aviltante que a Renault se recubra novamente de suas cores originais justamente em um momento no qual menos tem participação na equipe. No caso da Lotus, nem se fala: a única coisa em comum com a histórica equipe é o nome e a escolha de cores. Nada mais resta com relação ao time original.

Fases de transição são mesmo difíceis e não condeno as equipes por tal apelo farsesco. A história é uma das poucas coisas que restam quando não se tem nada melhor para oferecer. O único problema é que se trata de uma estratégia que não dura muito tempo. Caso a Fórmula 1 não se estabilize num futuro próximo, corre o risco de ter sua identidade definitivamente extinta, virando apenas um circo de aventureiros, milionários excêntricos e dirigentes arrogantes.

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Nova Williams também na pista

Estou devendo este post desde hoje pela manhã, mas antes tarde do que nunca. Juntamente com Toro Rosso e Mercedes, quem também botou o nariz de seu novo carro para fora dos boxes hoje em Valência foi a Williams. Rubens Barrichello teve a honra de estrear o FW32, completando 75 voltas no circuito Ricardo Tormo, até parar com uma pane eletrônica no acelerador.

O carro não teve um lançamento oficial, nem cerimônia para fotografias. Na melhor filosofia Muricy Ramalho – “aqui é trabalho!” -, os testes pista começaram direto, sem frescuras. Amanhã, Barrichello volta a guiar para depois dar lugar a seu companheiro Nico Hulkenberg, na quarta-feira.

O modelo parece uma evolução do FW31 da temporada passada, com bico ligeiramente mais alto e mais largo. Sem fotos de estúdio, ainda não pude fazer comparativos precisos (o mesmo acontece com Mercedes e Toro Rosso), mas prometo fazê-los ainda na pré-temporada.

A sequência alucinante de lançamentos de carros para 2010 dá uma parada amanhã, mas retorna na quarta-feira. E o lançamento será de uma novata, a Virgin, do brasileiro Lucas di Grassi.

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Curiosidades do GP da Hungria

Foto: Reprodução/Google Maps

Foto: Reprodução/Google Maps

* Esta será a 24ª edição do GP da Hungria. Desde que estreou na Fórmula 1, em 1986, a corrida acontece todos os anos, ininterruptamente.

* Todas as provas aconteceram no circuito de Hungaroring. O traçado, no entanto, já sofreu duas alterações com relação ao desenho original.

* Em 1989, uma variante foi retirada do traçado. Em 2003, a reta de chegada foi alongada e a primeira curva teve seu traçado modificado, assim como o trecho final que leva à reta dos boxes.

* O primeiro vencedor foi Nelson Piquet, em 1986. Nesta prova, uma das melhores manobras da história da F1: Piquet ultrapassou Ayrton Senna por fora no final da reta dos boxes e partiu para a vitória.

* Nos primeiros anos do GP da Hungria, por sinal, só vitórias brasileiras. Piquet venceu em 1986 e 1987, Senna em 1988. Depois, Senna repetiria a dose em 1991 e 1992. Outra vitória nacional, só dez anos depois, com Rubens Barrichello.

* O recordista de vitórias no GP húngaro é Michael Schumacher, com quatro conquistas. Senna tem três, contra duas de Nelson Piquet, Damon Hill, Jacques Villeneuve e Mika Hakkinen.

* Apesar de ser uma corrida historicamente com poucas ultrapassagens, algumas vitórias improváveis já aconteceram na Hungria. Em 1989, Nigel Mansell partiu do 12º lugar para uma espetacular vitória com a Ferrari. Em 2006, Jenson Button venceu pela primeira vez na Fórmula 1 largando da 14ª posição.

* E os finais de corrida já reservaram surpresas em terras magiares. Em 1987, uma porca soltou-se do pneu traseiro direito de Nigel Mansell a seis voltas do fim, caindo a vitória no colo de Piquet. Dez anos depois, em 1997, um problema hidráulico impediu uma histórica vitória de Damon Hill com a Arrows. Ele acabou ultrapassado por Jacques Villeneuve na última volta. No ano passado, o motor Ferrari de Felipe Massa estourou a três giros do fim, dando a Heikki Kovalainen sua primeira vitória na Fórmula 1.

* Além de Kovalainen e Button, Damon Hill e Fernando Alonso também tiveram em Hungaroring o palco de suas primeiras vitórias na Fórmula 1.

* Michael Schumacher e Nigel Mansell são outros que possuem boas lembranças do GP da Hungria. Foi lá, em 2001 e 1992, respectivamente, que eles confirmaram seus títulos mundiais.

* Em 11 das 23 edições até aqui, a vitória ficou com o pole position.

* Pole position, aliás, amplamente dominada por Michael Schumacher. O alemão marcou sete poles na Hungria. Ayrton Senna é o segundo, com três.

* Entre as equipes, mais equilíbrio nas poles. Sete da Ferrari e sete da McLaren, contra seis da Williams.

* Nas vitórias, vantagem para a McLaren, com oito. A Williams venceu sete vezes em Hungaroring, contra cinco da Ferrari.

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É fogo!

Durante muito tempo, o fogo foi um dos maiores medos dos pilotos de Fórmula 1. Pelo menos cinco pilotos perderam a vida na categoria em acidentes seguidos de incêndio. Em 1967, Lorenzo Bandini foi a vítima no GP de Mônaco. No ano seguinte, Jo Schlesser foi vítima do fogo em sua Honda no GP da França. Em 1970, Piers Courage morreu a bordo de um De Tomaso da equipe de Frank Williams em Zandvoort, mesmo circuito em que Roger Williamson teve uma das mortes mais cruéis da categoria, em 1973. E em 1986, Elio de Angelis foi vítima de um incêndio em sua Brabham durante testes em Paul Ricard. Os austríacos Niki Lauda e Gerhard Berger, ambos com Ferrari, sobreviveram a graves acidentes seguidos de incêndio, em Nürburgring e Imola, respectivamente. O de Lauda, mais sério, deixou seu rosto marcado pelo resto da vida. Berger teve bem menos sequelas.

Mas não é de tragédias que quero falar. Mas sim de momentos de pirotecnia. Na Fórmula 1, o maior risco de incêndio está nos pit stops. Um pequeno vazamento de combustível, em contato com as partes quentes do carro, pode gerar assustadoras e espetaculares imagens. Mas, felizmente, não há registros de acidentes graves em pit stops da categoria.

No melhor estilo CQC, resolvi fazer um Top 5 dos incêndios em pit stop. Vamos lá?

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5. Felipe Massa – GP da Espanha de 2007

O mais recente de todos. Em um de seus dois pit stops na corrida, um pouco de gasolina vazou na Ferrari de Felipe Massa. A imagem até assusta incialmente, mas absolutamente nada aconteceu. Havia pouco combustível, que logo evaporou. Com o movimento do carro, o incêndio se extinguiu e o brasileiro pode prosseguir na corrida. E venceu.

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4. Keke Rosberg – GP do Brasil de 1983

Muito provavelmente, o primeiro acidente flamejante em um pit stop na Fórmula 1. A Williams de Keke Rosberg pega fogo e o piloto desce do carro. Porém, volta assim que o incêndio é extinto. O finlandês ainda chegou em segundo na corrida, mas foi desclassificado por ter o carro empurrado pelos mecânicos para voltar para a pista. Numa decisão bizarra da então FISA, ninguém foi alçado à segunda posição. Foi a única corrida da história da F1 que não teve um segundo colocado.

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3. Michael Schumacher – GP da Áustria de 2003

Nem um incêndio parava Michael Schumacher. Seu carro pegou fogo nos pits, mas o alemão permaneceu impávido, aguardando que seus mecânicos dessem fim às chamas. Acompanhou tudo pelo retrovisor e voltou à pista para ganhar a corrida, mesmo tendo perdido mais de dez segundos com o incidente.

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2. Eddie Irvine – GP da Bélgica de 1995

A Jordan de Eddie Irvine virou uma bola de fogo em Spa, 1995. Os mecânicos foram bastante rápidos, mas o carro apagou e o irlandês não pode mais retornar à prova, na qual ocupava a sexta posição.

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1. Jos Verstappen – GP da Alemanha de 1994

Era o ano do retorno do reabastecimento à Fórmula 1, depois de dez anos de proibição. Ainda pouco preparados para emergências como essa, os mecânicos da Benetton deram um show de patetice. Muito combustível vazou, alguns saíram correndo, outros ficaram olhando para ver o que aconteceria. O carro explodiu em chamas e ao incêndio seguiu-se um corre-corre danado, até o piloto saiu correndo em chamas para dentro dos boxes. Felizmente, Verstappen teve apenas algumas queimaduras no rosto e nenhum mecânico ficou seriamente ferido.

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Pergunte ao Capelli: o mítico Red 5

Foto: Zawtowers/Flickr

Foto: Zawtowers/Flickr

Capelli, tenho uma dúvida que me intriga há um bom tempo. Há algum motivo especial para a Williams de Mansell ter o número 5 em vermelho? A Williams de Prost em 93 tinha o número branco, a de Senna em 94 também. Vale ressaltar que quando Mansell substituiu Senna por um período em 1994, o número voltou a ser vermelho. Há algum motivo para isso? – Leonardo Duarte, Belo Horizonte/MG

Leonardo, o famoso “Red 5″ de Nigel Mansell tem um motivo sim. Como grande parte das coisas que caem no gosto popular, surgiu espontaneamente, sem grandes pretensões. E acabou virando uma marca.

Mansell iniciou sua carreira na Lotus, em 1980, correndo praticamente sempre com o número 12. Quando mudou-se para a Williams, o começo de 1985, passou a correr com o 5, fazendo par com o 6 do companheiro Keke Rosberg. Nas primeiras corridas da temporada, ambos os números eram brancos. Mas a forma similar dos algarismos 5 e 6, somada aos topos azuis dos capacetes dos dois pilotos, tornou difícil o reconhecimento dos carros à distância. Assim, a partir do GP do Canadá, quinta etapa do campeonato, a Williams decidiu pintar o número de Mansell de vermelho.

Foto: Hiroshi Kaneko

Foto: Hiroshi Kaneko

E foi justamente neste momento que Mansell passou a aparecer solidamente como um piloto de ponta, vencendo suas primeiras corridas e virando febre na Grã-Bretanha. Murray Walker, célebre narrador da inglesa BBC, passou a referir-se ao piloto como “Red 5″, e a partir daí, virou marca. Tanto que, quando Mansell deixou a Williams em fins de 1988, Thierry Boutsen o substiuiu com um 5 branco, já que não havia como confundir seu capacete azul marinho com o branco de Riccardo Patrese. E quando o Leão voltou da Ferrari, em 1991, pintou novamente seu 5 de vermelho. Mudou-se para a Fórmula Indy em 1993 carregando consigo o Red 5, e em seu último retorno à Williams, em 1994, substiuiu Ayrton Senna com um número 2, mas devidamente vermelho.

O curioso é que apenas quatro das 31 vitórias de Mansell na Fórmula 1 aconteceram em um carro sem o cinco vermelho. Foram os GPs do Brasil e da Hungria de 1989, com o 27 da Ferrari; o GP de Portugal de 1990, com uma Ferrari nº 2 e sua última conquista, na Austrália em 1994, com a Williams “Red 2″.

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A farra dos difusores

Agora que a FIA liberou geral, começou a farra dos difusores de fundo duplo na Fórmula 1. Pelo que me enviaram por e-mail o João Rodrigues e o Gabriel Nova, a Ferrari andou testando uma versão própria numa pista de aviação na Itália.

Ferrari testando novo difusor na Itália

Admito que estou bem por fora do noticiário dos últimos dois dias (o motivo vocês saberão perto do GP da Espanha), então se alguém souber a fonte da imagem e quiser avisar, agradecerei. Mas a foto me parece absolutamente verdadeira, sem sinais de manipulação digital.

Sobre o veredito da FIA, não vou entrar no mérito se os difusores duplos ferem o espírito do novo regulamento ou não. Mas o que me pareceu de todo o caso foi que a entidade, mais uma vez, foi contraditória. Se for verdadeira a alegação da Renault de que apresentou esta solução à FIA no final do ano passado e recebeu um “é proibido” como resposta, os comissários não poderiam tê-la considerado legal na Austrália. Mas, em compensação, também não poderia ter proibido ontem depois de ter dado um OK para Brawn, Williams e Toyota.

Exposta a contradição, o veredito seria de toda forma incoerente e prejudicaria alguém. Em vez de prejudicar times com menor orçamento (Williams e Brawn), que provavelmente não poderiam nem competir na China caso tivessem seu carro proibido, abriram uma frente para que as grandes (McLaren, Ferrari) começassem a correr atrás do prejuízo. O problema é que, com as duas dispostas a praticamente refazer seus carros para vencer, a FIA se contradiz novamente: estimula a gastança em tempos de crise.

Não vejo mocinhos nem vilões no caso. Vejo, sim, uma entidade incoerente e atrapalhada.

Atualização: A Ferrari não testou difusor novo nenhum, a foto em questão é uma montagem. O Nickcs acabou de descobrir a foto original aqui.

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Reinauguração de Suzuka

O correspondente do Blog do Capelli no Japão, Jonas Tahara, enviou fotos e um texto relatando o que viu na reinauguração do autódromo de Suzuka, ocorrida ontem. O circuito japonês ficou fechado por mais de seis meses para grandes reformas nas arquibancadas, estacionamentos, boxes e pit lane, de forma a atender melhor o público e as exigências de Bernie Ecclestone. Assim, Suzuka voltará em 2009 ao calendário da Fórmula 1 e sediará todos os GPs do Japão de ano ímpar, revezando com Monte Fuji.

Abaixo, confira o depoimento e as imagens do Mestre Jonas – que não é aquele que diz que mora dentro da baleia por vontade própria.

“Fui hoje na reinauguração do circuito pra enviar as fotos da reforma. Ficou grandioso e bonito.

Fotos: Jonas Tahara

Fotos: Jonas Tahara

As cabines das TVs agora ficam na parte superior da nova arquibancada principal.

Cabines de televisão sobre a arquibancada

Pudemos entrar nos boxes e vimos que ficou bem prático para as equipes se instalarem, pois terão mais salas a disposição e mais espaço também.

Paddock e pit lane

O novo túnel de acesso aos boxes conta com escada rolante e elevador para os portadores de deficiência.

Túnel de acesso aos boxes

Entramos também na torre de controle e pudemos ver que os diretores de prova estão bem equipados, com monitores que acompanham todos os detalhes de pista, além de uma ótima visão da reta principal.

Torre de Controle

Para o público que não tem o privilégio de acompanhar dos boxes, foram construídos além da arquibancada principal, novas arquibancadas permanentes por toda a extensão do circuito. Significa que a partir desse ano todos os ingressos terão lugares numerados, um avanço pois antigamente, nos tínhamos que arranjar um lugar para assistir o GP. Antes para assistir com lugar numerado gastava-se pelo menos uns 300 dólares e agora com o ingresso mais barato que está em torno de 100 dólares teremos lugar definido para ver a corrida.

Vista dos novos boxes, a partir da arquibancada numerada

A Honda colocou para andar na pista o Honda RA272 de 1965 e a Williams FW11B de 1987 com os pilotos Satoru Nakajima e Aguri Suzuki respectivamente. Infelizmente por ter uma câmera simples, só a foto da Williams com Aguri Suzuki pilotando saiu boa. Mas tudo bem! Haverá outras oportunidades…”

Aguri Suzuki mandando ver na Williams de Nigel Mansell

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Curiosidades do GP da Malásia

Foto: Google Earth

Foto: Google Earth

Iniciando a cobertura do GP malaio, nada como inúteis curiosidades sobre a prova. Vamos lá?

* Será o 11º GP da Malásia, todos eles disputados no circuito de Sepang.

* O primeiro vencedor foi Eddie Irvine, com a Ferrari, em 1999.

* A Ferrari é a equipe que mais venceu na Malásia: cinco vitórias em dez corridas. McLaren e Renault venceram duas cada, contra uma da Williams.

* Nos treinos de classificação, domínio absoluto de Ferrari e Renault. Somente elas marcaram poles, com incríveis sete para a equipe italiana, contra três dos franceses.

* Largar na primeira fila é meio caminho andado para vencer em Sepang. Em apenas duas ocasiões o piloto vitorioso não estava entre os dois primeiros do grid: Ralf Schumacher em 2002, que largou em quarto, e Kimi Raikkonen em 2003, que havia saído em sétimo.

* Michael Schumacher é quem mais ganhou o GP da Malásia: três vezes. Kimi Raikkonen e Fernando Alonso venceram duas cada um.

* Por sinal, foi em Sepang a primeira vitória de Raikkonen, em 2003. Na mesma corrida, Alonso marcara sua primeira pole position.

* Nunca um brasileiro venceu na Malásia. Felipe Massa marcou duas poles.

* Vencedores do GP da Malásia:
1999 - Eddie Irvine, Ferrari
2000 - Michael Schumacher, Ferrari
2001 - Michael Schumacher, Ferrari
2002 - Ralf Schumacher, Williams BMW
2003 - Kimi Raikkonen, McLaren Mercedes
2004 - Michael Schumacher, Ferrari
2005 - Fernando Alonso, Renault
2006 - Giancarlo Fisichella, Renault
2007 - Fernando Alonso, McLaren Mercedes
2008 - Kimi Raikkonen, Ferrari

Vale relembrar dois “causos” da Malásia, publicados no ano passado, sobre as provas de 1999 e 2003.

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Trunfo das Equipes (15/16): Williams e Alfa Romeo

Com perdão pelo atraso de algumas horas, publico agora o penúltimo par de cartas do Trunfo das Equipes. Williams e Alfa Romeo, duas que certamente não poderiam faltar. A tradicional Williams, que dividiu com a McLaren as principais conquistas dos anos 80 e 90, e a Alfa Romeo, pioneira que dominou a Fórmula 1 em 1950 e 1951. A fábrica italiana chegou a retornar à categoria no final dos anos 70, mas não logrou o mesmo sucesso do passado e abandonou as pistas definitivamente em 1985.

Williams - clique para ampliar Alfa Romeo - clique para ampliar

 

Ainda hoje, as cartas finais.

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Que Williams é essa?

Foto: Divulgação/Bridgestone

Foto: Divulgação/Bridgestone

Fim do terceiro treino livre para o GP da Austrália e, mais uma vez, Williams na ponta. Nico Rosberg é o homem a ser batido no Albert Park. A Williams, quem diria, surge como uma das favoritas à pole na classificação de daqui a pouco.

Mas a concorrência será dura. Jarno Trulli, com a Toyota, ficou a apenas três milésimos de segundo do alemão. Jenson Button, com a Brawn, ficou coladinho, a pouco mais de um décimo. Está tudo embolado e embaralhado.

A Ferrari teve problemas com Kimi Raikkonen, que escapou da pista e teve de abandonar o treino logo no começo. Felipe Massa começou discreto, mas fez ótimas voltas no final que lhe garantiram o quarto lugar. Kazuki Nakajima, com a outra Williams, foi o quinto, com Rubens Barrichello fechando a lista dos seis primeiros.

O fato é que o bloco dos difusores polêmicos estão dominando a cena. Williams, Toyota e Brawn. Das equipes que ainda não adotaram o famigerado desenho em seus difusores, a Ferrari é quem se sai melhor. A McLaren está mal, como se esperava: 11º para Kovalainen, 12º para Hamilton. Aliás, curioso observar o finlandês andando melhor que o campeão mundial neste final de semana. Será que Lewis abate-se fácil sem um carro de ponta? Será que o comportamento do carro favorece Heikki? Ou será que na hora do “vamos ver” o inglês bota pra quebrar? Eu aposto na terceira alternativa.

A classificação começa daqui a duas horas, às 3h da manhã. Passa ao vivo na Globo. Se é para fazer uma aposta, eu vou no óbvio: Rosberg pole. Mas não dá para duvidar das Brawn, das Toyota, e até das Ferrari. Tudo pode acontecer, vai ser divertido pacas.

Que Fórmula 1 é essa, gente?

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Carros da F1 2009

Agora que finalmente todos os carros foram para a pista juntos em Montmeló, que tal conferir, lado a lado, todos os modelos que vão disputar a temporada 2009 da Fórmula 1?

Fotos: Reprodução/Adrivo

Fotos: Reprodução/Adrivo

Amanhã, meus pitacos sobre os resultados dos testes. É tanta loucura que preciso de um tempo para tentar formular um raciocínio.

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Williams revela nova pintura

Foto: Divulgação/Williams

Foto: Divulgação/Williams

Depois do vazamento provocado pela Allianz na semana passada, a Williams decidiu divulgar hoje oficialmente a nova pintura de seus carros para a temporada 2009.

Com um tom de azul um pouco mais claro do que havia sido apresentado antes – a considerar que possa ser apenas um efeito da iluminação -, o carro chama a atenção por ter detalhes aerodinâmicos um pouco diferentes daqueles apresentados nos testes em Jerez. A destacar, as “orelhas de burro” posicionadas ao lado do cockpit. Engenheiro encontrando brechas nas restrições do regulamento é sempre um barato.

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Patrocinador fura a Williams (de novo)

Foto: Divulgação/Allianz

Foto: Divulgação/Allianz

Quem disse que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar? Está aí a Williams para detonar o mito.

No ano passado a escuderia de Frank Williams passou a pré-temporada inteira com uma pintura provisória, anunciando que divulgaria a pintura definitiva de seu modelo somente às vésperas do GP da Austrália. No meio do caminho, no entanto, fez uma série de fotos promocionais para seus patrocinadores em Jerez de la Frontera Monteblanco (thanks, Nino!). Desavisada, a confecção McGregor vazou as fotos da pintura definitiva na Internet, imagens que acabaram retiradas dias depois.

Agora em 2009, nova gafe, exatamente como a anterior. Mudou apenas o patrocinador: a furona da vez foi a seguradora Allianz, que vazou fotos promocionais de 2009 em seu site, já com cores definitivas no FW31. A Williams está precisando dar mais atenção a seu departamento de marketing.

Sobre a pintura: bastante similar à do ano passado e bastante elegante. E ficou confirmada a ausência da Saudia Airlines, que tinha um acordo dado como certo com a equipe.

Quem descobriu tudo, mais uma vez, foi o intrépido Becken Lima.

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Novas Williams e Renault

Dia movimentado, com dois lançamentos na Fórmula 1. Williams e Renault divulgaram hoje em Portimão seus novos carros para a temporada 2009.

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Na Williams (acima), o FW31 foi apresentado ainda sem pintura definitiva, discretamente fotografado ao lado do piloto de testes, Nico Hulkenberg. Tem o mais largo dos bicos apresentados até agora e um surpreendente (pelo menos para mim) grande patrocínio da Philips. Já há alguns anos a empresa holandesa é parceira da equipe, mas não imaginava um logotipo tão bem posicionado. Pode ser apenas para testes, já que, até onde se sabe, a Williams fechou contrato com a Saudia Airlines para este ano. É aguardar para ver.

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Foto: Reprodução/Adrivo.com

Na Renault, um carro bem diferente e com nova pintura. O R29 tem bigorna (e pode?), bico largo, um desenho que em quase nada remete ao antecessor. E, na pintura, o azul foi abandonado, diminuindo a profusão de cores. Agora é tudo amarelo, laranja e branco, com detalhes em vermelho. Se por um lado ficou menos circense, por outro só restaram cores quentes… faltou equilíbrio. Mesmo assim, está melhor.

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